Projeto do vereador Amarildo Ferreira pretende reduzir os acidentes em mata-burros

Um Projeto de Lei de autoria do vereador Amarildo Ferreira pretende reduzir o número de acidentes, principalmente com motocicletas e bicicletas, nas estradas rurais. O PL aprovado na reunião ordinária da Câmara Municipal nessa quarta-feira (13) muda a forma de construir mata-burros nos limites do município. A partir de agora, as vigas deverão ser instaladas na posição horizontal.

Proposta para regularização de mata-burros
Proposta para regularização de mata-burros

Quem frequenta as estradas rurais e convive de perto com os mata-burros sabe o risco que corre. A maior parte deles é construída na posição vertical. Um pesadelo para os ciclistas e motociclistas. Os espaços deixados entre uma viga e outra exigem atenção e muita habilidade. O resultado é um grande número de acidentes, alguns com consequências graves.
O Projeto de Lei aprovado na Câmara Municipal vai reduzir consideravelmente os riscos de acidentes. Ele estabelece que, a partir de agora, todo mata-burro construído em Patos de Minas tenha as vigas dispostas horizontalmente, lado a lado, em um espaço de 10 centímetros uma da outra, em toda a extensão da vala.
De acordo com o vereador Amarildo ferreira, a estrutura disposta na horizontal facilita a passagem, sobretudo de bicicletas e motocicletas, diminuindo, consideravelmente, o risco de acidentes e danos materiais e corporais. Com a aprovação na Câmara, o Projeto de Lei segue para a sanção da prefeita Béia Savassi para entrar em vigor.
Autor: Maurício Rocha Patos Hoje

Diário de Bordo: Trilha da Lagoa Formosa pelo Aragão

Vítimas dos mata-burros
Vítimas dos mata-burros

Quando cheguei à Praça Bandeirantes, o ponto de encontro da trilha de hoje já eram 07h26min. O assunto era só um: O Garoto que está cruzando o Brasil em uma bicicleta crossinha. Aquele da matéria anterior, que saiu de Natal no Rio Grande do Norte e pretende (e vai chegar) a Porto Alegre no Rio Grande do Sul. O Luís (da lanterna-farol de carro) estava com seu filho de moto e também estava à procura do moleque.
Ah, cadê o Kuririn Voador que seria o guia da trilha? Pelo visto a asa dele continua quebrada. Mesmo sem saber muito bem o caminho, mantivemos o destino.
Depois de esperar o Doutor e a Doutora por uns 15 minutos além da tolerância, saímos à caça do Djanailton, que por nossa surpresa, assim que chegamos ao estacionamento da rodoviária, lá estava ele, montado em sua crossinha, com uma mochila (sua casa móvel) de 10 kg nas costas.
Ficamos parados por uns 15 minutos conversando com ele, ouvindo algumas de suas histórias, tiramos algumas fotos e passamos a bola para o Luís e seu filho, que o levou até a Power Bike, onde deram um trato na magrela dele, além de ganhar dois pneus novos.
Já eram mais de 8 da manhã quando seguimos o trecho, entramos na tradicional Molas Americanas. Contamos a turma, eram 13 bikers.  Descemos atrás do Motel Veraneio, descemos o morro e a primeira surpresa; a ponte estava coberta de barro. Tivemos que passar no cantinho, segurando as bikes.
Seguimos pedalando e, sempre que havia alguma dúvida, tinha alguém para ajudar. Até que o mata-burro fez a sua primeira vítima: o Fabiano (spaço), que está virando um dos personagens principais do NPD. Na dúvida de pular ou não o mata-burro, percebe que sua suspensão estava travada e desiste. Ao desistir, ele trombou feio na porteira, batendo a cabeça. Graças ao capacete, nada aconteceu. Apenas ficou abalado, pois ele não esticou em nenhum momento, preferindo ficar batendo um bom papo com o pessoal mais devagar.
Passamos por duas serras com paisagens bem bonitas, estradões, estradinhas e umas trilhinhas bacanas, até avistarmos Lagoa Formosa. Quando avistamos, havia apenas mais um morro excelente para descer, onde o Gleidson bateu o recorde de velocidade da turma hoje. 65 Km/h.
Chegamos à Lagoa Formosa pela Avenida do Laticínios Formosa, onde o Vaninho foi a uma borracharia trocar a câmara de ar, conseguindo arrebentar três câmaras de ar. Fomos até um barzinho em frente ao Banco do Brasil, tomamos uma coquinha gelada. Já eram 11h da manhã. Depois demos uma volta na lagoa e chegamos ao posto da entrada onde enchemos as garrafinhas.
Guiados pelo Grandão, encontramos um “atalho” e saímos da cidade. Neste momento cinco bikers resolveram esticar e os demais oito continuaram pedalando na manha. Até que em um morro bravo, a galera se dividiu. Flávio do Galo, Fabiano (spaço) e o Grandão erraram o caminho e foram salvos pelo caminhão de leite que passou e avisou que estavam errados.
Neste momento o mata-burro faz sua segunda vítima. O Valner (Doutor) ao passar empurrando, se desequilibra e sua bike cai entre os ferros. A sorte dele foi que conseguiu apoiar na cerca. Mesmo assim, sua roda parecia o S do Senna. O multifuncional Gleidson tinha uma chave de raios e depois de ajustes e pancadas, a roda do Doutor deu condições para que terminássemos a trilha.
Depois dos ocorridos, terminamos tranquilamente o passeio. Já eram 14h quando chegamos a Patos de Minas.
É isso aí galera, tentei chegar próximo à qualidade de narrativa do nosso Cacique Magela. E amanhã noispedala de novo!
Clique aqui e veja as fotos da Trilha da Lagoa Formosa passando pelo Aragão
Por Bruno Fernandes