Diário de Bordo: Pedal da Band na 2ª Pedalada da Saúde rumo Santuário Andrequicé

Com 39 graus de temperatura, as pequena sombras foram muito disputadas.
Com 39 graus de temperatura, as pequena sombras foram muito disputadas.

Presidente Olegário e Andrequicé, 5 de agosto de 2012
Por Márcio Abdala
Há mais de um século, durante a primeira quinzena do mês de agosto, as  atenções  da população se voltam para a festa  que culmina no dia 15 de agosto,  dia de  Nossa  Senhora da Abadia, onde os fieis e/ou aventureiros, deslocam para o povoado a pé,  a cavalo, carros  de bois e também de BIKE.
O último domingo, 5 de agosto, foi marcado por um pedal abençoado. Desde a organização, até o desfecho final, não tivemos nenhum empecilho. O espírito e companheirismo do pedal foi perfeito, digno dos melhores. Saímos de ônibus as 7hs da Band Bike, rumo a Presidente Olegário, onde, preparamos as bikes e partimos rumo ao Santuário Andrequicé. Tivemos a companhia do ciclista Júnio Alves, que apenas treinava, esbanjando disposição e habilidade.
Os rios atravessados eram muito aguardados.
Os rios atravessados eram muito aguardados.

Os primeiros 20 km pedalamos num ritmo forte, até a primeira parada. O carro de apoio ainda nos acompanhava. Foi quando o companheiro Elizander desistiu de prosseguir. Porém, sua participação foi marcada pelo seu esforço e superação. Andrequicé 2013 o aguarda.
Na primeira metade da trilha, fomos contemplados com o belo visual do mirante. Aquele horizonte recarregou nossas energias, nos ajudando a lidar com o forte sol de 39 graus, muita poeira e cascalho. As raríssimas sombras de galhos secos, sempre disputadas, tornaram um local ideal para aquela rápida hidratação.
Areia, muita areia, dificultou bastante a romaria.
Areia, muita areia, dificultou bastante a romaria.

Quando aproximávamos do Rio da Prata, já podíamos sentir o cheiro da mata molhada e uma agradável umidade. Contemplamos um visual preservado e uma praia fresca e limpa. Lugar ideal para um lanche rápido, resenhas e várias fotos.
Mantivemos um bom ritmo até o final do pedal. Quando visualizamos Andrequicé ao longe, veio   aquela sensação mista, de missão cumprida e uma leve nostalgia.
Parabéns ao Luciano e ao Celinho pela organização, promoção ao MTB e também a todos os companheiros, que transformaram um domingo qualquer, em um domingo único.
Abraços.
O tão elogiado Suco Cemil Soy ajudou a galera a cumprir o objetivo.
O tão elogiado Suco Cemil Soy ajudou a galera a cumprir o objetivo. Pedro Elias Brutão, Romaria e Andrequicé em 2012

Parte dos companheiros que completaram a romaria.
Parte dos companheiros que completaram a romaria.

Ciclistas: Andrequicé 2012

  1. Augusto
  2. Bruno Cesar
  3. Célio Batista
  4. Daniela de Oliveira
  5. Edson
  6. Elizander
  7. Fabio
  8. Giovane Braga
  9. João Carlos
  10. Juninho
  11. Kenzo Alvarenga
  12. Leandro Alves
  13. Luciana Borges
  14. Luciano Marques
  15. Márcio Abdala
  16. Marcos Bemfica
  17. Murilo Fonseca
  18. Paulo Camelo
  19. Pedro Elias Dos Reis
  20. Ricardo
  21. Selmir Lopes

TV Noispedala especial de Andrequicé

Fotos

Percurso GPS


Diário de Bordo: Noispedala na Serra do Cipó, setembro de 2010

Por Bruno Fernandes, Cardeal Mota, Serra do Cipó, de 03/09/10 a 07/09/10
Foi um fim de semana prolongado (ou alongado) daqueles que faz a vida valer a pena. Uma turma muito animada, unida e com um objetivo em comum. Curtir a natureza. Pedal pesado que é o comum, não foi muito, mas, não teve um dia que não chegássemos de volta para casa exaustos. Mas é claro, de alma lavada.
Vamos narrar o que aconteceu dia a dia.

Casa em que passamos o feriadão
Casa em que passamos o feriadão

Sexta-feira, 03/09/10
Por volta das 13 horas, saíram da Power Bike o Herlley, Tatiane e Walner. Em BH eles encontraram com o Gustavo fechando assim a primeira parte da turma. Às 16h30 horas saíram mais dois carros de Patos de Minas. Um com o Luiz DF cunhado do Maquinhos, o Marquinhos, Bruno Fernandes e Euler Caixeiro Viajante. No outro estavam o Sérgio Zago, a Elenice e nossos mantimentos para passarmos o feriadão. Na saída, na entrada do Bairro Planalto quase que finda nossa viagem devido à um problema no trânsito. Passado o susto seguimos viagem, até jantarmos em Paraopeba, onde o Marquinhos relembrou um restaurante que almoçava há 10.000 anos atrás.
Foi lá que decidimos arriscar em um atalho que o Sérgio já havia errado uma vez. Entramos para Sete Lagoas, logo depois Baldim. Após uma volta nesta cidade, o Sérgio mesmo com GPS fala: “Estou perdido, onde é a saída?”. A sorte é que o GPS da cabeça do Euler estava ligado.
Chegamos a Cardeal Mota por volta das 23 horas, onde fomos diretamente para a casa, onde descemos as bikes, malas e mantimentos e depois da primeira resenha, fomos dormir. Finda aí o primeiro dia.

Panorâmica do primeiro dia de pedal. Rumo ao Travessão
Panorâmica do primeiro dia de pedal. Rumo ao Travessão

Sábado, 04/09/10
Foi o primeiro dia de pedal. Depois de o Walner nos amedrontar com a subida do deslocamento, decidimos transportar as bikes nas caminhonetas. Paramos em uma pousada, onde descemos as bikes e começamos o pedal. Várias subidas e descidas técnicas, riachos, trilhas de perder o fôlego e pedra. Muita pedra mesmo. Em muitos momentos o único artifício era carregar a bike. Nem empurrar era possível.
Não era nada fácil, muitas pedras no caminho
Não era nada fácil, muitas pedras no caminho

Após encontrarmos com várias pessoas que estavam cruzando o Parque da Serra do Cipó, chegamos ao nosso destino. O Vale do Travessão. Uma vista de perder o fôlego. E haja sapatilha para andar sobre as pedras. Esperto mesmo foi o Sérgio Zago que foi de bota e pedal plataforma.
A volta que prometia ser difícil visto o cansaço que tomava conta da turma foi uma verdadeira maratona. Pelo visto o ofurô em que ficamos por alguns minutos repôs a energia perdida e a galera tocou o terror! O resultado foi um tombo atrás do outro e ninguém se importava.
Ao chegarmos à rodovia, a briga foi por quem iria levar a caminhoneta, todo mundo queria voltar pedalando. E após descidas de 72km/h, fomos brindados com um belo visual unido a um por do sol sem igual.
Já eram 18h40 quando chegamos a casa, onde fomos brindados com um super jantar preparado pela Elenice.
O Travessão
O Travessão

Logo após a galera tomar aquele banho, veio o churrascão de primeira qualidade, uma conversa bem alongada e foi quando notamos a presença do Gabrieeeeeeeel, nosso vizinho ilustre. Fomos dormir madrugada afora, visto a adrenalina que tomava conta da turma.
Domingo, 05/09/10
Uma pausa para a foto oficial. Atenção para a barreira construída que imaginamos ser por escravos
Uma pausa para a foto oficial. Atenção para a barreira construída que imaginamos ser por escravos

No domingo o destino eram duas cachoeiras, dentro de uma área controlada pelo IBAMA. A turma foi reforçada pela Elenice, que mesmo o percurso sendo muito técnico como o primeiro dia, ela pedalou pra valer.
Após riachos sem tatuzinhos, paredões, paredes construídas manualmente, areia e muitas trilhas, chegamos à Cachoeira Andorinha. Uma cachoeira muito bonita, com uma queda muito alta e bem desafiante. A galera tocou o terror saltando e escalando. Destaque para o Herlley, Sérgio e Luiz DF. O Euler e o Bruno também não ficaram pra trás e também escalaram. Enquanto isso o Marquinhos só na sombra. Nem água fresca ele quis.
Depois de esbaldarmos na primeira cachoeira, fomos para a segunda, bem próxima. A Cachoeira do Gavião. Lá o Marquinhos acordou e foi escalar com o Gustavo e  com o Walner.
O retorno para casa foi bem bacana. Haviam várias pessoas em grupo fazendo trekking, e cada encontro rolava um papo legal, com várias histórias.
Parte alta da Cachoeira Andorinha
Parte alta da Cachoeira Andorinha

Encontramos até pessoas que têm casas dentro do parque. E a galera tocou o terror nas descidas e subidas extremamente técnicas.
Imagino o que passava pela cabeça do pessoal que tava assistindo aquele “show de terror”.
Chegamos novamente juntos com o por do sol e fomos brindados com um belo tropeirão.
Minutos depois chegaram Walner, Marcos e Gustavo contando as histórias do alto da Cachoeira do Gavião.
Depois disso foi só tomar o banho, relaxar as pernas, comer aquele churrasco e recuperar as energias para o dia seguinte. E claro, interagirmos com o Gabrieeeeeeeeeel, que tinha uma boca suja demais.
Cachoeira Gavião
Cachoeira Gavião

Segunda-feira, 06/09/10
Arara na sede do Parque controlado pelo IBAMA
Arara na sede do Parque controlado pelo IBAMA

Era uma segunda-feira de dia preto na folhinha, mas para a nossa galera era dia de férias. Era o dia mais tranqüilo de pedal, mas o trekking era nível de dificuldade altíssimo. Fomos reforçados pela presença da Tatiane e da Doutora Raquel no pedal.
Era aniversário da Raquel que nos brindou com sucos, pão de queijo e um bolo.
Fomos pedalando até a entrada do Parque também controlado pelo Ibama. Logo após a entrada, antes do início da trilha uns companheiros. Duas araras azuis chamaram a atenção da galera. Foi dado início ao pedal, menos técnico, mas com muita areia. Em alguns locais parecia deserto. Após algumas trilhinhas chegamos ao Cânion das Bandeirinhas. Tinha mais pedra que o Depósito do Astério. Aí começou o trekking sobre elas. Substituímos as sapatilhas por botas e fomos superar os obstáculos.
Show de escalagem do Professor Doutor Valner
Show de escalagem do Professor Doutor Walner

Em alguns locais só havia duas opções: escalar ou nadar. E claro, muitos saltos. Calculo mais de 2 km de pedras a serem superadas. Nem observamos que já estava anoitecendo. Já não avistávamos mais o sol quando chegamos à cachoeira do Cânion das Bandeirinhas. Descemos rapidamente sobre as pedras, pegamos as bikes e aproveitamos mais uns 20 minutos de claridade. Após passarmos um belo ribeirão, apagaram-se as luzes. Aí a galera tocou o terror novamente. Íamos guiando pelo rumo e detalhes dos trilhos brancos. Metade da galera tinha lanternas e a outra não. Fomos os últimos a sair do parque e faltava ainda o deslocamento através de estrada de terra e um pouco de asfalto.
Chegamos a casa depois das 20 horas e mais uma vez estava lá a Elenice e a Tatiane nos servindo um belo lance. Desta vez cachorro quente com Guaraná Taí.
Aí fomos preparar o terceiro e último dia de churrasco. Depois de algumas desavenças com o nosso amigo oculto Gabrieeeeeeeel, descansamos a buzina. Para a maior parte da galera foi o último dia de aventuras.

Um dos pores-do-sol que presenciamos
Um dos pores-do-sol que presenciamos

Terça-feira, 07/09/10
O primeiro carro a deixar as dependências da casa foi do Luiz DF, com o Marquinhos, Bruno e Euler. Saímos 05h da manhã. Mais tarde saíram o restante do pessoal, exceto Walner, Gustavo e Raquel que acredito que tenham ido para mais uma jornada de aventuras.
É isso aí galera. Certamente esqueci alguns detalhes, então peço que complementem aí. Não foi desta vez que encontramos com a galera de Curvelo. Parabéns a todos pelo companheirismo e superação, pois não foi nada fácil. Um abraço ao amigo Gabrieeeeeeel e sua mãe. E vamos fazendo economias para pagarmos os terrenos comprados, que na minha conta foi mais de 30 investimentos.
Para fechar, registro aqui para a eternidade, o nome dos companheiros aventureiros: Bruno Fernandes, Luiz DF, Marquinhos Caixeiro, Euler Caixeiro, Doutor Walner, Doutora Raquel, Herlley Power bike, Tatiane do Herlley, Sérgio Zago, Elenice Zago e Gustavo Primo do Walner.

Confira todas as fotos desta aventura

[album id=3 template=extend]