Entrevista com Rubens Donizete Valeriano durante a Bike Expo Brasil 2011

Minutos depois de desembarcar de Guadalajara, onde disputou os Jogos Panamericanos, encontramos com Rubens Donizete Valeriano na Bike Expo Brasil.
Ele que foi top 5 nesta competição, Rubinho comenta sua participação e inclusive fala o que espera para 2012 e a possibilidade de disputar sua segunda olimpíada.
Parabéns Rubinho! Assista aí, pois vale a pena.

De maneira informal, Rubinho Valeriano deixou um recado em seu mural no facebook. Confira sua postagem na íntegra.

Participação de Rubinho Valeriano no Pan do México
Participação de Rubinho Valeriano no Pan do México

A pista tinha 6 km e eram 5 voltas. Então a pista tinha uma subidão no início mais ou menos forte, mas era bem longa, subia uns 10 minutos sem descansar. Já na largada o argentino largou que nem uma bala eu tentei ir com ele mas sobrei um pouco dele ai me passou o colombiano ai eu fui com ele e nós encostamos no argentino.
Aí começou a descer e tinha uma parte muito técnica, aí o argentino desceu muito bem e abriu de novo e eu passei o colombiano nesta descida, mas nós tivemos que empurrar a bike porque não tinha como descer neste lugar.
Na sexta feira que era um dia antes da nossa prova, eu desci mas não parrei la em baixo e tive um pequeno tombinho mas quase parado, aí eu achei melhor não descer neste lugar e o argentino desceu, mas ele estava de bike aro 29, mas eu passei o colombiano que ele deu umas erradas e tentei pegar o argentino, aí eu passei ele parado, arrumando alguma coisa na bike e fiquei em primeiro.
Depois uma subidinha e depois um pequeno plano e ai era uma descida até a chegada e eu abri mais ainda deles mas não dava pra ficar confortável e fazer meu ritmo, pois eu vi que o americano estava encostando em mim e quando ele me passou eu fui com ele.
Rubinho foi Top 5 no PAN
Rubinho foi Top 5 no PAN

Ali estava uma roda boa de ir mas quando o colombiano chegou em nós, acabou com a brincadeira kkkkkkk. Ele passou que nem uma bala então o americano foi com ele e eu fiquei mas eu tentei ir de toda forma mas não dava. A minha respiração não voltava ao normal e então veio o canadense e me passou eu fui com ele mas um pouco e estava insuportável, já não tinha mas força de girar o pedal e faltava oxigênio e eu estava meio tonto e resolvi fazer a minha prova.
Aí que me passou mais um colombiano e eu fui com ele e nas decidas eu abria muito dele mas na subida longa ele me passava e eu ia com ele de novo.
Quando iniciou a penúltima volta ele atacou nesta subida que eu fiquei plantado no lugar ele subiu muito forte, e como eu estava encostando nas descidas nele, aí eu não encostei mais.
Abri a última volta e fui pra tudo ou nada fiz muita força e nada desse colombiano. Aí quando chegou nas últimas descidas que era 1 km da chegada furou meu pneu dianteiro. Na hora eu não tentei arrumar, fui correndo com a bike em decida de pedras e fui até a chegada assim sem perder a colocação mas cheguei com a pernas muito doloridas.

Quinto no mountain bike no PAN, Rubinho justifica chegada: pneu furado

Enquanto no mountain bike feminino o Brasil não foi bem nos Jogos Pan-Americanos, com Erika Gramiscelli em penúltimo lugar, entre os homens o país não teve melhor sorte. Em Tapalpa, a cerca de 120km de Guadalajara, o melhor brasileiro foi Rubens Donizete, em quinto lugar. O fato curioso é que ele chegou a pé, empurrando a bicicleta.

Rubinho foi o quinto no PAN de Guadalajara
Rubinho foi o quinto no PAN de Guadalajara

Logo após cruzar a linha de chegada, ele explicou o imprevisto. O pneu dianteiro furado a pouco menos de mil metros do fim da prova (que teve 31km no total) fez com que ele tivesse, literalmente, de correr para não ser ultrapassado.
O imprevisto, porém, não mudou em nada sua história na prova. Com boa distância para o sexto colocado, o também brasileiro Edivando Cruz, e bem atrás do quarto ciclista, da Colômbia, Rubens não foi prejudicado.
Rubens, medalhista de prata na última edição do Pan, no Rio-2007, completou a primeira das cinco voltas na liderança, mas foi perdendo rendimento ao longo do percurso. Segundo ele, o pouco período de aclimatação à altitude mexicana – os atletas chegaram a encarar 2.244m – atrapalhou.
– O ideal seria que ficássemos pelo menos dez dias aqui para a aclimatação. Acontece que iríamos disputar uma prova no Brasil antes de viajarmos para cá, mas a competição acabou sendo adiada. Chegamos há cinco dias para a competição – falou Rubens.
A medalha de ouro foi para o colombiano Hector Paez. O canadense Maximillian Plaxton levou a prata, uma posição à frente do americano Jeremiah Bishop.
Por Rafael Valesi, Lancenet