Vídeos Trilha da Maria Fumaça 2011

O vídeo oficial de nossa viagem 2011 está sendo produzido neste momento. Enquanto isso, você pode curtir o teaser do vídeo oficial e também um slide de fotos bem bacana produzido pelo Magela.

Teaser do vídeo oficial com imagens de Renato Amaral

Slide de fotos do Magela

Fotos da Trilha da Maria Fumaça 2011

Nesta página você pode conferir as fotos da Trilha da Maria Fumaça 2011. A cicloviagem que teve início em Curvelo no dia  20 de janeiro e chegou a Diamantina no domingo, 23 de janeiro.
Se você participou, com certeza terá alguma foto sua. Clique aqui e deixe um comentário para a galera.
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Cobertura Trilha da Maria Fumaça, Curvelo a Diamantina 2011

Por Bruno Fernandes. O retorno ao paraíso.

Momentos antes da saída de Patos de Minas
Momentos antes da saída de Patos de Minas

Em janeiro de 2010, rigorosamente nos mesmos dias, 20 entusiasmados companheiros fizeram uma viagem para a região que, aqui em Patos de Minas, costumamos chamar de “paraíso”. É um caminho cheio de histórias com trilhas pouco exploradas: A trilha da Maria Fumaça, uma cicloviagem de Curvelo a Diamantina.
Com o objetivo de curtirmos mais o trajeto,  o percurso foi feito com um dia a mais de duração que no último ano.
Este ano éramos  50 participantes vindos das cidades de Patos de Minas, Curvelo, Montes Claros, Felixlândia, Paraopeba, Caetanópolis, Belo Horizonte, Mojolos, Gouveia e Diamantina. Além dos bikers, uma equipe de apoio de 15 pessoas garantiu a alimentação e as acomodações de toda a turma.
Todos ficaram impressionados com as belezas naturais dos lugares e, para muitos, este trecho tem potencial para se tornar uma das principais rotas de ecoturismo do Brasil. A Trilha da Maria Fumaça foi um antigo ramal ferroviário desativado na década de 70 e muitas comunidades no seu entorno eram totalmente dependentes dela. Com o fim da ferrovia, muitas famílias ficaram completamente desamparadas.
Durante a viajem, o grupo distribuiu cestas básicas para algumas famílias das comunidades por onde passaram, em um ato simbólico do surgimento de um novo tempo para este povo.
Confira os vídeos da Trilha da Maria Fumaça 2011
 

Patos de Minas, 20 de janeiro

Café da Manhã na rua principal de Monjolos
Café da Manhã na rua principal de Monjolos

Enquanto a gente trabalhava em Patos de Minas, parte da turma já pedalava lá pelo “Grande Sertão Veredas”. Como parte da galera de Patos de Minas não podia “enforcar” este dia de trabalho saímos após as 18 horas. Nosso destino era Monjolos, onde o pessoal já nos aguardava para o próximo dia de pedaladas.
Na van, o Pedro Elias foi o destaque da viagem, com suas histórias mirabolantes. Depois de jantarmos em Três Marias, chegamos a Monjolos por volta de 02h da madrugada. O pessoal de BH – Raquel, Gustavo e Virgílio – chegou com o Renato Minhoca pouco antes. O Markim Kxão se acomodou na varanda da casa que passamos a noite e acordou sobre um banco de madeira.

Curvelo a Monjolos, 20 de janeiro

As 7 mulheres no primeiro pontilhão
As 7 mulheres no primeiro pontilhão

Paralelo à nossa quinta-feira de trabalho que não pudemos “enforcar” a galera que iria fazer os quatro dias, já se reunia na praça da estação e iniciou o pedal de 70 km às 10h da manhã. Depois de muitas fotos seguiram sentido Inimutaba, passando por estradas do “Grande Sertão Veredas”. Destaque para o Sérgio Zaggo, que venceu a caquente, embora não tendo pagado a dívida dele de 2010 com a ladeira. De Patos de Minas estavam também o Herculano Paulista e o Doutor Walner. Chegando tarde a Monjolos ainda tinham a prainha pra curtir após o almoço.

Monjolos a Conselheiro Mata, 21 de janeiro

Neste segundo dia da cicloviagem nos juntamos aos demais para completar a turma. Acordamos e fomos direto ao café da manhã que foi servido no meio da principal rua da cidade, em frente à praça da Estação. Era feriado em Monjolos. Após a foto oficial na Estação Ferroviária, saímos sentido Trilha da Maria Fumaça. Logo no início, o primeiro pontilhão que rendeu belas fotos, inclusive o registro das sete mulheres que fizeram o percurso. A beleza da trilha impressionava a todos. É um misto de muito verde, montanhas, cascalho e areia. Várias fendas pelo percurso provocavam comentários da galera.

Galera chegando a Rodeador
Galera chegando a Rodeador

Chegamos então a Rodeador, um distrito famoso pela extração de pedras. Logo na chegada o Walder foi descer a rampa da estação ferroviária e tomou aquele tombo de costas no chão.
A equipe de apoio nos aguardava à sombra no coreto. O sol já castigava. A resenha estava ótima e aos poucos a galera ia se conhecendo. Depois de termos reabastecido as energias, seguimos até Conselheiro Mata. É um trecho que exige um pouco mais dos bikers, com algumas subidas mais fortes. Mas tudo isso é recompensado pelo visual do vale e as belas cachoeiras que tínhamos para apreciar. As plantas características desta região também são um espetáculo à parte. Vale destacar também o Templo do Sol, de característica budista. Estava prevista uma visita até lá, mas devido uma mudança de programação não foi desta vez que fomos lá conhecê-lo. Pelo menos conversamos com a senhora que toma conta de lá.
Cachoeira Telesforo
Cachoeira Telesforo

Uma das novidades que mudou nossa programação foi a Cachoeira do Telesforo. Ela está localizada a 17 km de Conselheiro Mata. Uma boa parte da galera de Patos de Minas foi de bike e o restante nos carros e van. Pedalando, a galera disse que curtiu demais mas de van, a viagem não acabava. Estávamos pensando que havíamos caído em uma cilada. Uma pergunta frequente era “porque o almoço não foi servido no Kussú?” Quando vimos um pântano pra atravessar de van foi que acreditamos ainda mais na cilada. Que nada, pouco a frente estava uma cachoeira belíssima com uma enorme praia de areia branca. Podemos dizer que é o paraíso do paraíso.
Estrada Real
Estrada Real

Esta não tem como descrever. Melhor mesmo é você ver as fotos. Lá foi servida a refeição à sombra dos pequizeiros, que nos forneceram um dos ingredientes do almoço, além de churrasco e macarrão. Fomos embora junto com o sol. Na “viagem” de volta, tivemos um problema mecânico que não foi resolvido pelo Luis Farol de Carreta e sim pelo Doutor Walner, que deu um show de mecânica.
Depois de perder algumas vezes e estarmos seguindo sentido Diamantina, encontramos dois bikers de Diamantina que estavam indo ao nosso encontro, mas também perdidos. E dois grupos perdidos foi o bastante para encontramos o caminho correto para voltar a Conselheiro Mata. O jantar foi servido no tradicional Buteko do Kussú que estava nota 10. O cansaço físico tomava conta da galera que foi dormir cedo este dia. Claro que após a tradicional resenha na pousada e na casa que ficamos abrigados.

Conselheiro Mata a Barão de Guaicuhi, 22 de janeiro

A galera reuniu-se no Buteko do Kussu, tirou a foto oficial do dia. Seguimos então por trilhos com bastante água, areia e obstáculos. Era uma fila indiana sem fim. Destaque para o Netinho que é paradesportista, e mesmo sem a perna esquerda, quase sempre dispensava ajudas e vencia os obstáculos sozinhos. Impressionante a força e a força de vontade deste companheiro.
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Neste dia eram várias galerias a serem atravessadas. Em algumas delas era necessário uma pessoa para descer, pegara bike e atravessá-la para o outro lado. Considero o percurso do segundo dia o mais bonito. As trilhas são muito desafiantes e pedalamos o tempo quase todo margeando as encostas de um rio com bastantes cachoeiras. Observei o companheirismo do Luizão Caixa d’água. Ele está sempre disposto a ajudar e é o chamado fecha-trilha. O primeiro ponto de apoio foi em uma bela ponte. Estava nota 10.

Netinho, um vencedor
Netinho, um vencedor

Depois de reabastecer a energia, seguimos sentindo Mendes. É uma das únicas descidas que temos na Trilha da Maria Fumaça. E que descida. O sol castigava novamente. Chegamos então a Mendes, onde doamos cestas básicas aos moradores. Mendes é um conjunto de cinco casas que serviam de “Casas de Turma”. Lá moravam os profissionais que mantinham a ferrovia quando ela ainda estava ativa. Vários vestígios retratam esta época.
Bacana foi o morador da última casa que contava diversas histórias e após receber a cesta, nos retribuiu com algumas mangas. Após o almoço faltavam poucos km para chegarmos à prainha do alto pontilhão, mas antes tivemos que atravessar outro menor,  equilibrando sobre as réguas estreitas. Mais uma vez meu xará Ribas desafinou. Chegamos então à prainha e curtimos bastante o lugar.
Preparado para escalar?
Preparado para escalar?

Depois de passarmos por um trecho com bastante pedras e escalarmos com a bike nas costas, chegamos ao Alto Pontilhão. Lá é o lugar de apreciarmos a natureza. É o meu atual papel de parede. O bom é que também é o lugar de colarmos pneus, visto que alguns espinhos próximos à prainha vitimou boa parte da galera.
Faltavam poucos km para chegarmos a Barão de Guaicuhí. Era o momento de pedalar com montanhas embelezando a trilha. Chegamos ao fim do dia e fomos tirar fotos. Uma parte da galera foi à cachoeira e outra ficou no “Tradição Mineira” saboreando o churrasco.
À noite, tivemos também a palestra do Alex Mendes, da ONG Caminhos da Serra. Ele luta pela revitalização do trecho do antigo ramal ferroviário Diamantina, Gouveia e Monjolos. Ele nos contou a história da ferrovia e as expedições que são realizadas há mais de dez anos. Nosso representante Cabo Magela deixou também o seu recado.

E aí? Curtiu a vista?

Barão de Guaicuí a Diamantina, 23 de janeiro

Até breve, Barão de Guaicuí
Até breve, Barão de Guaicuí

Noispedala na Trilha da Maria Fumaça
Noispedala na Trilha da Maria Fumaça

Era o último dia de pedal. Depois da foto oficial na Estação de Barão, percorremos as trilhas rodeadas por montanhas e pelos tristes vestígios de um garimpo desativado. Chegamos à rodovia. Veio então a segunda grande novidade de 2011. Após o apoio na rodovia, não seguimos pela rodovia, e sim pela Reserva Natural Pau de Fruta, que é gerida pela Copasa. A reserva contém uma diversidade biológica que comprova sua excelente preservação. Registramos tudo em fotos e vídeos. É o ponto mais alto da trilha, com altitude máxima registrada de  1409 metros de altitude. Depois disso, claro, descidas de areia desafiadoras onde os mais ousados colocavam a bike de lado nas curvas.
Chegamos então a Diamantina pelo caminho da ferrovia e seguimos direto para a Estação Ferroviária onde registramos a foto oficial de 2011.
Chegamos a Diamantina
Chegamos a Diamantina

Éramos mais de 50 companheiros. Mudamos a rotina da cidade e, inclusive os vizinhos tiravam fotos de nossa turma. Já estávamos em clima de despedida e, confesso eu, que já estava com saudades neste momento.
Faltava a parte chata de colocar as bikes nos transbikes e retornamos às nossas cidades. Mas agora tem a parte boa que é contar todas as histórias dessa cicloviagem pelos históricos Trilha da Maria Fumaça.
Deixamos aqui registrados nosso agradecimento a todos do Amantes da Magrela e demais participantes que tornaram esta viagem uma realidade. Principalmente ao Bruno Ribas e ao Malaga que coordenaram nossa expedição. Parabéns também a todos vocês que compartilharam vários momentos bacanas nestes dias. E anotem aí na agenda, pois em 2012 tem mais, galera!

Roteiros GPS passando pela Cachoeira Telesforo

Confira os vídeos:

Parte 1

Parte 2

Extras

Teaser do vídeo oficial com imagens de Renato Amaral

Slide de fotos do Magela

Fotos

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Noispedala na Trilha da Maria Fumaça, região de Curvelo / Diamantina

Em janeiro de 2010, organizamos nossa primeira expedição, para aquele lugar onde chamamos de “paraíso”. Éramos 11 companheiros de Patos de Minas e mais 9 de Curvelo e Brasília, compartilhando emoções, um papo bem descontraído e principalmente desfrutando de paisagens peculiares. O companheirismo prevaleceu acima de tudo.

Galera que fez a trilha da Maria Fumaça em 2010
Galera que fez a trilha da Maria Fumaça em 2010

Foram 3 dias de pedal. O primeiro de 101 km intenso e mais dois dias bem relax de 34 e 24 km respectivamente. Todos os detalhes e fotos de 2010 você pode conferir no diário de bordo que fizemos e também um TV Noispedala que Eu e Robinho comentamos sobre nossa cicloviagem.
Um ano depois, convidados pela galera do “Amantes do Magrela”, um grupo de bikers de Curvelo, estaremos lá de volta. Visto a nossa satisfação de termos participado ano passado, convidamos você para curtir esta aventura conosco.
Este ano será um pouco diferente. O percurso que fizemos em 2010 em três dias, será feito em quatro dias. Ou seja, os amantes da magrela sairão de Curvelo na quinta-feira pela manhã, onde seguirão até Monjolos.
Você conhecerá verdadeiros papéis de parede
Você conhecerá verdadeiros papéis de parede

A galera do Noispedala fará a trilha a partir do segundo dia, onde inicia a Trilha da Maria Fumaça, na cidade de Monjolos. Será assim:
Sairemos de Patos de Minas à meia-noite de quinta para sexta e seguiremos até Monjolos. Na sexta serão 27 km de Monjolos a Conselheiro Mata, depois 34 km até Barão de Guaicuí e finalmente 24 km até chegarmos à Diamantina.
O custo da viagem será por volta de R$ 300,00. Sendo que R$ 190,00 serão referentes à organização do pessoal de Curvelo, onde teremos disponíveis local para dormirmos, lanche, refeição, churrasco, café da manhã, apoio com águas, frutas e sanduíche. Teremos também refrigerante, cerveja e sucos. Haverá carros, equipe de apoio, cozinheira e churrasqueiros. Quem participar também irá ganhar a camiseta oficial do evento.
Curtiu a ideia? Entre em contato conosco. Deixe seu comentário abaixo ou ligue para 9169-0141 (Bruno), 9926-4449 (Euler) ou 9975-4745 (Magela).
Já temos uma turma grande confirmada e contamos com a sua presença, e mais uma galera para confirmar. Veja que galera! Lembrando que as vagas são limitadas a 30 pessoas.
Veja só quem está confirmado:

  • Bruno Fernandes
  • Euler Caixeiro Viajante
  • Walner Dias
  • Marquim Passarim
  • Robim Elite de Patos
  • Fabiano Spaço
  • Luis Farol de Carreta
  • Celinho Band Bike
  • Magela
  • Herculano Paulista
  • Pedro Elias Pneus União
  • Criscelle
  • Heber Contador (Primo do Alberto)
  • Reginaldo Nunes Transnunes
  • Renato Amaral Banco do Brasil
  • Walder Filho Motoagra
  • Olemar IEF
  • Lúcio Agrocerrado
  • Carlos Campos
  • Sérgio Zaggo Pivodrip
  • Helenice Zaggo esposa do Sérgio
  • Renato Coopatos
  • Gustavo BH primo do Walner
  • Raquel namorada do Walner
  • Vandinho Dentista
E aí? Topa o desafio?
E aí? Topa o desafio?

Confira as fotos de 2010

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Diário de Bordo: Sérgio Zaggo no Claro Brasil Ride 2010 parte 1

O Claro Brasil Ride é a maior ultramaratona de mountain bike do Brasil. A primeira edição está acontecendo agora na Chapada Diamantina, interior da Bahia, de 14 a 19 de novembro.

TransTora, mais uma empresa do Grupo Tora Racing
TransTora, mais uma empresa do Grupo Tora Racing

Viajamos eu e o Tora (vulgo Ronaldo). Um lance legal aconteceu em uma de nossas paradas na viagem: encontramos com uma das carretas da TransTora, mais uma das empresas do Grupo Tora Racing, vejam a foto. O Tora está trabalhando como voluntário na organização, e eu estou curtindo um cicloturismo paralelo ao evento, com possibilidade de realizar as provas em parte ou em todo o percurso de cada etapa.
Como a prova é de nível internacional (vejam o hall da fama em www.clarobrasilride.com), os melhores atletas nacionais e estrangeiros estão por aqui. E as bikes então, nem se fala! E podem crer, as full estão dominando, eu diria que 80% das que estão aqui são FS. São cerca de 120 duplas.
No domingo aconteceu o prólogo, que foi um percurso curto, só 12 km, muito técnico, cujo objetivo era definir o grid de largada dos próximos dias.
Sérgio Zaggo em mais uma aventura pela Chapada Diamantina
Sérgio Zaggo em mais uma aventura pela Chapada Diamantina

Os caras estavam alucinados, loucos pra correr. E o circuito era só pedra e buraco. Os atletas mais bem colocados no prólogo saem na frente nas demais etapas. Um coisa interessante é que o vencedor fechou com 31 minutos, e uma dupla local, da Chapada, com equipamento muito inferior, fechou com 38 minutos em oitavo lugar!
O segundo dia foi pedreira, 135 km, de Mucugê a Rio de Contas. Teve estradão, descidas fortíssimas, single track na mata, chuva, e para fechar, 25 km de subida forte no final do trecho. Os caras chegaram destruídos (e nós inteiros, pedalamos somente os 50 km mais bacanas do trecho). A largada foi às 6:00 da matina, e às 21:00 ainda tinha gente chegando (creio que eram duplas que se recusaram a subir no vassourão).
A terceira etapa aconteceu hoje, 85 km com um primeiro trecho bastante técnico, de descidas fortes em pedras, e depois muito morro. Nós largamos junto com os competidores e pedalamos a etapa toda, e deixamos até umas duplinhas pra traz.
Temos ainda mais três dias de competição, vou ficar ligado aqui e relato pra vocês. Enquanto isso vão conferindo no site do evento.

Confira algumas fotos desta ultra aventura

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Diário de Bordo: Noispedala na Serra do Cipó, setembro de 2010

Por Bruno Fernandes, Cardeal Mota, Serra do Cipó, de 03/09/10 a 07/09/10
Foi um fim de semana prolongado (ou alongado) daqueles que faz a vida valer a pena. Uma turma muito animada, unida e com um objetivo em comum. Curtir a natureza. Pedal pesado que é o comum, não foi muito, mas, não teve um dia que não chegássemos de volta para casa exaustos. Mas é claro, de alma lavada.
Vamos narrar o que aconteceu dia a dia.

Casa em que passamos o feriadão
Casa em que passamos o feriadão

Sexta-feira, 03/09/10
Por volta das 13 horas, saíram da Power Bike o Herlley, Tatiane e Walner. Em BH eles encontraram com o Gustavo fechando assim a primeira parte da turma. Às 16h30 horas saíram mais dois carros de Patos de Minas. Um com o Luiz DF cunhado do Maquinhos, o Marquinhos, Bruno Fernandes e Euler Caixeiro Viajante. No outro estavam o Sérgio Zago, a Elenice e nossos mantimentos para passarmos o feriadão. Na saída, na entrada do Bairro Planalto quase que finda nossa viagem devido à um problema no trânsito. Passado o susto seguimos viagem, até jantarmos em Paraopeba, onde o Marquinhos relembrou um restaurante que almoçava há 10.000 anos atrás.
Foi lá que decidimos arriscar em um atalho que o Sérgio já havia errado uma vez. Entramos para Sete Lagoas, logo depois Baldim. Após uma volta nesta cidade, o Sérgio mesmo com GPS fala: “Estou perdido, onde é a saída?”. A sorte é que o GPS da cabeça do Euler estava ligado.
Chegamos a Cardeal Mota por volta das 23 horas, onde fomos diretamente para a casa, onde descemos as bikes, malas e mantimentos e depois da primeira resenha, fomos dormir. Finda aí o primeiro dia.

Panorâmica do primeiro dia de pedal. Rumo ao Travessão
Panorâmica do primeiro dia de pedal. Rumo ao Travessão

Sábado, 04/09/10
Foi o primeiro dia de pedal. Depois de o Walner nos amedrontar com a subida do deslocamento, decidimos transportar as bikes nas caminhonetas. Paramos em uma pousada, onde descemos as bikes e começamos o pedal. Várias subidas e descidas técnicas, riachos, trilhas de perder o fôlego e pedra. Muita pedra mesmo. Em muitos momentos o único artifício era carregar a bike. Nem empurrar era possível.
Não era nada fácil, muitas pedras no caminho
Não era nada fácil, muitas pedras no caminho

Após encontrarmos com várias pessoas que estavam cruzando o Parque da Serra do Cipó, chegamos ao nosso destino. O Vale do Travessão. Uma vista de perder o fôlego. E haja sapatilha para andar sobre as pedras. Esperto mesmo foi o Sérgio Zago que foi de bota e pedal plataforma.
A volta que prometia ser difícil visto o cansaço que tomava conta da turma foi uma verdadeira maratona. Pelo visto o ofurô em que ficamos por alguns minutos repôs a energia perdida e a galera tocou o terror! O resultado foi um tombo atrás do outro e ninguém se importava.
Ao chegarmos à rodovia, a briga foi por quem iria levar a caminhoneta, todo mundo queria voltar pedalando. E após descidas de 72km/h, fomos brindados com um belo visual unido a um por do sol sem igual.
Já eram 18h40 quando chegamos a casa, onde fomos brindados com um super jantar preparado pela Elenice.
O Travessão
O Travessão

Logo após a galera tomar aquele banho, veio o churrascão de primeira qualidade, uma conversa bem alongada e foi quando notamos a presença do Gabrieeeeeeeel, nosso vizinho ilustre. Fomos dormir madrugada afora, visto a adrenalina que tomava conta da turma.
Domingo, 05/09/10
Uma pausa para a foto oficial. Atenção para a barreira construída que imaginamos ser por escravos
Uma pausa para a foto oficial. Atenção para a barreira construída que imaginamos ser por escravos

No domingo o destino eram duas cachoeiras, dentro de uma área controlada pelo IBAMA. A turma foi reforçada pela Elenice, que mesmo o percurso sendo muito técnico como o primeiro dia, ela pedalou pra valer.
Após riachos sem tatuzinhos, paredões, paredes construídas manualmente, areia e muitas trilhas, chegamos à Cachoeira Andorinha. Uma cachoeira muito bonita, com uma queda muito alta e bem desafiante. A galera tocou o terror saltando e escalando. Destaque para o Herlley, Sérgio e Luiz DF. O Euler e o Bruno também não ficaram pra trás e também escalaram. Enquanto isso o Marquinhos só na sombra. Nem água fresca ele quis.
Depois de esbaldarmos na primeira cachoeira, fomos para a segunda, bem próxima. A Cachoeira do Gavião. Lá o Marquinhos acordou e foi escalar com o Gustavo e  com o Walner.
O retorno para casa foi bem bacana. Haviam várias pessoas em grupo fazendo trekking, e cada encontro rolava um papo legal, com várias histórias.
Parte alta da Cachoeira Andorinha
Parte alta da Cachoeira Andorinha

Encontramos até pessoas que têm casas dentro do parque. E a galera tocou o terror nas descidas e subidas extremamente técnicas.
Imagino o que passava pela cabeça do pessoal que tava assistindo aquele “show de terror”.
Chegamos novamente juntos com o por do sol e fomos brindados com um belo tropeirão.
Minutos depois chegaram Walner, Marcos e Gustavo contando as histórias do alto da Cachoeira do Gavião.
Depois disso foi só tomar o banho, relaxar as pernas, comer aquele churrasco e recuperar as energias para o dia seguinte. E claro, interagirmos com o Gabrieeeeeeeeeel, que tinha uma boca suja demais.
Cachoeira Gavião
Cachoeira Gavião

Segunda-feira, 06/09/10
Arara na sede do Parque controlado pelo IBAMA
Arara na sede do Parque controlado pelo IBAMA

Era uma segunda-feira de dia preto na folhinha, mas para a nossa galera era dia de férias. Era o dia mais tranqüilo de pedal, mas o trekking era nível de dificuldade altíssimo. Fomos reforçados pela presença da Tatiane e da Doutora Raquel no pedal.
Era aniversário da Raquel que nos brindou com sucos, pão de queijo e um bolo.
Fomos pedalando até a entrada do Parque também controlado pelo Ibama. Logo após a entrada, antes do início da trilha uns companheiros. Duas araras azuis chamaram a atenção da galera. Foi dado início ao pedal, menos técnico, mas com muita areia. Em alguns locais parecia deserto. Após algumas trilhinhas chegamos ao Cânion das Bandeirinhas. Tinha mais pedra que o Depósito do Astério. Aí começou o trekking sobre elas. Substituímos as sapatilhas por botas e fomos superar os obstáculos.
Show de escalagem do Professor Doutor Valner
Show de escalagem do Professor Doutor Walner

Em alguns locais só havia duas opções: escalar ou nadar. E claro, muitos saltos. Calculo mais de 2 km de pedras a serem superadas. Nem observamos que já estava anoitecendo. Já não avistávamos mais o sol quando chegamos à cachoeira do Cânion das Bandeirinhas. Descemos rapidamente sobre as pedras, pegamos as bikes e aproveitamos mais uns 20 minutos de claridade. Após passarmos um belo ribeirão, apagaram-se as luzes. Aí a galera tocou o terror novamente. Íamos guiando pelo rumo e detalhes dos trilhos brancos. Metade da galera tinha lanternas e a outra não. Fomos os últimos a sair do parque e faltava ainda o deslocamento através de estrada de terra e um pouco de asfalto.
Chegamos a casa depois das 20 horas e mais uma vez estava lá a Elenice e a Tatiane nos servindo um belo lance. Desta vez cachorro quente com Guaraná Taí.
Aí fomos preparar o terceiro e último dia de churrasco. Depois de algumas desavenças com o nosso amigo oculto Gabrieeeeeeeel, descansamos a buzina. Para a maior parte da galera foi o último dia de aventuras.

Um dos pores-do-sol que presenciamos
Um dos pores-do-sol que presenciamos

Terça-feira, 07/09/10
O primeiro carro a deixar as dependências da casa foi do Luiz DF, com o Marquinhos, Bruno e Euler. Saímos 05h da manhã. Mais tarde saíram o restante do pessoal, exceto Walner, Gustavo e Raquel que acredito que tenham ido para mais uma jornada de aventuras.
É isso aí galera. Certamente esqueci alguns detalhes, então peço que complementem aí. Não foi desta vez que encontramos com a galera de Curvelo. Parabéns a todos pelo companheirismo e superação, pois não foi nada fácil. Um abraço ao amigo Gabrieeeeeeel e sua mãe. E vamos fazendo economias para pagarmos os terrenos comprados, que na minha conta foi mais de 30 investimentos.
Para fechar, registro aqui para a eternidade, o nome dos companheiros aventureiros: Bruno Fernandes, Luiz DF, Marquinhos Caixeiro, Euler Caixeiro, Doutor Walner, Doutora Raquel, Herlley Power bike, Tatiane do Herlley, Sérgio Zago, Elenice Zago e Gustavo Primo do Walner.

Confira todas as fotos desta aventura

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Noispedala no Caminho das Abadias até Andrequicé

Nos dias 7 e 8 de Agosto iremos fazer uma pedalada até Andrequicé passando pelo belo Caminho das Abadias, será uma pedal de 104 Km divididos em dois dias.

Será uma cicloviagem repleta de paisagens como esta
Será uma cicloviagem repleta de paisagens como esta

No 1º dia, sairemos as 07h00min da porta da igreja de N. S. da Abadia no bairro Vila Garcia, iremos em um ritmo bem tranquilo e faremos nossa primeira parada no km 25 na localidade de Santiago de Minas, já no município de Presidente Olegário por volta das 09h30min. Essa parada será  rápida, somente para quem quiser tomarum refri e esticar as pernas.
A  2º perna da manhã  será de aproximadamente 18 km, porem com uma subida bem forte de 3,5 km (tipo secretária).
As 11h30min faremos nossa parada para o almoço na localidade de Marimbondo. O menu será arroz carreteiro, macarrão, salada e frango ensopado.
As 14h30min após tomarmos café, sairemos para a ultima perna do dia, iremos pedalar aproximadamente 20 km, até a fazenda do Alamir, que fica depois do rio da prata, com previsão de chegada as 17h30min.
Faltou fôlego?
Faltou fôlego?

Na fazenda do Alamir montaremos nosso acampamento, o menu do jantar será salada, frango em calda, macarronada e arroz carreteiro (bem diferente do almoço).
No dia seguinte levantaremos acampamento as 07h30min, faremos a 1ª perna de 20 km até a comunidade de Galena (terra do Bruno). A segunda é ultima perna do passeio, será de aproximadamente 20km, com direito a muitas trilhas e subidas técnicas. Se tudo der certo as 12h06min chegaremos em Andrequicé. O almoço será no barracão da igreja e o banho é de cachoeira.
Para essa aventura teremos um caminhão (F4000) de apoio, cozinheiro com tralha para fazer o rango (almoço, café, jantar, café da noite  e café da manhã) e água nas paradas. Cada biker deverá levar barraca, colchão e cobertor.
Noispedala no Caminho das Abadias
Noispedala no Caminho das Abadias

Iremos voltar para Patos em nossos veículos particulares, as esposas, namoradas ou amigos terão que nos resgatar em Anrequicé.
O valor das despesas dependerá da quantidade de pessoas que farão a pedalada.
Qualquer duvida é só postar aqui no site. Com certeza será uma aventura muito bacana.

E afinal, quem é Lucas Couto?

Lucas Couto, nosso correspondente internacional
Lucas Couto, nosso correspondente internacional

Lucas Couto Matos reside em Patos de Minas. É médico neurologista no Hospital Vera Cruz, casado com a Polyana Casaes e em um futuro próximo será pai do Henrique. Aí começa um problema sério, pois o Lucas comprou uma speed pro seu filho que está na barriga da Polyana, só que pelos impactos na barriga da mamãe, o menino praticará é mountain bike. Imagine a decepção do pai speedeiro. Ele é um dos organizadores da Copa Vera Cruz de Ciclismo.
Quando ficamos sabendo que ele participaria do Le Etape du Tour e acompanharia o Tour de France, logo o convidei para redigir diários de bordo, como o Sérgio Zaggo fez no Bike Luz. Ele gostou muito da idéia e disse que até já faria isso, e que seria uma honra.
Noispedala na França
Noispedala na França

Aí fomos surpreendidos. O cara tornou-se um correspondente internacional de primeira qualidade. Conseguiu passar a emoção que é participar e acompanhar as duas competições. Ele tornou o assunto não só nas pessoas do meio do ciclismo, e também de pessoas que simpatizam com o esporte e com o noispedala. Incrível a quantidade de pessoas que me procurava pra conversar sobre os diários de bordo do Lucas.
Além dos diários, ele fez fotos excelentes. Como bom patureba, ele sempre estava em lugares privilegiados. Como nem tudo são flores, o cara quase foi atropelado pelo seu ídolo. Isso mesmo, o Lance Armstrong quase passou por cima dele. Imagine só se isso acontecesse? E o escrito Noispedala Tour 2010. Que bacana, ficamos emocionados. Essa marca está para um ciclista, como para um rockeiro, ter o nome escrito na Abbey Road.
Os Rosinhas foram bem representados. Completou os 181 km
Os Rosinhas foram bem representados. Completou os 181 km

Nós dos noispedala gostamos muito dessa nova interação, pois nosso site (nosso mesmo), que segundo o Gilmar, se tornou de domínio público, transformou no canal de comunicação com o Lucas. Virou foi um bate papo mesmo, com amigos e familiares.
Quem sabe em 2011 a delegação de nossa região aumente no Le Etape du Tour e no Tour de France hein?
Criamos uma página especial que agrupa todos as postagens relacionadas à essa aventura. O intuito é você divulgar para seus amigos e trazer cada dia mais, novos adeptos ao ciclismo. O link é o seguinte: https://www.noispedala.com.br/tag/le-tour-de-france/
Em breve gravaremos uma edição especial do TV Noispedala com o Lucas. No momento, como forma de agradecimento, produzimos o seguinte vídeo com imagens do nosso atleta e correspondente internacional.

Obrigado Lucas Couto. Estamos orgulhosos de você! Forte Abraço do Bruno Fernandes e do Magela e boas pedaladas.

As aventuras de Lucas Couto: Le Tour de France #20 Final

Longjumeau a Paris Champs-Élysées, França, Domingo – 25/07/10

E o tour chegou ao fim
E o tour chegou ao fim

Eram 09:30 hr quando peguei um trem na estação da cidade de Libourne em direção a Paris. A chegada estava prevista para as 13:45 hr e se tudo desse certo, ainda tinha uma chance de ver a chegada dos ciclistas na Champs Elysees. A viagem foi muito tranqüila. Recomendo viajar de trem na Europa. É barato, seguro, pontual e muito rápido. Fato inusitado foi o “cobrador” ter encrencado com a minha mala após já termos viajado por cerca de 2 horas. Disse que era grande e só poderia ter embarcado com bagagem de mão. Mas e o mala-bike? Podia? Tinha o dobro do tamanho da mala e ele não falou nada. Mais uma vez, constatei a moral da bike nesta terra. Ninguém “mexe” com elas. Santa Bicicleta…
A chegada foi pontual. Na estação, já me esperava o brasileiro Matheus. Ele trabalha como taxista aqui em Paris e tem a vantagem de ser seguro, mais barato e não importar com o volume das bagagens.
O "Francês" Lucas Couto
O "Francês" Lucas Couto

Facilidades que a só a internet nos proporciona. Recomendo. Já fui entrando no táxi e dizendo “amigo, esse táxi voa?” Como era domingo, o trânsito tava tranqüilo e logo cheguei ao hotel. Fiz o check-in a jato, deixei as malas no quarto, e em poucos minutos já estava dentro do metrô a caminho da Champs. Não demorou 10 minutos, cruzei a cidade e ao sair da estação de metro já fui dando de cara com uma multidão na rua. Havia chegado a tempo. Olha, numa boa, nunca vi tanta gente reunida em um só lugar. Mais uma vez assustei. Aí sim o bicho pegou. Era gente em cima de escada, de árvore, nos ombros dos pais. Sem chance de chegar lá na grade, haviam “camadas” de pessoas, tipo 8 na sua frente. Só avistava o outro lado da rua. Mas aí, depois de dar aquele giro, vi uma turma de jovens ingleses na beira da grade mandando ver na cerveja. Fui encostando, empurra daqui, empurra dali e na medida que eles iam saindo para fazer xixi, eu ia chegando mais próximo da grade. E deu certo, demorou uns 40 minutos e consegui ficar a 1 pessoa da grade. Não demorou muito e o pelotão entrou na avenida socando a bota.
Avenue des Champs-Élysées
Avenue des Champs-Élysées

Eram 8 voltas. Impressionante a velocidade. Mas imaginem vocês. Circuito plano, últimos minutos do Tour, milhares de fãs na rua, o mundo alí te assistindo. Era o grand finale. Uma etapa neutra para fins de classificação geral mas tinha briga pela vitória da etapa. E deu ele, Mark Cavendish.
Depois da premiação, já com bem menos pessoas na avenida, os ciclistas voltam para uma volta de despedida, em suas bikes e acabam dando mais um show. Vão até a grade, cumprimentam os fãs, dão autógrafos e posam para fotos. E com exceção das estrelas. vão embora para seus hotéis de bike mesmo, pedindo licença para as pessoas nas ruas. Chegava ao fim o Tour de France 2010.
Imagino que algumas pessoas tenham curiosidade em saber quantos Km´s percorri, quantos quilos perdi ou então quantos euros gastei nesta viagem. Eu não sei. Mas sei que nos últimos 10 dias eu ganhei muito. Conheci lugares inesquecíveis, conversei com pessoas do mundo todo, numa única língua, o ciclismo e fiz o que mais gosto na vida, pedalei. E quanta gente especial passou por este site para acompanhar um pouquinho desta aventura.
O meu muito obrigado a todos, mais uma vez.
Vive le Tour! Poly e Henrique, amo vocês sempre.
Nesta atualização, temos até um vídeo galera. Confira.

Confira as fotos do último dia do Tour de France

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As aventuras de Lucas Couto: Le Tour de France #19 CRI

Bordeaux a Pauillac (CRI), França, Sábado – 24/07/10

O Senhor de 74 anos que "deu na cabeça" do Lucas
O Senhor de 74 anos que "deu na cabeça" do Lucas

Hoje era um dia do Tour esperado por todos. Dia de prova de contra-relógio individual. Um verdadeiro desfile dos ciclistas e suas bikes, ou melhor suas máquinas. Era a hora de conhecer de perto o circo das equipes com seus ônibus maravilhosos, rodeados pelo local de aquecimento dos ciclistas.
Por volta das 10 horas da manhã, saímos da pequena cidade medieval de Saint-Emilion em direção a Bordeaux, local de largada da prova. A ciclovia, sim aqui não se pedala em rodovia, era em um local mais uma vez abençoado por Deus. Os vinhedos em contraste com os girassóis proporcionavam uma paisagem muito bacana.  Estava uma manhã bem gostosa para se pedalar.
No caminho, alcançamos um senhor pedalando e que por coincidência morava em Bordeaux.
Futuro tri-campeão, Alberto Contador, primo do Heber Contador
Futuro tri-campeão, Alberto Contador, primo do Heber Contador

Grudamos nele. Não sabíamos como entrar na cidade de Bordeaux. Nosso guia havia ficado com outro grupo para trás e tínhamos pressa em chegar.
Detalhe, esse senhor tem 74 anos de idade, pedala diariamente e hoje estava terminando um treininho de 120 Km. Disse que quando trabalhava, a bicicleta era seu meio de transporte. E não achem que o velhinho sobrou do pelotão alguma hora não. Impôs seu ritmo e mandou ver. Tem no seu currículo 2 Le Etape´s (Mont Ventou e Alpe d´huez).
Com essa mãozinha, logo chegamos na praça principal da Bordeaux, rodeada por monumentos e prédios históricos. É considerado um patrimônio histórico da humanidade. Então não é preciso descrever a beleza. Era ali que a turma ia “socá a bota” com força.
A lenda mundial, Lance Armstrong
A lenda mundial, Lance Armstrong

Como bom brasileiro, ou melhor mineiro, logo fui dando um jeitinho de buscar o melhor ponto para acompanhar a largada e acabei decidindo não ficar na avenida. Tava lotado, os ciclistas passavam muito rápido e fotografá-los não seria nada fácil. Depois via na TV. Rodei, rodei, fucei, fucei e aí descobri um portãozinho lá no fundo do parque, por onde os feras saíam dos seus ônibus em direção ao ponto de pesagem e largada. Tinha poucos policiais e o contato era tipo “ ô garoto, saí da frente!”. Fome? Sede?. Tava disposto a ficar ali uns 2 dias direto se fosse preciso.
Terminada a prova, foi hora de zarpar no mundo de volta para Saint-Emilion. Me perdi do grupo, não sabia o caminho de volta e acabei tendo mais uma experiência bacana. Fui até uma estação, peguei um trem rápido, a bike viajou ao meu lado e em poucos de 30 minutos estava de volta ao meu hotel. Detalhe, preço da passagem: R$ 20. Aprende Brasil!!!
Amanhã sigo cedo para Paris e existe uma possibilidade pequena de curtir o finalzinho do Tour. Acabei optando por assistir à prova de CRI à chegada na Champ Elysees.

Grande abraço a todos, curtam o domingo com estas fotos e amanhã é noispedala em Paris!

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