Neste domingo teremos o Primeiro Encontro MTB de Araguari

Neste domingo uma grande festa do MTB acontecerá em Araguari. Trata-se da terceira etapa do Circuito Regional de MTB Recreativo do Triângulo Mineiro.
Entre os meses março e outubro, oito cidades da região de Uberlândia realizarão estes encontros que vem contando com adesão superior a 300 pessoas.
A concentração com confirmação de inscrições e café da manhã será a partir das 7 horas. Às 9 horas tem início a trilha  de 25km e contará em seu percurso uma linda cachoeira. A inscrição custa R$ 15,00. Quem realiza é o Race do Grotão (Leonardo Silvério) e a Prefeitura Municipal de Araguari.
Para mais informações e realizar sua inscrição, clique aqui.

Primeiro encontro MTB de Araguari 2012
Primeiro encontro MTB de Araguari 2012

Diário de Bordo: Romaria 2011. Fé, superação e amizade por 200 km de terra

Patos de Minas, Zalagoa, Pântano, Coromandel, Altinho, Brejão, Monte Carmelo e Romaria, 30 e 31 de julho de 2011
Por Walder Filho, com toques de Renato Amaral e Bruno Fernandes

Foto oficial do melhor pedal do ano!
Foto oficial do melhor pedal do ano!

Finalmente havia chegado o tão aguardado 30 de julho, o dia do início da jornada até Romaria. Como diria o soldado e meu fiel escudeiro Pedro Elias, éramos 14 cavaleiros montados em nossas bikes, uma assistente e um mecânico.
O dia para o Walder começou bem mais cedo do que o combinado. As expectativas e alguns pensamentos fizeram do sono apenas um detalhe. Com o pessoal reunido na Power Bike, fizemos nossas orações, intenções particulares e a intenção comum – Força Iata – antes de partirmos para o nosso objetivo maior. Logo nos primeiros quilômetros já percebemos que a nossa tarefa não seria nada fácil.
Depois de pegar um longo trecho de estradão, com um vento contra ligado na velocidade turbo chegamos ao Pântano (que na realidade é seco). Lá detonamos mais de três dúzias de pão de queijo semi-caipira e muita Coca-Cola gelada.
Nossa unidade de medida nesta cicloviagem era dezena de quilômetros e depois de mais umas duas, chegamos a uma “venda” que foi instalada em um lugar estratégico: no alto de um morro (“topzinho” para os bikers). Fizemos uma pequena pausa para recuperar as energias para o maior desafio do primeiro dia. Era um morro com distância indefinida 2 km, 4 km ou 5 km? Não sei ao certo, só sei que foi um morro comprido demais. Desafio vencido, agora era só chegar a Coromandel. Doze dezenas de quilômetros de Patos de Minas.
O segundo dia começou com o nosso valoroso mecânico Giovani finalizando o trato nas bikes que ele já havia começado no dia anterior. Saímos de Coromandel rumo a Monte Carmelo.
No início do trecho de terra ganhamos a companhia de um cachorrinho que nos acompanharia por 27 quilômetros. Efeito da Maltodextrina fornecida pelo Herlley e do sanduíche de peito de peru e tomate seco.
Mas nem tudo foi descontração. Na primeira descida o Flávio Caixeta caiu após perder o controle de sua bike, fraturando a clavícula. Ele recebeu os cuidados dos companheiros e foi socorrido pelo carro de apoio até o hospital em Coromandel, onde a Tatiana aguardava para acompanhá-lo. Não sem antes receber do Bruno Fernandes as boas-vindas: “-Bem-vindo ao clube dos que têm um ‘carocinho’ na clavícula”.
Neste meio tempo, seguimos a pedalada nos comunicando a cada vez que tínhamos sinal de celular. Quase meio dia, sem água e sem comida, eis que surge o carro de apoio, buzinando, do meio do nada. O Giovanão surpreendeu com sua proatividade ao mudar o combinado. Foi providencial sua chegada.
E, assim como no ano passado, terminamos a cicloviagem, na Igreja de Nossa Senhora da Abadia, onde cada um colocou suas intenções e, de maneira particular, agradeceu as graças alcançadas.
Romeiros: Bruno Fernandes, Renato Amaral, Robim, Euler Caixeiro Viajante, Fabiano Spaço, Alisson Vulgo Pó, Walder Filho, Herlley Power Bike, Flávio Caixeta, Markin Kxão, Branco, Mateus do Branco, Gabriel Power Bike e Pedro Elias dos Reis (o brutão).
Apoio: Giovani e Tatiane
Clique aqui acesse a galeria especial da Romaria 2011 e confira as fotos.
E claro, deixe seu valioso comentário.
 

Diário de Bordo: Pedal na Chapada Diamantina, abril de 2011

Feriadão de 21 de abril de 2011, Por Sérgio Zaggo

Afrânio e Sérgio Zaggo na Chapada Diamantina
Afrânio e Sérgio Zaggo na Chapada Diamantina

Parque Nacional da Chapada Diamantina: um lugar místico, que tem atraído cada dia mais visitantes. Fica na Bahia, em altitudes superiores a 1.000 metros. O clima é super agradável: à noite e pela manhã tem aquele friozinho gostoso. Na “volta do dia” é quente, mas sem exagero.
No passado, viveu um ciclo de garimpo de diamantes, cujos vestígios estão por toda parte: nas ruínas, no casario antigo, nas pedras remexidas por toda parte, nos leitos de rios desviados e nas barragens feitas de pedra.
Aliás, haja pedra! São sempre muito desgastadas pela ação das intempéries, formando verdadeiras obras de arte esculpidas pela natureza. Uma, particularmente, me chamou a atenção: o “conglomerado”, que é uma rocha formada por pedras roladas multi-coloridas, formando um belo mosaico, que fiz questão de fotografar. Outra coisa interessante é a cor das águas: é escura, tipo coca-cola, mas é totalmente limpa e inodora. Já ouvi dizer que é a presença de algas que dá essa coloração.
Chegamos ao Vale do Capão na Quarta-Feira, dia 20. É uma comunidade vizinha ao Parque, onde moram muitas pessoas provenientes de cidades maiores, que optaram por um estilo de vida mais despojado, longe do stress e dos atropelos das cidades grandes. Éramos por enquanto, Eu e Elenice, Afrânio e Márcia, com seu filho Arthur. O Welmer e o Fábio estavam atrasados. Fomos provar o pastel de jaca, o mel com pimenta (uau!) e comer a famosa
Pizza Integral do Capão, que deixou lembranças.
No dia seguinte partimos somente eu e o Afrânio, acompanhados pelo Adelson que nos guiava. O Jubileu da Cantagalo foi no apoio com um Jeep. Saímos do Capão e cortamos o parque de um lado ao outro, 17 km de trilhas inesquecíveis. É como pedalar num jardim, é inacreditável! A profusão de plantas, flores, pedras, montanhas e cachoeiras, deixa a gente extasiado.
Cheguei do outro lado do parque com a sensação de que tudo que viesse dali pra frente seria lucro, porque só este trecho já valeu os 1.200 km que viajei. Em seguida rodamos mais 25 km fora do parque e terminamos o dia na Pousada Pai Inácio, debaixo de chuva, mas que não incomodou em nada.
No dia seguinte fizemos um programa super interessante: Pedalamos de Andaraí a Igatu, que é uma cidade no alto da serra, que viveu intensamente o ciclo de diamantes. São apenas 6 km de estrada calçada com pedras, construída a trocentos anos. Só que a subida é pedreira mesmo, muito puxada. Desta vez juntaram-se a nós o Welber e o Fábio. Mas o bacana mesmo foi a descida, por trilha, um verdadeiro dowhill. Lajes de pedra, degraus, pedras soltas, alguns trechos calçados, tudo no meio das ruínas de casas antigas feitas de pedra. E com direito a um ofurô no meio da descida. Um pedal curto mas inesquecível, valeu cada minuto.
E o Brasil Ride vem aí pessoal, 23 a 29 de Outubro/11, alguém se habilita?

3º Desafio de Mountain Bike Lavras / Carrancas será realizado dia 21 de abril

Pelo terceiro ano consecutivo, a Triboo do Açai, Trilhas Gerais e Circuito Alternativo estão realizando o Desafio de MTB, entre as cidades de Lavras e Carrancas.

São esperados 200 bikers
São esperados 200 bikers

Em 2009, os bikers, Átila, Renata e Cristóvão organizaram o 1º DESAFIO DE MOUNTAIN BIKE LAVRAS – CARRANCAS. O evento foi um sucesso. As inscrições foram limitadas em 115, e logo foram preenchidas. Em 2010 foram 152 bikers participantes e agora em 2011 a expectativa são pra 200 participantes.
Com um percurso misto de 75 km, sendo 95% de areia, cascalho e terra e apenas 5% de asfalto. A concentração está marcada para a Praça Dr. Augusto Silva, no Quiosque da Triboo do Açai às 06h da manhã. A previsão de chegada está entre 11h e 14h no Camping do Osvaldo.
Serão dois kits: KIT TURISMO (R$20,00) – 3 pontos de água, 1 ponto de frutas, placa de identificação, gel (repositor energético), motos de apoio, ambulância, “carro – vassoura” para eventual resgate do biker e da bike brindes e certificado do “DESAFIO VENCIDO”;  KIT TRANSPORTE (R$ 40,00) – KIT TURISMO + guarda – volumes, caminhão baú para transporte das bikes, ônibus para os ciclistas (retorno à Lavras). Além disso, o participante poderá adquirir a camisa oficial do Desafio no valor de R$ 45,00.
Maiores informações com Jânio – Através dos telefones 3821 – 7141 (Átila), 8803 3821 (Renata), Msn (rkgomes.ta@hotmail), Orkut(Desafio MTB), Facebook (Desafio MTB) ou diretamente na loja Trilhas Gerais ou na lojas da Triboo do Açaí.

Convite: Em abril tem Pedal na Chapada Diamantina

Pedal na Chapada Diamantina
Pedal na Chapada Diamantina

Como quando um de nossa turma faz um pedal fenomenal, sempre ficamos com vontade de levar todo mundo, não é? Com o Sérgio Zaggo foi assim. Ele atende clientes na Chapada Diamantina e por duas oportunidades já, sendo uma dela, durante o Claro Brasil Ride, ele pedalou naquela região. E agora ele quer levar o resto da turma. Vamos nessa galera? Veja o relato dele e o pacote feito especialmente para nossa turma.
Depois do Claro Brasil Ride, estive na Chapada em Janeiro/11, e fui até o Vale do Capão visitar o Jubileu, e dar um giro rápido pela região.
Esta região foi o palco do Claro Brasil Ride
Esta região foi o palco do Claro Brasil Ride

Conversando com o Jubileu, vislumbramos a hipótese de montar um grupo para pedalar na Chapada durante o Feriado de Tiradentes/Páscoa, 21 a 24 de abril/2011.
A meu pedido, o Jubileu montou o programa abaixo, e agora eu estou reunindo amigos para formar o grupo (mínimo de 10 e máximo de 18 pessoas).
Veja que o programa está super em conta, são apenas R$ 545,00, incluso 04 hospedagens com café da manhã, guias, seguro, lanche e hidratação durante o percurso, carro de apoio 4×4, taxas de entrada  nos locais visitados do roteiro e bases de apoio e o apoio profissional do Jubileu e sua equipe.
Uma vantagem muito grande é que dá para levar as esposas/filhos que não queiram pedalar o percurso inteiro: O apoio da Cantagalo resgata a bike e o/a biker em pontos estratégicos do percurso.
Outro detalhe: como vocês sabem o Claro Brasil Ride, por tratar-se de competição, é realizado fora dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina.
No nosso caso, como não temos esta limitação, pedalaremos pelas melhores trilhas e os melhores atrativos do Parque, claro que com todo o respeito ao meio ambiente e com a orientação preciosa da Cantagalo.
Lembro que as vagas são limitadas, as inscrições serão comigo ou com o Jubileu.
Para quem for, eu posso garantir que vai valer cada minuto! Eu e minha esposa Elenice ESTAMOS DENTRO!

Confira o folder desta aventura

Não fique de fora!
Não fique de fora!

Noispedala na Trilha da Maria Fumaça, região de Curvelo / Diamantina

Em janeiro de 2010, organizamos nossa primeira expedição, para aquele lugar onde chamamos de “paraíso”. Éramos 11 companheiros de Patos de Minas e mais 9 de Curvelo e Brasília, compartilhando emoções, um papo bem descontraído e principalmente desfrutando de paisagens peculiares. O companheirismo prevaleceu acima de tudo.

Galera que fez a trilha da Maria Fumaça em 2010
Galera que fez a trilha da Maria Fumaça em 2010

Foram 3 dias de pedal. O primeiro de 101 km intenso e mais dois dias bem relax de 34 e 24 km respectivamente. Todos os detalhes e fotos de 2010 você pode conferir no diário de bordo que fizemos e também um TV Noispedala que Eu e Robinho comentamos sobre nossa cicloviagem.
Um ano depois, convidados pela galera do “Amantes do Magrela”, um grupo de bikers de Curvelo, estaremos lá de volta. Visto a nossa satisfação de termos participado ano passado, convidamos você para curtir esta aventura conosco.
Este ano será um pouco diferente. O percurso que fizemos em 2010 em três dias, será feito em quatro dias. Ou seja, os amantes da magrela sairão de Curvelo na quinta-feira pela manhã, onde seguirão até Monjolos.
Você conhecerá verdadeiros papéis de parede
Você conhecerá verdadeiros papéis de parede

A galera do Noispedala fará a trilha a partir do segundo dia, onde inicia a Trilha da Maria Fumaça, na cidade de Monjolos. Será assim:
Sairemos de Patos de Minas à meia-noite de quinta para sexta e seguiremos até Monjolos. Na sexta serão 27 km de Monjolos a Conselheiro Mata, depois 34 km até Barão de Guaicuí e finalmente 24 km até chegarmos à Diamantina.
O custo da viagem será por volta de R$ 300,00. Sendo que R$ 190,00 serão referentes à organização do pessoal de Curvelo, onde teremos disponíveis local para dormirmos, lanche, refeição, churrasco, café da manhã, apoio com águas, frutas e sanduíche. Teremos também refrigerante, cerveja e sucos. Haverá carros, equipe de apoio, cozinheira e churrasqueiros. Quem participar também irá ganhar a camiseta oficial do evento.
Curtiu a ideia? Entre em contato conosco. Deixe seu comentário abaixo ou ligue para 9169-0141 (Bruno), 9926-4449 (Euler) ou 9975-4745 (Magela).
Já temos uma turma grande confirmada e contamos com a sua presença, e mais uma galera para confirmar. Veja que galera! Lembrando que as vagas são limitadas a 30 pessoas.
Veja só quem está confirmado:

  • Bruno Fernandes
  • Euler Caixeiro Viajante
  • Walner Dias
  • Marquim Passarim
  • Robim Elite de Patos
  • Fabiano Spaço
  • Luis Farol de Carreta
  • Celinho Band Bike
  • Magela
  • Herculano Paulista
  • Pedro Elias Pneus União
  • Criscelle
  • Heber Contador (Primo do Alberto)
  • Reginaldo Nunes Transnunes
  • Renato Amaral Banco do Brasil
  • Walder Filho Motoagra
  • Olemar IEF
  • Lúcio Agrocerrado
  • Carlos Campos
  • Sérgio Zaggo Pivodrip
  • Helenice Zaggo esposa do Sérgio
  • Renato Coopatos
  • Gustavo BH primo do Walner
  • Raquel namorada do Walner
  • Vandinho Dentista
E aí? Topa o desafio?
E aí? Topa o desafio?

Confira as fotos de 2010

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Diário de Bordo: Sérgio Zaggo no Claro Brasil Ride 2010 parte 1

O Claro Brasil Ride é a maior ultramaratona de mountain bike do Brasil. A primeira edição está acontecendo agora na Chapada Diamantina, interior da Bahia, de 14 a 19 de novembro.

TransTora, mais uma empresa do Grupo Tora Racing
TransTora, mais uma empresa do Grupo Tora Racing

Viajamos eu e o Tora (vulgo Ronaldo). Um lance legal aconteceu em uma de nossas paradas na viagem: encontramos com uma das carretas da TransTora, mais uma das empresas do Grupo Tora Racing, vejam a foto. O Tora está trabalhando como voluntário na organização, e eu estou curtindo um cicloturismo paralelo ao evento, com possibilidade de realizar as provas em parte ou em todo o percurso de cada etapa.
Como a prova é de nível internacional (vejam o hall da fama em www.clarobrasilride.com), os melhores atletas nacionais e estrangeiros estão por aqui. E as bikes então, nem se fala! E podem crer, as full estão dominando, eu diria que 80% das que estão aqui são FS. São cerca de 120 duplas.
No domingo aconteceu o prólogo, que foi um percurso curto, só 12 km, muito técnico, cujo objetivo era definir o grid de largada dos próximos dias.
Sérgio Zaggo em mais uma aventura pela Chapada Diamantina
Sérgio Zaggo em mais uma aventura pela Chapada Diamantina

Os caras estavam alucinados, loucos pra correr. E o circuito era só pedra e buraco. Os atletas mais bem colocados no prólogo saem na frente nas demais etapas. Um coisa interessante é que o vencedor fechou com 31 minutos, e uma dupla local, da Chapada, com equipamento muito inferior, fechou com 38 minutos em oitavo lugar!
O segundo dia foi pedreira, 135 km, de Mucugê a Rio de Contas. Teve estradão, descidas fortíssimas, single track na mata, chuva, e para fechar, 25 km de subida forte no final do trecho. Os caras chegaram destruídos (e nós inteiros, pedalamos somente os 50 km mais bacanas do trecho). A largada foi às 6:00 da matina, e às 21:00 ainda tinha gente chegando (creio que eram duplas que se recusaram a subir no vassourão).
A terceira etapa aconteceu hoje, 85 km com um primeiro trecho bastante técnico, de descidas fortes em pedras, e depois muito morro. Nós largamos junto com os competidores e pedalamos a etapa toda, e deixamos até umas duplinhas pra traz.
Temos ainda mais três dias de competição, vou ficar ligado aqui e relato pra vocês. Enquanto isso vão conferindo no site do evento.

Confira algumas fotos desta ultra aventura

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Diário de Bordo: Noispedala na Serra do Cipó, setembro de 2010

Por Bruno Fernandes, Cardeal Mota, Serra do Cipó, de 03/09/10 a 07/09/10
Foi um fim de semana prolongado (ou alongado) daqueles que faz a vida valer a pena. Uma turma muito animada, unida e com um objetivo em comum. Curtir a natureza. Pedal pesado que é o comum, não foi muito, mas, não teve um dia que não chegássemos de volta para casa exaustos. Mas é claro, de alma lavada.
Vamos narrar o que aconteceu dia a dia.

Casa em que passamos o feriadão
Casa em que passamos o feriadão

Sexta-feira, 03/09/10
Por volta das 13 horas, saíram da Power Bike o Herlley, Tatiane e Walner. Em BH eles encontraram com o Gustavo fechando assim a primeira parte da turma. Às 16h30 horas saíram mais dois carros de Patos de Minas. Um com o Luiz DF cunhado do Maquinhos, o Marquinhos, Bruno Fernandes e Euler Caixeiro Viajante. No outro estavam o Sérgio Zago, a Elenice e nossos mantimentos para passarmos o feriadão. Na saída, na entrada do Bairro Planalto quase que finda nossa viagem devido à um problema no trânsito. Passado o susto seguimos viagem, até jantarmos em Paraopeba, onde o Marquinhos relembrou um restaurante que almoçava há 10.000 anos atrás.
Foi lá que decidimos arriscar em um atalho que o Sérgio já havia errado uma vez. Entramos para Sete Lagoas, logo depois Baldim. Após uma volta nesta cidade, o Sérgio mesmo com GPS fala: “Estou perdido, onde é a saída?”. A sorte é que o GPS da cabeça do Euler estava ligado.
Chegamos a Cardeal Mota por volta das 23 horas, onde fomos diretamente para a casa, onde descemos as bikes, malas e mantimentos e depois da primeira resenha, fomos dormir. Finda aí o primeiro dia.

Panorâmica do primeiro dia de pedal. Rumo ao Travessão
Panorâmica do primeiro dia de pedal. Rumo ao Travessão

Sábado, 04/09/10
Foi o primeiro dia de pedal. Depois de o Walner nos amedrontar com a subida do deslocamento, decidimos transportar as bikes nas caminhonetas. Paramos em uma pousada, onde descemos as bikes e começamos o pedal. Várias subidas e descidas técnicas, riachos, trilhas de perder o fôlego e pedra. Muita pedra mesmo. Em muitos momentos o único artifício era carregar a bike. Nem empurrar era possível.
Não era nada fácil, muitas pedras no caminho
Não era nada fácil, muitas pedras no caminho

Após encontrarmos com várias pessoas que estavam cruzando o Parque da Serra do Cipó, chegamos ao nosso destino. O Vale do Travessão. Uma vista de perder o fôlego. E haja sapatilha para andar sobre as pedras. Esperto mesmo foi o Sérgio Zago que foi de bota e pedal plataforma.
A volta que prometia ser difícil visto o cansaço que tomava conta da turma foi uma verdadeira maratona. Pelo visto o ofurô em que ficamos por alguns minutos repôs a energia perdida e a galera tocou o terror! O resultado foi um tombo atrás do outro e ninguém se importava.
Ao chegarmos à rodovia, a briga foi por quem iria levar a caminhoneta, todo mundo queria voltar pedalando. E após descidas de 72km/h, fomos brindados com um belo visual unido a um por do sol sem igual.
Já eram 18h40 quando chegamos a casa, onde fomos brindados com um super jantar preparado pela Elenice.
O Travessão
O Travessão

Logo após a galera tomar aquele banho, veio o churrascão de primeira qualidade, uma conversa bem alongada e foi quando notamos a presença do Gabrieeeeeeeel, nosso vizinho ilustre. Fomos dormir madrugada afora, visto a adrenalina que tomava conta da turma.
Domingo, 05/09/10
Uma pausa para a foto oficial. Atenção para a barreira construída que imaginamos ser por escravos
Uma pausa para a foto oficial. Atenção para a barreira construída que imaginamos ser por escravos

No domingo o destino eram duas cachoeiras, dentro de uma área controlada pelo IBAMA. A turma foi reforçada pela Elenice, que mesmo o percurso sendo muito técnico como o primeiro dia, ela pedalou pra valer.
Após riachos sem tatuzinhos, paredões, paredes construídas manualmente, areia e muitas trilhas, chegamos à Cachoeira Andorinha. Uma cachoeira muito bonita, com uma queda muito alta e bem desafiante. A galera tocou o terror saltando e escalando. Destaque para o Herlley, Sérgio e Luiz DF. O Euler e o Bruno também não ficaram pra trás e também escalaram. Enquanto isso o Marquinhos só na sombra. Nem água fresca ele quis.
Depois de esbaldarmos na primeira cachoeira, fomos para a segunda, bem próxima. A Cachoeira do Gavião. Lá o Marquinhos acordou e foi escalar com o Gustavo e  com o Walner.
O retorno para casa foi bem bacana. Haviam várias pessoas em grupo fazendo trekking, e cada encontro rolava um papo legal, com várias histórias.
Parte alta da Cachoeira Andorinha
Parte alta da Cachoeira Andorinha

Encontramos até pessoas que têm casas dentro do parque. E a galera tocou o terror nas descidas e subidas extremamente técnicas.
Imagino o que passava pela cabeça do pessoal que tava assistindo aquele “show de terror”.
Chegamos novamente juntos com o por do sol e fomos brindados com um belo tropeirão.
Minutos depois chegaram Walner, Marcos e Gustavo contando as histórias do alto da Cachoeira do Gavião.
Depois disso foi só tomar o banho, relaxar as pernas, comer aquele churrasco e recuperar as energias para o dia seguinte. E claro, interagirmos com o Gabrieeeeeeeeeel, que tinha uma boca suja demais.
Cachoeira Gavião
Cachoeira Gavião

Segunda-feira, 06/09/10
Arara na sede do Parque controlado pelo IBAMA
Arara na sede do Parque controlado pelo IBAMA

Era uma segunda-feira de dia preto na folhinha, mas para a nossa galera era dia de férias. Era o dia mais tranqüilo de pedal, mas o trekking era nível de dificuldade altíssimo. Fomos reforçados pela presença da Tatiane e da Doutora Raquel no pedal.
Era aniversário da Raquel que nos brindou com sucos, pão de queijo e um bolo.
Fomos pedalando até a entrada do Parque também controlado pelo Ibama. Logo após a entrada, antes do início da trilha uns companheiros. Duas araras azuis chamaram a atenção da galera. Foi dado início ao pedal, menos técnico, mas com muita areia. Em alguns locais parecia deserto. Após algumas trilhinhas chegamos ao Cânion das Bandeirinhas. Tinha mais pedra que o Depósito do Astério. Aí começou o trekking sobre elas. Substituímos as sapatilhas por botas e fomos superar os obstáculos.
Show de escalagem do Professor Doutor Valner
Show de escalagem do Professor Doutor Walner

Em alguns locais só havia duas opções: escalar ou nadar. E claro, muitos saltos. Calculo mais de 2 km de pedras a serem superadas. Nem observamos que já estava anoitecendo. Já não avistávamos mais o sol quando chegamos à cachoeira do Cânion das Bandeirinhas. Descemos rapidamente sobre as pedras, pegamos as bikes e aproveitamos mais uns 20 minutos de claridade. Após passarmos um belo ribeirão, apagaram-se as luzes. Aí a galera tocou o terror novamente. Íamos guiando pelo rumo e detalhes dos trilhos brancos. Metade da galera tinha lanternas e a outra não. Fomos os últimos a sair do parque e faltava ainda o deslocamento através de estrada de terra e um pouco de asfalto.
Chegamos a casa depois das 20 horas e mais uma vez estava lá a Elenice e a Tatiane nos servindo um belo lance. Desta vez cachorro quente com Guaraná Taí.
Aí fomos preparar o terceiro e último dia de churrasco. Depois de algumas desavenças com o nosso amigo oculto Gabrieeeeeeeel, descansamos a buzina. Para a maior parte da galera foi o último dia de aventuras.

Um dos pores-do-sol que presenciamos
Um dos pores-do-sol que presenciamos

Terça-feira, 07/09/10
O primeiro carro a deixar as dependências da casa foi do Luiz DF, com o Marquinhos, Bruno e Euler. Saímos 05h da manhã. Mais tarde saíram o restante do pessoal, exceto Walner, Gustavo e Raquel que acredito que tenham ido para mais uma jornada de aventuras.
É isso aí galera. Certamente esqueci alguns detalhes, então peço que complementem aí. Não foi desta vez que encontramos com a galera de Curvelo. Parabéns a todos pelo companheirismo e superação, pois não foi nada fácil. Um abraço ao amigo Gabrieeeeeeel e sua mãe. E vamos fazendo economias para pagarmos os terrenos comprados, que na minha conta foi mais de 30 investimentos.
Para fechar, registro aqui para a eternidade, o nome dos companheiros aventureiros: Bruno Fernandes, Luiz DF, Marquinhos Caixeiro, Euler Caixeiro, Doutor Walner, Doutora Raquel, Herlley Power bike, Tatiane do Herlley, Sérgio Zago, Elenice Zago e Gustavo Primo do Walner.

Confira todas as fotos desta aventura

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E afinal, quem é Lucas Couto?

Lucas Couto, nosso correspondente internacional
Lucas Couto, nosso correspondente internacional

Lucas Couto Matos reside em Patos de Minas. É médico neurologista no Hospital Vera Cruz, casado com a Polyana Casaes e em um futuro próximo será pai do Henrique. Aí começa um problema sério, pois o Lucas comprou uma speed pro seu filho que está na barriga da Polyana, só que pelos impactos na barriga da mamãe, o menino praticará é mountain bike. Imagine a decepção do pai speedeiro. Ele é um dos organizadores da Copa Vera Cruz de Ciclismo.
Quando ficamos sabendo que ele participaria do Le Etape du Tour e acompanharia o Tour de France, logo o convidei para redigir diários de bordo, como o Sérgio Zaggo fez no Bike Luz. Ele gostou muito da idéia e disse que até já faria isso, e que seria uma honra.
Noispedala na França
Noispedala na França

Aí fomos surpreendidos. O cara tornou-se um correspondente internacional de primeira qualidade. Conseguiu passar a emoção que é participar e acompanhar as duas competições. Ele tornou o assunto não só nas pessoas do meio do ciclismo, e também de pessoas que simpatizam com o esporte e com o noispedala. Incrível a quantidade de pessoas que me procurava pra conversar sobre os diários de bordo do Lucas.
Além dos diários, ele fez fotos excelentes. Como bom patureba, ele sempre estava em lugares privilegiados. Como nem tudo são flores, o cara quase foi atropelado pelo seu ídolo. Isso mesmo, o Lance Armstrong quase passou por cima dele. Imagine só se isso acontecesse? E o escrito Noispedala Tour 2010. Que bacana, ficamos emocionados. Essa marca está para um ciclista, como para um rockeiro, ter o nome escrito na Abbey Road.
Os Rosinhas foram bem representados. Completou os 181 km
Os Rosinhas foram bem representados. Completou os 181 km

Nós dos noispedala gostamos muito dessa nova interação, pois nosso site (nosso mesmo), que segundo o Gilmar, se tornou de domínio público, transformou no canal de comunicação com o Lucas. Virou foi um bate papo mesmo, com amigos e familiares.
Quem sabe em 2011 a delegação de nossa região aumente no Le Etape du Tour e no Tour de France hein?
Criamos uma página especial que agrupa todos as postagens relacionadas à essa aventura. O intuito é você divulgar para seus amigos e trazer cada dia mais, novos adeptos ao ciclismo. O link é o seguinte: https://www.noispedala.com.br/tag/le-tour-de-france/
Em breve gravaremos uma edição especial do TV Noispedala com o Lucas. No momento, como forma de agradecimento, produzimos o seguinte vídeo com imagens do nosso atleta e correspondente internacional.

Obrigado Lucas Couto. Estamos orgulhosos de você! Forte Abraço do Bruno Fernandes e do Magela e boas pedaladas.

As aventuras de Lucas Couto: Le Tour de France #20 Final

Longjumeau a Paris Champs-Élysées, França, Domingo – 25/07/10

E o tour chegou ao fim
E o tour chegou ao fim

Eram 09:30 hr quando peguei um trem na estação da cidade de Libourne em direção a Paris. A chegada estava prevista para as 13:45 hr e se tudo desse certo, ainda tinha uma chance de ver a chegada dos ciclistas na Champs Elysees. A viagem foi muito tranqüila. Recomendo viajar de trem na Europa. É barato, seguro, pontual e muito rápido. Fato inusitado foi o “cobrador” ter encrencado com a minha mala após já termos viajado por cerca de 2 horas. Disse que era grande e só poderia ter embarcado com bagagem de mão. Mas e o mala-bike? Podia? Tinha o dobro do tamanho da mala e ele não falou nada. Mais uma vez, constatei a moral da bike nesta terra. Ninguém “mexe” com elas. Santa Bicicleta…
A chegada foi pontual. Na estação, já me esperava o brasileiro Matheus. Ele trabalha como taxista aqui em Paris e tem a vantagem de ser seguro, mais barato e não importar com o volume das bagagens.
O "Francês" Lucas Couto
O "Francês" Lucas Couto

Facilidades que a só a internet nos proporciona. Recomendo. Já fui entrando no táxi e dizendo “amigo, esse táxi voa?” Como era domingo, o trânsito tava tranqüilo e logo cheguei ao hotel. Fiz o check-in a jato, deixei as malas no quarto, e em poucos minutos já estava dentro do metrô a caminho da Champs. Não demorou 10 minutos, cruzei a cidade e ao sair da estação de metro já fui dando de cara com uma multidão na rua. Havia chegado a tempo. Olha, numa boa, nunca vi tanta gente reunida em um só lugar. Mais uma vez assustei. Aí sim o bicho pegou. Era gente em cima de escada, de árvore, nos ombros dos pais. Sem chance de chegar lá na grade, haviam “camadas” de pessoas, tipo 8 na sua frente. Só avistava o outro lado da rua. Mas aí, depois de dar aquele giro, vi uma turma de jovens ingleses na beira da grade mandando ver na cerveja. Fui encostando, empurra daqui, empurra dali e na medida que eles iam saindo para fazer xixi, eu ia chegando mais próximo da grade. E deu certo, demorou uns 40 minutos e consegui ficar a 1 pessoa da grade. Não demorou muito e o pelotão entrou na avenida socando a bota.
Avenue des Champs-Élysées
Avenue des Champs-Élysées

Eram 8 voltas. Impressionante a velocidade. Mas imaginem vocês. Circuito plano, últimos minutos do Tour, milhares de fãs na rua, o mundo alí te assistindo. Era o grand finale. Uma etapa neutra para fins de classificação geral mas tinha briga pela vitória da etapa. E deu ele, Mark Cavendish.
Depois da premiação, já com bem menos pessoas na avenida, os ciclistas voltam para uma volta de despedida, em suas bikes e acabam dando mais um show. Vão até a grade, cumprimentam os fãs, dão autógrafos e posam para fotos. E com exceção das estrelas. vão embora para seus hotéis de bike mesmo, pedindo licença para as pessoas nas ruas. Chegava ao fim o Tour de France 2010.
Imagino que algumas pessoas tenham curiosidade em saber quantos Km´s percorri, quantos quilos perdi ou então quantos euros gastei nesta viagem. Eu não sei. Mas sei que nos últimos 10 dias eu ganhei muito. Conheci lugares inesquecíveis, conversei com pessoas do mundo todo, numa única língua, o ciclismo e fiz o que mais gosto na vida, pedalei. E quanta gente especial passou por este site para acompanhar um pouquinho desta aventura.
O meu muito obrigado a todos, mais uma vez.
Vive le Tour! Poly e Henrique, amo vocês sempre.
Nesta atualização, temos até um vídeo galera. Confira.

Confira as fotos do último dia do Tour de France

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