Diário de Bordo: Trilha do Santo Antônio 03/06/10

03/06/10 – Por Bruno Fernandes e Kuririn
O feriado não passou em branco. Pela primeira vez não tivemos o nosso tradicional pedal noturno, pois a galera toda resolveu pedalar durante o dia. A trilha não foi marcada no site, pois o grau de dificuldade era imensurável. Além da distância de 80 km. E o pior galera, o guia era o Tora. E quem já pedalou com ele, sabe como são os “atalhos” que ele conhece.

Repare bem a neblina. 16 companheiros nesta trilha
Repare bem a neblina. 16 companheiros nesta trilha

Todos preparados para mais uma trilha, em frente à Igreja dos Capuchinhos. Quando observamos que faltava alguém. E quem era? O organizador da trilha e super Pontual Kuririn Saulo Alves (esta semana estamos homenageando o nosso amigo que nos deixou recentemente).
Esperamos o Kuririn até 8 da manhã quando saímos com a certeza de muitas aventuras. Tivemos um companheiro novo desta vez, o atual melhor de Patos, Silvinho Amorim que disse que iria fazer um “treino leve” e entrou no clima com a galera.
O frio castigava. Na ida tudo normal até decidirmos passar pelo cruzeiro, pegamos a estrada da Rocinha e passarmos por fora das Zalagoas. Passamos pelos eucaliptos e eu ficava me perguntando. Cadê o toque de aventura do Tora? Tá tudo muito normal.
Ué, parece que rolou um acidente. Três envolvidos.
Ué, parece que rolou um acidente. Três envolvidos.

Aí começou a aventura. Só trilhinhas, mato e pés de lobeiras. Neste momento houve um engarrafamento com um acidente com três vítimas. Kuririn Caiu, o Edinho Galena chapou a traseira do nosso amigo fotógrafo voador e o Tora veio por trás com os pés presos e foi aquele tombo. Só pra começar a aventura.
Era só trilha. Trilhinha mesmo. Sensacional. Eram lugares inacreditáveis. Passamos pelas trilhas e chegamos a uma estrada abandonada, cheia de cascalho. Tudo certo até chegarmos a uma mata com uma descida bem técnica. Foi aquele festival de tombos. Primeiro foi o Cadu, seguido pelo Robson Pintor, depois o Euler e pra finalizar o Robson PM. E o capote do Euler? Não considero um capote e sim foguete voador. Parecia um Jumbo . O cara voou de uma altura de 2 metros. Por incrível que pareça não quebrou nada. Nem nele, nem na bike.
Minutos depois do vôo do Euler Caixeiro Viajante. Parecia um foguete.
Minutos depois do vôo do Euler Caixeiro Viajante. Parecia um foguete.

Logo depois à descida da matinha, paramos para a foto oficial. Era um lugar mais bonito ainda. E tome descida técnica. Chegamos a um córrego onde passamos por pedras e tome subida. Foi quando o Tora disse que o nosso objetivo tava atrás da serra. Já que não havia como margeá-la, o jeito era subi-la mesmo.
E tome trilha. Foi até o Tora Amassa Mato dizer: “Eu sei de um atalho”. Aí o bicho pegou. Era um mato e não uma mata desta vez. Ele dizia: Siga a trilha. E quando não tem trilha? O Fabianinho Spaço ficou perdido no meio do mato. Esperamos o Tora chegar e ele só meteu o braço e encontrou o caminho. Era um bambuzal que nos esperava, onde havia uma casa abandonada. Passamos por mais uma aguinha e já ouvimos o grito da filha do Tora que nos aguardava.
Oração para agradecermos o pedal e o almoço que nos esperava.
Oração para agradecermos o pedal e o almoço que nos esperava.

Chegamos e fomos muito bem recebidos pela família do Tora que preparou aquele rango. Antes de rangar nós rezamos e agradecemos. Muitos exageraram no tamanho da serra e mesmo assim não pagaram mais. O rango tava uma maravilha. Com direito até a frango caipira. Encontramos com a galera dos Jipes. Eram três carros cheios de gente que estavam com o mesmo objetivo que o nosso. Buscando novas trilhas. Desbravamos umas trilhas até chegarmos ao Córrego Santo Antônio. O Bruno e o Cadu subiram com eles. Que emoção. Muito bacana.
Aí então voltamos à sede e para voltar somente estradão. Nada de atalhos. Chegamos a Patos de Minas já eram 15h40min. Mas com uma certeza. Valeu à pena. E valeu muito a pena.
Obrigado a todos e parabéns a você que participou desta aventura.

Assista a voltinha de Jipe do Bruno Fernandes


Galera Off-road. Dos Jipes e do MTB
Galera Off-road. Dos Jipes e do MTB

Hora do Bruno fazer trilha de Jipe.
Hora do Bruno fazer trilha de Jipe.

Confira as fotos deste pedal. Vale a pena conferir, pois ficaram excelentes.

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