Os prós e os contras das bicicletas aro 29

O Mountain Bike (MTB), também conhecido como BTT por nossos amigos Portugueses é a modalidade de ciclismo mais praticada no mundo e por consequência são as bicicletas mais vendidas no mundo.
As bicicletas de MTB surgiram no final da década de 1950 na Califórnia, quando um grupo de surfistas procurou atividades para os dias sem ondas. As primeiras pessoas a modificarem uma bicicleta para melhorar seu desempenho na terra foram James Finley Scott, Tom Ritchey e Gary Fisher. Este último considerado por muitos o verdadeiro inventor do MTB. Na época as MTBs nada mais eram do que bicicletas de passeio com pneus balão e guidão reto.

A Superfly é a MTB (BTT) mais leve de toda a linha Gary Fisher.
A Superfly é a MTB (BTT) mais leve de toda a linha Gary Fisher.

As MTBs evoluiram muito com o passar dos anos, hoje possuem quadros reforçados de alumínio ou fibra de carbono, pneus mais grossos com cravos que possibilitam uma melhor tração em diversos tipos de terreno; freios a disco hidráulicos, suspensão traseira e/ou dianteira, pedais de encaixe, pneus tubeless e um número muito maior de marchas.
De lá pra cá o único componente que, até recentemente, não havia sofrido nenhuma modificação foi o diâmetro das rodas que normalmente tem 26”. Na última decada começaram a surgir bicicletas que usam rodas com o diâmetro de 29”. Segundo Gary Fisher, as rodas 26” só foram adotadas no MTB por pura coincidência pois na época do surgimento das MTBs as rodas 26” eram as mais comuns no mercado.
Muito se debate a respeito dos prós e os contras desse tipo de bicicleta, mas os puristas do MTB têm que admitir as 29ers, como são chamadas essas bicicletas com rodas maiores tem se tornado cada vez mais comuns a ponto de algumas equipes de MTB adotarem exclusivamente esse tipo de bicicleta e mais as 29ers começam a ser presença cada vez mais comuns nos pódiuns das Etapas do Circuito Mundial de MTB.
Segundo Conrad Stoltz, em e-mail recente ao Espírito Outdoor, “Pretendo usar mais minha 29er nessa temporada. Sinto que em percursos tecnicamente difíceis a maior superfície de ocntato com o chão da mais tração. Com iso você não tem que brecar tanto nas curvas e consegue manter o momentum. É quase como ter uma suspensão extra e com isso você não se cansa tanto….Em qualquer situação acima de 5km/h as 29ers são mais rápidas”.

Vantagens das 29er:

  • Menor ângulo de ataque: com um diâmetro maior as rodas dissipam melhor as oscilações verticais dos buracos e obstáculos. Andar em uma aro 29 é quase ter uma suspensão extra.
  • Maior superfície de contato com o chão o que melhora a aderência nas curvas, tração nas subidas e nas frenagens. Em superfícies “soltas” (loose surface) rodas maiores são uma real vantagem.
  • Rodas maiores mantém o momentum mais fácil: Quanto maior a velocidade mais fácil fica de manter o momentum.
  • As 29er são mais confortáveis e com isso cansam menos os ciclistas.
As rodas maiores são uma real vantagem na transposição de obstáculos.
As rodas maiores são uma real vantagem na transposição de obstáculos.

Desvantagens das 29ers:

  • Rodas maiores sempre serão mais pesadas.
  • Rodar maiores demoram mais para acelerar.
  • A distância entre eixo pode ser maior numa bike 29” do que em uma bike 26” o que faz com que a bike seja um pouco mais lenta em situações extremamente travadas.
  • Ainda não existem muitas opções de suspensões e pneus para as 29ers.

Leia mais: http://espiritooutdoor.com/?p=515#ixzz19JLQpPZl

10 lições dos esportes de aventura

Praticar um esporte de aventura sozinho ou em equipe, encarando longas distâncias e diversos obstáculos, aumenta o condicionamento, tonifica os músculos e deixa aquela sensação gostosa de superação de limites.
Essas modalidades cheias de adrenalina, no entanto, podem acrescentar ou desenvolver outras habilidades extremamente úteis na vida de quem se propõe a enfrentá-las. Do desejo de partir para a aventura à realização dela, tudo pode trazer um ensinamento passível de ser usado em outras esferas da vida. Confira as habilidades que você pode desenvolver praticando esportes de aventura.

10 lições dos esportes de aventura
10 lições dos esportes de aventura

Ambição
“Estabeleça objetivos pessoais, sonhe alto e assuma um compromisso com seus sonhos”, diz Raphael Bonatto, empresário e ultramaratonista de Curitiba. Seu último sonho foi correr 27 maratonas, uma em cada capital brasileira, em 27 dias consecutivos. Tarefa que exigiu mais do que preparo físico. “A parte mais difícil foi montar a logística para realizar as provas”.
Mas ele chegou lá: no dia 21 de novembro, com a Maratona de Curitiba, concluída em 3h19m, Raphael realizou mais um projeto. O próximo? “Atravessar Portugal, correndo de norte a sul, em sete dias, passando por cidades importantes da época do descobrimento do Brasil”, adianta. A lição: você não precisa querer ir à Lua, mas deve ter metas que estimulem seguir sempre em frente.
Planejamento
Você tem um sonho? É bom também saber como realizá-lo. “Para participar de uma corrida de aventura é preciso se preparar pelo menos dois meses antes. É importante conciliar a vida profissional e familiar com os treinos e a organização de toda a logística”, diz Danilo Vivan, jornalista e praticante de corridas de aventura.
“Organize seu tempo de forma inteligente e valorize cada minuto do seu dia. No final você ganha foco e disciplina”, atesta Raphael Bonatto, que também ministra palestras motivacionais, usando suas experiências no esporte como base desse trabalho.
Jogo de cintura
Como em uma prova de aventura, a vida é cheia de imprevistos. Diante de uma dificuldade, é preciso manter a calma e buscar alternativas. “A gente aprende a desenvolver um plano B, C e até D”, brinca Bonatto. De uma maneira ou de outra, você acaba superando os problemas!
Espírito de equipe
Corridas de aventura podem ser feitas em equipes – e a figura do líder é importante. “Mas sozinho ele não chega a lugar algum. As tarefas devem ser divididas pelo grupo e as decisões tomadas coletivamente. Descentralizar é a grande lição”, explica o professor de educação física Leonardo Barbosa, organizador da Haka Race, prova de aventura que envolve modalidades como trekking, mountain bike, técnicas verticais, canoagem e orientação.

Aprender a trabalhar em equipe é uma habilidade desenvolvida nos esportes de aventura

Confiança (em si e nos outros)
Embora os integrantes de uma equipe tenham objetivos semelhantes (chegar, concluir bem a prova), individualmente as pessoas reagem de modos diferentes a determinadas situações. “É legal identificar quais os pontos fortes e fracos de cada um e usar isso em favor do sucesso do grupo”, diz Danilo Vivan. “Uma corrida de aventura é um excelente exercício de convivência e tolerância”, completa Leonardo. Ou seja: respeite as características das outras pessoas, confie em suas habilidades e extraia o melhor que cada uma tem a oferecer.
Entusiasmo
A alegria é contagiante e serve como combustível. “Em um esporte de aventura não é só o resultado que importa: você aprende a tirar prazer de tudo o que faz”, revela o ciclista Odir Züge Júnior, praticante de provas Audax, modalidade ciclística de longas distâncias (200, 300, 400 e até 1200 quilômetros). “Vibre com aquilo que está realizando. Transmita entusiasmo e satisfação. Isso faz você ir mais longe”, completa Raphael Bonatto.
Decisão
Muitas vezes a decisão a ser tomada não é a mais convencional. Às vezes é preciso assumir uma posição e bancar os riscos. “Era a primeira corrida do meu parceiro. Estávamos pedalando e faltavam dois quilômetros para a chegada. De repente, um animal cruzou nossa frente, meu amigo capotou e até se machucou um pouco. Fora que a bike entortou. Pensei: ‘acabou’. Mas ele levantou, deu um jeito na bicicleta e disse que iríamos terminar de qualquer jeito. Felizmente, tudo acabou bem”, conta Danilo Vivan.
No caso do ciclista Odir Züge, a história teve outro desfecho. Ele participava do Audax 600 (600 quilômetros pedalando) e havia se preparado muito para a prova. Devido a um problema mecânico da bicicleta, ele rodou 70 quilômetros trepidando – o que causou fortes dores nos punhos e nas mãos. “Tive de abandonar. A gente aprende a respeitar os limites do corpo e, se for preciso, parar. O fracasso momentâneo faz parte do sucesso futuro”, diz.
Humildade
Procure tirar lições dos erros e dos acertos. “Esteja aberto ao aprendizado, busque sempre mais, atualize seus conhecimentos”, sugere o ultramaratonista Raphael Bonatto. Do planejamento à realização, há inúmeras formas de ampliar os horizontes. “Nas provas de longas distâncias de bicicleta, por exemplo, a gente carrega tudo o que vai precisar – até o número de remendos de pneu você tem que calcular. E nada como a experiência e a troca de informações para ensinar”, diz o ciclista Odir Züge.
Positividade
Seja positivo e acredite em seu potencial. Dificuldades e frustrações acontecem na vida, claro. O importante é não se deixar abater. “De manhã, levante-se para superar obstáculos e vencer. Na vida ou no esporte, elimine o ‘se…’ do seu vocabulário. Tem gente que vive dizendo ‘se eu tivesse mais dinheiro, realizaria tal coisa’, ‘se não tivesse tanto calor teria corrido melhor…’ Acredite em você, faça o seu melhor e pare de lamentar. Persista, não existe vitória sem barreiras”, afirma Raphael Bonatto. “A linha de chegada está ali e você pode atingi-la”, reforça Leonardo Barbosa.
Entusiasmo
Na hora da dificuldade, é normal achar que o sofrimento nunca vai ter fim. Mas tudo na vida passa. É legal competir, brigar por boas colocações, buscar a superação, mas é fundamental também se divertir durante o percurso. “Com o esporte de aventura você sente prazer não só com o resultado, mas principalmente com o caminho até chegar lá”, diz Odir Züge. “A gente incorpora uma visão mais positiva da vida e tem a percepção de que é capaz de superar os desafios da vida, sejam eles quais forem”, finaliza Danilo Vivan.
Por Yara Achôa, iG São Paulo

Dicas para pedalar no trânsito

Trânsito: carros e mais carros, ônibus, motociclistas apressados, pedestres. E nós, ciclistas. Como é que a gente faz?
Pedalar no trânsito parece impossível para muitos, principalmente para quem mora em cidade grande. Será mesmo? Se isto é verdade, por que tem aumentado o número de ciclistas nas ruas?

Pedalar com segurança no trânsito
Pedalar com segurança no trânsito

O que é verdade ou imaginação sobre segurança no trânsito? Segurança no trânsito é estabelecida a partir de números, estatísticas, encontrados através de pesquisas realizadas com base científica, que dizem de fato o que é seguro, perigoso ou inseguro para o condutor de um veículo, pedestre ou qualquer outro que esteja participando do trânsito. O resto é imaginação (ou ficção) popular, e esta sim, costuma ser perigosa.
Normalmente, quando acontece um acidente a história corre de boca em boca, e em pouco tempo parecerá que houve um acidente em cada esquina e a cada minuto. Há um certo prazer em contar e ouvir histórias deste tipo. Mesmo depois de muito tempo, um acidente sempre é uma conversa interessante. O que foi um tombo causado por um susto acaba se transformando num coitado sob as rodas de um ônibus. É como no caso dos aviões: há em média 2 (sim, dois!) acidentes para cada milhão de decolagens, o que transforma o avião no meio de transporte mais seguro existente. Mesmo assim só se fala nos que se esborracharam. Detalhe: nestes dois raríssimos acidentes não necessariamente houve morte, nem um arranhão sequer (o avião apenas pousou de barriga).
A imensa maioria dos ciclistas pedala sem sofrer acidentes de trânsito! Mas, bom mesmo é quando há sangue na conversa.  O fato é que as pessoas se apegam a certas verdades muito mais para evitar a possibilidade de mudanças em suas vidas do que para qualquer outra coisa. “Vai que pedalar é muito mais seguro que imagino, eu vou ter que assumir que estava errado todo este tempo”.
O que é novo é estranho e traz receios. Para quem pedala pela primeira vez no trânsito a situação pode parecer assustadora. Só nos conscientizamos que a maioria dos perigos são imaginários com a convivência, a prática.
Trânsito é previsível, tem lógica, responde à física. Há uma parte psicológica? Sim, mas esta também é previsível. Todo acidente é causado por um erro, uma falha. Se não houver erro ou falhas, não haverá acidente. É óbvio, parece uma afirmação besta, idiota, mas não é, muito pelo contrário. Quem compreende esta verdade, entende o que é segurança no trânsito e praticamente zera a possibilidade de um acidente.
Antes de culpar o outro, descubra qual é seu erro e você descobrirá a solução para o conflito.
Para o ciclista em qualquer lugar:
1. seja educado
2. obedeça as leis de trânsito
3. sempre sinalize suas intenções
4. use roupas claras ou chamativas
5. mantenha os refletores limpos
6. evite ruas e avenidas movimentadas
7. mantenha-se à direita e na mão de direção
8. não faça zig-zag: procure pedalar mantendo uma linha reta
9. aprenda a ouvir o trânsito
Pedalar com segurança
Se o ciclista seguir umas poucas regras básicas o risco de acidente cai praticamente a zero. Sempre haverá possibilidade de alguma tensão ou conflito, mas será bem mais difícil a ocorrência de um acidente.
O importante é você entender que, enquanto pedala e conduz a bicicleta, você é um ciclista, e não um motorista ou motociclista. Bicicleta acelera, mantém a velocidade e desacelera de uma maneira completamente diferente de qualquer veículo motorizado. Por causa disto a relação do ciclista com o trânsito tem suas particularidades que tem ser respeitadas.
Mais da metade dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas são responsabilidade do próprio ciclista.
Pedalar tranquilo
1. acredite no que é científico; tome cuidado com o que falam por aí
2. mais de 50% dos acidentes são de responsabilidade do próprio ciclista
3. 95% dos acidentes envolvendo ciclistas acontecem em cruzamentos
4. em menos de 1% dos acidentes o ciclista sofre uma colisão traseira
5. pedalar na contra-mão aumenta muito a possibilidade de acidente com seqüelas graves ou morte
6. ciclista que veste roupas claras ou chamativas e sinaliza suas intenções, diminui sensivelmente a possibilidade de acidente
7. boa parte dos acidentes são causados por falha na manutenção da bicicleta
Se sua habilidade com a bicicleta não é boa e você tem que cruzar uma via muito perigosa ou cheia de obstáculos, cruze a pé, empurrando a bicicleta.

A relação com o motorista
1. quanto espaço ele precisa para frear?
2. para onde ele está olhando?
3. olho no olho do motorista ou pedestre
4. se não é possível ver o olho do motorista, olhe para as rodas dianteiras do carro
5. tente antecipar a reação do trânsito: olhe longe, pense adiantado
6. cuidado com a abertura das portas dos carros
O que nunca se deve fazer
1. nunca pedale na contra-mão, a não ser que esteja sinalizado
2. não pedale onde o motorista não o pode ver
3. nunca entre com tudo nos cruzamentos, esquinas ou saídas de estacionamentos
4. nunca force uma situação contra um carro, moto ou ônibus
5. não pedale muito próximo do meio fio
6. não fique olhando para trás, preocupe-se com o que vem pela frente
7. não use walk-man
Precauções
1. pedale de forma que seu comportamento transmita segurança aos outros
2. só olhe para trás quando for realmente necessário
3. em descidas fortes, evite deixar a bicicleta correr demais
4. cuidado com mudanças de piso e suas diferentes aderências
5. tampas de bueiro em aço ou sinalização pintada no solo quando molhadas escorregam muito
6. com chuva ou chão escorregadio diminua a velocidade
7. com chuva a visibilidade de todos fica prejudicada
8. esteja sempre com a marcha correta engatada. Antes de parar a bicicleta nos cruzamentos engate uma marcha que lhe permita arrancar rápido.
9. Respeite o pedestre, sempre
Para o motorista
1. faixas de rodagem são calculadas para a passagem de um veículo por vez
2. a maioria dos motoristas não pedala, portanto não sabe como a bicicleta se comporta em movimento
3. a diferença de velocidade entre uma bicicleta e um automóvel é grande e o tempo de reação do motorista é baixo
4. motoristas precisam prestar atenção em muita coisa ao mesmo tempo. A bicicleta é visualmente o menor dos veículos no trânsito, portanto o mais difícil de ser percebido
5. motoristas de qualquer veículo grande não tem uma boa visibilidade externa, portanto o ciclista deve guardar distância
6. um carro ou uma moto freiam mais rápido que uma bicicleta
7. a bicicleta desaparece no ângulo formado pela coluna de um carro
Para o pedestre o outros
1. pedestres tem prioridade sobre ciclistas. Lembre-se que você também é um pedestre. Respeite para ser respeitado
2. um pedestre pode mudar de direção de maneira muito brusca. Aproxime-se devagar, avisando sua chegada e passe guardando distância
3. patins e skates também mudam de direção muito rápido
4. cachorros e gatos tem reações inesperadas. Evite assustá-los
5. próximo a árvores pode haver raízes perigosas
fonte: escoladebicicleta.com.br

Conheça o GU Energy Gel, o melhor repositor energético em forma de gel

Henrique Avancini, ISD Cycling Team
Henrique Avancini, ISD Cycling Team

Repositor energético em forma de gel que repõe carboidratos, cálcio, potássio, sódio e vitaminas, que são perdidos através do esforço físico despendido na prática de esportes, mundialmente conhecido e o mais vendido nos EUA, completo e saboroso de baixo custo e prático para o consumo.
Premiado em 2007, 2008 e 2009 pela Revista GO OUTSIDE, a  mais conceituada no segmento de esportes individuais, é sem dúvida o gel energético mais desejado pelos atletas brasileiros.
Outro diferencia é que os sabores de GU são produzidos a base de frutose natural, diferente dos demais que utilizam sabores artificiais com adição de açúcares e corantes.
O GU sabor chocolate é feito de o melhor chocolate do mundo, que é o belga. Na embalagem nota-se que consta o sabor Chocolate Belga.
Hoje no mercado nacional, não existe outro gel carboidrato com as qualidades, sabor e valor nutricional como o de GU.
Vale ressaltar também que em 2010 foi a segunda copa do mundo que a CBF utilizou o GU Energy Gel como suplemento para os atletas da seleção brasileira, bem como vários times de futebol brasileiros tais como: Flamengo, Santo André, Grêmio Prudente, etc.
Na Nutry Suplementos você encontra o GU com preço especial. Basta dizer que você é do Noispedala que você pagará R$ 5,00. Oferta por tempo limitado.
GU Energy Gel
GU Energy Gel

Temos vários atletas que recebem apoio em suplementação de GU, tais como:
-Adriano Bastos (sete vezes campeão da Maratona da Disney)
-Equipe de Ciclismo de Ribeirão Preto (Ranqueada entre as oito melhores equipes de ciclismo do Brasil)
-Rubens Donizete (Ciclista da Equipe Merida de MTB);
-Roberta Stoppa (Hoje umas das melhores ciclistas de MTB  do Brasil)
-Oscar Galindes (Campeão do Ironman Brasil)
-Henrique Avancini (oito vezes Campeão Brasileiro de MTB e hoje pedala na Europa tendo participado como um dos únicos brasileiros do Le Tour de France (2010), hoje participa da equipe de MTB  ISD Cycling Team, uma equipe Ucraniana que tem bases na Itália e na Ucrânia).

Suplementos Alimentares: Saiba como tirar proveito deles e melhore seu desempenho

Não tem nada de novo no uso de nutrientes específicos para um melhor desempenho atlético. Desde a Grécia antiga, os atletas faziam uso de determinados alimentos para obter melhores resultados nas olimpíadas!

O Glicodry é um repositor utilizado bastante pelos ciclistas
O Glicodry é um repositor utilizado bastante pelos ciclistas

E, hoje em dia, não é diferente! A procura por suplementos alimentares entre os atletas e pessoas que buscam um melhor rendimento no esporte e academias é uma prática comum.
Os efeitos benéficos desses suplementos são reconhecidos apesar de não existirem muitos estudos sobre os possíveis efeitos colaterais quando usados em excesso. Para um melhor resultado sem riscos, é necessário que você tenha suporte de quem entende. Em Patos de Minas temos a Nutry Suplementos, que além de vender, eles auxiliam com dicas e recomendações, principalmente se você quer competir ou realizar pedais longos.
Confira alguns dos suplementos disponíveis no mercado e a sua função:
Suplementos Protéicos: Produtos ricos em proteínas, para completar as necessidades do esportista (que é superior as necessidades de pessoas sedentárias e não-praticantes de atividade física). Pesquisas confirmam a importância desse suplemento para a produção de massa muscular.
Whey Protein: É a proteína do soro do leite. Estes produtos possuem alto valor nutricional, contendo alto teor de aminoácidos e cálcio. Pesquisas demonstram efeitos sobre a redução da gordura corporal, assim como a melhora do desempenho físico.
Albumina: Extraída da clara do ovo, a albumina é uma proteína de alto valor biológico (que fornece todos os aminoácidos essenciais) sendo muito importante para atletas que desejam realizar uma dieta hiperprotéica.
Aminoácidos: Produtos fornecedores de energia. Relacionados também à redução de fadiga em exercícios de longa duração.
BCAA – Leucina, Valina e Isoleucina: Aminoácidos essenciais (que o corpo não produz), que são abundantes nas carnes. Pesquisas sugerem que completar a dieta do atleta com BCAA ajuda a prevenir a queda do desempenho durante o exercício prolongado.
Creatina: Faz com que o corpo responda com maior velocidade a um menor esforço e período de tempo para atingir o resultado final. Funciona como importante reserva de energia e aumento da massa muscular.
Suplementos energéticos: Produtos constituídos principalmente por carboidratos, para alcançar ou manter o nível de energia necessário dos atletas.
Queimadores de gordura: Produtos utilizados para reduzir a gordura corporal pela ação termogênica.
Repositores hidroeletrolíticos: Bebidas com associação de carboidratos e eletrólitos (sódio, potássio, vitaminas e minerais) para reposição de água e minerais durante o exercício.
Barras Energéticas: São barrinhas compostas em grande parte por carboidratos, menos fibrosas que as comuns e ótimas para serem utilizadas durante e após o exercício. São de fácil absorção poupando parte do conteúdo muscular e diminuindo a fadiga.
Barrinhas Proteicas: Ideais para serem consumidas após o treino, têm função de recuperação muscular.
A nutrição é um fator fundamental se você quer otimizar seu desempenho atlético. A alimentação equilibrada ajuda a reduzir a fadiga, reparar lesões, garante energia e melhora a saúde geral.
Portanto, antes de fazer qualquer uso de suplemento nutricional é necessária uma avaliação detalhada, e o profissional capacitado para fazer esta avaliação é o nutricionista. E na Nutry você tem nutricionista a seu dispor.
Clique aqui e confira as promoções da Nutry Suplementos.
Fonte: Nutrição em pauta e RG Nutri

Subida: é melhor pedalar sentado ou em pé?

Recebi a seguinte questão na semana passada: quando estou pedalando numa subida, devo pedalar em pé ou pedalar sentado? Como tudo, isso depende, depende dos seguintes fatores:

Pedalar melhor
Pedalar melhor

Inclinação da subida: subidas pouco inclinadas geralmente devem ser feitas sentadas. Quanto mais inclinado for a subida mais provável será que você tenha que pedalar em pé. Pedalar em pé tem a vantagem de usar o peso do corpo para aliviar um pouco a sobrecarga dos músculos, mas com a desvantagem de aumentar o estresse cardiovascular. Como resultado você ficará mais ofegante quando estiver de pé.
Comprimento da subida: Quanto menor a subida, mais vantagem você terá em levantar do selim. Assim você conseguirá gerar uma potência maior (de pé o peso corporal ajuda a transferência de força nos pedais) e você conseguirá vencer a subida mais rápido.
Tipo de competição: Em subidas pouco inclinadas um triatleta ou contra-relogista tem mais vantagens se ficar sentado se comparado com um ciclista. Isso está relacionado com a dinâmica das provas de ciclismo (o contrário das provas de contra-relógio e Triathlon onde manter o ritmo é melhor). Se um outro ciclista do pelotão acelerar na subida você corre o risco de sobrar, o que te forçará a acelerar também. Pedalando em pé é mais fácil acelerar.
 

rei da montanhaCiclistas magros como Cadel e Schleck levam vantagem em pedalar de pé

Massa Corporal: Quanto mais magro você for mais vantagens terá em ficar de pé. Um atleta grande normalmente leva vantagem se ficar sentado. (Abordamos isso em Você sabe o seu peso ideal para competir?)
Velocidade: A 20km/h ou mais é melhor ficar sentado ou no clip, se você estiver com sua bike de triathlon. A menos de 20km/h ficar em pé é melhor. Isso também é afetado pela velocidade do vento, quanto mais forte estiver o vento mais provável a vantagem de se ficar sentado.
Fadiga: Em subidas longas, especialmente aquelas no final de corrida, existe uma vantagem em se alternar pedalar em pé e sentado nas subidas para melhorar a fadiga muscular. Mesmo que todas as condições acima indiquem que é melhor ficar sentado mas você estiver com a perna muito cansada, pedalar um pouco em pé pode ser benéfico para dar um alívio aos músculos usados em pedalar sentado.
Relação: A relação está relacionada com o desnível acumulado. Se sua relação é tão pesada a ponto de não conseguir manter a cadência, então talvez seja necessário pedalar em pé para conseguir manter o ritmo almejado.
Mountain Bike: Na trilha pedalar em pé normalmente significa perda de tração. Portanto na maioria das vezes é vantagem pedalar sentado a menos que o piso seja muito bom para tracionar. Pedalando sentado você conseguirá manter uma tensão mais constante na corrente o que diminui as chances da sua roda traseira escorregar.
A boa notícia aqui é que basicamente você pode seguir os seus instintos. Não há muito mistério, quanto mais você pedalar mais experiência terá.
O importante é incluir tanto subidas onde você pedale sentado quanto em pé no seu treinamento. Treinar subir sentado pode melhorar sua força muscular, o que pode ser benéfico na hora de pedalar no plano. Pedalar em pé pode melhorar o seu condicionamento cardiovascular, isso é um recurso bom para quem mora em regiões com subidas curtas, treinar em pé pode aumentar a sobrecarga cardiovascular do seu treino.
Extraído do Espírito Outdoor, um excelente blog. http://espiritooutdoor.com/

Cair de bike, como se machucar menos

Um dia você ira cair, veja as dicas de uma dublê pra cair de maneria certa. Ou pelo menos, que machuque menos.
Sobre o guidão
O que acontece
Sua roda dianteira enrosca em algo, pode ser um areião, ou até em um cachorro. Sua bike vai parar por completo e você voa como super-homem sobre o guidão.
O que fazer
Não vire passageiro de si mesmo e espere seu rosto chegar ao chão primeiro. Levante os braços e se prepare. Use seu braço líder à frente para ser o primeiro a chegar ao chão e começar a absorver o impacto. O outro, dobre a frente da cabeça para proteção. Encaixe o queixo junto ao peito com o braço de proteção à frente.
Assim que seu braço líder chegar ao chão, role seu corpo sobre ele no sentido do ombro. Com sorte você terminara de costas no chão. O fato de manter a cabeça encaixada no peito ajuda no rolamento. Com sorte, se você estiver clipado, seus pés vão se soltar em algum momento. Mas de qualquer forma fique preparado, pois sua bike pode estar vindo logo atrás de você e pode querer aterrissar bem no meio da sua barriga. Use as pernas para se defender.

Lateral por cima
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O que acontece
Este tipo de queda acontece em um fração de segundos. Em uma curva, quando a bike tende a escorregar de traseira e você vai controlando a situação, se a roda tracionar ou parar de vez, a bike fica ereta de imediato e você é lançado para o lado.
O que fazer
Como no primeiro tipo de queda, você é lançado fora da bike, mas dessa vez de lado. Aqui a principal coisa a fazer é se separar da bike, largue a bike e tente soltar os pés dos clipes.
O mais importante aqui é tentar focar onde você vai cair e, se possível, escolher o local. Essa “escolha” na verdade se dá em frações de segundos quando você sente que a roda esta derrapando e pode travar começando o lançamento de ciclista. É a velha coisa de, se você vai entrar forte numa curva, já visualizar onde é a saída caso algo dê errado. Se nada disso for possível, como acontece na maioria dos casos, lembre-se de usar um braço para proteger o rosto e levar o queixo ao peito a fim de minimizar impactos na cabeça. Dobre o corpo e as pernas para que a queda seja absorvida pelos músculos e não pelos ossos.
Lateral por baixo
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O que acontece
Você entra em uma curva de maneira agressiva e uma ou as duas rodas começam a escorregar. Você sente a bike deitando de vez sem chances de voltar começando a ralação de coxa, quadril e bike se você não fizer nada.
O que fazer
Sem dúvida você precisa parar de escorregar o mais rápido possível. Diz a lenda que a 60 km/h um asfalto queima 2 centímetros de carne por segundo de derrapagem. Se esse valor esta certo, eu não sei, mas que a lycra não vai fazer muito por você nesse caso, isso não vai.
Tente virar seu corpo na direção para onde a bike esta escorregando. Se tiver tempo, solte a mão que esta mais perto do chão e use a parte de trás do ombro para absorver o principal do impacto. Tente soltar o pé que esta por baixo e use-o como freio. O principal é parar de escoregar.
Tombo bobo
Queda de bikeO que acontece
Este é o tombo mais bobo e humilhante que existe para um ciclista. Principalmente para que anda clipado ou com firma pé. Mas pode acontecer a qualquer um mais desatento. Quando você para, não consegue ou esquece de soltar os pés e cai de lado de maneira boba e ridícula.
O que fazer
Muitas vezes esse tipo de queda pode machucar até mais que outras porque você não se prepara em nada e acerta o solo com coxa, quadril e ombro de modo chapado.
Para evitar este impacto chapado, tente manter o corpo ereto até o ultimo momento. Mande a bike pra baixo para que o pedal e o guidão encontrem o solo antes que você. E quando for sua vez de chegar ao piso, tente rolar sobre o ombro para diluir o impacto.
Via: ondepedalar.com

Qual bike tem o melhor desempenho na subida? Rígida ou full-suspension?

Desde o surgimento das primeiras bikes full-suspension (com amortecimento na frete e atrás) as pessoas discutem a eficiência de cada uma das bikes. O senso comum diz que as hardtails seriam mais adequadas as provas de cross-country e as full-suspensions são mais adequadas ao conforto e a provas de maratona, mas será que isso é verdade?

Hardtails (rígidas) são mais leves
Hardtails (rígidas) são mais leves

As Hardtails são bikes mais simples, mais leves e que exigem menos manutenção se comparadas a uma full-suspension. As full-suspensions são bikes um pouco mais pesadas, mais estáveis, melhores nas descidas e um pouco mais confortáveis. De um modo geral se pegarmos uma Hardtail e uma Full-suspenion similares com o mesmo grupo, a diferença de peso será em torno de 1kg a mais para a Full-suspension e uma diferença de preço em torno de R$2000,00-R$3000,00 entre as duas.
Você pode ate argumentar que as hardtails são maioria no pelotão de elite, mas com o passar dos anos fica mais comum ver atletas usando bikes full nos podiuns. Veja por exemplo Cristoph Sauser que venceu o Campeonato Mundial de MTB em 2008 usando uma full-suspension, ou o triatleta 3 vezes Campeão Mundial de Xterra Conrad Stoltz que em todas as suas vitorias estava usando uma full-suspension.
A revista portuguesa Onbike fez um teste muito interessante para ver a diferença de performance entre uma Scott Scale 30 (hardtail) e uma Scott Spark 30 (full-suspension), as duas bikes possuiam quadro de carbono e estavam equipadas com grupos SLXe possuiam basicamente a mesma geometria. A Revista testou 2 atletas em um percurso demarcado de 3km onde predominavam as subidas e que continha alguns trechos técnicos. Cada atleta fez duas tentativas no percurso usando cada uma das bikes. Os ciclistas foram intruidos a manterem-se sem ultrapassar os 80% de sua frequência cardíaca máx. O atleta 1 tinha 32 anos e 80% de sua FCmax correspondia a 150bpm, o atleta 2 tinha 18 anos e os 80% de sua Fcmax correspondia a 162bpm. Acompanhe os resultados no quadro abaixo.

Atleta Bicicleta BPM Tempo
Atleta 1 Scale 150 18’37”
Scale 148 17’19”
Spark 149 18’24”
Spark 150 17’14”
Atleta 2 Scale 161 16’49”
Scale 162 16’21”
Spark 161 16’30”
Spark 162 15’55”

Apesar de mais pesadas as full-suspensions parecem ser mais rápidas
Apesar de mais pesadas as full-suspensions parecem ser mais rápidas

Surpreendentemente os atletas conseguiram um desempenho melhor nas bicicletas de full-suspension apesar delas serem mais pesadas e o percurso ser predominantemente de subida.

Como isso se explica?

No ano passado tive a experiência de durante todo o ano pedalar com uma Sundown FS1 de Scandium e pude constatar algumas coisas:

  • Subindo sentado o curso da suspensão traseira parece manter a roda sempre “colada” no chão, o que resulta numa melhor tração. O que pode explicar os resultados do teste realizado.
  • Você consegue descer mais rápido numa full suspension. A suspensão traseira parece corrigir melhor suas barbeiragens seus erros de pilotagem.
  • Nas curvas a full suspension parece dar mais segurança, pois de novo o curso traseiro facilita a aderencia da roda traseira com o solo
  • Em pedaladas longas a full-suspension é bem mais confortável.

Faça sua escolha e bons treinos!
Indicado por Heleno Marques e extraído do http://espiritooutdoor.com/

Como preparar para uma pedalada longa (Romarias)

Como preparar corretamente para uma Romaria
Como preparar corretamente para uma Romaria

Chegou a época da Romarias e em nossa região (Patos de Minas) é muito comum as pessoas pedalarem uma distância longa, com várias horas de duração. São percursos de variados graus de dificuldade e intensidade. O ciclismo é considerado um esporte de grande exigência física e nutricional. O desgaste energético e de hidratação são condições comuns na prática, que tem a nutrição como uma grande aliada.
Dicas para nutrição durante treinos e provas:

  • Os atletas devem consumir de 8 a 10g de carboidratos por quilograma de peso nas 72horas que precedem o evento. A refeição pré-competição deve ser rica em carboidratos. Ex: Malto Dextrina, Dextrose, Ribose, Frutose, entre outros, na Nutry Suplementos você encontra todos esses produtos!
  • Os treinos de ciclismo geralmente começam muito cedo, porém o atleta nunca deve iniciar a atividade em jejum.
  • Nos intervalos antes da prova pode-se ingerir bebidas esportivas, barras energéticas ou pequenos e rápidos lanches energéticos.
  • A ingestão de carboidratos e fluídos durante o exercício deve ser planejada para os treinos com duração acima de uma hora. A nutrição deve atender as necessidades de 30 a 60 gramas de carboidrato por hora de treino, que devem ser armazenados na bicicleta e nos bolsos da camisa, em forma de bebidas ou alimentos. Além das bebidas esportivas, que contém energia e eletrólitos, alguns alimentos comumente consumidos durantes provas longas são barras energéticas e géis.

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Artigo: Alimentação para qualquer distância

Aí galera do Noispedala. O pessoal da Nutry nos recomendou esse artigo. Ele é bastante completo, mas é destinado a corredores. Como são atividades relacionadas, vale muito a pena ler com atenção, e ainda no final tem uma receita de campeão. Seguindo ela você vai andar na Zelite na próxima trilha. Ela foi extraída do site o2porminuto.

Que bela macarronada
Que bela macarronada

Não perca tempo e confira as promoções da Nutry Suplementos. É a loja especializada em nutrição esportiva de Patos de Minas.
Você já deve ter ouvido pelo menos algumas dezenas de vezes que “saco vazio” não para em pé. Imagine então se ele seria capaz de completar uma corrida de rua. Claro que não! Por isso, não importa qual seja a sua distância, ter uma alimentação balanceada e que forneça ao organismo todos os nutrientes necessários para a prática de atividades físicas é fundamental para quem deseja cruzar “inteiro” a linha de chegada dos 5 km aos 42 km.
“Todos os corredores necessitam de macronutrientes como carboidratos, gorduras e proteínas, que fornecem energia para os músculos e fazem todos os sistemas do corpo funcionarem bem, e de micronutrientes como vitaminas e minerais”, afirma o nutricionista Luís Ricardo Alves.
Já a nutricionista Juliana Pansardi destaca que a água é outro elemento indispensável para qualquer corredor nos dias que precedem uma prova: “O atleta que realiza um esforço intenso pode perder de um a dois litros de água, e, por isso é importante o cuidado com a hidratação. Ela deve ser priorizada já ao acordar. Em treinos acima de uma hora é recomendado fazer o uso de bebidas esportivas”, explica Juliana.
“Percebi que minha alimentação passou a ficar insuficiente quando comecei a treinar para a maratona, pois passei a sentir muita fraqueza e dores musculares. Mas, como trabalho na rua, não conseguia comer a quantidade certa de maneira saudável. A suplementação supriu minhas necessidades de uma forma muito prática”, conta Vanderlei Quirino, 31, técnico de informática.
Cada distância, uma necessidade
Assim como no treinamento, cada distância tem sua especificidade quando o assunto é alimentação. Por ser uma atividade de curta duração, quem corre os 5 não precisa se preocupar com suplementação, mas deve ficar atento à dieta antes da prova.
Um alerta: “Uma suplementação errada pode desequilibrar o bom funcionamento do organismo e, dessa forma, atrapalhar em vez de ajudar”, destaca o nutricionista Luis Ricardo Alves, que ainda orienta os corredores a nunca utilizarem um novo suplemento ou tipo de alimentação em dias de provas. “Essas mudanças devem ser testadas em dias de treinamento. Em provas, os atletas não devem experimentar nada novo, pois o organismo não está adaptado e o ‘tiro pode sair pela culatra’.”
5 km e 10 km
A nutricionista Priscila Machado sugere alguns cardápios:
:: O jantar deve priorizar carboidratos, com a ingestão de massas, batata ou arroz, mas também é importante consumir, em menores quantidades, proteínas e gorduras saudáveis, como a do azeite.
:: Utilize um gel de carboidrato 30 minutos antes da prova caso o intervalo entre o café da manhã e a largada seja superior a duas horas.
:: Imediatamente após a corrida, consuma um gel ou uma bebida esportiva rica em carboidratos, para ajudar na recuperação do organismo.
21 km e 42 km
Já para os corredores que partem para as longas distâncias, os suplementos passam a ser praticamente “obrigatórios”. E vale o alerta:
“Uma alimentação balanceada é o mínimo que um maratonista deve ter. Os suplementos alimentares, na maioria dos casos, são necessários pelo simples fato de o atleta não conseguir repor tudo o que perde nos treinos e em seu dia a dia”, afirma Juliana. São dela as seguintes dicas:
:: Os suplementos podem fazer parte da rotina de quaisquer pessoas que treinam diariamente acima de 1h de forma intensa, mas é preciso cuidado com os horários, tipos (proteicos, energéticos, compensadores), forma ingerida (líquida, barras, pó) e quantidade.
:: Quem corre uma maratona ou uma meia-maratona nunca pode negligenciar a ingestão regular de carboidratos ao longo do percurso. Isso pode ser feito com batata cozida, géis de carboidrato, bebidas esportivas ou maltodextrina (veja box).
:: Vitaminas como a C e a E contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico e são ricas em antioxidantes, que minimizam os efeitos dos radicais livres. Já o ômega 3 possui substâncias anti-inflamatórias e ajuda na recuperação. Sua recomendação diária vai de 3 g a 7 g, e varia conforme a concentração do ativo em cada cápsula.
Mas lembre-se, apesar de todos os benefícios que os suplementos alimentares trazem, é muito importante avaliar a necessidade energética e de nutrientes de cada pessoa para saber qual é o mais indicado.
:: A função de alguns suplementos
BCAAs: aminoácidos responsáveis por reduzir a fadiga central e auxiliar na recuperação muscular.
l-arginina: tem ação vasodilatadora e contribui para o fornecimento de nutrientes e oxigênio aos músculos.
l-glutamina: é importante para algumas células do sistema imunológico .
creatina: serve como fonte imediata de energia para os músculos utilizados durante a prática da corrida).
Bebidas carboidratadas como a maltodextrina (de alta quantidade de caloria por unidade de peso e baixo índice glicêmico) fornecem energia para os músculos e também para os sistemas centrais e imunológicos. A diluição da maltodextrina deve ser de 6% a 10%.
Vitaminas antioxidantes, como a C e a E, minerais como zinco, cobre, selênio e manganês são necessários para minimizar os efeitos da produção de radicais livres.
Albumina é uma proteína de alto valor biológico, que fornece ao corpo todos os aminoácidos essenciais e auxilia na manutenção ou ganho de massa muscular necessários para garantir uma boa performance.
Bebidas energéticas são fontes de carboidrato e micronutrientes ideais para melhor hidratação e reposição energética durante grande período de desgaste físico.
Recovery drink é um suplemento de micronutrientes que regula as funções metabólicas e, como consequência, permite melhor produção do metabolismo durante a atividade física. Pode ser usado em treinos intensos e longos (acima de 1 hora). Indicado para combater os radicais livres liberados durante a atividade física e o acúmulo do ácido láctico.
Fonte: Janete Neves, nutricionista
Quando usá-los
5 km: Não há necessidade. Apenas água durante a prova é o suficiente.
10 km:
:: 1 g de carboidrato por kg de peso do atleta 1h antes dos treinos (pode utilizar alimentos, maltodextrina ou dextrose).
:: 0,5 g de carboidrato (maltodextrina ou dextrose) por kg de peso do atleta durante a prova (após aproximadamente 40 minutos de corrida).
:: 1 a 1,2 g de carboidrato (maltodextrina ou dextrose) por kg de peso ao finalizar a prova
:: 10 g de proteína na primeira hora após a prova.
21 km ou 42 km
:: 1 g de carboidrato (alimentos, maltodextrina ou dextrose) por kg de peso do atleta 1h antes dos treinos.
:: 30 a 60 g de carboidrato (maltodextrina ou dextrose) a cada hora de prova. Pode-se utilizar esta recomendação em dias de treinos pesados.
:: 1 a 1,2 g de carboidrato (maltodextrina ou dextrose) por kg de peso ao finalizar a prova. Manter essa recomendação nas primeiras 4 horas após a corrida.
:: Ingerir pelo menos 10 g de proteína na primeira hora após a prova.
Fonte: Luis Ricardo Alves, nutricionista
Receita de campeão
Nos dias que antecedem a prova, a nutricionista Juliana Barancelli Pansardi sugere:
1 Priorize a ingestão de carboidratos (massas leves, arroz, batatas, mandioca cozida, arroz branco e integral, torradas e frutas).
2 Não exagere na ingestão de proteínas (queijos, peito de peru, atum, requeijão), gorduras (manteiga, margarina, azeite) e fibras (aveia, granola, farelo de trigo, germe de trigo, linhaça).
3 Beba ao menos 2 litros de água, mantendo a cor da sua urina clara.
Fontes: Juliana Barancelli Pansardi, nutricionista da nutrição & esportes (www.nutricaoeesportes.com.br), pós-graduada em avaliação e prescrição de exercícios físicos para populações especiais e habilitada em medicina integrada pela associação sul-americana de medicina integrada; Luís Ricardo de Souza alves, nutricionista do nutrição fácil (www.nutricaofacil.ntr.br), pós-graduado em nutrição esportiva pela universidade gama filho; Janete Neves, nutricionista e personal trainer da clínica esportiva (www.clinicaesportiva.com.br), formada em nutrição pela uniban e em educação física pela UMC; Priscila Machado, nutricionista da nutrição e desenvolvimento (www.nutricaoedesenvolvimento.com.br), formada em nutrição e biotecnologia pela UFRJ.