Diário de Bordo: Trilha do Ribeirão São João, pelo Perau das Andorinhas

Presidente Olegário, Perau das Andorinhas, 10 de fevereiro de 2013
Por Bruno Fernandes

Uma das descidas que exigia técnica para carregar a bike e equilibrar.
Uma das descidas que exigia técnica para carregar a bike e equilibrar.

Quem acordaria às 5 horas da manhã, de um domingo de carnaval, para pedalar? Ou melhor. Quem ficaria de 5h às 18h, de um domingo de carnaval, envolvido com uma trilha de bike?
A resposta é surpreendente, principalmente quando se trata de uma trilha inédita, pelo temido Perau das Andorinhas, levantada através do Google Earth pelo Luciano Pit Stop. Foram 19 malucos que passaram por tudo hoje.
Depois de chegarmos de carro após o Santiago, descemos as bikes e começou a aventura. Que trilha travada, muitas descidas técnicas, subidas extremamente desafiantes e muitas quedas.
Esse era o visual em toda a trilha.
Esse era o visual em toda a trilha.

Ah, as quedas (os gatinhos para os mais íntimos). É difícil encontrar alguém que não caiu. Destaque para o Ismar (o mesmo que escreveu o diário de bordo da Trilha da Maria Fumaça), que após algumas quedas normais, e de andar por alguns metros empinando a roda de trás (babalú), sofreu uma queda que deixou marcas na clavícula e nas costelas. O cara é corajoso e não afina não. Terminou a trilha mesmo com essas avarias.
Falando em Trilha da Maria Fumaça, há uma dificuldade enorme quando algum participante volta para a vida real (aquilo lá não existe). Mas o Luciano conseguiu levantar um percurso tão bacana, que o assunto da Trilha da Maria Fumaça morreu logo no início da trilha. Que lugar bonito. Difícil descrever. Melhor você ver as fotos.
Alguns fatos marcantes:

  • A bandeja de biscoitos e o café quente que o Celinho serviu no Patão.
  • A trilha tinha de tudo. Estradão, bike trekking, descidas técnicas, subidas desafiantes, vários tipos de terreno e muuuuuita areia.
  • O banho de mangueira que tomamos logo após uma subida empurra bike terrível. A fila era grande e foi necessário estipular o tempo de cada banho.
  • A pilha dos GPSs acabaram. Foi tenso. Fomos salvos pelo celular do Rodrigo de Brasília.
  • Muitos problemas mecânicos. Roda, gancheira, selim, pneus furados e alguns mais.
  • O Luciano não carregou a bateria da GoPro e ficamos sem filmagens desse pedal.
  • O fascínio dos meninos de Santiago pelas bikes. Bom ver aqueles olhinhos brilhando.

Confira o percurso da trilha

Confira as fotos

Diário de Bordo: Pedal da Band na Trilha do Cais – Perau das Andorinhas

19/08/12 – Perau das Andorinhas, Presidente Olegário – MG
Por Márcio Abdala

O Tamanduá
O Tamanduá

Mais um domingo que tivemos o prazer de despertar as 5 horas da manhã, rumo ao grande Perau das Andorinhas. (Região Olegarense, formada por grutas e paredões de pedras que abrigam andorinhas no período de migração.)
Éramos no total 22 ciclistas, guiados por mais um roteiro inédito, elaborado pelo Luciano Pit Stop. Desta vez o GPS rumava para o maravilhoso Cais.
Sabíamos previamente, que o pedal seria lindo, mas, enfrentaríamos pela frente uma elevação de quase 1.200 metros e 40 Km de extensão. Números que no Perau, se multiplicam, devido aos obstáculos naturais daquela região. O fôlego e a raça eram requisitos básicos.
Tivemos apenas dois sustos, a queda do ciclista Marcelo, perto de um pequeno despenhadeiro, mas, que por sorte, provocou apenas a quebra do seu selim. Nada que o Celinho (Célio Batista dos Reis) não resolvesse em apenas alguns minutos. Ele utilizou apenas um alicate, o conhecimento e seu grande poder de improviso. Problema solucionado.
22 companheiros em mais uma aventura
22 companheiros em mais uma aventura

A outra situação inusitada foi quando todos os 22 “bikers” acuaram uma vaca “louca”, dentro de uma mata (sem querer, claro). Ela investiu contra alguns, houve várias reações de desesperos e correrias, por parte de vários companheiros. História que não poderá ser detalhada, devido às regras internas, que estabelecem alguns sigilos do Pedal da Band. Gostaria muito de poder descrever, mas não posso. O importante é que todos se safaram.
Passamos por várias trilhas surpreendentes, numa delas, fomos presenteados por uma breve companhia, o Tamanduá-Mirim, que nos recebeu literalmente de braços abertos, porém, numa postura defensiva. Após alguns minutos, ele nos permitiu realizar algumas fotos. Foi emocionante.
Quando chegamos no topo do Cais, procuramos uma sombra provinda dos eucaliptos, nela avistávamos uma boa parte da região. Era um momento de reflexão, descanso e para um breve lanche.
No retorno, ainda encarávamos um sol típico de deserto, terrenos cascalhados, alternando por solos arenosos. Em vários momentos, o pedal se transformou num trekking, com a bike nas costas.
A cada metro percorrido, tínhamos panoramas que surpreendiam, visualizávamos cachoeiras e regiões provavelmente inóspitas, momentos que não se retratam numa simples fotografia ou nessas linhas.
O pedal no Perau é inesquecível. Até a próxima amigos!

TV Noispedala especial Trilha do Cais

Percurso GPS

Fotos

Diário de bordo: Trilha casca grossa – Perau das Andorinhas

O agronegócio e o turismo radical
O agronegócio e o turismo radical

Presidente Olegário (Mió lugar do mundo) – 1° de maio de 2012 (18 anos sem Ayrton Senna)
Por Bruno Fernandes
Quem nunca ouviu aquela piadinha? P.O.? P.O. lugar do mundo? Pior lugar do mundo o ca#*#*. Desculpem o palavrão, mas o sentimento é esse mesmo.
É de conhecimento de todos que nossa cidade-satélite Presidente Olegário é um grande celeiro agrícola. Presto serviços para a Prefeitura desta cidade desde 2004, e sempre dizem que é surpreendente a quantidade de opções para a prática do turismo radical. Hoje foi possível ver de perto este contraste. Poucos metros separavam uma enorme lavoura de soja de trilhas extremamente técnicas e com um visual incrível. O Perau das Andorinhas é muito bonito.
A foto oficial
A foto oficial

Já havia pedalado outras vezes na região, mas o percurso que o Luciano Pit Stop preparou foi surpreendente. Parabéns meu caro. Tem que passar a fórmula do google earth. Até o Euler Caixeiro Viajante com toda sua experiência, ficou de boca aberta com o pedal. Não sei muito bem explicar o caminho que fizemos. Eu não fazia a menor ideia onde eu estava. E nem fazia questão de saber. O que eu queria mesmo era desfrutar do que a trilha oferecia e das divertidas resenhas.
O que vai ficar marcado?

  • A quantidade de tombos. Foram muitos, muitos mesmo. Com destaque para a queda do Pedro Elias. Apesar do susto e dos ralados, ele está bem.
  • O ataque dos marimbondos. Até agora estou sentindo dores.. rs..
  • O extra-big-power sanduíche do Marcinho. Dava para alimentar uma família de 8 filhos em diversos países da África.
  • O retorno às trilhas do meu amigo Renato Amaral.
  • A melancia que compramos em um “oasis” à beira da Rodovia.
  • O sofrimento da maioria do companheiros. Mas queriam o que? A trilha chama Casca Grossa não é por acaso.

Por isso finalizo dizendo. Hoje, 1° de maio de 2012, para 19 bikers, Presidente Olegário é o mió lugar do mundo.

TV Noispedala com edição e imagens do Luciano Pit Stop

Confira as fotos do Geraldo Júnior

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Diário de Bordo: Trilha Montanha Rochosa passando pelo Perau das Andorinhas

Enfim o domingo que gerava muita expectativa para 8 bikers chegou. Na verdade eram 9, mas o Celinho… Não vou nem contar a história. rs..

Neblina no perau
Neblina no perau

Saímos de Patos logo às 06h10 da manhã. Bruno Fernandes, Luciano Pit Stop, Heber Contador, Jullyano do Astério, João Paulo, Dinho Pit Stop, Geraldo Júnior e Pedro Elias Brutão Pneus União.
Tempo propício para chuvas, mas fui tranquilo. Afinal meu fiel escudeiro Heber Contador disse: “Lá no P.O. não chove”. Ele só não contava que nos eucaliptos antes do primeiro trevo, São Pedro já deixaria as torneiras abertas.
Então já começamos sob chuva. O lugar é fantástico. Considero a trilha mais bonita da região.
Foi uma trilha completa. Asfalto, estradão, estradinha, estradinhas completamente abandonadas, trilhas, pedras de todos os tamanhos e tipos, barro, córregos, trekking, subidas técnicas e descidas de tirar o fôlego. Só sentimos falta de uma coisa. Não teve nenhum trecho plano.. rs.. Além disso tivemos chuva, neblina e sol.
Valeu galera! Até a próxima aventura.

Para conferir as fotos, clique nos links abaixo

Assista ao vídeo editado Pelo Luciano Pit Stop

Confira o Percurso GPS

Diário de Bordo: Trilha Perau das Andorinhas 20/03/10

Para muitos, acordar antes do nascer do sol aos sábados é loucura! Para quem gosta de uma boa trilha, nem tanto.  Hoje, para poucos, foi um prazer! Às 06:30 já estávamos no Posto Cometa prontos para sair: eu (Renato), Bruno, Euler, Hebinho, Herculano, Marquinhos Vaninho e Walner.

Chegamos ao Auto Posto Presidente
Chegamos ao Auto Posto Presidente

Partimos em direção a Presidente Olegário, tendo como destino a trilha do Perau das Andorinhas. Desembarcamos as bikes no Auto Posto, em P.O. e trilhamos guiados pelo Euler e pelo  Vaninho.  O objetivo foi “mapear” e levantar o nível de dificuldade pra levar a galera em peso.
É indescritível mas vamos tentar: um visual fantástico que fez valer cada pedalada. As paradas na primeira parte do percurso foram inevitáveis.  A cada momento uma paisagem mais impressionante que a outra: além do grande Perau das Andorinhas, avistamos cachoeiras, córregos, rios, belas montanhas e até mesmo uma pegada de onça e uma cobra. A cobra não teve muita sorte e numa descida rápida no estradão foi atropelada por 4 bikers.
A descida não é nada fácil, mas vale muito a pena
A descida não é nada fácil, mas vale muito a pena

A primeira parte do percurso foi descrita pelo Hebinho como um bike-trekking. Quando não era subindo com a bike nas costas era descendo empurrando. Entre uma foto e outra, um obstáculo e outro, trilhas muito boas de pedalar. No topo dos morros era só pedalar e curtir o visual antes das descidas radicais que alguns se aventuravam a descer montados. O Walner curtiu bastante o percurso: “é desse tipo que eu gosto”. O Marquinhos levou um binóculo para observar o perau. Era fila pra olhar. No caminho encontramos um cavaleiro (que o Bruno acha que é parente dele) e o Vaninho aproveitou para pedir algumas informações. Seguimos então na direção das terras do lendário “Zé Médio”. Nesse meio tempo o Herculano já havia comprado três terrenos. O Marquinhos também andou comprando terrenos por lá.
A cara do Euler depois que ele foi atacado pelos marimbondos
A cara do Euler depois que ele foi atacado pelos marimbondos

Renovamos as energias à sombra da mata de galeria, onde nos reabastecemos com o sanduba da Star Lanches (Vaninho) e água naturalmente gelada. Subimos do outro lado com as bikes nas costas por uma mata fechada. O Euler, o único que pegou o caminho certo, foi premiado com várias ferroadas de um enxame de vespas. Quando ele deu gritou “corre, corre”, o Bruno e o Hebinho correram morro acima com as bikes nas costas, rs. Eu larguei a bike e corri morro abaixo.
A segunda parte do percurso foi estradão: e tome subida! Destaque para o Euler que, mesmo não passando bem por causa das ferroadas, pedalou muito nas subidas. O Marquinhos mesmo gripado também pedalou bem. O Bruno não deixou barato acompanhando as “zelites”.  Vaninho, Walner e Herculano teriam energia pra pedalar mais umas duas horas de subida. Quando a água acabou, pegamos “emprestado” numa casa, pulando uma cerca eletrificada. No final, o Vaninho salvou o Marquinhos, que queria nadar num rio que parecia mesmo convidativo. O dono da fazenda confirmou depois: a água era poluída.
Bastante curioso este rio. Uma pena ele ser poluído.
Bastante curioso este rio. Uma pena ele ser poluído.

Acredite: foi incrível! Foi tão incrível que nem o Hebinho reclamou de nada! Mas sofreu.
Eu não sofri tanto porque levei a sério aquela história de bike-trekking e empurrei a bike em grande parte das grandes subidas. Ao todo foram 31Km de trilha em 5h e 19min.
Com uma chegada triunfal em Presidente Olegário, Bruno e Hebinho foram reconhecidos pela população local: “mamãe, olha os menino da internet, olha os meninos do youtube!”
Agora que Bruno e Hebinho já estão famosos e o Euler e Vaninho já estão craques no caminho é só agendar a próxima pra galera comparecer em peso. E como vale a pena!
Confira as fotos desta trilha. Vale a pena já ir familiarizando com ela, pois voltaremos lá muitas vezes.
Fotos do Marquinhos
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Fotos do Renato Amaral
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