Diário de Bordo: Pedal da Band na Trilha das Cinco Cachoeiras em Guarda-Mor

Guarda-Mor, 21 de setembro de 2014
Por Olemar Caixeta

Uma das cinco cachoeiras
Uma das cinco cachoeiras

Mais uma vez participei de um convite do colega,  Celinho da Band Bike, para uma viagem em Guarda Mor.
Após um farto e variado cafe da manhã, às 5 horas, em frente a BAND BIKE, as bikes foram acondicionadas no ônibus fretado e no transbike do Luciano. A viagem de ônibus, quase cheio ocorreu tranquila, com uns dormindo, outros em bate papo e outros restabelecendo da ressaca da noite que estava se acabando (o Bernado que o diga).
Na chegada a Guarda Mor fomos recepcionados por autoridades da cidade e outros patenses que foram em seus próprios veículos e mais ciclistas de várias cidades como Vazante, Lagamar, Lagoa Formosa, Paracatu, Coromandel, totalizando 104 ciclistas.
O passeio começou e terminou com pessoas entre 14 a 60 anos, 40 a 140 kg, homens e mulheres.
Logo no início, observamos uma fila se estendendo por ate 1 km entre o primeiro e o ultimo, e antes de começarmos a subida da serra do funil ja tivemos à disposiçao para um refrescante banho uma belissima cachoeira.
No meio da serra o carro de apoio dava aquele animo para terminarmos a sofrida  mas agradável tarefa oferecendo agua fresca, sucos, frutas etc..
No topo da serra o banho de outra linda cahoeira. Daí demos início a uma trilha dentro de uma vegetação de cerrado, onde todos tivemos que pedalar em fila indiana, sem perder o da frente de vista para não se perder na vegetação preservada do local.
Atravessamos um riacho e apos uma subida, onde vi algumas  meninas me ultrapassando sem descer da bike, (Natalia, Versiane…), encontramos novamente o carro de apoio, desta vez com um sanduíche para retomarmos as forças.
Daí descida até a última e mais linda das cachoeiras, onde uns foram chegando e outros saindo apos um refrescante banho. Em seguida pedalamos por uma estrada plana ate a cidade, tolizando o percurso de aproximadamente 32 km, onde um delicioso almoço nos esperava.
Cansados, retornamos às nossas casas, satisfeitos por ter realizado, no dia da arvore, inicio da estaçao da primavera, mais uma cicloviagem, onde conhecemos lugares ineditos, e ainda interagindo com pessoas diferentes.
Clique aqui e confira as fotos.

Diário de Bordo: Ciclo Montanha na Trilha das 5 Cachoeiras em Guarda-Mor – MG

Guarda-Mor, 20 de abril de 2014
Por Flávio Gil
Sequence 01.Still009Já faz algum tempo que escuto falar das famosas cachoeiras de Guarda Mor. Nosso companheiro Bruno Zinato grande entusiasta daquela região já havia nos prometido organizar uma trilha por aquelas bandas. Não tardou e o convite chegou, em pleno domingo de Páscoa. Saída programada de Patos de Minas às 5:40 da manhã. Afinal são 150 km de estrada até o nosso destino.
Não sei se acontece só comigo, mais sofro da “síndrome pré- trilha”, no dia anterior fico ansioso, organizando tudo, com a sensação que estou esquecendo alguma coisa e acordo varias vezes a noite. Enfim por volta das oito já estávamos em Guarda Mor e os nossos amigos “bicicleteiros” de lá, já nos aguardavam e logo estávamos pedalando. A curiosidade era grande, mais seguíamos apenas margeando a serra, o que foi criando uma certa tensão na galera que curte subir montanha.
Não demorou e chegamos à primeira cachoeira que de cara já impressionou pela cor água esverdeada e tão cristalina, que era possível enxergar cardumes de piabas curiosas. A euforia foi geral e em pouco tempo estava quase todo mundo nadando. ” Como assim ?_ A água estava morna”. É verdade primeira cachoeira de água morna que eu conheci. O passeio estava apenas começando e era preciso seguir. A tão esperada subida desafiadora chegou. Fiquei tranqüilo e achei que tiraria de letra, mais o sol estava muito forte e não foi nada fácil, causando uma certa frustração, mais como tudo na vida tem sua recompensa a vista do alto da serra é lindíssima com um vasto vale onde se avista a cidade e plantações magníficas.
GOPR0858.MP4.Still001A segunda cachoeira ia se formando em degraus até uma queda maior com um tom de esmeralda ainda mais intenso, não demorou e um dos nossos amigos de Guarda Mor, pulou de uma altura de uns cinco metros, o suficiente pra desinibir o grupo e começarmos a pular.A excitação do pessoal era tanto que ninguém falava em comer até que percebemos a hora e fizemos nosso lanche. A partir aquele momento já voltaria pra casa feliz, mais ainda faltavam 3 “cachus” e mais de 20 Km pra rodar. Pegamos um trecho legal de “single track” e muitas pedras, que colocou um pouco de adrenalina naquele clima “Zen” que a galera se encontrava. A terceira cachoeira perto das demais foi muito singela, mais ficou marcada por outro motivo.
Nosso grande chefe Luciano Pit Stop teve um pneu furado e paramos por mais tempo para o conserto, no entanto às margens do rio estava uma família assando o seu churrasquinho. Aquele cheiro começou a matar o grupo de fome, mais cumprimentamos o pessoal e tentamos ficar alheios aquele aroma. Ai veio a comprovação do quanto amigo e acolhedor é o pessoal de Guarda Mor, eles começaram a fatiar carne e a servir todos que salvo engano éramos quinze. Ainda incrédulos e com a barriga cheia seguimos a trilha até a quarta queda d’ água que chega a ser sinistra na altura e formações rochosas, um daqueles lugares de contemplação, mais não nos atrevemos a entrar na água. Ainda faltava a ultima e mais famosa cachoeira conhecida como Usina. O acesso foi fácil e rápido, em estradão com cascalho bem solto.
A fama se justificou, a maior em queda e mantendo o mesmo padrão de água verde e cristalina. Começamos a nadar e parecia que era a primeira vez que estávamos vendo uma cachoeira, um bando de meninos brincando e cantando. Faltavam 12 km para chegar na cidade e era como se estivéssemos começando a trilha naquele momento tamanha a energia e alegria. De volta ao posto de gasolina, o almoço quase jantar, estava pronto nos esperando.
O êxtase foi total, nós não vimos a viagem de volta e com certeza Guarda Mor vai estar sempre entre nossas opções das grandes trilhas da região.

Assista ao vídeo

Diário de Bordo: Cicloviagem Caminhos da Canastra – Outubro de 2013

Serra da Canastra, 18, 19 e 20 de outubro
Por Kenzo Alvarenga
Quero aqui, antes de tudo, registrar nossos agradecimentos ao Grande Luciano, um cara sério, sensato e companheiro, responsável por toda logística e organização deste memorável evento. Valeu mesmo! Esse pedal nunca será esquecido.

Finalmente chegou o tão esperado dia 17 de outubro de 2013. No horário marcado, às 17 horas, estávamos quase todos (Luciano, Lúcio, João Carlos, Marcos, Daniel, Dener, Tiago, Thiago, Olemar e eu) lá na Band Bike arrumando a bagunça para partirmos rumo ao pedal na Serra da Canastra. Arrumar a carga é um trabalhão que só! Tem que ajeitar devidamente as magrelas para não estragarem no transporte e todo cuidado é pouco, uma ciumeira danada… Tem que enrolar cobertor, panos, papelões, elásticos, fitas que não tem fim… mas as bikes merecem nossa atenção! O que agüentam e o que nos proporcionam não estão escrito. E isso confirmou após cada pedalada e mais ainda hoje, depois de concluirmos este pedal nervoso pelas montanhas de Minas.
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A ansiedade e a satisfação tomavam conta de todos. Já se passavam das 17 horas e ainda não tínhamos zarpado. Os atrasos nesse tipo de programa são quase inevitáveis, mas nada tira nossa alegria. O Wandim chegou tarde por uma boa causa: foi buscar a Rocky Mountain na capitarrrr (BH) e certamente estava mais elétrico que todos nós.
Antes da partida fomos prestigiados pela visita do amigo Rômulo do Valle, que dias antes machucou o joelho e teve que se submeter a uma cirurgia e por isso cancelou a ida com a turma. Mas já em franca recuperação e pedalando inclusive!
Já se aproximavam às 18 horas quando realmente partimos rumo a Pousada do Rio Turvo, próxima a Capitólio/MG, de onde partiríamos cedo no dia seguinte rumo às montanhas. Chegamos quase à meia noite e fomos todos dormir, pois no dia seguinte começava nossa inédita travessia de mais de 150km e ganho de elevação de mais de 4000m.
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1º dia: Pousada do Rio Turvo a Pousada Mata do Engenho

Amanheceu e começamos a preparar as bikes e os mantimentos. As mochilas estavam cheias, mas era preciso. Nesses pedais de “dia inteiro”, temos que contar com as eventualidades e não pode faltar água nem alimentos doces e salgados.
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Tomamos um café da manhã excelente. Tiramos a foto da partida e, agora sim, fomos ao que viemos: pedalar.
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A turma estava ansiosa com as primeiras pedaladas pela estradinha saindo da pousada, várias piadinhas e brincadeiras logo nos primeiros quilômetros. Não sabíamos bem o que nos aguardava. O Thiagão, bem humorado que só, já no primeiro morro há uns 500m, desceu da bike e falou que já estava morto hehehehe…  há uns 10km a frente ele repetiu a brincadeira, mas já não riu nem um pouco hahahahaha.
O tempo foi generoso, estava nublado e fresco e vez ou outra caia uma chuva fininha muito refrescante. Ao chegarmos na terra para iniciar a trilha, fizemos uma oração agradecendo aquele momento e os dias que viriam: obrigado meu Deus!
Estávamos radiantes. Pulamos uma porteira e pronto. Começamos a “subir montanha”! O chão de cascalho e pedras lajeadas coroou a subida. A chuva deixou o piso muito escorregadio, o que exigiu muito equilíbrio para subir o morrão, ou melhor, a montanha. Tinha trechos com “escadarias” de pedra e subi-las pedalando não tem como descrever… o corpo e a bike trabalhando junto e vencendo os obstáculos do pedal…. é show! Só experimentando para saber! O visual ao ir escalando era incrível. Braços do Lago de Furnas se entendendo até onde não víamos mais… o céu e seu maravilhoso acinzentado e as nuvens passando baixo nos precipícios foram cenas inesquecíveis!
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Após mais de 10 km de subida chegamos ao topo e registramos imagens maravilhosas. Foi-se a primeira subidona! Dura! E ainda havia muitas pelo caminho, mas estávamos animados!
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Em seguida pegamos uma descida muito técnica até a 1ª cachoeira (Cachoeira da Pedreira ou Abismo), onde comemos algo. Trilhas com muito cascalho e pedras fizeram nossa alegria e apuraram as habilidades de todos, tenho certeza. O duro foi conferir o GPS… tínhamos rodado pouco mais de 17km e gasto mais de 3 horas. A trilha era muito travada, sobe, desce, pedras, cachoeira e o pedal não rendia. Isso me fez exercitar a calma (que as vezes me falta) e perceber que não adianta estressar, a final, tínhamos “só” o dia todo para completar o percurso!! Tocamos em frente e saímos da cachu. Subimos uma trilha top na montanha e passamos por uma fazenda de extração de pedras desativada, então começamos a contornar o topo. O piso era só pedra, totalmente pedalável, incrível. Do alto avistamos a serra objetivo do 3º dia de pedalada, o Parque da Serra da Canastra.
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A medida que o pedal foi evoluído as dificuldades foram aumentando. Era morro que não acabava mais e subíamos a 4-5-6 km/h quando não empurrando!
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Uma lição aprendemos na Canastra: ver que em seguida desceríamos não era confortante como deveria ser, pois todas as trilhas que descemos eram nervosas, com muitas pedras e cavas. Corpo travado e em pé na bike em tempo integral. Braços e costas no limite. Felizmente não houve incidentes.
Programamos, inocentemente, já que conhecíamos o terreno só pelo google earth, um traçado por trilhas de 65Km mais ou menos. Mas começamos a perceber que só seria possível se chegássemos lá pelas 22h na pousada programada (Mata do Engenho). Tivemos certeza disso ao escalar outra montanha da qual avistamos um vale onde se localizava um possível ponto de apoio, a Pousada Canteiros. Do alto desta montanha tive uma das melhores sensações do pedal. A trilha era toda de cascalho, sinuosa, lisa e serviu para esticarmos as costas. Deitados na trilha descansamos um pouco, tiramos fotos, comemos e apreciamos o belíssimo visual.
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Recompostos, descemos até a Canteiros onde fomos muito bem recepcionados.

Single track nos aguarda!
Single track nos aguarda!

Tomamos muito líquido e nos prepararam um café quentinho e queijo minas da Canastra salpitado com azeite e ervas, shoooww!! Pegamos dicas com o cordial proprietário e fomos aconselhados a seguir por estradas até São João Batista do Glória, uma cidade próxima a um dos braços de Furnas, já que seguir pelo caminho que havíamos planejado seria extremamente desgastante para nós. Ah, e sem previsão de horário para a chegada. Então nosso grande “Boss” Luciano entrou em contato com o motorista que nos aguardava no destino e pediu para que ele nos buscasse na cidade.
Partindo da Pousada Canteiros.
Partindo da Pousada Canteiros.

Achamos que estaríamos salvos, pois como disse um dos companheiros: “olha só, só falta um ‘morro’ e depois descemos até a cidade que fica há uns 20km daqui”. Ótimo! Mas o morro referido não era como os de Patos de Minas, era sim uma montanha!!!!! Fazer o que né? E lá fomos nós, ver o que tinha do lado de lá.
Para chegar em S.J.B. do Glória tivemos que atravessar essa montanha a frente.
Para chegar em S.J.B. do Glória tivemos que atravessar essa montanha a frente.

A turma pedalou firme e a noite caiu quando terminamos de subir a serra. A lua cheia clareou nosso caminho e algumas lanternas completaram o serviço. Ressalto que a lua era um detalhe não programado na viagem, mas sim uma feliz e agradável coincidência de datas.
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Após contemplarmos “o nascer da lua cheia na Serra da Canastra” seguimos ladeira a baixo. Foi uma descida excelente, longa, muito longa (11 km). Depois pedalamos bastante e o São João Batista do Glória não chegava. E para completar, quando chegou, ainda tinha um topzinho violento até onde avistamos o Rapadura (motorista) que nos aguardava. Pernas para que te quero!! Chegar ao ônibus foi recompensante. Daí seguimos para a Pousada Mata do Engenho, onde dormimos após um jantar “caipira” muito gostoso. A galera estava acabada hehehehe
Dos três dias de pedal esse 1º foi o mais punk. E bota punk nisso, bruto!! Como dizem por aí: “mountain bike purinho!” O relevo e o terreno foram totalmente novos para nós. Nomeamos este dia de “Trilha das Pedras Nervosas”. Posso dizer que aprendemos muito e evoluímos nosso pedal. Tivemos apenas alguns problemas mecânicos durante o percurso (todos resolvíveis – pneus furados e um canote “carboneira” quebrado), nenhuma queda grave. Que o diga o Wandinho, que lutava o tempo todo com seus pedais de encaixe e trouxe para Patos, além das grandes recordações, algumas escoriações e hematomas. Os desafios foram grandes, porém vencidos. Todos nós estávamos realizados e exaustos.

2º dia: Pousada Mata do Engenho a São José do Barreiro

Mal dormi tamanha a ansiedade e o cansaço. Acho que todos ficaram assim, é muita adrenalina! Levantamos cedo, o céu azul e fomos nos preparar. Tomamos um delicioso café da manhã com pão de queijo quentinho, pães, frutas e sucos. Hoje os amigos Denão e Olemar preferiram não pedalar com a turma e seguiram viagem motorizada.
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Tudo em ordem partimos até a cachoeira Maria Augusta, dentro da propriedade da pousada. Um pedal de 8 km para começar e chagamos até ela. Lembro que esses danados desses 8 km não foram fáceis hehehehe. Na Serra da Canastra a distância pode ser pequena, mas o caminho….. nada que muita força e empenho não resolvam. E dá-lhe morros que não acabam.

Maria Augusta
Maria Augusta

Desde a pousada tivemos a companhia de um belo cão apelidado por nós de “Funil”, já que na cachoeira de mesmo nome, apenas alguns kms a frente da Maria Augusta, surgiu a idéia de “balizá-lo”.
Muito esperto esbanjava vitalidade e se mostrou incansável. Habilidoso, descia e subia as trilhas sem vacilar e nas estradas esticava as canelas. Era um jovem macho da raça Australian Catlle Dog Red Hiller. Não negou comida e água durante o percurso. E nos seguiu até o fim do pedal, de onde ligamos para os donos e comunicamos a agradável companhia que tivemos durante o percurso (47 km). Disseram que iria lá buscá-lo. Mas acredito mesmo é que o Funil voltou por conta própria.
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Funil
Funil

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Após muitos kms de montanhas e trilhas chegamos a Cachoeira do Quilombo onde novamente nos refrescamos.
Quilombo
Quilombo

Esse dia também sofreu alterações no percurso, pois como disse antes, na Canastra o caminho pode ser bem difícil.
Aproveitamos e trocamos uma idéia com o “vigia” da cachu, que nos explicou um outro caminho para S.J. do Barreiro. Estávamos bem atrasados e cansados e a parte pior de nosso traçado ainda estaria por vir, certamente pedalaríamos a noite novamente, ao menos nesse dia o pessoal se preparou para as eventualidades, mas em assembléia extraordinária decidimos abortar o percurso e seguir pelo caminho indicado pelo vigia.
Sabendo que subiríamos muito e que o sol estava derretendo tudo, partimos da Quilombo e outra montanha nos aguardava.
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Apesar do calor escaldante e da subida interminável, foi um trecho espetacular. Encaramos uma serra com uma parte impedalável, que por fim nos levou a outra serra, a incrível Serra do Rolador, de onde avistamos o paredão rochoso do Parque Nacional da Serra da Canatra, a Cachoeira Casca D’anta, São José do Barreiro, Passos e outros pontos interessantes.
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O Funil sempre junto da turma. Esse pico foi palco de fotos espetaculares e ficamos muito contentes por estarmos ali. Chegar até lá foi muito duro!! Mas agora o sol já não castigava e o vento fresco do entardecer levava o calorão para longe.
Como na Canastra não tem moleza, tínhamos que descer a Serra do Rolador e chegar, finalmente, a S.J. do Barreiro. O Thiagão, nativo como é, preferiu valer de seus conhecimentos e foi por uma estradinha bacana e tranqüila, mas a galera não botou muita fé na informação e preferiu descer a já mapeada, mas desconhecida, Trilha do Zé Mazico. O início foi show (só por uns 500m hehehe), depois tornou-se impedalável.
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Era muita pedra, buraco, penhasco e xingamentos. Acho que muitos grilaram realmente. Mas é como digo: no pedal o sofrimento é passageiro, depois só lembramos das coisas boas. Além disso, quando esse trecho casca grossa acabou pegamos um sigle track fantástico, liso, sinuoso e para baixo! Com certeza amenizou o que passamos momentos antes em meio àquelas pedras.
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Chegamos ao destino e o sol desapareceu, logo fomos tomar e comer algo. Uma excelente pousada, Chalés do Vale e um jantar delicioso nos aguardavam. Foi um dia menos sofrido que o primeiro, mas nem um pouco fácil. A turma pedalou sempre forte e estava extasiada.

3º dia: S.J. do Barreiro a São Roque de Minas

Acordamos cedo. Uma excelente estréia de horário de verão! Tomamos outro excelente café da manha, desta vez mais requintado ainda, pois as proprietárias da pousada eram realmente caprichosas. Novamente alteramos o percurso, pois nosso traçado era pauleira demais para um belo domingo após 2 dias de pedal nervosos.
Hoje partimos em sete para o percurso traçado de última hora pelos amigos Luciano e Thiagão. Denão e Olemar partiram de bike por estrada até São Roque e Marcos e Thiago acompanharam o motorista.
Seguimos por estrada até a cachoeira Casca D’anta, cartão postal da Serra da Canastra, seus mais de 180m de queda livre são imponentes e vistos ao longe. Estávamos mais tranqüilos já que seguiríamos bons trechos por estradas… e lá fomos nós, apenas 8km até a Casca D’anta,! Mas logo vimos o sobe e desce da estrada, não foi fácil, mesmo assim foi excelente.
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Para chegar ao poço da cachu percorremos uma trilhinha sombreada e técnica, tiramos várias fotos, como não poderia deixar de ser e chegamos ao famoso spray da Casca D’anta, uma ducha, na verdade. Ficamos lá enquanto podíamos já que a volta (sobe e desce) nos aguardava e depois seguiríamos pelo percurso do Thiago.
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Chegamos bem cansados até a 1ª parada em um posto de combustível em S.J. do Barreiro onde nos refrescamos com bebidas geladas e uma caixa d’água na sombra de uma árvore. Devidamente recuperados seguimos para a trilha. Foi espetacular, novamente muitas subidas, muitas subidas, muitas subidas, água e trechos sombreados. Chegamos a uma ponte (pinguela) sobre um rio onde nos refrescamos. Eram as águas do São Francisco descendo após a Casca D’anta.
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Depois seguimos por estradinhas sinuosas e sempre subindo e descendo. Poucos kms a frente encontramos uma bica d’água na qual o Wandinho não se conteve e tomou um banho de água mineral! É viu, esse pedal de domingo foi gratificante, duro, mas sem pedras e sem escaladas intermináveis, hoje sim apenas “morros” não “montanhas” hehehhe
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Poucos km e chegamos a outra cachu, a da Chinela. Ô lugar que tem cachoeira viu! Demais!
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Após outra pausa para nos recompormos montamos novamente nas bikes, agora ao destino final, São Roque de Minas. Apenas 15km, mas sem alívio, três ou quatro subidas bravas, mas todos pedalamos juntos e com muita persistência. Finalmente chegamos. Demos de cara com uma sorveteria, podia ser melhor?? Açaí, picolé, água gelada…. Fomos para a pousada onde o restante da turma nos aguardava e digo: como foi bom chegar!! Que domingo inesquecível, show de roda!!!
Após um banho revigorante arrumamos a tralha e partimos rumo a Patos de Minas. Foi um final de semana perfeito com a turma. Sem grandes ou graves contratempos, somente grandes recordações. Ansiosos pela próxima pedalada.
Obrigado aos amigos pela excelente companhia, em especial ao Luciano, idealizador e realizador de tudo. Vida longa. Pedal na veia!

Diário de Bordo: Cicloviagem Matutu

Existe em Patos de Minas uma turma que não se contenta em pedalar sempre nas mesmas trilhas. Um de seus integrantes é o Lúcio Flávio. Ele é agrônomo e formou em Lavras, uma região perfeita para a prática do mountain bike. Ele então convidou o restante da turma para conhecer esta região ainda não explorada por bikers, o Vale do Matutu. Até que este sonho fosse possível de ser realizado, foram várias reuniões para definirmos estratégias e logística dessa viagem. O roteiro ficou por conta do Luciano Pit Stop que pesquisou as trilhas no google earth e inseriu-as em seu GPS.
Confira o diário de bordo desta aventura, escrito por Henrique Cury. Não deixe de assistir aos vídeos no fim do diário de bordo.
“Matutu significa, na língua indígena, Cabeceira Sagrada”
O Matutu é um vale majestoso aos pés da Serra do Papagaio. Sua paisagem de rara beleza abriga  excelsas forças naturais que inspiram a alma e renovam o corpo. Lugar ancestral, segundo a lenda era aqui  onde as tribos indígenas  peregrinavam, reconhecendo a pureza e a magia de suas fontes e cachoeiras, que se derramam  das alturas.

Lúcio Flávio no Complexo da Zilda - Trekking - Cachoeira Racha da Zilda
Lúcio Flávio no Complexo da Zilda – Trekking – Cachoeira Racha da Zilda

Viajamos cerca de 6 horas até lavras onde encontramos com Lúcio e seguimos até Carrancas – MG, ao chegarmos já nos encantamos com a natureza deslumbrante e as imensas e íngremes montanhas que marcam o cenário regional.
Fomos muito bem recebidos por João – o dono da Pousada Pontal do Moleque e a expectativa e a emoção do primeiro dia já nos contagiou , o entusiasmo era tanto que assim que chegamos fomos fazer um trekking nas mediações da Pousada para conhecer a cachoeira Racha da Zilda localizada no Complexo da Zilda.  Tínhamos certeza que essa viagem seria a maior aventura de nossas vidas. Jantamos um peixe com iguarias típicas da região, muito bem preparado pela esposa de João, Lucimar.
Fomos descansar ansiosos com o primeiro dia de trilha. “QUE VENHA MATUTU”.
A turma que encarou esta aventura.
A turma que encarou esta aventura.

 

1º dia – Trilha do Moleque: Pousada Pontal di Moleque rumo a Minduri.

Downhill de 7km
Downhill de 7km

39 km com ganho em elevação de 1355 mts, Trilha muito técnica com subidas e descidas longas, muitas pedras e areia pelo caminho.
07h00 – A galera se reuniu em frente a Pousada para as orações e foto oficial.
Bikers: Edson Veloso (Rosca), Giovane Braga, Henrique Cury, Henrique Nunes, Luciano Pit Stop, Lúcio Flávio, Márcio Abdala, Rômulo do Valle e Vandinho Caixeta.
Logo de cara enfrentamos uma subida de 4 km e uma descida de 2 km até chegarmos em um riacho onde nosso amigo Vandinho Caixeta nos surpreendeu com sua primeira de muitas “pérolas”: “QUE QUEBRADA É ESSA LUCIANO?” que significa lugar diferenciado,  realmente era um lugar perfeito, em todos ângulos que olhávamos éramos surpreendidos por uma paisagem mais bela que outra, a região formada por muitas rochas.
Romulo e Vandinho no tablado octogno na chapada do abanador
Romulo e Vandinho no tablado octogno na chapada do abanador

O lance era “SUBIR MONTANHA” e lá estávamos enfrentando mais uma. Chegamos a uma casa toda decorada  com artesanatos locais, onde havia uma escultura de São Francisco de Assis de aproximadamente 2 metros de altura. Colhemos uns limões do pomar da casa e nosso companheiro Lúcio fez um suco, seguimos até a Chapada do Abanador e avistamos no alto da montanha um tablado de madeira em forma de octógono. Ali, era como um mirante, pois podíamos ver toda a paisagem ao redor.
Ao som de Pink Floyd trilha sonora escolhida pelo companheiro Rômulo do Valle, fizemos nossa parada para o lanche e descanso para recompor as energias.
Nossa Senhora das Graças perfeitamente colocada em uma rocha nos abençoou bem no meio do caminho. Subidas, descidas puro moutain bike até escalarmos um rochedo rumo a Chapada das Perdizes e assim seguimos nossa trilha em “queda natural” outra “PEROLA” do nosso amigo Vandinho, por aproximadamente 4 km.  A galera pirou com a adrenalina que essa descida proporcionou.
17h00 – E assim chegamos ao primeiro Totem da estrada Real em Minduri-MG, nosso destino final deste dia.
 
O ponto de entrada da comunidade é o Casarão Matutu, uma construção de 1904
O ponto de entrada da comunidade é o Casarão Matutu, uma construção de 1904

2º dia – Trilha da Descida Abençoada: Rumo ao Vale do Matutu.

Ponte de madeira no Vale do Matutu
Ponte de madeira no Vale do Matutu

64 km com ganho em elevação de 1890 mts. 40 km de estradão até Aiuruoca e 24 km de muitas subidas até a Pousada Mandala das Águas.
Fomos recebidas calorosamente pelos moradores de Minduri, que ficaram entusiasmados com nossa aventura. Ficamos hospedados na Pousada Restaurante da Célia que também é o melhor restaurante da cidade.
Alimentados e com uma boa noite de sono estávamos ali mais uma vez prontos para seguir rumo a próxima cidade – Aiuroca-MG.
Aiuruoca e o Pico do papagaio ao fundo
Aiuruoca e o Pico do papagaio ao fundo

07h50 – Bikes prontas, GPS configurado, “simbora” subir montanha. Grande parte da trilha já realizada em estradão, até chegarmos às mediações de Aiuroca quando deparamos com uma descida que margeava uma mata e que permitia a vista do nosso próximo destino, o Pico do Papagaio no Vale do Matutu. Rômulo do Valle, Vandinho Caixeta, Luciano e Roska aceleraram e os demais economizaram um pouco, pois ainda tinha muita trilha pela frente. Foi quando chegamos ao final da descida e fomos presenteados com uma queda d’água onde eram formados poços de água cristalina, por isso batizamos a trilha de Descida Abençoada.
Jantar na Pousada Mandala das aguas
Jantar na Pousada Mandala das aguas

Chegamos em Aiuroca após 48 km por volta de 14:00 horas, o comércio estava aberto, estacionamos nossas bicicletas e devoramos tudo que tinha em uma padaria local. Estávamos decididos a seguir pedalando pelo Vale do Matutu por mais 14 km apesar das subidas que iríamos enfrentar até a Pousada Mandala das Águas.
17:30 – Chegada em Matutu: Paraíso seria a definição para o Vale do Matutu, no ponto mais alto o Pico do Papagaio permanece soberano e parece contemplar os que ali moram e visitam o lugar. Pousadas aconchegantes misturam com a natureza preservada, riachos de água cristalina cravadas por pedras que parecem ser colocadas estrategicamente para formar quedas e piscinas naturais e um silencio onde só era ouvido passos, água, respiração e o contato do pneu com a terra.

3º dia – Pousada Mandala das águas (Dia de descanso para conhecer a região)

Cachoeira Mata do Fundo
Cachoeira Mata do Fundo

O lugar já encanto ao entrar, cada detalhe foi planejado com todo carinho, o jardim, as fontes, árvores ornamentais e esculturas harmonizavam com o verde da grama e o azul do céu.
Acordamos e fomos buscar informações sobre a escalada do Pico do Papagaio. Rickson James Sluss, o proprietário da Pousada Mandala das Águas e membro da associação dos Amigos de Matutu, nos informou que para esta escalada era necessário que fossemos acompanhados por um guia. Como não seria possível, foi sugerido que visitássemos 2 cachoeiras próximas – Cachoeira do Meio e Cachoeira da Mata do Fundo, parte da galera seguiu este destino, Luciano, Rômulo e Vandinho.
Acesso ao Restaurante da Tia Iraci
Acesso ao Restaurante da Tia Iraci

A cachoeira da Mata do Fundo é a maior da região, cerca de 267 metros de queda repartida e seu acesso é por trilhas no meio da mata. Mountain Bike na veia foi o resumo de uma descida que misturava velocidade, técnica e muita adrenalina.
Eu (Henrique Cury), Geovane Braga, Márcio Abdala, Edson Roska, Henrique Nunes e Lúcio Flávio resolvemos ficar no restaurante da Tia Iraci, curtindo preguiça e degustando uma deliciosa comida mineira, sucos naturais com frutas da região, e uma hospitalidade grandiosa. O acesso a este restaurante é apenas por trilha, o que o torna bastante peculiar.
No final deste dia, voltamos para a Pousada, verificamos nossos equipamentos e fomos descansar aguardando o próximo dia.
Casarão Matutu
Casarão Matutu

 

4º dia – Trilha do Lado Lá – Rumo a Baependi-MG.

Saindo da Pousada Mandala das Aguas
Saindo da Pousada Mandala das Aguas

61 km com ganho em elevação de 1937 mts.
Nosso guia Luciano Pit Stop, sempre atento e querendo aproveitar o máximo a beleza da região alterou nosso trajeto onde passaríamos por uma cachoeira antes de enfrentarmos a grande e temida subida de 13 km.
Seguimos sentido a esta trilha e nosso companheiro Rômulo do Valle, sempre andando na frente e sem GPS, se perdeu. Então fui resgatá-lo para que pudéssemos seguir todos juntos.
Passamos pela cachoeira e começamos o grande desafio do dia – 13km só de montanha. Pedras de calçamento eram colocadas nas subidas mais íngremes, quem nos encontravam se admiravam e ficavam surpresos com nossa animação e força. O que de fato era admirável, pois éramos 9 bikers determinados.
Mirante depois da subida de 13 km
Mirante depois da subida de 13 km

Estávamos muito animados, pois de acordo com a programação, logo após teríamos muita descida de 7 km com desnível maior que a subida. Fizemos uma foto no topo e logo ali começava a descida. Alertamos a todos sobre os cuidados que deveríamos e fomos de “queda natural”.
Saldo da descida: 3 tombos, Henrique Cury, Vandinho e Giovane Braga, um capacete quebrado e uma mochila de Hidratação rasgada.
Para nossa surpresa, ainda havia muita trilha, cerca de 34 km para chegarmos a Baependi. Estávamos exaustos e com certeza este foi o dia de maior esforço.
Esforço recompensado quando chegamos à Pousada Cachoeirinha e fomos recebidos com um belo jantar.
 

5º dia – Trilha Estrada Real: Rumo a Pousada Pontal do Moleque.

Luciano em um Marco da Estrada Real
Luciano em um Marco da Estrada Real

74 km com ganho em elevação de 1536 mts.
Seguimos sentido a saída de Baependi e logo deparamos com o primeiro totem da Estrada Real, estes totens servem de orientação para peregrinos, nossa trilha de hoje seria realizada com 74km cruzando fazendas famosas como a Traituba (cidade-Cruzili), casarões, linhas férreas.
O dia foi marcado por uma mistura dos sentidos, superação, vontade de chegar, saudade de casa e uma sensação difícil de explicar, talvez seja aquele sentimento que só nós, amantes do Moutain Bike experimentamos quando realizamos nossas trilhas.
Fazenda Traituba -  teve a sua origem entre os anos de 1826 e 1831 e serviu para hospedar o Imperador D. Pedro I
Fazenda Traituba – teve a sua origem entre os anos de 1826 e 1831 e serviu para hospedar o Imperador D. Pedro I

Nosso companheiro Rômulo do Valle e Vandinho caixeta seguiram na frente, pois iriam fazer uma galinha caipira para nos receber, o restante seguiu pedalando junto contando piadas, fazendo fotos, principalmente meu caro Giovane Braga, Henrique Nunes imitando o Penhenheca (Pessoa conhecida em nossa Cidade – Patos de Minas), chamando o “Osquinha  patocina minha sworks”, Luciano aproveitando os últimos momentos para registrar cada instante, Marcio Abdala com seus comentários bacanas e claro nosso sempre saudoso Lúcio vibrando e comemorando o sonho realizado.
Foram 265 km ao total da cicloviagem superamos um ganho em elevações de 6.918 metros, descidas, escalamos rochedo, mas o que realmente marcou foi uma grande aventura de 9 caras cheios de um só sentimento: PEDALAR.
Gostaria de agradecer a todos pela companhia e também aqueles que direta e indiretamente contribuíram para realização desta cicloviagem e QUE VENHA MATUTU.

Assista aos vídeos desta aventura



Diário de Bordo: Pedal da Band na Trilha das Águas – João Pinheiro – MG

Trilha das Águas
Trilha das Águas

João Pinheiro, 1º de Maio de 2013
Por Henrique Nunes
Acordar as 5 horas da manha de um feriado, encarar 151km de rodovia e depois mas 10 km de terra é somente para os verdadeiros amantes do Moutain Bike.
A trilha foi traçada pelo nosso companheiro Luciano Carvalho (Boss), após chegarmos a fazenda formiga e descermos as bikes dos carros, demos inicio a um singletrack de 30 km do inicio ao fim.
Descidas longas e de muita técnica, subidas desafiadoras, a trilha foi marcada também pelos rios e córregos. Quase chegando ao fim tivemos uma bela recompensa, uma cachoeira muito show.
Não podia deixar de comentar que na trilha éramos 7 bikers, sendo 5 com bike 26 e 2 com bike 29.
No final o placar de tombos foi de 10 para as 29 e 3 para as 26, alguns destes tombos irão entrar para votação de tombo do ano. No mais é só conferir o vídeo e entender o motivo de tanta paixão por este esporte que nos deixa ter um contato direto com a natureza.

Confira o vídeo

Visita aos alunos da APAE dão início às atividades do Passeio Ciclístico do Bem

A turma que alegrou os alunos da APAE
A turma que alegrou os alunos da APAE

Hoje pela manhã, um grupo de ciclistas visitou os alunos da APAE de Patos de Minas. Foi um intercâmbio. Os alunos conheceram as bikes e os equipamentos dos ciclistas e estes, conheceram a realidade e a estrutura daquela entidade. Vários momentos marcantes e emocionantes puderam ser observados. Muita diversão e emoção tomou conta da visita.
Esta visita foi o pontapé inicial para a segunda edição dos Passeio Ciclístico do Bem, um evento em que todos os praticantes dessa atividade terão a oportunidade de ajudar de uma entidade importantíssima para Patos de Minas e região e que precisa de nossa ajuda. A APAE.
O evento será realizado no próximo dia 21 de abril, feriado nacional, onde as 5 Lojas Maçônicas de Patos de Minas, a APAE, o Noispedala e o Pedal da Band estarão organizando o Primeiro Passeio Ciclístico do Bem, com saída do quiosque da Água de Coco da Lagoa Grande.
Quanta alegria nessa visita!
Quanta alegria nessa visita!

A movimentação começará às 8h30min da manhã com saída prevista para as 9h30min, passando pelas principais ruas da cidade com destino ao Parque de Exposições, onde será servido um almoço. O percurso será de 6 km.
Para participar, basta que você compre a pulseira que dá direito a participar do Passeio Ciclístico e do almoço, que custa apenas R$ 10,00. Isso mesmo. Você vai pedalar, interagir com a galera e almoçar por apenas R$ 10,00.
Para adquirir sua pulseira, basta dirigir-se à Band Bike ou entrar em contato com algum membro de nossa turma. O telefone da Band Bike é 3825-7248.
E aí companheiro? Estamos juntos? Vamos colaborar com a APAE? Esperamos reunir no mínimo 450 ciclistas de alma neste pedal.
Clique aqui e confira como foi a edição de 2012.
Para conferir as fotos da visita, clique aqui.

Inscrições abertas para o maior enduro de regularidade MTB do Brasil. Participe do 10º Enduro do 15º BPM

Cartaz oficial da décima edição do Enduro do Batalhão
Cartaz oficial da décima edição do Enduro do Batalhão

E aí? Você já participou de algum enduro de regularidade? Imagine uma prova onde o maior adversário é você mesmo? Você duelando com o seu poder de percepção e concentração. Isso tudo com a possibilidade de um contato com a natureza, passando por diversas trilhas e claro, participando com uma galera nota dez, que não cansa de desvendar trilhas em toda a região.
Está chegando a hora. Dia 03 de março teremos o maior enduro de regularidade de mountain bikes do Brasil! Será a décima edição do Enduro do 15º Batalhão da Polícia Militar de Patos de Minas, válido como a primeira etapa da Copa Cemil Enduro 2013.
É um evento que faz parte das comemorações do 38º aniversário do 15º BPM. Para inscrever-se, você deve escolher uma categoria entre as que são propostas e doar dois quilos de alimento (arroz ou feijão) ou dois litros de leite Cemil por participante. Os alimentos serão entregues no ato da largada, quando anunciarem o seu nome. A organização fica por conta do 15º BPM.
Este ano, as inscrições serão limitadas por categorias. Sendo, 80 duplas iniciantes, 45 duplas PRO, 40 atletas na livre e 10 duplas PM. Esta última é restrita a Policiais Militares. Faça sua inscrição o quanto antes e garanta sua participação. Você tem até às 18h do dia 01 de março de 2012. Para participar, é obrigatório o uso de capacete.
A largada está marcada para as 9 horas da manhã em ponto no domingo, também no batalhão da Polícia Militar que fica localizado na Avenida Comandante Vicente Torres S/N no Bairro Jardim Céu Azul em Patos de Minas.
Os competidores das categorias duplas pró e livre percorrerão um percurso de 31 km e 150 metros, que deverão ser cumpridos em um tempo máximo de 3 horas e 6 minutos. Já os competidores da categoria iniciante terão que cumprir um percurso de 20 quilômetro e 370 metros em um prazo máximo de 2h50.
Fica registrado o nosso agradecimentos a todos os patrocinadores, Grupo Setta, Resende Diesel, Lumigás, tele.com a sua loja ctbc e em especial à Cemil que mais um ano estará incentivando este esporte que cresce muito em nossa região. O evento também conta com o apoio da Alex Suplementos e do Noispedala.
Qualquer dúvida, você pode entrar em contato com o Cabo Magela no telefone (34) 9975-4745.
Este evento contará com cobertura total do Noispedala.

Selecione sua categoria abaixo e faça já a sua inscrição.

Inscrições limitadas.

Confira os melhores momentos da edição de 2011

Assista a reportagem do Programa Debate Esportivo

Diário de Bordo: Trilha do Ribeirão São João, pelo Perau das Andorinhas

Presidente Olegário, Perau das Andorinhas, 10 de fevereiro de 2013
Por Bruno Fernandes

Uma das descidas que exigia técnica para carregar a bike e equilibrar.
Uma das descidas que exigia técnica para carregar a bike e equilibrar.

Quem acordaria às 5 horas da manhã, de um domingo de carnaval, para pedalar? Ou melhor. Quem ficaria de 5h às 18h, de um domingo de carnaval, envolvido com uma trilha de bike?
A resposta é surpreendente, principalmente quando se trata de uma trilha inédita, pelo temido Perau das Andorinhas, levantada através do Google Earth pelo Luciano Pit Stop. Foram 19 malucos que passaram por tudo hoje.
Depois de chegarmos de carro após o Santiago, descemos as bikes e começou a aventura. Que trilha travada, muitas descidas técnicas, subidas extremamente desafiantes e muitas quedas.
Esse era o visual em toda a trilha.
Esse era o visual em toda a trilha.

Ah, as quedas (os gatinhos para os mais íntimos). É difícil encontrar alguém que não caiu. Destaque para o Ismar (o mesmo que escreveu o diário de bordo da Trilha da Maria Fumaça), que após algumas quedas normais, e de andar por alguns metros empinando a roda de trás (babalú), sofreu uma queda que deixou marcas na clavícula e nas costelas. O cara é corajoso e não afina não. Terminou a trilha mesmo com essas avarias.
Falando em Trilha da Maria Fumaça, há uma dificuldade enorme quando algum participante volta para a vida real (aquilo lá não existe). Mas o Luciano conseguiu levantar um percurso tão bacana, que o assunto da Trilha da Maria Fumaça morreu logo no início da trilha. Que lugar bonito. Difícil descrever. Melhor você ver as fotos.
Alguns fatos marcantes:

  • A bandeja de biscoitos e o café quente que o Celinho serviu no Patão.
  • A trilha tinha de tudo. Estradão, bike trekking, descidas técnicas, subidas desafiantes, vários tipos de terreno e muuuuuita areia.
  • O banho de mangueira que tomamos logo após uma subida empurra bike terrível. A fila era grande e foi necessário estipular o tempo de cada banho.
  • A pilha dos GPSs acabaram. Foi tenso. Fomos salvos pelo celular do Rodrigo de Brasília.
  • Muitos problemas mecânicos. Roda, gancheira, selim, pneus furados e alguns mais.
  • O Luciano não carregou a bateria da GoPro e ficamos sem filmagens desse pedal.
  • O fascínio dos meninos de Santiago pelas bikes. Bom ver aqueles olhinhos brilhando.

Confira o percurso da trilha

Confira as fotos

Diário de Bordo: Trilha Verde da Maria Fumaça, Curvelo a Diamantina 2013

Curvelo – Diamantina, 17 a 20 de janeiro de 2013.
Por Ismar Júnior.

1ºDia: Curvelo – Monjolo

Antiga Estação de Curvelo. Aproximadamente 80 bikers.
Antiga Estação de Curvelo. Aproximadamente 80 bikers.

Nossa aventura começa em Curvelo, são sete e meia da manha estamos no café da manha do hotel, a noite foi curta chegamos em Curvelo as três da madrugada, acho que poucos conseguiram dormir uma mistura de ansiedade com adrenalina, mas a turma esta eufórica, somos treze componentes: Luciano, Celinho, Giovane, Flavio, Henrique, Cassio, Lucio, Elisander, Wandinho, Matheus, Olemar, Kenzo e eu; oito horas hora de ir para a largada,
Antiga estação de Curvelo tropa reunida aproximadamente 80 bikers, pose para foto oficial e partimos antes de pegar a terra uma parada frente à catedral para uma tradicional benção, todas as bikes lado a lado e lá vem o novato por ultimo, eu, a sapatilha nova travada no pedal e mico geral tombaço na frente da galera, mas foi bom pra quebrar o gelo.
Que Deus nos proporcione muitas alegrias nesses quatro dias.
Que Deus nos proporcione muitas alegrias nesses quatro dias.

Partimos, pegamos a lateral da rodovia e uma pequena parada antes de entrar na terra, logo nos primeiros kms uma subidinha anunciava o que vinha a frente, 70km de subidas e decidas em uma estrada de cascalho, primeiro pit stop, organização impecável, suco, agua, frutas, sanduiche e muito bom humor tudo era festa.
Partimos novamente mais um trecho de pequenas subidas chega a ponte sobre o rio das velhas, grande e de aguas escuras, a chuva dava sinais de que estava chegando.
Então o segundo pit stop, eu já estava exausto, agua, fruta pra recuperar, tiramos uma foto em uma capela e bora pro que seria o desafio do dia, o “kaquente” uma subida de aprox. 3 km que fazia marmanjo deitar no chão de câimbra.
O temido Kaquente.
O temido Kaquente.

Eu confesso subi uma boa parte empurrando a bike, Celinho tinha me alertado que ainda tínhamos 3 dias de pedal e não era pra travar no primeiro, mas após 600m subi na bike e vamo que vamo, só que o fim do morro não chegava… puts …no alto o grupo se reuniu e vamos finalizar o dia chegando em monjolo, mas o cansaço fazia monjolo ficar a cada curva mais longe, mas em fim em Monjolo, a chegada em um bar a beira do rio onde a galera literalmente tirou o barro da cara, depois um rango que tava pra la de bom, mas tbem com a fome que a galera tava, ate arroz puro era banquete, depois de umas cervejas pra comemorar o primeiro dia e hora de arrumar a cama pra recuperar as energias, lavar e lubrificar a bike. o dormitório era uma escola estadual, o banheiro era um caso a parte (1 banheiro/ 74 homens).
Clique aqui e confira as fotos do primeiro dia.

2º Dia: Monjolo – Conselheiro Mata

Olha só o sorriso da garotada. Pontilhão sobre o Rio Pardinho.
Olha só o sorriso da garotada. Pontilhão sobre o Rio Pardinho.

Amanhece e vamos pro café da manha, muito bom por sinal, malas e colchoes no caminhão, equipamento pronto, bikes enfileiradas para partida e ai eu tomei outro tombaço na frente da galera, tava virando ate piada, mas logo em seguida meu parceiro Henrique me superou com um capote espetacular na escada da estação.. kkkkk… só gozação, partimos para o segundo dia, aprox 30km que o Luciano tava doido pra aumentar, já na saída da cidade uma ponte de ferro por onde passava a Maria Fumaça, pausa para fotos e pegamos uma estradinha maravilhosa sombreada por arvores, pedalando e batendo papo, muito bom mas ia durar pouco.
Oh o gatinho...
Oh o gatinho…

Logo a frente o Luciano mudou o trajeto e pegamos uma trilha fora da estrada….casca grossa…eu tomei mais uns quatro capotes mas isso já era esperado, uma descida bacana onde o Luciano filmou o Cassio descer no “pau” uma subida pra esquentar e voltamos a trajeto normal do passeio, primeiro pit stop em uma cidadezinha “roteador”, fruta, agua e pedal novamente, foi ai que o Luciano achou um prego usados nos trilhos da Maria Fumaça, um suvenir e tanto que depois todos tbem achariam, bela recordação, encontramos ao lado da estrada uma formação rochosa com uma vista top, Luciano subiu pra fotografar eu e o Flavio subimos atrás, na descida meu cumpadre ganha a primeira cicatriz na perna em um abacaxi do mato, parecia uma unhada, um muito suspeito..kkkk….
Sente só essa fenda.
Sente só essa fenda.

A frente uma placa que indicava diamantina e nova pausa para fotos, após o segundo pit stop pegamos o caminho original da Maria Fumaça e nos separamos novamente do grupo, mas logo a frente descobrimos que o caminho estava totalmente bloqueado pela vegetação, tivemos que voltar, próxima parada “conselheiro mata”.
Chegamos direto no bar do kussu um flamenguista fanático, cerveja pra brindar mais um dia e um almoço top, comida mineira da melhor qualidade.
Cachoeira do Telesforo, o paraíso.
Cachoeira do Telesforo, o paraíso.

Pouco depois a organização chamando pra um passeio em uma cachoeira, subiu a galera em cima do caminhão e bora lá, eu nunca vi um lugar tao bonito em toda minha vida, pra todo lado que vc olhava dava um cartão postal, uma cachoeira de pedras claras que desaguava em um rio margeado por areia branca e fina como praia em meio a morros de pedra….puts inigualável….banho de cachoeira, mais cerveja e muita gozação, ao caminhão novamente pois a chuva se aproximava, e a galera foi no caminhão cantando e fazendo a maior farra.. …muito bom.
O Kussú
O Kussú

Na hora de dormir a casa era pequena e teríamos que dormir em barracas debaixo de chuva, então eu e o Flavio foi dar uma volta na cidadezinha, então perguntei a um morador sobre uma pousada, chegando la já estava a noite, batemos e fomos recebidos por Fernando dono da pousada, ele tinha um chalé que estava em obras e por isso estava sem luz, mas insistimos e a luz de velas foi ver o chalé, que ate sem luz era melhor que a barraca, um banheiro limpo, cama em vez de colchonete, não tem preço, e não tem mesmo r$10,00/pessoa e muito barato. a noite viola, cerveja e muito mico pra contar no outro dia.
Confira as fotos do segundo dia.

3º Dia: Conselheiro Mata – Barão de Guaicuí

Gatinho onboard. Miaaaaaau.
Gatinho onboard. Miaaaaaau.

Bem mais descansados e entrosados partimos para o terceiro dia que prometia ser o mais top e foi, saímos da cidade direto em uma trilha foi ai que o Cassio protagonizou com o Luciano um dos tombos mais engraçados da viagem que esta registrado é logico. Mas a trilha já começava com um visual maravilhoso, primeiro obstáculo um vão com uns 4m de profundidade, tivemos que fazer uma corrente pra passar as bikes, a frente várias aberturas na montanha de pedra por onde passava a Maria Fumaça, que mais tarde fomos saber foram abertas a mão, a frente uma piscina de agua natural onde a galera se divertiu primeiro pit stop, bem diferente dos dias anteriores já não tinha sanduiche nem suco, mas nos viramos com bananas, laranjas e agua.
Eram muitos obstáculos.
Eram muitos obstáculos.

A frente um lugar que nos lembrava um pais escandinavo, um descampado cercado de rochedos enormes muito bonito, logo após uma ladeira de tirar o folego cortando as montanhas que chegava a um lugarejo onde o Celinho encontrou o irmão dele perdido há muitos anos… kkk… a simplicidade da moradia impressionou a todos, a geladeira era um armário, a carne secava acima do fogão, mas bora que ainda tinha muita dificuldade pela frente, uma ponte sem piso era o próximo obstáculo, caminhar sobre uma barra estreita de aprox 30 cm de largura carregando a bike, teve gente que afinou,
Quanto menor a casinha, mais sincero é o bom dia.
Quanto menor a casinha, mais sincero é o bom dia.

Mais pedal, mais visual e chegamos a um rio atravessar carregando a bike acima da cabeça e agua na cintura, e como era de praxe do nosso grupo vamos curtir a agua, afinal nos viemos pra aproveitar sem se preocupar com tempo, éramos sempre os últimos a chegar aos pontos de apoio e parada, a famosa galera do fundão, seguindo em frente um paredão de pedras, so escalando com a bike nas costas, encontramos um casal retardatário cuja esposa estava naqueles dias e começando a passar mal, mas nossa equipe tem ate ginecologista..ahhhh não esperavam por isso…kkk….demos uma força e bora, outra brecha aberta na montanha so que esta  estava  cheia d’água a ai outro tombão meu….foda…e o Luciano só gravando.
Tem que ter coragem!
Tem que ter coragem!

Um trecho de trilha outra ponte improvisada de madeira e o arregao se mostrava novamente…mas não conto o nome…a frente fomos alcançados pela esposa daquele casal o pneu deles estava furado, ai mais uma vez nosso amigo Celinho pau pra toda obra correu com seu Camelback multiferramentas pra ajudar, logo pediram uma bomba de encher pneu, me prontifiquei a levar.
No meio do caminho a bomba caiu e….outro tombaço, o maior de todos, o guidão na costela me tirou o folego, mas nada que uma boa piada não curasse rápido…quase matei o amigo Lucio de susto.
Mais um pedaço do paraíso.
Mais um pedaço do paraíso.

Chegamos em “Barão de Guaicuí…” o nome do lugar e difícil pra caramba, mas a essa altura eu tinha sido nomeado rp da turma e minha obrigação era arrumar um lugar pra dormir e tomar banho, la vai, cheguei a uma casa simples, bati, um senhor simpático atendeu, perguntei: o senhor teria um quarto para alugar para 8 amigos do passeio ciclístico, ele prontamente me convidou a entrar e me mostrou as acomodações, nota 10, o preço muito mais caro R$15,00/pessoa….barato demais, ai veio a maior surpresa, ao perguntar o nome dele, ele me respondeu “Ismar”, puta coincidência, qd falei que o  meu tbem era foi a senha pra uma nova amizade o kra me deu um abraço e ficou super feliz, chamei a galera e nós literalmente invadimos a casa do xará, nem acreditavam que teríamos banheiro privativo, banho quente e cama..
Esse pontilhão ninguém tem coragem de passar por ele. Melhor escalar.
Esse pontilhão ninguém tem coragem de passar por ele. Melhor escalar.

Puts como as coisas simples tinham muita importância a essa altura, foi então que o xará me mostrou a maior riqueza da casa, o rio passava no fundo do seu quintal formando uma piscina natural de pedras com uma praia de cascalho. Muito top…eu, Lucio e Luciano dispensamos o banho quente e caímos no rio, ate lavei roupa…kkk.
Mais tarde no bar onde era o apoio do passeio assistimos uma palestra sensacional do Alex Santos (ONG – Caminhos da Serra) um kra idealista super bacana e apaixonado pela região que há dez anos luta para preservar o lugar  ajudar as comunidades, ele nos contou do projeto da ONG a qual ele dirige, que conseguiu do governo o controle da trilha onde passava a Maria Fumaça….muita historia…papo pra noite inteira se deixar….prosa de mineiro do interior.
Mas eu ainda sentindo dores dos tombos, comi e rachei fora pra durmir numa cama de viúva com meu cumpadre..mas nada de cochinha não…opa.
Confira as fotos do terceiro dia.

4º Dia: Barão de Guaicuí – Diamantina

Bom dia Barão de Guaicuí.
Bom dia Barão de Guaicuí.

Amanheceu um pé d’água fugido, ninguém queria sair de dentro da casa, mas eis que aparece o Flavio com uma capa de chuva dos pes a cabeça que sua patroa colocou na mala, a essa altura os lances na capa já estavam em R$100,00
Sbimos para o ponto de apoio preparados para sair, antes disso hora de pagar o Ismar.ele não queria receber tivemos que deixar o dinheiro em cima da mesa….o kra e muito gente boa mesmo.
A igreja de Barão de Guaicuí
A igreja de Barão de Guaicuí

A chuva então para completamente e o preço da capa cai como papel de bolsa em dia de pregão..kkkk….saímos….parada na porta da igreja para ultima foto…e bora…só subida ate diamantina, mas antes, o rio estava muito cheio e com correnteza ultimo desafio, alguns do grupo não sabiam nadar, mas a essa altura a turma já estava super unida e transpomos com tranquilidade, subiríamos ate 1400m, segundo informações a maior altitude que um trem já subiu no pais, mas a subida foi tranquila a essa altura as pernas já estavam acostumas a trabalhar muito, subida meio melancólica por saber que o passeio ia deixar muita saudade
Chegamos galera! Até 2014.
Chegamos galera! Até 2014.

Depois de 11 km de subida primeira vez que vimos asfalto depois de 4 dias, mas só atravessamos e terra novamente, uma estrada com uma vista do alto da serra maravilhosa, uma descida ate diamantina onde já na entrada a corrente do Lucio arrebenta, o Celinho arrumou tão rápido que a galera ate assustou, mas já estávamos extasiados pela sensação de missão cumprida e  pela certeza de que fizemos uma amizade que se deus quiser vai durar muito.
Confira as fotos do quarto dia.
Brigadu meu Deus….
Que lindu……

Confira a bela Edição do Luciano Pit Stop. É de pirar.

Diário de Bordo: Pedal da Band na Trilha das Três Cachoeiras

Sente a alegria dos "garotos".
Sente a alegria dos “garotos”

Coromandel, 16 de setembro de 2012
Por Márcio Abdala
Olá amigos! Hoje o diário de bordo será um pouco diferente.
Tinha iniciado minha resenha, mas, quando recebi o vídeo da Trilha Três Cachoeiras, tive a sensação de que eu não tinha nada para digitar. Fiquei literalmente sem palavras.
Durante o pedal, enfrentamos um calor de até 45 graus e ninguém reclamou. A energia do lugar surpreendia. Portanto, o diário de bordo, será através dessas imagens capturadas pela GoPro do nosso amigo Luciano Pit Stop, que soube editar de forma surpreendente.
Obrigado aos companheiros deste domingo, pela grande companhia…

Ficou curioso? Então curte aí…

Fotos