Diário de Bordo: Cicloviagem Caminhos da Canastra – Outubro de 2013

Serra da Canastra, 18, 19 e 20 de outubro
Por Kenzo Alvarenga
Quero aqui, antes de tudo, registrar nossos agradecimentos ao Grande Luciano, um cara sério, sensato e companheiro, responsável por toda logística e organização deste memorável evento. Valeu mesmo! Esse pedal nunca será esquecido.

Finalmente chegou o tão esperado dia 17 de outubro de 2013. No horário marcado, às 17 horas, estávamos quase todos (Luciano, Lúcio, João Carlos, Marcos, Daniel, Dener, Tiago, Thiago, Olemar e eu) lá na Band Bike arrumando a bagunça para partirmos rumo ao pedal na Serra da Canastra. Arrumar a carga é um trabalhão que só! Tem que ajeitar devidamente as magrelas para não estragarem no transporte e todo cuidado é pouco, uma ciumeira danada… Tem que enrolar cobertor, panos, papelões, elásticos, fitas que não tem fim… mas as bikes merecem nossa atenção! O que agüentam e o que nos proporcionam não estão escrito. E isso confirmou após cada pedalada e mais ainda hoje, depois de concluirmos este pedal nervoso pelas montanhas de Minas.
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A ansiedade e a satisfação tomavam conta de todos. Já se passavam das 17 horas e ainda não tínhamos zarpado. Os atrasos nesse tipo de programa são quase inevitáveis, mas nada tira nossa alegria. O Wandim chegou tarde por uma boa causa: foi buscar a Rocky Mountain na capitarrrr (BH) e certamente estava mais elétrico que todos nós.
Antes da partida fomos prestigiados pela visita do amigo Rômulo do Valle, que dias antes machucou o joelho e teve que se submeter a uma cirurgia e por isso cancelou a ida com a turma. Mas já em franca recuperação e pedalando inclusive!
Já se aproximavam às 18 horas quando realmente partimos rumo a Pousada do Rio Turvo, próxima a Capitólio/MG, de onde partiríamos cedo no dia seguinte rumo às montanhas. Chegamos quase à meia noite e fomos todos dormir, pois no dia seguinte começava nossa inédita travessia de mais de 150km e ganho de elevação de mais de 4000m.
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1º dia: Pousada do Rio Turvo a Pousada Mata do Engenho

Amanheceu e começamos a preparar as bikes e os mantimentos. As mochilas estavam cheias, mas era preciso. Nesses pedais de “dia inteiro”, temos que contar com as eventualidades e não pode faltar água nem alimentos doces e salgados.
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Tomamos um café da manhã excelente. Tiramos a foto da partida e, agora sim, fomos ao que viemos: pedalar.
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A turma estava ansiosa com as primeiras pedaladas pela estradinha saindo da pousada, várias piadinhas e brincadeiras logo nos primeiros quilômetros. Não sabíamos bem o que nos aguardava. O Thiagão, bem humorado que só, já no primeiro morro há uns 500m, desceu da bike e falou que já estava morto hehehehe…  há uns 10km a frente ele repetiu a brincadeira, mas já não riu nem um pouco hahahahaha.
O tempo foi generoso, estava nublado e fresco e vez ou outra caia uma chuva fininha muito refrescante. Ao chegarmos na terra para iniciar a trilha, fizemos uma oração agradecendo aquele momento e os dias que viriam: obrigado meu Deus!
Estávamos radiantes. Pulamos uma porteira e pronto. Começamos a “subir montanha”! O chão de cascalho e pedras lajeadas coroou a subida. A chuva deixou o piso muito escorregadio, o que exigiu muito equilíbrio para subir o morrão, ou melhor, a montanha. Tinha trechos com “escadarias” de pedra e subi-las pedalando não tem como descrever… o corpo e a bike trabalhando junto e vencendo os obstáculos do pedal…. é show! Só experimentando para saber! O visual ao ir escalando era incrível. Braços do Lago de Furnas se entendendo até onde não víamos mais… o céu e seu maravilhoso acinzentado e as nuvens passando baixo nos precipícios foram cenas inesquecíveis!
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Após mais de 10 km de subida chegamos ao topo e registramos imagens maravilhosas. Foi-se a primeira subidona! Dura! E ainda havia muitas pelo caminho, mas estávamos animados!
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Em seguida pegamos uma descida muito técnica até a 1ª cachoeira (Cachoeira da Pedreira ou Abismo), onde comemos algo. Trilhas com muito cascalho e pedras fizeram nossa alegria e apuraram as habilidades de todos, tenho certeza. O duro foi conferir o GPS… tínhamos rodado pouco mais de 17km e gasto mais de 3 horas. A trilha era muito travada, sobe, desce, pedras, cachoeira e o pedal não rendia. Isso me fez exercitar a calma (que as vezes me falta) e perceber que não adianta estressar, a final, tínhamos “só” o dia todo para completar o percurso!! Tocamos em frente e saímos da cachu. Subimos uma trilha top na montanha e passamos por uma fazenda de extração de pedras desativada, então começamos a contornar o topo. O piso era só pedra, totalmente pedalável, incrível. Do alto avistamos a serra objetivo do 3º dia de pedalada, o Parque da Serra da Canastra.
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A medida que o pedal foi evoluído as dificuldades foram aumentando. Era morro que não acabava mais e subíamos a 4-5-6 km/h quando não empurrando!
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Uma lição aprendemos na Canastra: ver que em seguida desceríamos não era confortante como deveria ser, pois todas as trilhas que descemos eram nervosas, com muitas pedras e cavas. Corpo travado e em pé na bike em tempo integral. Braços e costas no limite. Felizmente não houve incidentes.
Programamos, inocentemente, já que conhecíamos o terreno só pelo google earth, um traçado por trilhas de 65Km mais ou menos. Mas começamos a perceber que só seria possível se chegássemos lá pelas 22h na pousada programada (Mata do Engenho). Tivemos certeza disso ao escalar outra montanha da qual avistamos um vale onde se localizava um possível ponto de apoio, a Pousada Canteiros. Do alto desta montanha tive uma das melhores sensações do pedal. A trilha era toda de cascalho, sinuosa, lisa e serviu para esticarmos as costas. Deitados na trilha descansamos um pouco, tiramos fotos, comemos e apreciamos o belíssimo visual.
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Recompostos, descemos até a Canteiros onde fomos muito bem recepcionados.

Single track nos aguarda!
Single track nos aguarda!

Tomamos muito líquido e nos prepararam um café quentinho e queijo minas da Canastra salpitado com azeite e ervas, shoooww!! Pegamos dicas com o cordial proprietário e fomos aconselhados a seguir por estradas até São João Batista do Glória, uma cidade próxima a um dos braços de Furnas, já que seguir pelo caminho que havíamos planejado seria extremamente desgastante para nós. Ah, e sem previsão de horário para a chegada. Então nosso grande “Boss” Luciano entrou em contato com o motorista que nos aguardava no destino e pediu para que ele nos buscasse na cidade.
Partindo da Pousada Canteiros.
Partindo da Pousada Canteiros.

Achamos que estaríamos salvos, pois como disse um dos companheiros: “olha só, só falta um ‘morro’ e depois descemos até a cidade que fica há uns 20km daqui”. Ótimo! Mas o morro referido não era como os de Patos de Minas, era sim uma montanha!!!!! Fazer o que né? E lá fomos nós, ver o que tinha do lado de lá.
Para chegar em S.J.B. do Glória tivemos que atravessar essa montanha a frente.
Para chegar em S.J.B. do Glória tivemos que atravessar essa montanha a frente.

A turma pedalou firme e a noite caiu quando terminamos de subir a serra. A lua cheia clareou nosso caminho e algumas lanternas completaram o serviço. Ressalto que a lua era um detalhe não programado na viagem, mas sim uma feliz e agradável coincidência de datas.
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Após contemplarmos “o nascer da lua cheia na Serra da Canastra” seguimos ladeira a baixo. Foi uma descida excelente, longa, muito longa (11 km). Depois pedalamos bastante e o São João Batista do Glória não chegava. E para completar, quando chegou, ainda tinha um topzinho violento até onde avistamos o Rapadura (motorista) que nos aguardava. Pernas para que te quero!! Chegar ao ônibus foi recompensante. Daí seguimos para a Pousada Mata do Engenho, onde dormimos após um jantar “caipira” muito gostoso. A galera estava acabada hehehehe
Dos três dias de pedal esse 1º foi o mais punk. E bota punk nisso, bruto!! Como dizem por aí: “mountain bike purinho!” O relevo e o terreno foram totalmente novos para nós. Nomeamos este dia de “Trilha das Pedras Nervosas”. Posso dizer que aprendemos muito e evoluímos nosso pedal. Tivemos apenas alguns problemas mecânicos durante o percurso (todos resolvíveis – pneus furados e um canote “carboneira” quebrado), nenhuma queda grave. Que o diga o Wandinho, que lutava o tempo todo com seus pedais de encaixe e trouxe para Patos, além das grandes recordações, algumas escoriações e hematomas. Os desafios foram grandes, porém vencidos. Todos nós estávamos realizados e exaustos.

2º dia: Pousada Mata do Engenho a São José do Barreiro

Mal dormi tamanha a ansiedade e o cansaço. Acho que todos ficaram assim, é muita adrenalina! Levantamos cedo, o céu azul e fomos nos preparar. Tomamos um delicioso café da manhã com pão de queijo quentinho, pães, frutas e sucos. Hoje os amigos Denão e Olemar preferiram não pedalar com a turma e seguiram viagem motorizada.
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Tudo em ordem partimos até a cachoeira Maria Augusta, dentro da propriedade da pousada. Um pedal de 8 km para começar e chagamos até ela. Lembro que esses danados desses 8 km não foram fáceis hehehehe. Na Serra da Canastra a distância pode ser pequena, mas o caminho….. nada que muita força e empenho não resolvam. E dá-lhe morros que não acabam.

Maria Augusta
Maria Augusta

Desde a pousada tivemos a companhia de um belo cão apelidado por nós de “Funil”, já que na cachoeira de mesmo nome, apenas alguns kms a frente da Maria Augusta, surgiu a idéia de “balizá-lo”.
Muito esperto esbanjava vitalidade e se mostrou incansável. Habilidoso, descia e subia as trilhas sem vacilar e nas estradas esticava as canelas. Era um jovem macho da raça Australian Catlle Dog Red Hiller. Não negou comida e água durante o percurso. E nos seguiu até o fim do pedal, de onde ligamos para os donos e comunicamos a agradável companhia que tivemos durante o percurso (47 km). Disseram que iria lá buscá-lo. Mas acredito mesmo é que o Funil voltou por conta própria.
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Funil
Funil

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Após muitos kms de montanhas e trilhas chegamos a Cachoeira do Quilombo onde novamente nos refrescamos.
Quilombo
Quilombo

Esse dia também sofreu alterações no percurso, pois como disse antes, na Canastra o caminho pode ser bem difícil.
Aproveitamos e trocamos uma idéia com o “vigia” da cachu, que nos explicou um outro caminho para S.J. do Barreiro. Estávamos bem atrasados e cansados e a parte pior de nosso traçado ainda estaria por vir, certamente pedalaríamos a noite novamente, ao menos nesse dia o pessoal se preparou para as eventualidades, mas em assembléia extraordinária decidimos abortar o percurso e seguir pelo caminho indicado pelo vigia.
Sabendo que subiríamos muito e que o sol estava derretendo tudo, partimos da Quilombo e outra montanha nos aguardava.
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Apesar do calor escaldante e da subida interminável, foi um trecho espetacular. Encaramos uma serra com uma parte impedalável, que por fim nos levou a outra serra, a incrível Serra do Rolador, de onde avistamos o paredão rochoso do Parque Nacional da Serra da Canatra, a Cachoeira Casca D’anta, São José do Barreiro, Passos e outros pontos interessantes.
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O Funil sempre junto da turma. Esse pico foi palco de fotos espetaculares e ficamos muito contentes por estarmos ali. Chegar até lá foi muito duro!! Mas agora o sol já não castigava e o vento fresco do entardecer levava o calorão para longe.
Como na Canastra não tem moleza, tínhamos que descer a Serra do Rolador e chegar, finalmente, a S.J. do Barreiro. O Thiagão, nativo como é, preferiu valer de seus conhecimentos e foi por uma estradinha bacana e tranqüila, mas a galera não botou muita fé na informação e preferiu descer a já mapeada, mas desconhecida, Trilha do Zé Mazico. O início foi show (só por uns 500m hehehe), depois tornou-se impedalável.
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Era muita pedra, buraco, penhasco e xingamentos. Acho que muitos grilaram realmente. Mas é como digo: no pedal o sofrimento é passageiro, depois só lembramos das coisas boas. Além disso, quando esse trecho casca grossa acabou pegamos um sigle track fantástico, liso, sinuoso e para baixo! Com certeza amenizou o que passamos momentos antes em meio àquelas pedras.
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Chegamos ao destino e o sol desapareceu, logo fomos tomar e comer algo. Uma excelente pousada, Chalés do Vale e um jantar delicioso nos aguardavam. Foi um dia menos sofrido que o primeiro, mas nem um pouco fácil. A turma pedalou sempre forte e estava extasiada.

3º dia: S.J. do Barreiro a São Roque de Minas

Acordamos cedo. Uma excelente estréia de horário de verão! Tomamos outro excelente café da manha, desta vez mais requintado ainda, pois as proprietárias da pousada eram realmente caprichosas. Novamente alteramos o percurso, pois nosso traçado era pauleira demais para um belo domingo após 2 dias de pedal nervosos.
Hoje partimos em sete para o percurso traçado de última hora pelos amigos Luciano e Thiagão. Denão e Olemar partiram de bike por estrada até São Roque e Marcos e Thiago acompanharam o motorista.
Seguimos por estrada até a cachoeira Casca D’anta, cartão postal da Serra da Canastra, seus mais de 180m de queda livre são imponentes e vistos ao longe. Estávamos mais tranqüilos já que seguiríamos bons trechos por estradas… e lá fomos nós, apenas 8km até a Casca D’anta,! Mas logo vimos o sobe e desce da estrada, não foi fácil, mesmo assim foi excelente.
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Para chegar ao poço da cachu percorremos uma trilhinha sombreada e técnica, tiramos várias fotos, como não poderia deixar de ser e chegamos ao famoso spray da Casca D’anta, uma ducha, na verdade. Ficamos lá enquanto podíamos já que a volta (sobe e desce) nos aguardava e depois seguiríamos pelo percurso do Thiago.
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Chegamos bem cansados até a 1ª parada em um posto de combustível em S.J. do Barreiro onde nos refrescamos com bebidas geladas e uma caixa d’água na sombra de uma árvore. Devidamente recuperados seguimos para a trilha. Foi espetacular, novamente muitas subidas, muitas subidas, muitas subidas, água e trechos sombreados. Chegamos a uma ponte (pinguela) sobre um rio onde nos refrescamos. Eram as águas do São Francisco descendo após a Casca D’anta.
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Depois seguimos por estradinhas sinuosas e sempre subindo e descendo. Poucos kms a frente encontramos uma bica d’água na qual o Wandinho não se conteve e tomou um banho de água mineral! É viu, esse pedal de domingo foi gratificante, duro, mas sem pedras e sem escaladas intermináveis, hoje sim apenas “morros” não “montanhas” hehehhe
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Poucos km e chegamos a outra cachu, a da Chinela. Ô lugar que tem cachoeira viu! Demais!
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Após outra pausa para nos recompormos montamos novamente nas bikes, agora ao destino final, São Roque de Minas. Apenas 15km, mas sem alívio, três ou quatro subidas bravas, mas todos pedalamos juntos e com muita persistência. Finalmente chegamos. Demos de cara com uma sorveteria, podia ser melhor?? Açaí, picolé, água gelada…. Fomos para a pousada onde o restante da turma nos aguardava e digo: como foi bom chegar!! Que domingo inesquecível, show de roda!!!
Após um banho revigorante arrumamos a tralha e partimos rumo a Patos de Minas. Foi um final de semana perfeito com a turma. Sem grandes ou graves contratempos, somente grandes recordações. Ansiosos pela próxima pedalada.
Obrigado aos amigos pela excelente companhia, em especial ao Luciano, idealizador e realizador de tudo. Vida longa. Pedal na veia!

Última etapa da Copa Cemil de Ciclismo 2013. Chegou a hora de conhecermos os campeões

Copa Cemil de Ciclismo
Copa Cemil de Ciclismo

Devido a interdição do kartódro e a incerteza da sua liberação, a última etapa da Copa Cemil de Ciclismo será realizada na Lagoa Grande, em frente à rodoviária.
João Eustáquio (Pelezinho).
Chegou a hora de conhecermos os campeões da etapa 2013 da Copa Cemil de Ciclismo. Foi um ano marcante para o ciclismo de nossa região. Dia 10 de novembro será realizada a última e decisiva etapa.
Como aconteceu em 2012, a etapa será encerrada através de uma prova de circuito no Kartódromo Internacional de Patos de Minas, no Bairro Alto do Limoeiro. A largada está marcada para às 9 horas da manhã. A concentração inicia-se às 8 horas.
Realização: Liga Patense de Ciclismo. Apoio: Cemil, Copasa, Prefeitura Municipal de Patos de Minas e Noispedala

Inscrições

As inscrições serão feitas antecipadamente aqui no Noispedala ao custo de R$ 30,00.
As categorias ficaram definidas da seguinte maneira:

CATEGORIA IDADE
Elite Masculino Livre
Feminino Livre
Júnior Nascidos até 1994
Master A 30 a 39 anos
Master B 40 anos acima
Open Livre

Premiação

Medalhas para os 5 primeiros de cada categoria + troféu da classificação geral.
Elite: 150,00 – 120,00 – 100,00 para o terceiro
Demais: 100,00 – 70,00 –  50,00 para o tercero

Para maiores informações, entre em contato através dos telefones (34) 9128-2000 ou (34) 3814-26-06.

Almoço

Em caráter de cortesia, será servido almoço para os participantes, esposa e filhos após a prova.

Homenagem

Estaremos homenageando o ex-atleta uberlandense, Lindomar Pedalinho, que nos deixou neste domingo.

Realização: Liga Patense de Ciclismo
Patrocínio: CEMIL
Apoio: Prefeitura Municipal de Patos de Minas, Copasa, Noispedala, Polícia Militar, Star Bike, O Mundo das Peças, Jep Despachante.

Caixa é o novo patrocinador master da Confederação Brasileira de Ciclismo até Rio 2016

Parceria tem período inicial de três anos e potencializa investimentos em todas as disciplinas do ciclismo brasileiro.
A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) assinou contrato de patrocínio com Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira, 25 de outubro, em Londrina (PR). Os investimentos serão aplicados nas quatro disciplinas olímpicas do ciclismo brasileiro: Ciclismo BMX, Ciclismo Estrada, Ciclismo Mountain Bike e Ciclismo Pista.
O diretor de marketing da Caixa, Clauir Santos, destacou a importância de estar colaborando com uma das modalidades esportivas que mais distribui medalhas em olimpíadas. “Já acompanhávamos o bom trabalho que vem sendo realizado no ciclismo brasileiro e decidimos buscar esta oportunidade de estar contribuindo com a modalidade. Nossa ideia é manter uma parceria duradoura e a longo prazo”, ressaltou Clauir.

Presidente Vasconcellos. Crédito: CBC/Divulgação.
Presidente Vasconcellos. Crédito: CBC/Divulgação.

Inicialmente o contrato se estende até os Jogos do Rio 2016, potencializando  investimentos na preparação das equipes nacionais de ciclismo, além de priorizar a realização de alguns eventos do calendário esportivo nacional, como os Campeonatos Brasileiros.
Segundo o presidente da Confederação, José Luiz Vasconcellos, os investimentos proporcionados pela Caixa terão uma grande importância na preparação dos atletas do ciclismo.
“O patrocínio irá fortalecer os projetos que estão sendo desenvolvidos nas quatro disciplinas olímpicas do ciclismo, fortalecendo a busca da classificação olímpica para Rio 2016, na qual o ciclismo distribui 54 medalhas. O ciclismo brasileiro agradece a parceria com a Caixa e estará representando da melhor forma os investimentos que foram viabilizados”, destacou José Luiz Vasconcellos.
 
Ações que fazem parte do patrocínio Caixa no Ciclismo:
– Participações em algumas competições internacionais 2013-2016;
– Realizações de determinadas competições nacionais 2013-2016;
– Programa de apoio para atletas potenciais no ciclo Rio 2016;
– Programa de formação técnica;
– Programa de combate ao doping;
– Ações de mídia e publicidade;
– Plano Brasil Medalhas (BMX).

Por ASSESSORIA DE IMPRENSA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CICLISMO

TV Noispedala: Entrevista com Júnio Alves e Silvinho Amorim, os campeões das América da Brasil Ride

Dia de festa em Patos de Minas. O Noispedala, amigos e familiares foram receber os atletas da Equipe Cemil, Silvinho Amorim e Júnio Alves, que neste último sábado, 26 de agosto, conquistaram a categoria American da Brasil Ride, a maior ultra maratona da América Latina.
Muita emoção e alegria marcou a chegada dos atletas patenses.
Confira como foi essa festa.

Imagens: Renato Amaral
Reportagem: Bruno Fernandes
Edição: Renato Amaral e Bruno Fernandes

Deu Brasil na Brasil Ride 13. Equipe Cemil vence na categoria Américas e Equipe Caloi é campeã na Open

A largada dos líderes no último estágio.
A largada dos líderes no último estágio.

E o Brasil foi campeão na Ultra Maratona Brasil Ride 2013. Quem venceu na Open, categoria que agrupa os atletas de elite e amadores foi a Equipe Caloi, composta por Henrique Avancini e Sherman Trezza de Paiva. Eles completaram os 7 estágios com um tempo acumulado de 23:36:36. Em segundo lugar ficaram os espanhóis Ismael Ventura e Ramon Sagues, seguidos por Christoph Sauser e Kohei Yamamoto.
A categoria America, que agrupa as equipes compostas por dois atletas americanos foi vencida pela Equipe Cemil, formada pelos atletas de Patos de Minas, Júnio Alves e Silvinho Amorim. Eles completaram os 7 estágios com o tempo acumulado de 25:42:35.
Segundo Silvinho, que possui excelentes resultados e títulos em eventos como Copa Internacional de MTB, Campeonato Brasileiro, World Cup, Cape Epic, Piocerá, Big Biker e Iron Biker, a Brasil Ride o surpreendeu. “Prova mais dura que já corri. Isso aqui é um mestrado de mountain bike”. Eles finalizaram em oitavo lugar na categoria Open.
Bart Brentjens e Abraao Azevedo foram os campeões na Master, Rebecca Rusch e Selene Yeager venceram na Ladies. Annabella Stropparo e Piero Pellegrini venceran na Mixed, Heleno Caetano Borges e Dorivaldo Correia de Abreu na Grand Masters e ANTONIO, PAULO e ANDRE venceram na categoria Corporate.
Em breve teremos mais detalhes.

Brasil Ride: Após o sexto estágio, Equipe Caloi mantém a camisa amarela e Equipe Cemil mantém a camisa branca.

Foto: Alexandre Cappi / Brasil Ride
Foto: Alexandre Cappi / Brasil Ride

A sexta etapa da Ultra maratona Brasil Ride acontece no momento da redação desta matéria. São 143,50 km com largada em Rio de Contas e chegada em Mucugê, onde amanhã será realizado o sétimo e último estágio, com 61,8 km.
Quem venceu hoje foi a equipe Specialized Racing – songinfo, com os atletas Sauser Christoph e Kohei Yamamoto. Henrique Avancini e Sherman Paiva da Equipe Caloi foram os quarto colocados no geral e mantiveram a camisa amarela.
O dia novamente foi bom para a Equipe Cemil. Silvinho e Juninho foram os segundos colocados entre as duplas das Américas e mantiveram a camisa branca. Segundo Silvinho, foi uma etapa muito dura, com muitas subidas e ao final,  15 km de asfalto com vento contra.
Não temos mais detalhes, pois ainda não foram divulgados os resultados oficiais de hoje e de ontem.

Juninho e Silvinho terminam o quinto estágio com a camisa dos melhores da América

Os patenses na Brasil Ride
Os patenses na Brasil Ride

Hoje deu Brasil na Brasil Ride! Henrique Avancini e Sherman Paiva foram os campeões. Com isso, eles deixaram de usar a camisa de melhores da américa e vestiram a camisa de vencedores de um estágio na categoria Open.
Com isso, quem vestiu a camisa de melhores da América no dia, foram Silvinho Amorim e Júnio Alves, que chegaram em oitavo lugar no geral, com o tempo de 04:43:52.
Somando os tempos dos 5 estágios já realizados, a dupla de Patos de Minas está em oitavo lugar no geral e segundo entre as duplas compostas por atletas das Américas, totalizando 14:50:45.
Amanhã o bicho pega com mais 143,50 km, largando em Rio das Contas com destino a Mucugê.
Vamos torcer pelos brasileiros!
Silvinho Amorim e Júnio Alves
Silvinho Amorim e Júnio Alves

Juninho e Ronaldo Tora Gonçalves, o responsável pela hidratação na Brasil Ride. Mais um patense.
Juninho e Ronaldo Tora Gonçalves, o responsável pela hidratação na Brasil Ride. Mais um patense.

Brasil Ride: Juninho e Silvinho são top 10 no estágio 4. Yamamoto e Sauser venceram.

Premiação do terceiro estágio. Na foto: Nitão, Alexandre, Sherman, Henrique, Silvinho e Juninho.
Premiação do terceiro estágio. Na foto: Nitão, Alexandre, Sherman, Henrique, Silvinho e Juninho.

Dia de problemas no Brasil Ride. A Dupla que representa a CEMIL na Brasil Ride teve problemas em seus equipamentos. A bike do atleta Júnio Alves teve seu pneu dianteiro rasgado, motivo este que culminou em alguns minutos a mais no tempo e perda de algumas posições. Problemas também com a equipe STEVE que liderava a Brasil Ride até o fim do terceiro estágio. A gancheira de uma das bikes de Luis Leão Pinto e Tiago Ferreira quebrou e abandonaram a prova. Na Masters, o Portugues Vitor Gamito que liderava junto com o brasileiro Paulo Freitas quebrou o guidão e também abandonou.
Quem levou a melhor foram Yamamoto e Sauser. Hans Becking e Jiri Kovak foram os segundos colocados, seguidos por Roel Paulissem e Johann Pallhuber. Eles andaram juntos com os brasileiros que lideram dentre os americanos, Henrique Avancini e Sherman Trezza.
Mesmo com o problema em um dos pneus, a dupla de Patos de Minas foi a nona colocada no geral e a terceira dentre os brasileiros. Eles calculam que perderam cerca de 10 minutos ao colocar câmara de ar no pneu rasgado. Outra surpresa foi a quilometragem maior do que anunciada. Os participantes estavam preparados para pedalar por 87 km, e na verdade foram 105km, totalizando para os patentes, 5 horas e 12 minutos de pedal.
Amanhã tem mais!

Brasil Ride: Silvinho e Juninho continuam bem em etapa de XCO. Henrique Avancini vence.

Júnio Alves e Silvinho Amorim
Júnio Alves e Silvinho Amorim

Nesta terça feira foi disputado o terceiro estágio da Brasil Ride 2013. Um circuito de Cross country olímpico foi montado em Rio das Contas. Foram 5 voltas, totalizando 34,6 km. Para o acúmulo de tempo à classificação geral, é somado o tempo dos dois atletas, dividindo por dois esta soma. Se algum atleta da dupla toma uma volta, é acrescido uma hora ao tempo como penalização.
Quem levou a melhor neste estágio foi o brasileiro Henrique Avancini (Caloi), que recentemente venceu a temporada de 2013 da Copa Internacional de MTB.  Em segundo lugar ficou o japonês Kohei Yamamoto (Specialized Racing – songinfo) e em terceiro o belga Roel Paulissen (RH-RACINGit)
A Equipe Cemil, composta pelos patenses Silvinho Amorim e Júnio Alves teve mais um dia bom, mantendo a segunda colocação dentre as duplas da América. Juninho completou as cinco voltas com 1:44:57 e Silvinho com 1:46:00.
O quarto estágio será realizado amanhã em Rio das Contas, com largada às 08h (horário local). Serão 87,31 km com  2393 m de subidas acumuladas.
Em breve atualizaremos com mais detalhes.

Equipe Cemil é a segunda colocada dentre os brasileiros no estágio 2 do Brasil Ride

Premiação do segundo estágio da Brasil Ride
Premiação do segundo estágio da Brasil Ride

A Equipe Cemil, composta pelos ciclistas Júnio Alves e Silvinho Amorim, foi a décima colocada no geral do segundo estágio do Brasil Ride. Vale ressaltar também que eles chegaram em segundo lugar dentre os brasileiros.
Os campeões do dia foram os portugueses  Luis Leão Pinto / Tiago Ferreira, seguidos pelos espanhóis Ismael Ventura/Ramon Sagues e Hugo Prado Neto/Lukas Kaufmann os terceiros colocados.
Juninho e Silvinho percorreram os 139 km em 6 horas e 38 minutos. Henrique Avancini e Sherman Trezza de Paiva da Caloi Elite Team foram os brasileiros melhores colocados.
Segundo Silvinho Amorim, “hoje fizemos uma excelente prova aqui no Brasil Ride, etapa dura que começou em Mucugê e Terminou em Rio de Contas, o que era 139Km acabou virando 145Km. Começamos mal e terminamos bem, largamos bem atrás do pelotão e desgastamos muito até chegar no pelotão da frente.
Fomos melhorando durante a prova e graças a DEUS terminamos na 9ª colocação geral e 2° lugar dentre os brasileiros. Muito Feliz com nosso resultado e estamos dando bem como dupla, já que ja treinamos muito juntos e isso é muito importante em uma Ultramaratona de 7 dias.
Com este resultado estamos em 10° lugar na geral Open entre Brasileiros e Estrangeiros.
Agradeço a DEUS PRIMEIRAMENTE, minha Família e tbém a CEMIL (BEBA SAÚDE.BEBA CEMIL) que é nosso Patrocinador.”