50 dicas para você virar um biker expert – Parte 4

31 O freio dianteiro é o mais eficiente deles. O de trás também reduz a velocidade, mas, como o peso do corpo é transferido para a frente, a eficiência dele cai. Se tiver de brecar de sopetão, jogue o peso do corpo para trás, segure o guidão e module os manetes para que as rodas não travem.

Mais 10 dicas para você virar um biker expert
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32 Braços levemente dobrados funcionam como amortecedores contra choques. Se eles chegam ao guidão exageradamente esticados.
33 troque o avanço do guidão por um menor ou incline-se mais para a frente. Você está no meio de uma descida e a corrente sai para o lado do quadro. O que fazer? Não é preciso sair da bike. Usando o manípulo de mudança da frente, pressione-o não até que passe para o segundo prato, mas quase, e pedale suavemente. Em 90% das vezes, a corrente volta a entrar.
34 Procure levar um elo de engate com você (ou preso à bike com uma fita adesiva) para se a corrente quebrar, consiga repará-la rapidamente.
35 Se ela sair para o lado do crank, não pedale, pois poderá parti-la. Isso porque, provavelmente, ela ficará encaixada entre o prato e o crank, sendo necessário ir lá com a mão.
36 Quando for mudar de marcha, alivie a força nos pedais antes e, especialmente, quando estiver pedalando em uma subida.
37  Se acha que o seu capacete está sujo demais, não coloque-o dentro da água para lavá-lo. Você vai estragá-lo. Use um pano úmido.
38 Se caiu e o selim saiu dos rails, não perca tempo tentando colocá-lo de qualquer maneira. Se o caminho para casa é longo, pegue uma câmera e enrole-a entre os rails e a superfície do selim para que fiquem relativamente fixos até que consiga chegar em casa.
39 Aprenda a lubrificar os cabos. Solte o L (o tubo de alumínio que une os freios) do V-Brake dos freios.
Mova o conduíte, deslizando para cima para descobrir o cabo. Ponha algumas gotas de óleo de teflon especial, vendido em lojas especializadas.
40 Uma das piores avarias mecânicas que pode vir a ter é o desviador traseiro ir “desta para melhor” quando estiver no meio do nada, algo como o seu carro ficar apenas com o ponto morto no meio da estrada.
Solução: se tiver um descravador de corrente, retire alguns elos dela para que a corrente fique fixa em uma só marcha (como se você transformasse a sua magrela em uma singlespeed). Ao menos, conseguirá  chegar em casa.

50 dicas para você virar um biker expert – Parte 3

21 Em temperaturas extremas, seja calor ou frio, procure, depois de beber, soprar pelo tubo da mochila de hidratação para que o líquido volte ao recipiente e mantenha o líquido que você guarda ali em uma temperatura adequada.

Mais dicas...
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22 Em algumas ocasiões, os parafusos divididos pelo quadro (suporte de caramanhola, bagageiro), que aparentemente não têm uma função, podem nos tirar de algum apuro. Como todos têm mais ou menos as mesmas medidas, podem ser repostos no caso de uma perda. Você poderá, por exemplo, usar um do suporte da caramanhola para prender a polia do câmbio traseiro.
23 Se um dos raios da roda romper, o melhor a fazer é prendê-lo perto do mais próximo, para que consiga voltar para casa. É sempre importante levar com você uma chave de raios, um raio na medida da sua magrela e um niple. Na grande maioria das vezes, ele quebra no cotovelo, junto a flange, onde ele é mais exigido. Se ele quebrar, desaparafuse do niple, enrole o raio quebrado no outro ao lado. Para afrouxar, gire no sentido anti-horário. Para apertar, no sentido horário.
24 Se você usa um GPS, procure protegê-lo do tempo com um saco plástico.
25 Observe se, ao engatar a 1ª marcha, a corrente está na coroa maior. Se estiver na 2ª, veja se, ao empurrar o câmbio com a mão até a coroa maior, ela muda ou não. Se não mudar nem que a empurre, afrouxe o parafuso do câmbio marcado como L. Se, ao empurrar, ela mudar, tensione o cabo, girando o tensor do trocador direito para a frente.
26  Mais uma dica para quem morre de medo de se deparar com um pneu furado em uma trilha longe da “civilização”. Se o furo  não for grande demais, uma solução de emergência é grudar chiclete na câmera.
27 Nunca, nunca fique atrás de um cavalo solto no caminho. Mantenha uma distância que permita a você uma margem de manobra.
28 Se é daqueles que leva uma garrafinha dágua na caramanhola, não esqueça de retirá-la quando for consertar um pneu furado e tiver de virar a bike de ponta cabeça. Caso contrário, poderá ficar sem o precioso líquido.
29 Na chuva, os cuidados e a atenção devem ser redobrados. Comece a frear com certa antecedência e mantenha distância de carros e outras bikes, já que o chão liso ou com poças d´água são um convite a derrapagens e colisões. Aumente o raio das curvas, especialmente se o terreno está liso.
30 Se a ideia é pedalar em um terreno mais acidentado ou em um aonde vai encontrar um número considerável de pedras soltas, equipe a sua magrela com um pneu traseiro com cravos grandes. O seu desempenho será melhor. Em terrenos planos e pouco arenosos, prefira pneus mais lisos.
Por Julio Vicioso, http://sportlife.terra.com.br/

Engenheiros usam tecnologia de F1 em bike

Trazendo a tecnologia dos carros de corrida para mais perto da nossa realidade (mas ainda muito longe), os engenheiros da Fórmula 1 criaram uma bicicleta que, de convencional, só tem o formato. Desenvolvida fora dos padrões regulamentados pela UCI (União Internacional dos Ciclistas), o órgão gestor do esporte, a bike tem de tudo para ser a mais avançada tecnologicamente do mundo.

Bf1 systems, que faz chassis de F1, venderá a Factor 001 em abril. Custando US$ 34 mil, ela conta com aparatos jamais vistos em bicicletas
Bf1 systems, que faz chassis de F1, venderá a Factor 001 em abril. Custando US$ 34 mil, ela conta com aparatos jamais vistos em bicicletas

A Factor 001 possui diversos dispositivos eletrônicos integrados para fornecer as principais informações necessárias para o ciclista, desde frequência cardíaca e temperatura da pele a pressão atmosférica e umidade do ambiente.
O sistema correlaciona os dados biométricos do passeio, os dados físicos da bicicleta e os dados meteorológicos e faz uma análise em tempo real. Antes, isso só era possível em laboratório. Todas as informações são gravadas por um computador e podem ser usadas em seguida para estudos e comparações.
A bike também possui um sistema de GPS integrado, que rastreia a posição geográfica do usuário e o ajuda a chegar ao local desejado. Tudo isso é visualizado em uma tela touchscreen montada no guidão. Além disso, os freios são de cerâmica e são acionados hidraulicamente, deixando as frenagens mais precisas.
Fisicamente, a Factor 001 não difere muito das bicicletas tradicionais. E isso é espantoso, já que tanta tecnologia prevê fios, cabos de controle, baterias, tudo aparente. Mas seus componentes são bastante sofisticados e bem integrados ao corpo da bike, o que dá a ela uma aparência limpa e organizada.
Alegando que cada atleta é diferente do outro, a bf1systems – empresa que projeta e executa a parte eletrônica e de chassis da F1 – vai confeccionar a bicicleta sob medida para o comprador e com suas preferências no design, como a possibilidade de ter seu nome gravado no guidão.

Além de tudo, ela é quase toda feita de fibra de carbono. O material a torna mais leve – pesa apenas sete quilos –, além de mais rígida e durável do que as bicicletas convencionais, geralmente feitas de aço ou alumínio.
Este fator, associado a todas as tecnologias da Factor 001 – e, é claro, ao peso do nome Fórmula 1 – deu ao produto um valor altíssimo de venda: US$ 34.000. A bike vai começar a ser comercializada em abril deste ano, para um número seleto de compradores.
por Redação Galileu com dica da leitora Samira Alexandre Machado