Diário de Bordo: Trilha das Cavas no Feriadão de Nossa Senhora Aparecida

Trilha das cavas: a melhor trilha na opinião de muitos. Dura, pesada, técnica… e a partir de sua última edição, sinistra no sentido literal da palavra.
Saímos do Posto do Alvorada às 08:00h. Da turma do noispedala somente eu (Renato Amaral) e o Euler. Os demais: elite. Junio Alves, Dimarzim, Vaninho, Colorido, Robson, e cia Ltda. Talvez esse tenha sido nosso erro. Já ouviram o ditado que galinha que anda com pato morre afogada? Sentimos bastante o ritmo do pessoal.

Renato recebe os primeiros socorros
Renato recebe os primeiros socorros

Na descida que leva à represa o Alisson Kuririn pensou que o barulho estranho fosse no câmbio.
Parou, olhou: “vocês não acreditam o que aconteceu, meu quadro quebrou”. Ainda faltava muito chão e a partir daí fomos no ritmo dele, que não podia forçar a bike.
Até aí nenhuma foto porque não dava pra andar no ritmo dos caras e ainda ficar tirando fotos. A primeira foto foi do ponto de partida para o sinistro. Arranquei mais forte do que deveria, virei pra começar a descida mais ainda.
A bike saiu do trilho e a roda dianteira topou com um barranco e me arremessou. Só me lembro da pancada no ombro e do meu capacete se arrastando no chão.
Chegou o resgate
Chegou o resgate

Quando parei, cadê a bike? Eis que ela aterrissa sobre minha cabeça. Santo capacete. Só alguns arranhões… até eu colocar a mão no ombro. Tinha uma ponta de osso ali, protuberante. A galera improvisou uma tipóia com minha câmara de ar reserva e chamamos o resgate noispedala. Agora, imobilizado e fora do circuito da bike e das atividades por um bom tempo.
O saldo negativo foi de um pneu furado, um quadro Scott quebrado (Kuririn) e uma clavícula partida ao meio. O saldo positivo foi o companheirismo e o aprendizado. Valeu, pessoal!
Narrado por Renato Amaral e digitado por Bruno Fernandes (que ainda se encontra no departamento médico também). Vamos só acompanhar a 4ª e última etapa da Copa Cemil de Enduro que acontece dia 24 de outubro.

Confira as fotos desta aventura e do resultado

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Diário de Bordo: Trilha Alagoas voltando pela Ponte Bigode

Gata seca durante sua apresentação em cima da mesa
Gata seca durante sua apresentação em cima da mesa

Por Bruno Fernandes
Quando cheguei na praça, logo após trocar uma câmara de ar, o Marquinho chega empurrando a bike com o pneu da frente para cima, reclamando de seu notubes. Enchemos o pneu dele e tivemos que esperar o Fabiano Spaço e o Geovane Êta chegarem.
Já eram 7h20min quando saímos em direção a Alagoas, guiados pelo Euler Caixeiro Viajante, com 12 companheiros. Bruno, Luís, Robinho, Fabiano Spaço, Vaninho Star, Lazim, Euler Caixeiro Viajante, Kuririn, Geovane Êta, Marquinho, Grandão e a Gata Seca.
Descendo a Avenida Brasil, o Kuririn, o Fabiano Spaço e o Grandão resolvem encher o pneu no Posto Shell e o Grandão já fica por lá, pois teve problemas na sua raiação.
Pegamos o estradão, entramos em uma trilha, logo depois na mata. Na mata que estava bem bacana de passar. Os marimbondos não perdoaram o Fabianho Spaço. O Geovane Êta nos brindou com uma bela queda.
Logo após sairmos da mata, ao passar o primeiro mata-burro, fizemos nossa boa ação do dia. Uma caminhoneta carregada havia caído no mata-burro, e a galera do noispedala se prontificou a empurrar.
Seguimos até chegar ao corregozinho antes de Alagoas onde ouve uma competição de quem passasse montado, pena que não houve vencedor. E a cada mata-burro era um show do Lazim, que não descia em nenhum. O cara tem que dar aula disso pra galera do NPD.
Chegamos a Alagoas, onde já tinha nego reclamando que estava cansado. Tomamos umas coquinhas, batemos um papo esperto com a Gata Seca que subiu na mesa e tudo mais e enchemos as garrafinhas e saímos para completar a missão.
Se a trilha que a galera que fez com o Magela são para poucos, essa foi para raros. Pedalamos 10km a mais de subidas, passando inclusive pelo morro do Cruzeiro.
Quando chegamos à estrada do aterro sanitário, ninguém da galera quis voltar e fomos sentido à olaria da trilha do boi. Nesse momento, ao chegar à ponte do bigode, o Luís que já havia sentido cãibras, não suportou. Ligou para sua esposa que teve que vir rebocá-lo.
O restante da galera não afinou. Subimos os morros que faltavam e chegamos ao Bar do Roberto lá no Alvorada onde fomos tomar umas coquinhas e umas águas com gás e limão. Foi quando o Kuririn, que sofreu muito na trilha, mas completou bravamente, pois já havia um tempo que não pedalava, sentou sozinho em uma mesa, tipicamente escolhendo outra turma e deu aquela cochilada. Se não acordássemos o cara, ele estaria lá dormindo até agora.
Em uma das diversas conversas agradáveis, tivemos uma supresa que em 2010 deveremos ter um enduro dos moldes dos antigos. Aqueles que a galera da antiga orgulha em dizer que ficavam o dia quase todo pedalando 45 Km. Vamos aguardar.
É isso aí galera! Quinta à noite, noispedala novamente. Poste nos comentários quem mais caiu, que não estou lembrando.
Confira as fotos da Trilha das Alagoas voltando pela ponte do bigode.

Diário de Bordo 02/11 – Trilha Alagoas / Ponte do Bigode

Izegeraldo, jogado aos seus pés, eu sou mesmo o Izegeraldo
Izegeraldo, jogado aos seus pés, eu sou mesmo o Izegeraldo

Só mesmo o noispedala pra me tirar da cama as 06h20min da manhã em dia de feriado, mas valeu à pena! Eram 07h04min quando eu e meu amigo Fuscão chegamos ao Posto Elmo pra encontrar com a galera do NPD e fui logo recebendo um telefonema do Vinícius (Setta Engenharia) dizendo pra esperar que ele iria atrasar uns 10 minutinhos, depois foi a vez do Aod (pediatra) ligar falando que iria atrasar mais uns 10 minutinhos e acabou que saímos as 07h30min.
Pegamos a Av. Brasil que nos levou até a ponte do Paranaíba, contamos a turma e deu 13 bikers. seguimos em direção ao aterro sanitário e pegamos uma estradinha à esquerda depois do Ribeirão D’acota e começamos a subir, impossível não se lembrar da trilha da matinha, que acabou virando carvão e hoje não resta praticamente nada, daquela que foi a melhor trilha dentro de mata do município de Patos. Saudosismo a parte, seguimos subindo e mais 10 minutos o Vinícius teve que fazer uso da matinha. Após passarmos pela antiga pedreira, que agora é estrada, começamos a subir de novo e o Vinícius aparentava não estar nada bem e não deu outra, como era dia 2 de novembro, ele acabou morrendo e quase que o Vandinho (dentista) consegue levá-lo para o fundo do posso, com um papo de “o pior já passou, você já cag…,  já vomitou, vamos continuar com a gente”. Ainda bem que o Vinícius não deu ouvidos ao pilantra do Vandinho e voltou logo que acabamos de subir a ponta da cerra do Mamão, pois ainda faltavam uns 35 km até o final do pedal.
Seguimos de boa, pois o sol estava descansando e uma fotinha aqui, uma paradinha ali e já estávamos no Córrego Rico, subindo de novo e essa subida do Córrego Rico é casca grossa, pois é muito íngreme e com cascalho, subimos mais essa e logo atravessamos a estrada do Curraleiro. A essa altura o Weuler (Autopatos caminhões) já tava enchendo o saco, desta vez com um tal de “eu vou voltar, minha bicicleta ta fazendo um barulhinho chato, eu acho que vou voltar”.
Galera do Noispedala 02/11/09
Galera do Noispedala 02/11/09

Seguimos em direção ao “zoca”. Começamos a descida e ouvimos um barulho de estouro, era o pneu do Euler (caixeiro viajante) que estourou e pra não perder o costume, o Euler levou aquele capote e desta vez a coisa foi feia, ele caiu de ponta no chão em um lugar cheio de pedras, sobrou escoriações pra todo lado, até no rosto. Após se acalmar, vieram as previsões de possíveis conseqüências “o meu filho quando ler que eu caí de novo vai pegar no meu pé, sem falar no Kuririm que vai escrever comentários engraçadinhos a meu respeito no site”. Colocamos uma câmara de ar na roda do Euler, pois ele tava com pneu sem câmara e acabamos de descer, chegamos ao corguim bebemos água e subimos com as bikes nas costas.
Atravessamos a ponte do Bigode pegamos o estradão com o Euler no sacrifício e o Zé Geraldo, ou melhor o Izegeraldo (filho do Dautim da Honda) foi fazer gracinha andando em uma roda só e a sua bicicleta parece que não gostou e deu uma “cabritada” jogando o danado com o sambirico no chão e ainda ficou montada em cima dele, ele ficou caído ali sem se mexer. Como 5 minutos antes dele cair, ele havia dito que não gostava de polícia se referindo a minha presença ali, rapidamente saquei minha máquina fotográfica e comecei a fotografar sem me preocupar em socorrê-lo (vai bobão praga de polícia pega). Após o Dr. Aod apalpar as nádegas do Izegeraldo por uns 20 minutos (coisa estranha viu gente) seguimos até a cidade.
Já eram 12h25min quando chegamos pra tomar um refri e comentar as proezas desse noispedala e chegamos a uma conclusão: “essa trilha é pra poucos”.
É isso aí galera quinta-feira tem noispedala à noite!
Clique aqui e confira as fotos da Trilha das Alagoas voltando pela Ponte do Bigode.
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O Diário de Bordo tem a autoria do Capitão Magela