Diário de Bordo: Pedal da Band na 2ª Pedalada da Saúde rumo Santuário Andrequicé

Com 39 graus de temperatura, as pequena sombras foram muito disputadas.
Com 39 graus de temperatura, as pequena sombras foram muito disputadas.

Presidente Olegário e Andrequicé, 5 de agosto de 2012
Por Márcio Abdala
Há mais de um século, durante a primeira quinzena do mês de agosto, as  atenções  da população se voltam para a festa  que culmina no dia 15 de agosto,  dia de  Nossa  Senhora da Abadia, onde os fieis e/ou aventureiros, deslocam para o povoado a pé,  a cavalo, carros  de bois e também de BIKE.
O último domingo, 5 de agosto, foi marcado por um pedal abençoado. Desde a organização, até o desfecho final, não tivemos nenhum empecilho. O espírito e companheirismo do pedal foi perfeito, digno dos melhores. Saímos de ônibus as 7hs da Band Bike, rumo a Presidente Olegário, onde, preparamos as bikes e partimos rumo ao Santuário Andrequicé. Tivemos a companhia do ciclista Júnio Alves, que apenas treinava, esbanjando disposição e habilidade.
Os rios atravessados eram muito aguardados.
Os rios atravessados eram muito aguardados.

Os primeiros 20 km pedalamos num ritmo forte, até a primeira parada. O carro de apoio ainda nos acompanhava. Foi quando o companheiro Elizander desistiu de prosseguir. Porém, sua participação foi marcada pelo seu esforço e superação. Andrequicé 2013 o aguarda.
Na primeira metade da trilha, fomos contemplados com o belo visual do mirante. Aquele horizonte recarregou nossas energias, nos ajudando a lidar com o forte sol de 39 graus, muita poeira e cascalho. As raríssimas sombras de galhos secos, sempre disputadas, tornaram um local ideal para aquela rápida hidratação.
Areia, muita areia, dificultou bastante a romaria.
Areia, muita areia, dificultou bastante a romaria.

Quando aproximávamos do Rio da Prata, já podíamos sentir o cheiro da mata molhada e uma agradável umidade. Contemplamos um visual preservado e uma praia fresca e limpa. Lugar ideal para um lanche rápido, resenhas e várias fotos.
Mantivemos um bom ritmo até o final do pedal. Quando visualizamos Andrequicé ao longe, veio   aquela sensação mista, de missão cumprida e uma leve nostalgia.
Parabéns ao Luciano e ao Celinho pela organização, promoção ao MTB e também a todos os companheiros, que transformaram um domingo qualquer, em um domingo único.
Abraços.
O tão elogiado Suco Cemil Soy ajudou a galera a cumprir o objetivo.
O tão elogiado Suco Cemil Soy ajudou a galera a cumprir o objetivo. Pedro Elias Brutão, Romaria e Andrequicé em 2012

Parte dos companheiros que completaram a romaria.
Parte dos companheiros que completaram a romaria.

Ciclistas: Andrequicé 2012

  1. Augusto
  2. Bruno Cesar
  3. Célio Batista
  4. Daniela de Oliveira
  5. Edson
  6. Elizander
  7. Fabio
  8. Giovane Braga
  9. João Carlos
  10. Juninho
  11. Kenzo Alvarenga
  12. Leandro Alves
  13. Luciana Borges
  14. Luciano Marques
  15. Márcio Abdala
  16. Marcos Bemfica
  17. Murilo Fonseca
  18. Paulo Camelo
  19. Pedro Elias Dos Reis
  20. Ricardo
  21. Selmir Lopes

TV Noispedala especial de Andrequicé

Fotos

Percurso GPS


Diário de Bordo: Romaria 2012 – 21 romeiros percorreram mais de 200km por estradas de terra

Os Romeiros de 2013
Os Romeiros de 2013

Patos de Minas, Alagoas, Pântano, Coromandel, Altinho, Brejão, Monte Carmelo e ROMARIA
28 e 29 de julho – Por Renato Amaral
Romaria… peregrinação, seja para pagar promessas, pedir uma graça ou simplesmente agradecer.  Tem como destino  um local considerando santo. O nome do termo é uma referência a Roma, sede da Igreja Católica Apostólica Romana, e por esse motivo é usada para classificar especialmente peregrinações católicas. Então, seja motorista, pedestre ou ciclista, aquele que pratica a romaria é o romeiro!
E foi com este espírito que esta turma foi motivada a três anos atrás, cada um com seus pedidos, promessas ou agradecimentos. O ato de pedalar como esporte ou lazer, então, deixou de ser o objetivo para se tornar o sacrifício oferecido até se chegar os pés de Nossa Senhora da Abadia.
Aí começava o segundo dia da peregrinação
Aí começava o segundo dia da peregrinação

28/07/2012… Sábado ainda nem tinha visto a luz do sol quando a Power Bike já recebia os romeiros para o início dos mais de 200 quilômetros de pedaladas. Após a oração, de Patos de Minas, sem paradas até o Päntano (distrito de Coromandel), foram os primeiros 55 quilômetros. Neste percurso tivemos a companhia do Ronaldo Gonçalves (Tora) fazendo seu treino. Era seu aniversário e ele voltou para celebrar com sua família em Patos de Minas.
A partir deste ponto realmente começavam as dificuldades, pois as subidas eram fortes, intermináveis e já passava de meio dia sem uma única nuvem no céu.
Aos poucos, a partir das 16:00 a turma começou a chegar a Coromandel, cada um com suas dificuldades. A resenha e a troca de experiências no fim do dia deu ânimo novo para o corpo tão cansado.
As dificuldades do segundo dia eram multiplicadas pelas dores do dia anterior: as palavras joelhos, ombros, pernas, tornozelos eram as mais ouvidas. Nem mesmo o forro da bermuda adiantava mais depois dos 120 quilômetros do primeiro dia. Mas… romaria sem sacrifício não é romaria.
Depois de mais uma interminável subida para se chegar a Monte Carmelo a pausa para o almoço renovou os ânimos. Faltavam menos de 20 quilômetros para Romaria. Esse número deu mais ânimo e mais força para os mais esgotados e todos chegaram inteiros ao objetivo final. E, independente da ordem de chegada, Nossa Senhoria da Abadia acolheu todos os seus romeiros em seu Santuário!
Eis os 21 romeiros de 2012:

  • Alisson Kuririn
  • Alisson Facebiker Pó
  • André Jesus
  • Branco
  • Bruno Fernandes
  • Carlos Camelo
  • Euler Caixeiro Viajante
  • Heber Contador
  • Herculano
  • Herlley Power Bike
  • Marco Túlio Ex-Gagame
  • Marquim Kxão
  • Mateus Filho do Branco
  • Mateus Sobrinho do Robim
  • Pedro Elias
  • Raquel Ivar
  • Renato Amaral
  • Robim Dinossauro
  • Sérgio Zaggo
  • Walder Filho
  • Walner Dias

Equipe de apoio:

  • Giovani Vaz
  • Gabriel
  • Ronaldo Tora Gonçalves
  • Tatiane Alves
  • Letícia
  • Elenice

Apoio especial:

  • Cemil
  • Copasa
  • Casa & Construção

Imagens dessa aventura

Confira as fotos

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Diário de Bordo: Romaria 2011. Fé, superação e amizade por 200 km de terra

Patos de Minas, Zalagoa, Pântano, Coromandel, Altinho, Brejão, Monte Carmelo e Romaria, 30 e 31 de julho de 2011
Por Walder Filho, com toques de Renato Amaral e Bruno Fernandes

Foto oficial do melhor pedal do ano!
Foto oficial do melhor pedal do ano!

Finalmente havia chegado o tão aguardado 30 de julho, o dia do início da jornada até Romaria. Como diria o soldado e meu fiel escudeiro Pedro Elias, éramos 14 cavaleiros montados em nossas bikes, uma assistente e um mecânico.
O dia para o Walder começou bem mais cedo do que o combinado. As expectativas e alguns pensamentos fizeram do sono apenas um detalhe. Com o pessoal reunido na Power Bike, fizemos nossas orações, intenções particulares e a intenção comum – Força Iata – antes de partirmos para o nosso objetivo maior. Logo nos primeiros quilômetros já percebemos que a nossa tarefa não seria nada fácil.
Depois de pegar um longo trecho de estradão, com um vento contra ligado na velocidade turbo chegamos ao Pântano (que na realidade é seco). Lá detonamos mais de três dúzias de pão de queijo semi-caipira e muita Coca-Cola gelada.
Nossa unidade de medida nesta cicloviagem era dezena de quilômetros e depois de mais umas duas, chegamos a uma “venda” que foi instalada em um lugar estratégico: no alto de um morro (“topzinho” para os bikers). Fizemos uma pequena pausa para recuperar as energias para o maior desafio do primeiro dia. Era um morro com distância indefinida 2 km, 4 km ou 5 km? Não sei ao certo, só sei que foi um morro comprido demais. Desafio vencido, agora era só chegar a Coromandel. Doze dezenas de quilômetros de Patos de Minas.
O segundo dia começou com o nosso valoroso mecânico Giovani finalizando o trato nas bikes que ele já havia começado no dia anterior. Saímos de Coromandel rumo a Monte Carmelo.
No início do trecho de terra ganhamos a companhia de um cachorrinho que nos acompanharia por 27 quilômetros. Efeito da Maltodextrina fornecida pelo Herlley e do sanduíche de peito de peru e tomate seco.
Mas nem tudo foi descontração. Na primeira descida o Flávio Caixeta caiu após perder o controle de sua bike, fraturando a clavícula. Ele recebeu os cuidados dos companheiros e foi socorrido pelo carro de apoio até o hospital em Coromandel, onde a Tatiana aguardava para acompanhá-lo. Não sem antes receber do Bruno Fernandes as boas-vindas: “-Bem-vindo ao clube dos que têm um ‘carocinho’ na clavícula”.
Neste meio tempo, seguimos a pedalada nos comunicando a cada vez que tínhamos sinal de celular. Quase meio dia, sem água e sem comida, eis que surge o carro de apoio, buzinando, do meio do nada. O Giovanão surpreendeu com sua proatividade ao mudar o combinado. Foi providencial sua chegada.
E, assim como no ano passado, terminamos a cicloviagem, na Igreja de Nossa Senhora da Abadia, onde cada um colocou suas intenções e, de maneira particular, agradeceu as graças alcançadas.
Romeiros: Bruno Fernandes, Renato Amaral, Robim, Euler Caixeiro Viajante, Fabiano Spaço, Alisson Vulgo Pó, Walder Filho, Herlley Power Bike, Flávio Caixeta, Markin Kxão, Branco, Mateus do Branco, Gabriel Power Bike e Pedro Elias dos Reis (o brutão).
Apoio: Giovani e Tatiane
Clique aqui acesse a galeria especial da Romaria 2011 e confira as fotos.
E claro, deixe seu valioso comentário.
 

Diário de Bordo: Romaria de Robim até Aparecida

Tudo começou com os olhos encharcados em lágrimas no final da Rua Dr. Marcolino com a Av. JK quando iniciei a viagem após passar na casa de meus pais e despedir de todos. Pedi muito a DEUS que iluminasse o nosso caminho e que nos desse muita força, pois a trajetória seria longa até o Santuário de Aparecida onde poderia definitivamente entregar o aro da bike de estrada lá na Capela dos Milagres. Assim, seria a realização de um sonho que foi interrompido com meu acidente no dia 23/02/2008 na subida do camping depois do trevo de Santana de Patos onde estava com mais dois amigos (Branco e Paulo) oficializando o primeiro treino para viagem até o Santuário de Aparecida.

Robim em uma demonstração de fé
Robim em uma demonstração de fé

Quanto à programação da viagem, no feriado de setembro/2010 fomos de carro até o Santuário fazendo o levantamento da melhor rota a seguir visando à bicicleta, Levantamos a distância entre as cidades, qual era a qualidade do asfalto, disponibilidade de acostamento, altitude dos pontos, serra para escalar existente, qual seria os km para subir, disponibilidade de hotéis nas cidades, cidades mais próximas antes e depois dos principais pontos escolhidos (maiores cidades). Com todas as informações na mão arrancamos: eu pedalando, a Lucia (esposa) e o Sr. Erasmo no carro de apoio, com todo material para passar o dia pedalando (frutas, água, sucos diversos, água de coco, bebidas isotônicas, etc), pois a meta era cumprir o percurso entre cinco e seis dias de pedal.
O mais interessante foi como DEUS nos proporcionou tamanha felicidade, pois não tivemos problemas durante os cinco dias de pedal, tudo transcorreu da melhor forma possível.
1° dia: sábado, 26 de março de 2011.
Patos – Araxá – 156,6km 06h06m06s 25,7km/h
Para o primeiro dia o nosso destino foi Araxá/MG e a meta cumprida na integra. Pedal transcorreu de forma tranquila. A Serra do Salitre não incomodou. No final do dia tivemos o prazer de assistirmos a missa e ainda fomos homenageados na procissão de entrada.
2° dia: domingo, 27 de março de 2011.
Araxá – Franca – 172,0km 07h09m35s 24,5km/h
Já no segundo dia nosso destino seria qualquer cidade depois de Rifaina/Pedregulho que nos aproximasse de Franca e conseguimos chegar ainda cedo, um pouco antes das 16h a Franca/SP. A pedalada foi igual ao primeiro dia, sol moderado e nada de chuvas.
3° dia: segunda-feira, 28 de março de 2011.
Franca – Guaxupé – 154,0km 06h47m35s 22,8km/h
No terceiro dia saímos de Franca com destino ao sul de Minas Gerais onde o percurso seria mais montanhoso devido às serras cafeeiras típicas da região. Depois da saída com uma pequena chuva que nos acompanhou por uns 25 km largamos o estado de SP.
Neste dia encontramos o Sr. José Nildo, ciclista que esta percorrendo todos os estados do Brasil em aproximadamente três anos de pedal. Tiramos algumas fotos, escalamos uma serra juntos e depois o deixei, pois sua carga é de grande peso prejudicando um pouco seu rendimento no pedal, que é de 6,5km/h e pedalando no máximo 70 km por dia. Serra, serra, serra e mais serra.
4° dia: terça-feira. 29 de março de 2011
Guaxupé – Pouso Alegre – 190,0km 08h48m35s 21,6km/h
No quarto dia saímos de Guaxupé com destino a qualquer cidade após Poços de Caldas, pois Pouso Alegre era quase 200 km. A dúvida de não conseguir chegar ao destino era evidente. Neste dia, tivemos alguns problemas. Muita chuva, quatro pneus furados e a Serra de Ipuiuna que estava em fase de duplicação. A cada quilômetro vencido, a emoção aumentava e graças a Deus cada vez mais perto do objetivo. Foi o dia mais difícil, porque depois de todos os problemas só nos restava chegar a Pouso Alegre. Foi aí que chegamos ao hotel em Pouso Alegre por volta das 19 horas, completando quase 09 horas de pedal.
5° dia: quarta-feira, 30 de março de 2011.
Pouso Alegre – Aparecida – 164,1km 7h29m10s 22,0km/h
Chegou o último dia de pedal. Apesar de muita massagem, a dor no joelho direito era eminente. A programação era tentar subir a Serra da Mantiqueira com seus belos, longos e ininterruptos 23,4 km. A pedalada iniciou com condição de asfalto perfeita, acostamento seguro até Itajubá. Segui até Venceslau Braz, onde iniciaria a temida subida da serra. Apesar da dor no joelho, a dificuldade não foi tão dura como esperava, visto a paisagem e enorme desejo que se aproximava a chegada ao santuário. Aproximando de Lorena, uma chuva de lavar a alma insistia em cair.
A partir deste momento, toda emoção pode ser descrita neste vídeo, que após sermos convidados a participar da santa Missa no altar principal da Basílica, participamos ao vivo do programa Bem-vindos romeiros, da TV Aparecida.

Diário de Bordo: Noispedala no Caminho das Abadias 2010

07/08/10 e 08/08/10, por Bruno Fernandes

12 bikers preparados para mais uma Romaria
12 bikers preparados para mais uma Romaria

Tentarei narrar a vocês todos os detalhes de um fim de semana incrível, onde 12 bikers com diferentes motivos concluíram 106 km de pedal em dois dias, passando por uma região de tirar o fôlego, o Caminho das Abadias, que se inicia na Igreja de Nossa Senhora da Abadia em Patos de Minas e termina no Santuário de Andrequicé, município de Presidente Olegário.
Eram 07h da manhã quando chegamos ao ponto de encontro em Patos de Minas, estavam lá os 11 bikers confirmados e o Everaldo, que passou a fazer parte da turma segundos antes do apito final. Após a chegada do Ademir, o herói desconhecido, a galera colocou as malas sobre o caminhão, adentramos a igreja de Patos de Minas e fizemos nossas orações. Já eram 08h quando saímos. O Magela e Ademir foram atrás de água (patrocinada pelo Rodrigo da Água Viva) e gás.
Adeus Patos de Minas, até domingo.
Adeus Patos de Minas, até domingo.

O primeiro lugarejo que passamos foi Arraial dos Afonsos, após passarmos pelo Beco dos Borges. Seguimos cerca de 10 km após o Arraial. A partir daí já era novidade pra a maioria dos bikers. Foi quando chegamos a Santiago onde paramos para tomar água e trocarmos algumas idéias. O Euler Caixeiro Viajante comprou algumas bananas e seguimos nossa cicloviagem.
Passados 30 minutos, o que era belo, começa a ficar maravilhoso. Descidas emocionantes, vales muito bonitos mesmo em uma época onde o verde não é tão forte e claro, diversos paredões e uma subida de perder o fôlego. Ah, era meio dia. Após esta subida seria servido o almoço, mas… Cadê o Cabo Ademir? O cara sumiu. Quando o Magela já estava de saída para descer a serra e verificar se ele tava lá em baixo, fomos em duas fazendas pedir informações e na segunda delas, além de ganharmos uma água gelada, um senhor informou que ele havia passado há cerca de uma hora atrás.
Magela e Bruno Fernands, idealizadores do Noispedala
Magela e Bruno Fernandes, idealizadores do Noispedala

Foi neste momento que o Vanelton (Vetel) pensou que o estradão era uma piscina e deu um foguete na poeira. Machucar, até que não machucou muito, só que a cor que ele ficou não dá pra descrever aqui. Melhor você ver a foto. Parecia personagem de filme de terror.
Pedalamos mais alguns metros e encontramos o nosso herói Ademir, com um mega rango. A galera tava destruída. Felipe Alonso e Vinícius Diógenes com cãibra, e o Everaldo estava mal do estômago. Almoçamos tranquilamente e estávamos próximo ao Rio da Prata. Aí foi quase que só morro abaixo até chegarmos lá e passarmos um bom tempo curtindo aquela maravilha da natureza. O Valner, o Bruno, o Renato Amaral e o Euler ficaram mais de 2 horas no rio. Preocupado com a demora dos companheiros, o herói Ademir resolve verificar o que estava acontecendo e ao fazer o retorno, ele atola o caminhão na areia. Aí surgiu mais um novo desafio, desatolar o caminhão.
Veja só como o Vanelton Vetel ficou
Veja só como o Vanelton Vetel ficou

Depois de alguns minutos logramos êxito na operação caminhão e aí foi só curtir a natureza e o por do sol que já iniciava. Mais um momento que não dá pra descrever, melhor mesmo é ver as fotos. Parecia um enduro de regularidade, para chegarmos à fazenda no exato momento que o sol se posse.
A noite chegou, conhecemos a família que nos recebeu, o Herói Ademir pilotava o fogão, a galera tomava aquele banho (principalmente o Vanelton Vetel). Aos poucos o acampamento era montado em um cômodo da fazenda. Tudo isso com a galera na maior resenha de biscretêro. Jantamos e fomos dormir. Como é muito comum nessa região as Folias de Reis, iniciou-se a Folia dos Roncos, comandada pelo Capitão Vanelton Vetel, seguidos pelos 12 demais foliões.
Acordamos para o segundo dia de Romaria e logo após a sessão de alongamentos, saímos pelo curral da fazenda por volta de 08h30 da manhã. Era um trecho curto, praticamente passeio se tratando de romaria. Chegando ao estradão, fomos orientados para voltarmos 600 metros e entrarmos em uma fazenda. Aí sim foi emoção para valer! Trilhinhas show de bola e uma descida técnica perfeita.
Sem explicação.
Sem explicação.

Passamos por um corregozinho e aí uma subida de pedras bem desafiante. E a galera não desafinou. E tome trilhas. Vou parar de falar que o lugar é bonito demais, pois tá ficando repetitivo. (Mas é bonito mesmo, viu). Voltamos para o Estradão P.O. / Andrequicé e encontramos com diversos carros de boi e alguns romeiros. Ganhamos até água gelada.
Aí foi só seguirmos a peregrinação até chegarmos à ponte do Rio Andrequicé, onde ficamos lá apreciando a natureza e trocando algumas idéias. 12h30 foi quando chegamos ao Santuário e visitamos a igreja. Fomos acolhidos no Posto Policial, almoçamos no restaurante da associação, tomamos banho. Encontramos lá o Kuririn e o Júlio Braga (Pedal do Cerrado) que nos esperou na Galena, mas como mudamos o roteiro, não os encontramos. E a galera de João Pinheiro? Marcou presença é claro! E teve uma galera que foi e voltou no mesmo dia. É isso aí, bora pedalar galera. Encontramos também o Joaquim Bombeiro que foi a pé e chegou sábado à noite. Após algum tempo o motorista da van chegou e embarcamos as bikes na nova carretinha do José Gonçalves Star Bike.

Confira as galerias de fotos desta aventura!

Os 12 peregrinos
Os 12 peregrinos

Obrigado e parabéns a todos nós: eu (Bruno Fernandes), Magela, Renato Amaral, Walner, Euler, Vinícius Diógenes, Gagame, Marquinho Caixeiro e os novatos Vanelton, Everaldo, Daesio e Felipe Alonso.
Os carros de boi
Os carros de boi

Galera de Patos de Minas e João Pinheiro
Galera de Patos de Minas e João Pinheiro

Diário de Bordo: Noispedala em Romaria, 200 km por terra

31/07/10 e 01/08/10, por Pedro Elias

Uma das paradas para reabastecimento. Como o sol castigava
Uma das paradas para reabastecimento. Como o sol castigava

Este é um diário muito especial, pois ele vem descrever a trajetória de 12 cavaleiros montados em suas bikes, uma assistente e um mecânico, que percorreram 200 km com destino a Romaria, com o objetivo de agradecer a Deus e a Nossa Senhora de Abadia.
Começamos às 06h20 da manha, assediados pela TV Noispedala. Estávamos quase todos na porta da Power Bike, aguardando a chega do Marquinho (caixão), que aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo aparece para completar a comitiva que iniciara a ida de Patos a Romaria.
Na saída, passando pelo Balão da Chevrolet, fomos interceptados pela rede de TV NTV, para qual tivemos que dar entrevistas, sabem como é né! O assédio da imprensa é demais!
Robinho levantando poeira
Robinho levantando poeira

Nesta  pedalada tínhamos uns personagens bem opostos, como o Robin ou Robinho como quiserem chamar. Este sempre muito alegre, puxava a tropa, nos incentivamos a subir morro a 17 km/ hora, e com ele aprendemos que “TOP” é morro para iniciante e “TOPIZINHO” é morro para subir pedalando a 3KM/H, é morro de 45° de inclinação. Por curiosidade, o tal morro antes de chegar à BR do Goiá que dá acesso ao Coró, tem inclinação média de 10% em 1,5 km.
Inversamente tínhamos o Batman, ou se preferirem o Kuririm, este por sua vez permaneceu calado durante toda a 1° etapa e não parou nenhuma vez no ponto de apoio. Chegou ao destino do primeiro dia com duas horas de antecedência do restante da turma. Vai saber a cabeça deste garoto … É como o Batman, silencioso, rápido e objetivo.
Vencemos a primeira etapa. Chegamos a Coromandel
Vencemos a primeira etapa. Chegamos a Coromandel

Fomos indo, com uma media de 16.8KM/H rasgando o cerrado mineiro, passando por fazendas até chegarmos à casa da sogra do irmão do Robin, no vilarejo de Pântano. Naquela altura foi a rendição de nossa aventura, pois lá, encontramos carinhosamente a recepção de sua família e o melhor, pão de queijo caipira, feito em atendimento especial ao pedido do Robinho para receber a comitiva do Noispedala.
Depois de abastecidos, continuamos nossa viagem, com um leve imprevisto que foi o furo do pneu do Euler Caixeiro, que logo foi socorrido pelo Hérlley da Power Bike, que gentilmente se ofereceu para consertar o pneu. Lembrem-se deste pneu… ele ainda vai aparecer.
Após este imprevisto continuamos, sempre avante, nas paradas a Elenice (esposa do Sergio) sempre muito gentil nos apoiava, com comida e bebidas para nos hidratar, enquanto isso o valoroso mecânico Giovane, prestava assistência, com lubrificação de correntes e ajustes nos câmbios das bikes.
Elenice levantando poeira
Elenice levantando poeira

Por falar neles lembro-me dos ANJOS da FAB, (aqueles mecânicos que ajustam as aeronaves da Esquadrilha da Fumaça),  de forma muito devota nos serviram com a mais alta eficiência que se pode ter num tipo de evento como este.
Um pouco antes da chegada em Coromandel, paramos em um boteco, onde tomamos uma coca e fomos abordados por um senhor, bastante simpático, que em um momento dos nossos diálogos com ele ousou dizer que havia um morro que desafiaria a audácia de nossa comitiva. Foi neste momento que ouvir o Robinho dizer – “é…. é um topzinho logo a frente.” E o senhor ainda disse que para subir este morro nem o seu caminhão conseguiria subir.
O Hérlley como não estava muito bem, quando ouviu estas conversas atravessadas, subiu-lhe um calafrio e foi logo olhando para o Robinho que com a cara de que eu não sei de nada disse – “vamos brincar de ir embora? Eu quero é tocar o terror!!!!. Olha o Fabianinho escapando, num deixa não … pegaaaaa!!!
Essa galera não afina de maneira alguma
Essa galera não afina de maneira alguma

Saímos do boteco nesta animação e mais adiante num dos TOP ouvi o Robinho dizer para o Herculano no morro que todos já estavam subindo a 5km/h-“óooo Herculano essa é uma subidinha pra subir a 17 km/h, se borá tocar o terror?…. o Herculano, que certamente decente do antigo Hercules, logo estava no vácuo do Robinho sem nenhum problema e cheio de saúde.
Atrás, mas constates íamos o Bruno, o Sérgio, Luiz Matias, Marquinho. (Nota do redator: O Pedro enganou aqui, nesse momento eu tava junto com o Robinho e o Herculano, só que já tinha desistido do desafio de manter o giro nas subidas). Na intermediária ia o Euler , Danilo … e neste ritmo fomos indo, passávamos os morros top e pensávamos – “ este o moro que o tal senhor da venda falou? , pois contrariamente os morros de certa forma eram iguais aos da maioria, normal. Quando de repente nos deparamos  com  tal  topzinho, ai sim, este foi aproximadamente 2 km de morro de muita ralação, marcha no 1por 1, sol quente na muleira e suor escorrendo de cachoeira.
Pelo visto falta pouco...
Pelo visto falta pouco...

Passado o topzinho chegamos à cidade de Coromandel, e fomos  direto ao Hotel Dona Adélia, que fica ao lado de um posto de gasolina e lá chegando quem nós encontramos por lá o tal senhor que desdenhou da nossa fé. O Fabiano que não deixa barato logo disse “nós ficamos esperando o senhor lá para nos fazermos um fretim!”
Instalamos-nos no hotel, o valoroso Giovane deu um  guaribada nas bikes, nos reunimos no hall do hotel para vermos a matéria na NTV e fomos ao restaurante “to Tontim” para jantarmos. Lá tivemos um agradável momento de distração, ouvimos o Bruno cantar, demos os parabéns para o Robinho pelo o seu aniversário e comemos muito, no total foram cinco pizzas para 15 pessoas. Estávamos todos juntos com exceção do Kuririm, que ficou no quarto. Depois de tudo isso dormimos, pois no dia seguinte tinha mais.
Chegamos!
Chegamos!

No dia seguinte o Giovane deu mais uma lubrificada na Bike, levantamos novamente fortes como um coco e animados e ficando no aguardo dos guias que viriam da cidade de Monte Carmelo para nos guiar por terra ate o nosso objetivo final.
Saímos de Coromandel rumo a Monte Carmelo guiados pelo Pedro e Wagner, fizemos algumas paradas em alguns lugarejos onde os moradores sempre ficavam só observando. Interessante foi em Altinho, quando um menino saiu de sua casa com sua bike e ficou lá conosco. O Robinho até deu um role na bike do muleque. Era um trecho de subidas e descidas constantes. E que descidas. O Hérlley não perdoava um mata-burro. Após passarmos em Monte Carmelo fomos surpreendidos pela velocidade que o Sérgio subiu um morro na rodovia. Estava a uns 60 km/hora. Tipo Zelite mesmo. Continuamos com o sol castigando e sem nuvem alguma no céu e no final, bem no final, o pneu do Euler estoura, bem na entrada de Romaria, fazendo com que o mesmo chegasse ao seu objetivo correndo.
Por fim terminamos nossa viagem na porta da igreja, firmes em nossa posição, de cabeça erguida e sobre a proteção do Grande Arquiteto do Universo. Assim que Deus ajude.

Cobertura TV Noispedala

Cobertura NTV

Percurso do primeiro dia

Percurso do segundo dia

Fotos

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