Pedalar é uma excelente atividade para um bem estar físico e mental

A bicicleta esta cada vez mais presente no dia a dia. Pessoas estão se conscientizando da importância de se viver de uma maneira mais saudável e aproveitar as vantagens de praticar o ciclismo, seja como lazer ou como esporte. Essa pode ser a relação mais deliciosa e prazerosa da vida dos adeptos desse exercício físico.

Lazer e diversão.
Lazer e diversão.

Em razão a combinação da eficiência, do baixo custo operacional, da simplicidade e da versatilidade, esse veículo popular vem conquistando o seu espaço nas ruas, ciclovias, ciclo faixas e principalmente nos velódromos.  Pedalar é algo que todos podem aprender, independente de idade, sexo e peso, basta querer e dedicar para se aperfeiçoar. Com essa prática esportiva se tem uma melhora na qualidade de vida, manutenção no bem estar físico e mental de forma saudável, e um contato com a natureza que lhe permite apreciar coisas que não são notadas na correria do dia.
A população atualmente se encontra em uma fase que os caos e situações do cotidiano da sociedade estão causando a perda de qualidade de vida. Mas uma das soluções esta mais próxima do que imagina: exercitar. Uma bicicleta, roupa adequada, equipamento de segurança e disposição são o necessário para acalmar o ritmo desse mundo tão agitado. Envolva com espontaneidade e convide os amigos, filhos, pais e familiares para compartilhar essa experiência que permitira grandes momentos felizes.
Pedalar é se dedicar. Quem aprende jamais esquece. Descubra o ciclista que há em você. Esse é o incentivo da escola de bicicletas Ciclofemini, e a idealizadora desse projeto Claudia Franco realça o quão é especial essa experiência: “Para o ser humano não existe limite desde que haja força de vontade, determinação, foco e empenho. Eu mesma aprendi a pedalar (a colocar a bicicleta em movimento) somente aos 49 anos, um ano depois já estava participando da Brasil Ride, uma das mais difíceis competições de mountain bike”. Hoje Claudia afirma que seu estilo de vida mudou seus valores, sua forma de interagir com as pessoas. E isso mostra a pessoa feliz, equilibrada e sensata que é.
Um pedal descontraído em momento de lazer pode se tornar um grande incentivo para viver nesse esporte e se tornar um atleta profissional. É graças à popularização das bicicletas, que o ciclismo hoje facilita a profissionalização dos atletas devido à evolução no ramo de peças e acessórios. Enfim, escolha o melhor equipamento, as melhores companhias, e defina o seu objetivo. Feito isso vá se conhecer de uma forma diferente e muito interessante esse universo contagiante.

Por Giovanna Soares

Cobertura: Primeiro Enduro a Pé Solidariedade e Saúde Grupo Setta

Solidariedade e saúde. Estas foram as duas palavras que marcaram o evento que foi realizado pelo Grupo Setta e que contou com a colaboração do Noispedala na organização.

Enduro a Pé Setta
Enduro a Pé Setta

A largada foi na sede da Setta Engenharia localizada no Bairro Ipanema. Foi um grande evento. 89 participantes percorreram 10 km de trilhas, balaios de gatos e matas.
O neutral foi no Sest/Senat. O enduro foi realizado em um local que é conhecido dos endureiros e bikers mais experientes, mas até mesmo esses ficaram surpreendidos pelas novas trilhas que foram desvendadas pelos organizadores.
No final foi possível perceber o ar de satisfação no rosto de todos os competidores, principalmente os estreantes.
Na categoria Duplas quem levou a melhor foi do casal Gleidson Oliveira e Carmem Soares (Ludyelle Confecções). Eles perderam 21 pontos.
Nos trios venceram os estreantes em enduro a pé Guilherme Valadão, Bruno Caixeta e Anderson Caixeta Colorido (Siemens e Ouro Fino). Eles perderam apenas 5 pontos. Incrível.
O Noispedala parabeniza os realizadores. Principalmente ao Senhor Baltazar, Dona Elza, Vinícius, Ricardo e demais colaboradores da empresa que gentilmente foram PCs e contribuíram para a realização deste evento.

Confira a classificação:

Duplas

CLAS EQ INTEGRANTES PATROCÍNIO P.P.
1 200 Gleidson de Oliveira e Carmem Soares Ludyelle Confecções 21
2 211 Júlio Cesar Oliveira e Iuri Borges Oliveira Avulso 40
3 207 Fábio Zanoli Pinheiro e Tarcísio Magalhães Academia Lúcia Queiroz 99
4 213 Euler Teixeira de Carvalho e Ana Luiza Carvalho Power Bike 106
5 212 Ivando Rodrigues Vieira e Daniel Oliveira Magalhães Avulso 184
6 209 Elvano Dias e Heitor Menezes Doutor Elvano Dentista 299
7 221 Júnio Alves e Sônia Maria Vieira Cemil 322
8 202 Heleno Marques e Renato Amaral Grupo Setta 615
9 217 Herculano Azevedo e Adriano Guimarães Agência Minerva de Correios – Lavras 713
10 219 Marcelo Luiz da Cruz, e Marcelo Luiz da Cruz Junior Lojas Santa Cruz 1240
11 201 Daniel Junio de Sousa e Vivian Alves Mendonça Grupo Setta 1754
12 206 Washington Gomes Santa Mariana Toledo Setta Materiais Elétricos 2086
13 204 Guilherme Loureiro e Cleidiane Vergutz Guilherme Loureiro Negócios Imobiliários 2962
14 214 Paola Cristiny Vida e Alexandre de Oliveira Vida Grupo Setta 3893
15 215 Breno Sousa Magalhães e Almir Soares Flor New Bike 4548
16 229 Gaspar e Deise Grupo Setta 8814
17 203 Durval Fukuda e Cristiano Fassarela Fassa Irrigação / Fazenda Baú 16200
18 205 Gasparino Esteves e José Lopes Estevão Zé Bode 16200
19 208 Juan Leles e Paulo Souto Grupo Setta 16200
20 210 Wander Bernardes Caixeta e Rafael Bernardes Caixeta Avulso 16200
21 216 Suelene Batista Rodrigues, Fernando Henrique da Cruz e Bruna Rodrigues Silva Lojas Santa Cruz 16200
22 218 Kleverson de Lima e Renata de Fátima Avulso 16200

Trios

CLAS EQ INTEGRANTES PATROCÍNIO P.P.
1 308 Guilherme Valadão, Bruno Caixeta e Anderson Caixeta Siemens e Ouro Fino 5
2 312 Pedro Henrique, Júlio Cesar Silva e Henrique Amaro Coelho Cemil 33
3 307 Vinícius Diógenes, Fernando Diniz e Wiler Resende Imobiliária Maia 54
4 306 Luciano Carvalho Marques, Adailton Bernardino da Fonseca e Vicente de Paula Marques Pit Stop Pneus / A Musical 57
5 311 Pedro Elias dos Reis, Neide Maria e Paula Pinheiro Pneus União, União Farma e Ollin Comunicação 83
6 314 Valdenis Soares, Magdiel e Daniel Lucas Setta Engenharia 95
7 313 Weuler Piau, Adriane e Gabriel Equipe Poligrotas 133
8 310 Wesley Duarte, Delduque Mundim, Luciene Mundim Setta Engenharia 160
9 309 Cícero Cambraia, Betânia Brandão e Flávio de Paula Matias Cambraia Consulting e Ducks Sports 202
10 305 Jaqueline Viana Gomes, Ludmila Afonso de Melo e Ricardo Vaz Avulso 277
11 302 Anna Cláudia Arruda Alvez, Augusto Frederico Alves dos Santos e Daniela Gonçalves Rios Sport Fit Academia 280
12 304 André Carlos Rodrigues, Geraldo Antônio de Souza e Regimar Linhares da Silva Zoomed 347
13 303 Suelene Batista Rodrigues, Fernando Henrique da Cruz e Bruna Rodrigues Silva Lojas Santa Cruz 497
14 301 João Marcos de Lima Dias, Davi Silva de Lima Dias e Isla Waleria de Oliveira Queiroz Avulso 3536

Dor nas costas e as pedaladas

Dor nas costas e as pedaladas
Dor nas costas e as pedaladas

Infelizmente é com certa frequencia que eu escuto alguns ciclistas relatarem sobre dores nas costas. Saiba que é de extrema importância diagnosticar os motivos que estão causando esta situação, pois pode ser eliminado com um simples ajuste na bicicleta, técnica da pedalada ou até medidas mais criteriosas caso seja uma hérnia de disco. Abaixo listo algumas características:

Diagnóstico

  • O profissional (médico) tem que fazer colher informações sobre o seu histórico clinico, rotinas diárias e seus treinamentos. A partir disso, ele então irá fazer perguntas específicas sobre sua dor:
  • À freqüência e intensidade da dor,
  • À localização (se fica restrita às costas ou se espalha para o ombro, braços, tórax, nádegas ou pernas?),
  • À época de aparecimento,
  • Ao fator desencadeante (movimento brusco, carregamento de peso, etc),
  • Aos fatores de melhora ou piora,
  • À influência do repouso no desaparecimento ou não da dor,
  • Aos sintomas associados (sensibilidade, perda de controle das fezes ou urina, etc).

Além disso, se ele julgar importante, fará um exame físico completo para verificará a existência de outros fatores que se possam causar dor nas costas.
Através de uma avaliação mais detalhada o médico irá procurar diferenças entre seus lados direito e esquerdo (assimetria), espasmos musculares, curvatura anormal (lordose,escoliose, cifose, etc), limitação dos movimentos, falta de flexibilidade, áreas de formigamento ou de maior ou menor sensibilidade.
Alguns dos exames que eventualmente servirão de ferramentas para a análise são: Radiografias da coluna, tomografia computadorizada (TC) ou até Imagem de Ressonância Magnética (IRM), se o diagnóstico inicial não estiver claro.
Caso os sintomas persistirem ou o estado do paciente regrida depois de várias semanas de tratamento, pode ser o caso de uma intervenção cirurgica. O médico também pode recomendar uma eletromiografia, um exame que analisa os músculos e a função dos nervos e identificar locais de compressão ou irritação nervosa.
Prevenção
Em grande parte dos casos não é possível prevenir a hérnia de disco. Porém, se você sofreu de uma hérnia de disco no passado, você pode diminuir suas chances dela voltar a incomoda-lo tendo os seguintes cuidados:

  • Evitando atividades que necessitem levantar cargas muito pesadas ou flexionar e extender a coluna repetitivamente,
  • Praticando boa postura,
  • Mantendo um peso corporal saudável,
  • Seguindo um programa de exercícios físicos de maneira regular, adequado, individualizado, melhorarando a força muscular de suas costas e abdome e a flexibilidade.

Sempre que tiver alguma dor nas costas procure um ortopedista (especializado em coluna) ou neurocirurgião imediatamente para que você continue pedalando e treinando para o esporte e para a saúde.
Por Prof. Ms Helio Souza
Ele é formado em esporte pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Ciências pelo Instituto de Ciências Biomédicas (USP), preparador físico de atletas profissionais e amadores do ciclismo de estrada e do Mountain Bike.

A Lombalgia no ciclismo

Lombalgia
Lombalgia

Há muito tempo que as lombalgias são responsáveis por grande parte das queixas de lesões dos ciclistas. O aparecimento das dores na região lombar vem crescendo juntamente com a tecnologia, isto é, a tentativa de melhora da aerodinâmica do ciclista na bicicleta muitas vezes implica no seu mal posicionamento, predispondo-o as lombalgias.
Embora na bicicleta de estrada a coluna aparentemente sofra mais devido à curvatura acentuada em resposta a posição mais aerodinâmica e por um quadro mais curto, no mountain bike o ciclista tem uma posição mais confortável, porém, existem outros fatores como o impacto e com as irregularidades do terreno, assim como subidas e descidas íngremes.
Os principais fatores causadores das lombalgias podem ser: desvios posturais, desequilíbrio muscular, fraqueza muscular, lesões mal tratadas, mal ajuste da bicicleta, terrenos muito acidentados ou com longos aclives e declives acentuados, entre outros…
Na reabilitação tratar a dor é a coisa mais fácil, o difícil é identificar e tratar o agente causador da dor, evitando que ela volte a incomodar. Por isso o segredo está na avaliação do paciente/atleta, sendo o diagnóstico a peça-chave para um prognóstico satisfatório.
Como recursos para o tratamento das lombalgias, podem ser utilizados: antiinflamatório, fisioterapia (analgesia, diatermia, exercícios e alongamentos específicos, mobilizações articulares, entre outros…).
Embora poucos ciclistas saibam, o fortalecimento dos músculos do tronco (paravertebrais, reto abdominal, oblíquos e transversos) é muito importante para prevenir as dores. Esses músculos fortalecidos fazem com que você tenha uma maior estabilidade na coluna, de modo que estará prevenindo futuras lesões.
Alongamentos globais antes e depois dos treinos, ajuste correto da bicicleta, trocar a posição sentada para em pé durante as longas pedaladas, são algumas dicas úteis para tornar o treino mais confortável.
Para alguns atletas, as lombalgias são como enigmas indecifráveis. Para resolução dos problemas oriento que neste caso sejam procurados sempre profissionais especialistas em coluna ou em reabilitação esportiva.
Jamais queiram aprender a conviver com as dores, vejo muitos casos de ciclistas que tomam analgésico antes e depois dos treinos, isso é um erro muito grave, desse modo ele poderá agravar sua lesão, como também desenvolver outros problemas devido à administração desnecessária do fármaco.
Lembrem-se, por mais que a bicicleta seja impulssionada pelas pernas, o fortalecimento de outros grupos musculares é muito importante para manutenção da harmonia do nosso corpo.
Nunca se esqueçam: “Pedalar sempre, descuidar da saúde jamais”.
Por Ricardo Padovan, graduado em fisioterapia pelo Ceunsp em 2002, especializado em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Esportiva pela Unicamp em 2005, tem em seu histórico esportivo 09 anos de atletismo como corredor de provas de fundo, e hoje praticante de mountain bike, trocando o tênis pela sapatilha e tendo a bicicleta como hábito na promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida. Atua na área ortopédica e esportiva, no trabalho de prevenção, avaliação cinesiológica e eletromiográfica, e reabilitação de atletas amadores e profissionais. Contato para tirar suas dúvidas: fisioesportiva@terra.com.br