Diário de Bordo: Cicloviagem Caminhos da Canastra – Outubro de 2013

Serra da Canastra, 18, 19 e 20 de outubro
Por Kenzo Alvarenga
Quero aqui, antes de tudo, registrar nossos agradecimentos ao Grande Luciano, um cara sério, sensato e companheiro, responsável por toda logística e organização deste memorável evento. Valeu mesmo! Esse pedal nunca será esquecido.

Finalmente chegou o tão esperado dia 17 de outubro de 2013. No horário marcado, às 17 horas, estávamos quase todos (Luciano, Lúcio, João Carlos, Marcos, Daniel, Dener, Tiago, Thiago, Olemar e eu) lá na Band Bike arrumando a bagunça para partirmos rumo ao pedal na Serra da Canastra. Arrumar a carga é um trabalhão que só! Tem que ajeitar devidamente as magrelas para não estragarem no transporte e todo cuidado é pouco, uma ciumeira danada… Tem que enrolar cobertor, panos, papelões, elásticos, fitas que não tem fim… mas as bikes merecem nossa atenção! O que agüentam e o que nos proporcionam não estão escrito. E isso confirmou após cada pedalada e mais ainda hoje, depois de concluirmos este pedal nervoso pelas montanhas de Minas.
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A ansiedade e a satisfação tomavam conta de todos. Já se passavam das 17 horas e ainda não tínhamos zarpado. Os atrasos nesse tipo de programa são quase inevitáveis, mas nada tira nossa alegria. O Wandim chegou tarde por uma boa causa: foi buscar a Rocky Mountain na capitarrrr (BH) e certamente estava mais elétrico que todos nós.
Antes da partida fomos prestigiados pela visita do amigo Rômulo do Valle, que dias antes machucou o joelho e teve que se submeter a uma cirurgia e por isso cancelou a ida com a turma. Mas já em franca recuperação e pedalando inclusive!
Já se aproximavam às 18 horas quando realmente partimos rumo a Pousada do Rio Turvo, próxima a Capitólio/MG, de onde partiríamos cedo no dia seguinte rumo às montanhas. Chegamos quase à meia noite e fomos todos dormir, pois no dia seguinte começava nossa inédita travessia de mais de 150km e ganho de elevação de mais de 4000m.
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1º dia: Pousada do Rio Turvo a Pousada Mata do Engenho

Amanheceu e começamos a preparar as bikes e os mantimentos. As mochilas estavam cheias, mas era preciso. Nesses pedais de “dia inteiro”, temos que contar com as eventualidades e não pode faltar água nem alimentos doces e salgados.
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Tomamos um café da manhã excelente. Tiramos a foto da partida e, agora sim, fomos ao que viemos: pedalar.
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A turma estava ansiosa com as primeiras pedaladas pela estradinha saindo da pousada, várias piadinhas e brincadeiras logo nos primeiros quilômetros. Não sabíamos bem o que nos aguardava. O Thiagão, bem humorado que só, já no primeiro morro há uns 500m, desceu da bike e falou que já estava morto hehehehe…  há uns 10km a frente ele repetiu a brincadeira, mas já não riu nem um pouco hahahahaha.
O tempo foi generoso, estava nublado e fresco e vez ou outra caia uma chuva fininha muito refrescante. Ao chegarmos na terra para iniciar a trilha, fizemos uma oração agradecendo aquele momento e os dias que viriam: obrigado meu Deus!
Estávamos radiantes. Pulamos uma porteira e pronto. Começamos a “subir montanha”! O chão de cascalho e pedras lajeadas coroou a subida. A chuva deixou o piso muito escorregadio, o que exigiu muito equilíbrio para subir o morrão, ou melhor, a montanha. Tinha trechos com “escadarias” de pedra e subi-las pedalando não tem como descrever… o corpo e a bike trabalhando junto e vencendo os obstáculos do pedal…. é show! Só experimentando para saber! O visual ao ir escalando era incrível. Braços do Lago de Furnas se entendendo até onde não víamos mais… o céu e seu maravilhoso acinzentado e as nuvens passando baixo nos precipícios foram cenas inesquecíveis!
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Após mais de 10 km de subida chegamos ao topo e registramos imagens maravilhosas. Foi-se a primeira subidona! Dura! E ainda havia muitas pelo caminho, mas estávamos animados!
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Em seguida pegamos uma descida muito técnica até a 1ª cachoeira (Cachoeira da Pedreira ou Abismo), onde comemos algo. Trilhas com muito cascalho e pedras fizeram nossa alegria e apuraram as habilidades de todos, tenho certeza. O duro foi conferir o GPS… tínhamos rodado pouco mais de 17km e gasto mais de 3 horas. A trilha era muito travada, sobe, desce, pedras, cachoeira e o pedal não rendia. Isso me fez exercitar a calma (que as vezes me falta) e perceber que não adianta estressar, a final, tínhamos “só” o dia todo para completar o percurso!! Tocamos em frente e saímos da cachu. Subimos uma trilha top na montanha e passamos por uma fazenda de extração de pedras desativada, então começamos a contornar o topo. O piso era só pedra, totalmente pedalável, incrível. Do alto avistamos a serra objetivo do 3º dia de pedalada, o Parque da Serra da Canastra.
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A medida que o pedal foi evoluído as dificuldades foram aumentando. Era morro que não acabava mais e subíamos a 4-5-6 km/h quando não empurrando!
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Uma lição aprendemos na Canastra: ver que em seguida desceríamos não era confortante como deveria ser, pois todas as trilhas que descemos eram nervosas, com muitas pedras e cavas. Corpo travado e em pé na bike em tempo integral. Braços e costas no limite. Felizmente não houve incidentes.
Programamos, inocentemente, já que conhecíamos o terreno só pelo google earth, um traçado por trilhas de 65Km mais ou menos. Mas começamos a perceber que só seria possível se chegássemos lá pelas 22h na pousada programada (Mata do Engenho). Tivemos certeza disso ao escalar outra montanha da qual avistamos um vale onde se localizava um possível ponto de apoio, a Pousada Canteiros. Do alto desta montanha tive uma das melhores sensações do pedal. A trilha era toda de cascalho, sinuosa, lisa e serviu para esticarmos as costas. Deitados na trilha descansamos um pouco, tiramos fotos, comemos e apreciamos o belíssimo visual.
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Recompostos, descemos até a Canteiros onde fomos muito bem recepcionados.

Single track nos aguarda!
Single track nos aguarda!

Tomamos muito líquido e nos prepararam um café quentinho e queijo minas da Canastra salpitado com azeite e ervas, shoooww!! Pegamos dicas com o cordial proprietário e fomos aconselhados a seguir por estradas até São João Batista do Glória, uma cidade próxima a um dos braços de Furnas, já que seguir pelo caminho que havíamos planejado seria extremamente desgastante para nós. Ah, e sem previsão de horário para a chegada. Então nosso grande “Boss” Luciano entrou em contato com o motorista que nos aguardava no destino e pediu para que ele nos buscasse na cidade.
Partindo da Pousada Canteiros.
Partindo da Pousada Canteiros.

Achamos que estaríamos salvos, pois como disse um dos companheiros: “olha só, só falta um ‘morro’ e depois descemos até a cidade que fica há uns 20km daqui”. Ótimo! Mas o morro referido não era como os de Patos de Minas, era sim uma montanha!!!!! Fazer o que né? E lá fomos nós, ver o que tinha do lado de lá.
Para chegar em S.J.B. do Glória tivemos que atravessar essa montanha a frente.
Para chegar em S.J.B. do Glória tivemos que atravessar essa montanha a frente.

A turma pedalou firme e a noite caiu quando terminamos de subir a serra. A lua cheia clareou nosso caminho e algumas lanternas completaram o serviço. Ressalto que a lua era um detalhe não programado na viagem, mas sim uma feliz e agradável coincidência de datas.
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Após contemplarmos “o nascer da lua cheia na Serra da Canastra” seguimos ladeira a baixo. Foi uma descida excelente, longa, muito longa (11 km). Depois pedalamos bastante e o São João Batista do Glória não chegava. E para completar, quando chegou, ainda tinha um topzinho violento até onde avistamos o Rapadura (motorista) que nos aguardava. Pernas para que te quero!! Chegar ao ônibus foi recompensante. Daí seguimos para a Pousada Mata do Engenho, onde dormimos após um jantar “caipira” muito gostoso. A galera estava acabada hehehehe
Dos três dias de pedal esse 1º foi o mais punk. E bota punk nisso, bruto!! Como dizem por aí: “mountain bike purinho!” O relevo e o terreno foram totalmente novos para nós. Nomeamos este dia de “Trilha das Pedras Nervosas”. Posso dizer que aprendemos muito e evoluímos nosso pedal. Tivemos apenas alguns problemas mecânicos durante o percurso (todos resolvíveis – pneus furados e um canote “carboneira” quebrado), nenhuma queda grave. Que o diga o Wandinho, que lutava o tempo todo com seus pedais de encaixe e trouxe para Patos, além das grandes recordações, algumas escoriações e hematomas. Os desafios foram grandes, porém vencidos. Todos nós estávamos realizados e exaustos.

2º dia: Pousada Mata do Engenho a São José do Barreiro

Mal dormi tamanha a ansiedade e o cansaço. Acho que todos ficaram assim, é muita adrenalina! Levantamos cedo, o céu azul e fomos nos preparar. Tomamos um delicioso café da manhã com pão de queijo quentinho, pães, frutas e sucos. Hoje os amigos Denão e Olemar preferiram não pedalar com a turma e seguiram viagem motorizada.
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Tudo em ordem partimos até a cachoeira Maria Augusta, dentro da propriedade da pousada. Um pedal de 8 km para começar e chagamos até ela. Lembro que esses danados desses 8 km não foram fáceis hehehehe. Na Serra da Canastra a distância pode ser pequena, mas o caminho….. nada que muita força e empenho não resolvam. E dá-lhe morros que não acabam.

Maria Augusta
Maria Augusta

Desde a pousada tivemos a companhia de um belo cão apelidado por nós de “Funil”, já que na cachoeira de mesmo nome, apenas alguns kms a frente da Maria Augusta, surgiu a idéia de “balizá-lo”.
Muito esperto esbanjava vitalidade e se mostrou incansável. Habilidoso, descia e subia as trilhas sem vacilar e nas estradas esticava as canelas. Era um jovem macho da raça Australian Catlle Dog Red Hiller. Não negou comida e água durante o percurso. E nos seguiu até o fim do pedal, de onde ligamos para os donos e comunicamos a agradável companhia que tivemos durante o percurso (47 km). Disseram que iria lá buscá-lo. Mas acredito mesmo é que o Funil voltou por conta própria.
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Funil
Funil

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Após muitos kms de montanhas e trilhas chegamos a Cachoeira do Quilombo onde novamente nos refrescamos.
Quilombo
Quilombo

Esse dia também sofreu alterações no percurso, pois como disse antes, na Canastra o caminho pode ser bem difícil.
Aproveitamos e trocamos uma idéia com o “vigia” da cachu, que nos explicou um outro caminho para S.J. do Barreiro. Estávamos bem atrasados e cansados e a parte pior de nosso traçado ainda estaria por vir, certamente pedalaríamos a noite novamente, ao menos nesse dia o pessoal se preparou para as eventualidades, mas em assembléia extraordinária decidimos abortar o percurso e seguir pelo caminho indicado pelo vigia.
Sabendo que subiríamos muito e que o sol estava derretendo tudo, partimos da Quilombo e outra montanha nos aguardava.
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Apesar do calor escaldante e da subida interminável, foi um trecho espetacular. Encaramos uma serra com uma parte impedalável, que por fim nos levou a outra serra, a incrível Serra do Rolador, de onde avistamos o paredão rochoso do Parque Nacional da Serra da Canatra, a Cachoeira Casca D’anta, São José do Barreiro, Passos e outros pontos interessantes.
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O Funil sempre junto da turma. Esse pico foi palco de fotos espetaculares e ficamos muito contentes por estarmos ali. Chegar até lá foi muito duro!! Mas agora o sol já não castigava e o vento fresco do entardecer levava o calorão para longe.
Como na Canastra não tem moleza, tínhamos que descer a Serra do Rolador e chegar, finalmente, a S.J. do Barreiro. O Thiagão, nativo como é, preferiu valer de seus conhecimentos e foi por uma estradinha bacana e tranqüila, mas a galera não botou muita fé na informação e preferiu descer a já mapeada, mas desconhecida, Trilha do Zé Mazico. O início foi show (só por uns 500m hehehe), depois tornou-se impedalável.
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Era muita pedra, buraco, penhasco e xingamentos. Acho que muitos grilaram realmente. Mas é como digo: no pedal o sofrimento é passageiro, depois só lembramos das coisas boas. Além disso, quando esse trecho casca grossa acabou pegamos um sigle track fantástico, liso, sinuoso e para baixo! Com certeza amenizou o que passamos momentos antes em meio àquelas pedras.
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Chegamos ao destino e o sol desapareceu, logo fomos tomar e comer algo. Uma excelente pousada, Chalés do Vale e um jantar delicioso nos aguardavam. Foi um dia menos sofrido que o primeiro, mas nem um pouco fácil. A turma pedalou sempre forte e estava extasiada.

3º dia: S.J. do Barreiro a São Roque de Minas

Acordamos cedo. Uma excelente estréia de horário de verão! Tomamos outro excelente café da manha, desta vez mais requintado ainda, pois as proprietárias da pousada eram realmente caprichosas. Novamente alteramos o percurso, pois nosso traçado era pauleira demais para um belo domingo após 2 dias de pedal nervosos.
Hoje partimos em sete para o percurso traçado de última hora pelos amigos Luciano e Thiagão. Denão e Olemar partiram de bike por estrada até São Roque e Marcos e Thiago acompanharam o motorista.
Seguimos por estrada até a cachoeira Casca D’anta, cartão postal da Serra da Canastra, seus mais de 180m de queda livre são imponentes e vistos ao longe. Estávamos mais tranqüilos já que seguiríamos bons trechos por estradas… e lá fomos nós, apenas 8km até a Casca D’anta,! Mas logo vimos o sobe e desce da estrada, não foi fácil, mesmo assim foi excelente.
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Para chegar ao poço da cachu percorremos uma trilhinha sombreada e técnica, tiramos várias fotos, como não poderia deixar de ser e chegamos ao famoso spray da Casca D’anta, uma ducha, na verdade. Ficamos lá enquanto podíamos já que a volta (sobe e desce) nos aguardava e depois seguiríamos pelo percurso do Thiago.
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Chegamos bem cansados até a 1ª parada em um posto de combustível em S.J. do Barreiro onde nos refrescamos com bebidas geladas e uma caixa d’água na sombra de uma árvore. Devidamente recuperados seguimos para a trilha. Foi espetacular, novamente muitas subidas, muitas subidas, muitas subidas, água e trechos sombreados. Chegamos a uma ponte (pinguela) sobre um rio onde nos refrescamos. Eram as águas do São Francisco descendo após a Casca D’anta.
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Depois seguimos por estradinhas sinuosas e sempre subindo e descendo. Poucos kms a frente encontramos uma bica d’água na qual o Wandinho não se conteve e tomou um banho de água mineral! É viu, esse pedal de domingo foi gratificante, duro, mas sem pedras e sem escaladas intermináveis, hoje sim apenas “morros” não “montanhas” hehehhe
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Poucos km e chegamos a outra cachu, a da Chinela. Ô lugar que tem cachoeira viu! Demais!
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Após outra pausa para nos recompormos montamos novamente nas bikes, agora ao destino final, São Roque de Minas. Apenas 15km, mas sem alívio, três ou quatro subidas bravas, mas todos pedalamos juntos e com muita persistência. Finalmente chegamos. Demos de cara com uma sorveteria, podia ser melhor?? Açaí, picolé, água gelada…. Fomos para a pousada onde o restante da turma nos aguardava e digo: como foi bom chegar!! Que domingo inesquecível, show de roda!!!
Após um banho revigorante arrumamos a tralha e partimos rumo a Patos de Minas. Foi um final de semana perfeito com a turma. Sem grandes ou graves contratempos, somente grandes recordações. Ansiosos pela próxima pedalada.
Obrigado aos amigos pela excelente companhia, em especial ao Luciano, idealizador e realizador de tudo. Vida longa. Pedal na veia!

Diário de Bordo: Cicloviagem Matutu

Existe em Patos de Minas uma turma que não se contenta em pedalar sempre nas mesmas trilhas. Um de seus integrantes é o Lúcio Flávio. Ele é agrônomo e formou em Lavras, uma região perfeita para a prática do mountain bike. Ele então convidou o restante da turma para conhecer esta região ainda não explorada por bikers, o Vale do Matutu. Até que este sonho fosse possível de ser realizado, foram várias reuniões para definirmos estratégias e logística dessa viagem. O roteiro ficou por conta do Luciano Pit Stop que pesquisou as trilhas no google earth e inseriu-as em seu GPS.
Confira o diário de bordo desta aventura, escrito por Henrique Cury. Não deixe de assistir aos vídeos no fim do diário de bordo.
“Matutu significa, na língua indígena, Cabeceira Sagrada”
O Matutu é um vale majestoso aos pés da Serra do Papagaio. Sua paisagem de rara beleza abriga  excelsas forças naturais que inspiram a alma e renovam o corpo. Lugar ancestral, segundo a lenda era aqui  onde as tribos indígenas  peregrinavam, reconhecendo a pureza e a magia de suas fontes e cachoeiras, que se derramam  das alturas.

Lúcio Flávio no Complexo da Zilda - Trekking - Cachoeira Racha da Zilda
Lúcio Flávio no Complexo da Zilda – Trekking – Cachoeira Racha da Zilda

Viajamos cerca de 6 horas até lavras onde encontramos com Lúcio e seguimos até Carrancas – MG, ao chegarmos já nos encantamos com a natureza deslumbrante e as imensas e íngremes montanhas que marcam o cenário regional.
Fomos muito bem recebidos por João – o dono da Pousada Pontal do Moleque e a expectativa e a emoção do primeiro dia já nos contagiou , o entusiasmo era tanto que assim que chegamos fomos fazer um trekking nas mediações da Pousada para conhecer a cachoeira Racha da Zilda localizada no Complexo da Zilda.  Tínhamos certeza que essa viagem seria a maior aventura de nossas vidas. Jantamos um peixe com iguarias típicas da região, muito bem preparado pela esposa de João, Lucimar.
Fomos descansar ansiosos com o primeiro dia de trilha. “QUE VENHA MATUTU”.
A turma que encarou esta aventura.
A turma que encarou esta aventura.

 

1º dia – Trilha do Moleque: Pousada Pontal di Moleque rumo a Minduri.

Downhill de 7km
Downhill de 7km

39 km com ganho em elevação de 1355 mts, Trilha muito técnica com subidas e descidas longas, muitas pedras e areia pelo caminho.
07h00 – A galera se reuniu em frente a Pousada para as orações e foto oficial.
Bikers: Edson Veloso (Rosca), Giovane Braga, Henrique Cury, Henrique Nunes, Luciano Pit Stop, Lúcio Flávio, Márcio Abdala, Rômulo do Valle e Vandinho Caixeta.
Logo de cara enfrentamos uma subida de 4 km e uma descida de 2 km até chegarmos em um riacho onde nosso amigo Vandinho Caixeta nos surpreendeu com sua primeira de muitas “pérolas”: “QUE QUEBRADA É ESSA LUCIANO?” que significa lugar diferenciado,  realmente era um lugar perfeito, em todos ângulos que olhávamos éramos surpreendidos por uma paisagem mais bela que outra, a região formada por muitas rochas.
Romulo e Vandinho no tablado octogno na chapada do abanador
Romulo e Vandinho no tablado octogno na chapada do abanador

O lance era “SUBIR MONTANHA” e lá estávamos enfrentando mais uma. Chegamos a uma casa toda decorada  com artesanatos locais, onde havia uma escultura de São Francisco de Assis de aproximadamente 2 metros de altura. Colhemos uns limões do pomar da casa e nosso companheiro Lúcio fez um suco, seguimos até a Chapada do Abanador e avistamos no alto da montanha um tablado de madeira em forma de octógono. Ali, era como um mirante, pois podíamos ver toda a paisagem ao redor.
Ao som de Pink Floyd trilha sonora escolhida pelo companheiro Rômulo do Valle, fizemos nossa parada para o lanche e descanso para recompor as energias.
Nossa Senhora das Graças perfeitamente colocada em uma rocha nos abençoou bem no meio do caminho. Subidas, descidas puro moutain bike até escalarmos um rochedo rumo a Chapada das Perdizes e assim seguimos nossa trilha em “queda natural” outra “PEROLA” do nosso amigo Vandinho, por aproximadamente 4 km.  A galera pirou com a adrenalina que essa descida proporcionou.
17h00 – E assim chegamos ao primeiro Totem da estrada Real em Minduri-MG, nosso destino final deste dia.
 
O ponto de entrada da comunidade é o Casarão Matutu, uma construção de 1904
O ponto de entrada da comunidade é o Casarão Matutu, uma construção de 1904

2º dia – Trilha da Descida Abençoada: Rumo ao Vale do Matutu.

Ponte de madeira no Vale do Matutu
Ponte de madeira no Vale do Matutu

64 km com ganho em elevação de 1890 mts. 40 km de estradão até Aiuruoca e 24 km de muitas subidas até a Pousada Mandala das Águas.
Fomos recebidas calorosamente pelos moradores de Minduri, que ficaram entusiasmados com nossa aventura. Ficamos hospedados na Pousada Restaurante da Célia que também é o melhor restaurante da cidade.
Alimentados e com uma boa noite de sono estávamos ali mais uma vez prontos para seguir rumo a próxima cidade – Aiuroca-MG.
Aiuruoca e o Pico do papagaio ao fundo
Aiuruoca e o Pico do papagaio ao fundo

07h50 – Bikes prontas, GPS configurado, “simbora” subir montanha. Grande parte da trilha já realizada em estradão, até chegarmos às mediações de Aiuroca quando deparamos com uma descida que margeava uma mata e que permitia a vista do nosso próximo destino, o Pico do Papagaio no Vale do Matutu. Rômulo do Valle, Vandinho Caixeta, Luciano e Roska aceleraram e os demais economizaram um pouco, pois ainda tinha muita trilha pela frente. Foi quando chegamos ao final da descida e fomos presenteados com uma queda d’água onde eram formados poços de água cristalina, por isso batizamos a trilha de Descida Abençoada.
Jantar na Pousada Mandala das aguas
Jantar na Pousada Mandala das aguas

Chegamos em Aiuroca após 48 km por volta de 14:00 horas, o comércio estava aberto, estacionamos nossas bicicletas e devoramos tudo que tinha em uma padaria local. Estávamos decididos a seguir pedalando pelo Vale do Matutu por mais 14 km apesar das subidas que iríamos enfrentar até a Pousada Mandala das Águas.
17:30 – Chegada em Matutu: Paraíso seria a definição para o Vale do Matutu, no ponto mais alto o Pico do Papagaio permanece soberano e parece contemplar os que ali moram e visitam o lugar. Pousadas aconchegantes misturam com a natureza preservada, riachos de água cristalina cravadas por pedras que parecem ser colocadas estrategicamente para formar quedas e piscinas naturais e um silencio onde só era ouvido passos, água, respiração e o contato do pneu com a terra.

3º dia – Pousada Mandala das águas (Dia de descanso para conhecer a região)

Cachoeira Mata do Fundo
Cachoeira Mata do Fundo

O lugar já encanto ao entrar, cada detalhe foi planejado com todo carinho, o jardim, as fontes, árvores ornamentais e esculturas harmonizavam com o verde da grama e o azul do céu.
Acordamos e fomos buscar informações sobre a escalada do Pico do Papagaio. Rickson James Sluss, o proprietário da Pousada Mandala das Águas e membro da associação dos Amigos de Matutu, nos informou que para esta escalada era necessário que fossemos acompanhados por um guia. Como não seria possível, foi sugerido que visitássemos 2 cachoeiras próximas – Cachoeira do Meio e Cachoeira da Mata do Fundo, parte da galera seguiu este destino, Luciano, Rômulo e Vandinho.
Acesso ao Restaurante da Tia Iraci
Acesso ao Restaurante da Tia Iraci

A cachoeira da Mata do Fundo é a maior da região, cerca de 267 metros de queda repartida e seu acesso é por trilhas no meio da mata. Mountain Bike na veia foi o resumo de uma descida que misturava velocidade, técnica e muita adrenalina.
Eu (Henrique Cury), Geovane Braga, Márcio Abdala, Edson Roska, Henrique Nunes e Lúcio Flávio resolvemos ficar no restaurante da Tia Iraci, curtindo preguiça e degustando uma deliciosa comida mineira, sucos naturais com frutas da região, e uma hospitalidade grandiosa. O acesso a este restaurante é apenas por trilha, o que o torna bastante peculiar.
No final deste dia, voltamos para a Pousada, verificamos nossos equipamentos e fomos descansar aguardando o próximo dia.
Casarão Matutu
Casarão Matutu

 

4º dia – Trilha do Lado Lá – Rumo a Baependi-MG.

Saindo da Pousada Mandala das Aguas
Saindo da Pousada Mandala das Aguas

61 km com ganho em elevação de 1937 mts.
Nosso guia Luciano Pit Stop, sempre atento e querendo aproveitar o máximo a beleza da região alterou nosso trajeto onde passaríamos por uma cachoeira antes de enfrentarmos a grande e temida subida de 13 km.
Seguimos sentido a esta trilha e nosso companheiro Rômulo do Valle, sempre andando na frente e sem GPS, se perdeu. Então fui resgatá-lo para que pudéssemos seguir todos juntos.
Passamos pela cachoeira e começamos o grande desafio do dia – 13km só de montanha. Pedras de calçamento eram colocadas nas subidas mais íngremes, quem nos encontravam se admiravam e ficavam surpresos com nossa animação e força. O que de fato era admirável, pois éramos 9 bikers determinados.
Mirante depois da subida de 13 km
Mirante depois da subida de 13 km

Estávamos muito animados, pois de acordo com a programação, logo após teríamos muita descida de 7 km com desnível maior que a subida. Fizemos uma foto no topo e logo ali começava a descida. Alertamos a todos sobre os cuidados que deveríamos e fomos de “queda natural”.
Saldo da descida: 3 tombos, Henrique Cury, Vandinho e Giovane Braga, um capacete quebrado e uma mochila de Hidratação rasgada.
Para nossa surpresa, ainda havia muita trilha, cerca de 34 km para chegarmos a Baependi. Estávamos exaustos e com certeza este foi o dia de maior esforço.
Esforço recompensado quando chegamos à Pousada Cachoeirinha e fomos recebidos com um belo jantar.
 

5º dia – Trilha Estrada Real: Rumo a Pousada Pontal do Moleque.

Luciano em um Marco da Estrada Real
Luciano em um Marco da Estrada Real

74 km com ganho em elevação de 1536 mts.
Seguimos sentido a saída de Baependi e logo deparamos com o primeiro totem da Estrada Real, estes totens servem de orientação para peregrinos, nossa trilha de hoje seria realizada com 74km cruzando fazendas famosas como a Traituba (cidade-Cruzili), casarões, linhas férreas.
O dia foi marcado por uma mistura dos sentidos, superação, vontade de chegar, saudade de casa e uma sensação difícil de explicar, talvez seja aquele sentimento que só nós, amantes do Moutain Bike experimentamos quando realizamos nossas trilhas.
Fazenda Traituba -  teve a sua origem entre os anos de 1826 e 1831 e serviu para hospedar o Imperador D. Pedro I
Fazenda Traituba – teve a sua origem entre os anos de 1826 e 1831 e serviu para hospedar o Imperador D. Pedro I

Nosso companheiro Rômulo do Valle e Vandinho caixeta seguiram na frente, pois iriam fazer uma galinha caipira para nos receber, o restante seguiu pedalando junto contando piadas, fazendo fotos, principalmente meu caro Giovane Braga, Henrique Nunes imitando o Penhenheca (Pessoa conhecida em nossa Cidade – Patos de Minas), chamando o “Osquinha  patocina minha sworks”, Luciano aproveitando os últimos momentos para registrar cada instante, Marcio Abdala com seus comentários bacanas e claro nosso sempre saudoso Lúcio vibrando e comemorando o sonho realizado.
Foram 265 km ao total da cicloviagem superamos um ganho em elevações de 6.918 metros, descidas, escalamos rochedo, mas o que realmente marcou foi uma grande aventura de 9 caras cheios de um só sentimento: PEDALAR.
Gostaria de agradecer a todos pela companhia e também aqueles que direta e indiretamente contribuíram para realização desta cicloviagem e QUE VENHA MATUTU.

Assista aos vídeos desta aventura



TV Noispedala: Imagens de 2010 da Cicloviagem pela Trilha da Maria Fumaça

Sabe quando você está organizando aquela gaveta e encontra algo que marcou a sua vida?
Então, hoje estava organizando o meu computador e encontrei algumas preciosidades. Alguns vídeos registrados pelo Celinho e pelo Walner que me proporcionou algumas lembranças bem bacanas.
Nada mais justo do que compartilhar com você que participou desta cicloviagem de quatro dias, de Curvelo a Diamantina, passando por um ramal ferroviário desativado, a Trilha Verde de Maria Fumaça. Destaque para o temido caquente.
E você que é amante do MTB, confira as imagens. Forte abraço a todos, em especial aos amantes da magrela e digo: a cada dia aumenta a vontade de voltarmos para pedalar por essas trilhas.

Assista a essa preciosidade

Diário de Bordo: Romaria 2011. Fé, superação e amizade por 200 km de terra

Patos de Minas, Zalagoa, Pântano, Coromandel, Altinho, Brejão, Monte Carmelo e Romaria, 30 e 31 de julho de 2011
Por Walder Filho, com toques de Renato Amaral e Bruno Fernandes

Foto oficial do melhor pedal do ano!
Foto oficial do melhor pedal do ano!

Finalmente havia chegado o tão aguardado 30 de julho, o dia do início da jornada até Romaria. Como diria o soldado e meu fiel escudeiro Pedro Elias, éramos 14 cavaleiros montados em nossas bikes, uma assistente e um mecânico.
O dia para o Walder começou bem mais cedo do que o combinado. As expectativas e alguns pensamentos fizeram do sono apenas um detalhe. Com o pessoal reunido na Power Bike, fizemos nossas orações, intenções particulares e a intenção comum – Força Iata – antes de partirmos para o nosso objetivo maior. Logo nos primeiros quilômetros já percebemos que a nossa tarefa não seria nada fácil.
Depois de pegar um longo trecho de estradão, com um vento contra ligado na velocidade turbo chegamos ao Pântano (que na realidade é seco). Lá detonamos mais de três dúzias de pão de queijo semi-caipira e muita Coca-Cola gelada.
Nossa unidade de medida nesta cicloviagem era dezena de quilômetros e depois de mais umas duas, chegamos a uma “venda” que foi instalada em um lugar estratégico: no alto de um morro (“topzinho” para os bikers). Fizemos uma pequena pausa para recuperar as energias para o maior desafio do primeiro dia. Era um morro com distância indefinida 2 km, 4 km ou 5 km? Não sei ao certo, só sei que foi um morro comprido demais. Desafio vencido, agora era só chegar a Coromandel. Doze dezenas de quilômetros de Patos de Minas.
O segundo dia começou com o nosso valoroso mecânico Giovani finalizando o trato nas bikes que ele já havia começado no dia anterior. Saímos de Coromandel rumo a Monte Carmelo.
No início do trecho de terra ganhamos a companhia de um cachorrinho que nos acompanharia por 27 quilômetros. Efeito da Maltodextrina fornecida pelo Herlley e do sanduíche de peito de peru e tomate seco.
Mas nem tudo foi descontração. Na primeira descida o Flávio Caixeta caiu após perder o controle de sua bike, fraturando a clavícula. Ele recebeu os cuidados dos companheiros e foi socorrido pelo carro de apoio até o hospital em Coromandel, onde a Tatiana aguardava para acompanhá-lo. Não sem antes receber do Bruno Fernandes as boas-vindas: “-Bem-vindo ao clube dos que têm um ‘carocinho’ na clavícula”.
Neste meio tempo, seguimos a pedalada nos comunicando a cada vez que tínhamos sinal de celular. Quase meio dia, sem água e sem comida, eis que surge o carro de apoio, buzinando, do meio do nada. O Giovanão surpreendeu com sua proatividade ao mudar o combinado. Foi providencial sua chegada.
E, assim como no ano passado, terminamos a cicloviagem, na Igreja de Nossa Senhora da Abadia, onde cada um colocou suas intenções e, de maneira particular, agradeceu as graças alcançadas.
Romeiros: Bruno Fernandes, Renato Amaral, Robim, Euler Caixeiro Viajante, Fabiano Spaço, Alisson Vulgo Pó, Walder Filho, Herlley Power Bike, Flávio Caixeta, Markin Kxão, Branco, Mateus do Branco, Gabriel Power Bike e Pedro Elias dos Reis (o brutão).
Apoio: Giovani e Tatiane
Clique aqui acesse a galeria especial da Romaria 2011 e confira as fotos.
E claro, deixe seu valioso comentário.
 

1ª Pedalada da Saúde rumo ao Santuário de Andrequicé será dia 06 de agosto

Será realizada no próximo dia 06 de agosto em Presidente Olegário, a 1ª Pedalada da Saúde rumo ao Santuário de Andrequicé.
O evento tem promoção da Secretaria Municipal de Saúde de P.O. e conta com o apoio da Band Bike e do Noispedala.
A saída será às 07h da manhã em frente a Igreja Matriz e os bikers irão até Andrequicé, percorrendo 60 km.
A galera de Patos irá encontrar na Band Bike, às 05h50 da manhã. Mais informações na Band Bike, através do telefone (34) 3825-7248.

Diário de Bordo: Pedal na Chapada Diamantina, abril de 2011

Feriadão de 21 de abril de 2011, Por Sérgio Zaggo

Afrânio e Sérgio Zaggo na Chapada Diamantina
Afrânio e Sérgio Zaggo na Chapada Diamantina

Parque Nacional da Chapada Diamantina: um lugar místico, que tem atraído cada dia mais visitantes. Fica na Bahia, em altitudes superiores a 1.000 metros. O clima é super agradável: à noite e pela manhã tem aquele friozinho gostoso. Na “volta do dia” é quente, mas sem exagero.
No passado, viveu um ciclo de garimpo de diamantes, cujos vestígios estão por toda parte: nas ruínas, no casario antigo, nas pedras remexidas por toda parte, nos leitos de rios desviados e nas barragens feitas de pedra.
Aliás, haja pedra! São sempre muito desgastadas pela ação das intempéries, formando verdadeiras obras de arte esculpidas pela natureza. Uma, particularmente, me chamou a atenção: o “conglomerado”, que é uma rocha formada por pedras roladas multi-coloridas, formando um belo mosaico, que fiz questão de fotografar. Outra coisa interessante é a cor das águas: é escura, tipo coca-cola, mas é totalmente limpa e inodora. Já ouvi dizer que é a presença de algas que dá essa coloração.
Chegamos ao Vale do Capão na Quarta-Feira, dia 20. É uma comunidade vizinha ao Parque, onde moram muitas pessoas provenientes de cidades maiores, que optaram por um estilo de vida mais despojado, longe do stress e dos atropelos das cidades grandes. Éramos por enquanto, Eu e Elenice, Afrânio e Márcia, com seu filho Arthur. O Welmer e o Fábio estavam atrasados. Fomos provar o pastel de jaca, o mel com pimenta (uau!) e comer a famosa
Pizza Integral do Capão, que deixou lembranças.
No dia seguinte partimos somente eu e o Afrânio, acompanhados pelo Adelson que nos guiava. O Jubileu da Cantagalo foi no apoio com um Jeep. Saímos do Capão e cortamos o parque de um lado ao outro, 17 km de trilhas inesquecíveis. É como pedalar num jardim, é inacreditável! A profusão de plantas, flores, pedras, montanhas e cachoeiras, deixa a gente extasiado.
Cheguei do outro lado do parque com a sensação de que tudo que viesse dali pra frente seria lucro, porque só este trecho já valeu os 1.200 km que viajei. Em seguida rodamos mais 25 km fora do parque e terminamos o dia na Pousada Pai Inácio, debaixo de chuva, mas que não incomodou em nada.
No dia seguinte fizemos um programa super interessante: Pedalamos de Andaraí a Igatu, que é uma cidade no alto da serra, que viveu intensamente o ciclo de diamantes. São apenas 6 km de estrada calçada com pedras, construída a trocentos anos. Só que a subida é pedreira mesmo, muito puxada. Desta vez juntaram-se a nós o Welber e o Fábio. Mas o bacana mesmo foi a descida, por trilha, um verdadeiro dowhill. Lajes de pedra, degraus, pedras soltas, alguns trechos calçados, tudo no meio das ruínas de casas antigas feitas de pedra. E com direito a um ofurô no meio da descida. Um pedal curto mas inesquecível, valeu cada minuto.
E o Brasil Ride vem aí pessoal, 23 a 29 de Outubro/11, alguém se habilita?

Diário de Bordo: Trilha em Paracatu

Certo dia o Flávio do Galo incentivou o Luiz Moura de Paracatu a pedalar. O cara gostou da ideia, comprou uma bike e gostou bastante da novidade. Depois de algum tempo, ele convidou o Flávio do Galo e marcaram para 26/03/2011 o Pedal em Paracatu.

A melhor trilha
A melhor trilha

O Flávio falou com o Gleidson e estes reuniram-se com o Bruno, o Geomar e o Euler e mesmo em uma época de chuva, viajaram 200 km para este pedal.
Para formar a turma de 10 companheiros, somaram-se a nós o Mateus, o Tuco, o Zé Maria e um dos maiores conhecedores das trilhas da região de Paracatu, o Rogerinho.
Acho meio difícil falar dos lugares que passamos, pois não conheço nada daquela região. Só sei que já saímos da cidade em trilha, próximo a um clube. Chegamos às margens da BR 040, onde havia muita água. Verdadeiras lagoas. Saímos rasgando aquilo tudo e chegamos a primeira serra. Ah, era só TRILHINHA. Com muuuito cascalho e pedras. Plano praticamente não existia. Ou subia ou descia.
Descemos uma serra de 3 km sem trégua. Um prato cheio para pilotos de Down hill. As curvas muito fechadas foram responsáveis por algumas quedas, mas nada grave. Chegamos então à um córrego. A galera prontamente adentrou-se e fez aquele tratamento de crioterapia. Logo após paramos em uma fazenda e fomos presenteados com uma água trincando de gelada.
Começou então as subidas. No meio desta subida, o Rogerinho, estilo TORA, que andava até com um facão na bike, sugeriu mudarmos o percurso e subirmos outra serra. 7 km de subidas. E que subida boa. Alguns companheiros sofreram um pouco e ficaram sem água.
Chegamos por trilha até à rodovia, onde resolvemos descer a BR num ritmo alucinante. Descidas muito boas. Paramos na biquinha e renovamos as energias com uma água nota 10.
Chegamos a Paracatu por volta de 12h30. Impressionante como todos os horários foram cumpridos de acordo com a programação.
Saímos de Paracatu às 15 horas. Logo nos eucapliptos de P.O., encontramos com o Jorge e um companheiro, que olharam para nosso carro e trombaram e foram os dois ao chão.
Quilômetros depois, encontramos uma grande galera de estradeiros retornando de um treino. Neste momento, quem liderava o treino era o Lazim.
Agradecemos o Luiz Moura, que nos recebeu em sua casa, um verdadeiro hotel 5 estrelas.
E aí galera, o que vocês acharam do pedal. Na minha singela opinião, foi a melhor trilha que já fiz.
Deixe aí seu comentário e vamos manter contato para marcarmos um novo pedal em Paracatu.

3º Desafio de Mountain Bike Lavras / Carrancas será realizado dia 21 de abril

Pelo terceiro ano consecutivo, a Triboo do Açai, Trilhas Gerais e Circuito Alternativo estão realizando o Desafio de MTB, entre as cidades de Lavras e Carrancas.

São esperados 200 bikers
São esperados 200 bikers

Em 2009, os bikers, Átila, Renata e Cristóvão organizaram o 1º DESAFIO DE MOUNTAIN BIKE LAVRAS – CARRANCAS. O evento foi um sucesso. As inscrições foram limitadas em 115, e logo foram preenchidas. Em 2010 foram 152 bikers participantes e agora em 2011 a expectativa são pra 200 participantes.
Com um percurso misto de 75 km, sendo 95% de areia, cascalho e terra e apenas 5% de asfalto. A concentração está marcada para a Praça Dr. Augusto Silva, no Quiosque da Triboo do Açai às 06h da manhã. A previsão de chegada está entre 11h e 14h no Camping do Osvaldo.
Serão dois kits: KIT TURISMO (R$20,00) – 3 pontos de água, 1 ponto de frutas, placa de identificação, gel (repositor energético), motos de apoio, ambulância, “carro – vassoura” para eventual resgate do biker e da bike brindes e certificado do “DESAFIO VENCIDO”;  KIT TRANSPORTE (R$ 40,00) – KIT TURISMO + guarda – volumes, caminhão baú para transporte das bikes, ônibus para os ciclistas (retorno à Lavras). Além disso, o participante poderá adquirir a camisa oficial do Desafio no valor de R$ 45,00.
Maiores informações com Jânio – Através dos telefones 3821 – 7141 (Átila), 8803 3821 (Renata), Msn (rkgomes.ta@hotmail), Orkut(Desafio MTB), Facebook (Desafio MTB) ou diretamente na loja Trilhas Gerais ou na lojas da Triboo do Açaí.

Vídeos oficiais da Cicloviagem na Trilha da Maria Fumaça 2011

E aí companheiro. Chegou o momento tão esperado. Creio que vocês gostaram do teaser do vídeo que foi lançado na segunda-feira pós-viagem. Várias pessoas até elogiaram imaginando aquele ser o vídeo oficial.
Mas não era. E o Renato Amaral fez uma mega produção com imagens daquele lugar que para mim, é o melhor trecho que conheço para a prática do mountain bike.
Foram quatro dias de muita amizade e companheirismo que ficarão marcados na vida de cada um que participou.
Vale a pena conferir o vídeo e conferir tudo que esta região tem a nos oferecer.
Confira os vídeos:

Parte 1

Parte 2

Extras

Convite: Em abril tem Pedal na Chapada Diamantina

Pedal na Chapada Diamantina
Pedal na Chapada Diamantina

Como quando um de nossa turma faz um pedal fenomenal, sempre ficamos com vontade de levar todo mundo, não é? Com o Sérgio Zaggo foi assim. Ele atende clientes na Chapada Diamantina e por duas oportunidades já, sendo uma dela, durante o Claro Brasil Ride, ele pedalou naquela região. E agora ele quer levar o resto da turma. Vamos nessa galera? Veja o relato dele e o pacote feito especialmente para nossa turma.
Depois do Claro Brasil Ride, estive na Chapada em Janeiro/11, e fui até o Vale do Capão visitar o Jubileu, e dar um giro rápido pela região.
Esta região foi o palco do Claro Brasil Ride
Esta região foi o palco do Claro Brasil Ride

Conversando com o Jubileu, vislumbramos a hipótese de montar um grupo para pedalar na Chapada durante o Feriado de Tiradentes/Páscoa, 21 a 24 de abril/2011.
A meu pedido, o Jubileu montou o programa abaixo, e agora eu estou reunindo amigos para formar o grupo (mínimo de 10 e máximo de 18 pessoas).
Veja que o programa está super em conta, são apenas R$ 545,00, incluso 04 hospedagens com café da manhã, guias, seguro, lanche e hidratação durante o percurso, carro de apoio 4×4, taxas de entrada  nos locais visitados do roteiro e bases de apoio e o apoio profissional do Jubileu e sua equipe.
Uma vantagem muito grande é que dá para levar as esposas/filhos que não queiram pedalar o percurso inteiro: O apoio da Cantagalo resgata a bike e o/a biker em pontos estratégicos do percurso.
Outro detalhe: como vocês sabem o Claro Brasil Ride, por tratar-se de competição, é realizado fora dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
No nosso caso, como não temos esta limitação, pedalaremos pelas melhores trilhas e os melhores atrativos do Parque, claro que com todo o respeito ao meio ambiente e com a orientação preciosa da Cantagalo.
Lembro que as vagas são limitadas, as inscrições serão comigo ou com o Jubileu.
Para quem for, eu posso garantir que vai valer cada minuto! Eu e minha esposa Elenice ESTAMOS DENTRO!

Confira o folder desta aventura

Não fique de fora!
Não fique de fora!