Por unanimidade, Pelezinho é o novo presidente da Liga Patense de Ciclismo

Aconteceu neste dia 30 de Dezembro  a eleição da nova diretoria da Liga Patense de Ciclismo, a chapa única encabeçada por João Eustáquio Pereira o Pelezinho, foi eleita por unanimidade com 12 votos sim e nem um voto não.

Pelezinho
Pelezinho

Na oportunidade José Gonçalves que foi o ultimo presidente falou das dificuldades que teve, principalmente por falta de apoio humano durante as provas.
Pelezinho parabenizou o seu antecessor por ter mantido a Liga Patense de Ciclismo atuante e forte. Reiterou o compromisso com o ciclismo Patense e que terá como prioridade a elaboração do calendário 2011 e buscar parcerias  nos órgãos públicos e na iniciativa privada, para que possa fortalecer tanto o ciclismo de estrada quanto o mountain bike.
Nós do noispedala desejamos a nova diretoria da LPC sucesso e estaremos sempre a disposição para ajudar a promover nosso esporte.

Os 30 maiores ciclistas de todos os tempos

O espanhol Wenck criou uma lista com base em suas escolhas pessoais, dos 30 maiores ciclistas de todos os tempos. Cada um deles tem uma bela música acompanhando imagens de sua carreira.
Assista aos vídeos e diga se você concorda com a lista proposta.


#10 Roger De Vlaeminck — Quiet Riot – Cum on feel the noize
#9 Rik Van Looy — Creedence – Good Golly Miss Molly
#8 Sean Kelly — The Young Dubliners – Rocky Road to Dublin
#7 Lance Armstrong — The Doors – Queen of the highway
#6 Miguel Indurain — Pink Floyd – Comfortably Numb
#5 Gino Bartali — Paolo Conte – Bartali
#4 Jacques Anquetil — Chuck Berry – Johnny B. Goode
#3 Fausto Coppi — Mario Gualteri – Ciao Fausto
#2 Bernard Hinault — George Thorogood and the Destroyers – Bad To The Bone
#1 Eddy Merckx — The Kinks – I’m Not like everybody else

#20 Luis Ocaña — Derek and the Dominos – Layla
#19 Raymond Poulidor — Johnny Cash – Born to lose
#18 Laurent Fignon — ZZ Top – La Grange
#17 Rik Van Steenbergen — George Baker Selection – Little Green Bag
#16 Joop Zoetemelk — Motorhead – Live to win
#15 Francesco Moser — Lou Reed – Take A Walk On The Wild Side
#14 Greg LeMond — Grand Funk – We’re an american band
#13 Alfredo Binda — Benny Goodman & His Orchestra – Sing Sing Sing
#12 Louison Bobet — The Shadows – Apache
#11 Felice Gimondi — The Animals – The house of the rising sun

#21 Charly Gaul — Ray Charles – Hit the road Jack
#22 Jan Ullrich — Journey – Dont stop believing
#23 Federico Bahamontes — Big Joe Turner – Shake, Rattle and Roll
#24 Freddy Maertens —Led Zeppelin – Heartbreaker
#25 Marco Pantani — Stadio – E Mi Alzo Sui Pedali
#26 Fiorenzo Magni — Frank Sinatra – I’m Gonna Live Till I Die
#27 Lucien Van Impe — Deep Purple – Highway Star
#28 Tony Rominger — The clash – I fought the law
#29 Laurent Jalabert — Wampas – Jalabert
#30 Giuseppe Saronni — The Who – The seeker

Sinceramente, existe um motivo plausível para a raspar as penas?

Excelente artigo que aborda este tema bastante discutido entre atletas. Vale a leitura.
Por Wagner Araújo – Mundotri
Quando comecei no triathlon, há pouco mais de 3 anos, eu jamais cogitava a hipótese de raspar as pernas. Passado alguns meses e provas, me sentia um troglodita no meio das provas. Praticamente todo mundo corria com as pernas raspadas e isso parecia ser um certo código de conduta entre triatletas e ciclistas.
Confira o restante da matéria no Mundotri.

Que tamanho de pedivela devo usar?

Na minha opinião o ciclismo é um dos esportes que mais recebe influencia do equipamento. E são muitos fatores a considerar, tamanho da bicicleta, roda escolhida, pneu, calibragem do pneu, relação, peso da bike…Um equipamento que tem gerado infinitas discussões é a influência do tamanho do pedivela sobre a performance no ciclismo em todas as suas modalidades.
O que traz tanta atenção aos pedivelas talvez seja o fato de o pedivela ser o componente mecânico para transferir a força gerada pelos músculos durante a pedalada. Muitos modelos matemáticos tem sido propostos para tentar determinar o comprimento ideal de pedivela para o ciclista.

Um pedivela menor parece ser melhor para o desempenho para algumas provas de ciclismo como o contra-relógio

Um pedivela menor parece ser melhor para o desempenho para algumas provas de ciclismo como o contra-relógio

Nesse artigo pretendo expor minha opinião e reunir informações preciosas para que o ciclista possa escolher o pedivela ideal e melhorar seus resultados no contra-relógio, nas provas de criterium (antes chamadas de australianas) e nas provas de pista. Tentarei discutir as considerações do ponto de vista biomecânico sem considerar fatores como o condicionamento físico, tipo de fibra muscular altura do ciclista.
Muitos estudos tem sido feitos olhando diversos aspectos do pedivela: dados antropométricos e comprimento do pedivela, comprimento do pedivela e economia de movimento, comprimento do pedivela e produção de potência máxima, tamanho do pedivela e sua influência na bicicleta, influência do pedivela na cadência adotada.
Uma revisão publicada recentemente reuniu os artigos mais relevantes sobre o assunto e deu o seu veredito: não existe ainda uma fórmula definitiva para o cálculo do tamanho do pedivela e a escolha do tamanho do pedivela depende da modalidade escolhida (MTB, provas de pista, criterium, provas longas….). O autor do trabalho sugere que são necessários mais estudos para esclarecer o assunto.
Então estamos perdidos?
Não, não é isso. Apesar dos estudos não serem totalmente conclusivos podemos observar algumas coisas:
Tamanho do pedivela e cadência: Parece haver uma relação inversa entre o tamanho do pedivela e a cadência produzida durante a pedalada. Em outras palavras, quanto maior o tamanho do pedivela, menor a cadência gerada, ou quanto menor o pedivela maior a cadência produzida pelo ciclistas.
Tamanho do pedivela e vantagem mecânica: É muito comum relatos de mountain bikers e contra-relogistas que usam pedivelas grandes. Miguel Indurain era famoso por usar pedivelas de 180mm nos contra-relógios e etapas de montanha. E de fato um pedivela maior confere uma alavanca de força maior e como consequência uma maior produção de força se não considerarmos as alterações de posicionamento decorrentes da mudança do tamanho do braço da pedivela.
Aumentar o tamanho do pedivela em 2,5mm implica em diminuir o seu selim em 2,5mm para manter o mesmo ângulo de extensão do joelho. Mas com isso surgem algumas considerações: (1) o eixo do pedal está agora 5mm mais próximo do seu tronco (2,5mm por abaixar a altura do selim e 2,5mm pelo pedivela mais comprido no topo da pedalada) e (2) para cada incremento no tamanho do pedivela você incrementa em dobro a extensão do joelho o que fazer com que o joelho trabalhe em ângulos mais extremos podendo acarretar em uma lesão e com uma amplitude maior de movimento pode fazer com que os músculos da perna trabalhem fora da zona de comprimento ótimo de produção de força.
Nossos músculos trabalham numa relação ótima de comprimento e tensão para a produção de força. Quando estão muito alongados ou muito contraídos têm sua produção de força máxima prejudicada.  Esse mecanismo ilustra porque, por exemplo, conseguimos levantar mais carga no movimento de meio agachamento do que num agachamento completo.
No contra-relógio a aerodinâmica é muito importante para o resultado final da prova. Na busca por maximizar os ganhos aerodinâmicos muitos ciclistas adotam posições muito agressivas e com isso sacrificam sua produção de força. Ao baixar a frente da bicicleta para ficar mais aerodinâmico o ciclista pode posicionar-se de maneira a tirar os seus músculos da zona ótima de comprimento e tensão para a produção de força.
Provas de pista ou de criterium são mais parecidos com os contra-relógios do que com as provas de estrada. Segurando na parte de baixo do guidão e pedalando forte para aguentar as muitas fugas faz com que o ciclista adote uma posição similar do que no contra-relógio, só que sem o clip.
No bike fitting, um ângulo muito importante de ser determinado é o “acute hip angle” ou o ângulo formado entre sua coxa e o tronco (trocanter maior, centro do joelho e acrômio) quando o pedal encontra-se no ponto mais próximo do seu tronco. Dependendo das suas características físicas (tamanho do fêmur, tíbia e relação pernas/tronco) esse ângulo estará entre 46 e 52º. Nessas provas aumentar o pedivela pode representar uma diminuição desse ângulo e para que ele seja mantido seria necessário subir a frente da bicicleta o que traria perdas consideráveis na aerodinâmica para essas provas.
Outro ponto que vale considerar é que as cadências médias nas provas de contra-relógio, criterium e pista tem aumentado ao longo dos anos. Desde 1960, todos os recordes da hora (muito disputados no Vigorelli no pássado) foram quebrados com cadências acima de 100rpm (cadência alta).
Conversei (por email) no ano passado com Jöel Steve, técnico da equipe de ciclismo francesa Agritubel (que conseguiu manter a camisa amarela no Tour de France por duas etapas em 2009) ele afirmou que “se eu não puder testar o atleta para recomendar o pedivela ideal. Sempre irei recomendar 170 ou 172,5 ao invés de 175mm”.
Então se você achava que o pedivela de sua bicicleta de contra-relógio ou de pista seria maior do que o da sua bike de estrada, talvez esteja errado. Considere o uso de pedivelas menores que favoreceriam a manutenção de cadências mais elevadas o que parece ser fundamental para o sucesso nessas provas.
Bons treinos!
Referências:
Crank arm length for tri
Influence of crank length on cycle ergometry performanc of well-trained female cross-country mountain bike athletes
Leia mais: http://espiritooutdoor.com/?p=1251#ixzz19VJll1Tc

Conheça a bicicleta sem correntes

A empresa húngara lança a Stringbike, uma bicicleta que possui, no lugar das tradicionais correntes, uma corda e um sistema de polias em cada lado da magrela.

Conheça a bicicleta sem correntes
Conheça a bicicleta sem correntes

A rotação dos pedais força os braços existentes a balançar para frente e para trás em seu eixo. Quando faz o movimento para frente, o braço puxa o fio que está enrolado em torno de um tambor na roda traseira, forçando-a a girar.
Os braços de cada lado se movem de forma alternada.
O novo sistema tem 19 marchas que podem ser alteradas a qualquer momento. Ao girar um botão, os eixos da polia se movem para cima e para baixo ao longo de um disco que tem 19 pontos para ajuste. Regulando a altura das polias e a distância entre o centro de rotação e o eixo, as marchas podem ser mudadas mesmo se a bicicleta estiver parada.
A velocidade de troca de marcha aumenta conforme a velocidade da bike.
Outra vantagem é que a corda pode ser colocada em diferentes posições de cada lado da bicicleta, o que significa que o sistema da Stringbike permite compensar, por exemplo, se uma das pernas for mais fraca do que a outra.
Segundo os designers, o sistema é mais eficiente, seguro e permite um passeiomais confortável.

Assista aos vídeos:



A dica é do nosso parceiro Robim.
Por Paula Rothman, de INFO Online

Os prós e os contras das bicicletas aro 29

O Mountain Bike (MTB), também conhecido como BTT por nossos amigos Portugueses é a modalidade de ciclismo mais praticada no mundo e por consequência são as bicicletas mais vendidas no mundo.
As bicicletas de MTB surgiram no final da década de 1950 na Califórnia, quando um grupo de surfistas procurou atividades para os dias sem ondas. As primeiras pessoas a modificarem uma bicicleta para melhorar seu desempenho na terra foram James Finley Scott, Tom Ritchey e Gary Fisher. Este último considerado por muitos o verdadeiro inventor do MTB. Na época as MTBs nada mais eram do que bicicletas de passeio com pneus balão e guidão reto.

A Superfly é a MTB (BTT) mais leve de toda a linha Gary Fisher.
A Superfly é a MTB (BTT) mais leve de toda a linha Gary Fisher.

As MTBs evoluiram muito com o passar dos anos, hoje possuem quadros reforçados de alumínio ou fibra de carbono, pneus mais grossos com cravos que possibilitam uma melhor tração em diversos tipos de terreno; freios a disco hidráulicos, suspensão traseira e/ou dianteira, pedais de encaixe, pneus tubeless e um número muito maior de marchas.
De lá pra cá o único componente que, até recentemente, não havia sofrido nenhuma modificação foi o diâmetro das rodas que normalmente tem 26”. Na última decada começaram a surgir bicicletas que usam rodas com o diâmetro de 29”. Segundo Gary Fisher, as rodas 26” só foram adotadas no MTB por pura coincidência pois na época do surgimento das MTBs as rodas 26” eram as mais comuns no mercado.
Muito se debate a respeito dos prós e os contras desse tipo de bicicleta, mas os puristas do MTB têm que admitir as 29ers, como são chamadas essas bicicletas com rodas maiores tem se tornado cada vez mais comuns a ponto de algumas equipes de MTB adotarem exclusivamente esse tipo de bicicleta e mais as 29ers começam a ser presença cada vez mais comuns nos pódiuns das Etapas do Circuito Mundial de MTB.
Segundo Conrad Stoltz, em e-mail recente ao Espírito Outdoor, “Pretendo usar mais minha 29er nessa temporada. Sinto que em percursos tecnicamente difíceis a maior superfície de ocntato com o chão da mais tração. Com iso você não tem que brecar tanto nas curvas e consegue manter o momentum. É quase como ter uma suspensão extra e com isso você não se cansa tanto….Em qualquer situação acima de 5km/h as 29ers são mais rápidas”.

Vantagens das 29er:

  • Menor ângulo de ataque: com um diâmetro maior as rodas dissipam melhor as oscilações verticais dos buracos e obstáculos. Andar em uma aro 29 é quase ter uma suspensão extra.
  • Maior superfície de contato com o chão o que melhora a aderência nas curvas, tração nas subidas e nas frenagens. Em superfícies “soltas” (loose surface) rodas maiores são uma real vantagem.
  • Rodas maiores mantém o momentum mais fácil: Quanto maior a velocidade mais fácil fica de manter o momentum.
  • As 29er são mais confortáveis e com isso cansam menos os ciclistas.
As rodas maiores são uma real vantagem na transposição de obstáculos.
As rodas maiores são uma real vantagem na transposição de obstáculos.

Desvantagens das 29ers:

  • Rodas maiores sempre serão mais pesadas.
  • Rodar maiores demoram mais para acelerar.
  • A distância entre eixo pode ser maior numa bike 29” do que em uma bike 26” o que faz com que a bike seja um pouco mais lenta em situações extremamente travadas.
  • Ainda não existem muitas opções de suspensões e pneus para as 29ers.

Leia mais: http://espiritooutdoor.com/?p=515#ixzz19JLQpPZl

Diário do Bordo: Pedal Noturno Trilha do Aniversário do Gagame

23/12/2010 – Por Walder Martins e Bruno Fernandes
No mínimo um pedal diferente.

Felipe e Gagame. Prefiro nem comentar
Felipe e Gagame. Prefiro nem comentar

Já era 18h34 quando resolvi ligar para o nosso companheiro Bruno Fernandes, afinal a propaganda que São Pedro fazia da chuva era de desanimar qualquer um. Eu, Bruno, estava na dúvida se iria ainda. Foi quando começaram os telefonemas. Todo mundo dizendo que iria, só que atrasaria. Então ficou estabelecido que a saída seria 19h15. Chegando à Power Bike, notei a presença de um dos tiranossauros da bike patense, o Paulo Fuscão. Éramos 15 companheiros depois da chegada aos 47 do segundo tempo do Rodrigo Liderança.
Mas o pedal de hoje era especial, pois era a comemoração do aniversário de um ícone do ”Noispedala” nada mais nada menos que ele, o Inoxidável GAGAME. A proposta inicial era fazer a trilha do ribeirão Mata Burrinho, pois foi lá que nasceu esse apelido que se transformou em uma marca registrada, afinal quem é Marco Túlio? Várias alternativas foram levantadas, como mudar o “lado” da trilha, dar umas voltas pela cidade, descer o dólar e até mesmo descer o anel. O povo só queria comer pizza mesmo. Rs,
Parabéns pra você!
Parabéns pra você!

Eram 19h17 quando saímos sentido Igreja de N S. Abadia, depois Avenida. Marabá, ao chegar ao posto em frente às antenas da CTBC só servia para a galera correr da chuva. Depois de várias propostas e muitos palpites metrológicos ficou definido que repetiríamos a trilha da semana passada ”A vista mais bonita de Patos” e nosso guia seria o GAGAME. Isso mesmo, primeira vez que repetimos uma trilha em nossa história.
“É ali… ‘‘, Ou não né? Um desconto para o guia, dessa vez o mato cresceu mesmo, a galera pedalou em ritmo mais sério, uns pelo medo da chuva outros pela vontade de chegar a Star lanches, para comer aquela pizza. Nem paramos para apreciar a tal falada vista.
O Hebinho, depois de gastar boa parte de seu tempo ocioso assistindo alguns DVD’S de Stand Up Comedy Soltou boa parte do seu repertório, o cara tava impossível tava até fazendo piada de boca cheia.
O Duracell caiu nos dois lugares mais improváveis. Subida da Marabá e em frente ao Vaninho.
Nas minhas contas, queimamos 600 calorias e ingerimos 1000 calorias, visto que comemos duas fatias e não pedalamos nada praticamente. Foi muito bacana a comemoração do aniversário do Gagame. Parabéns doidão.
E antes que eu me esqueça, um feliz natal a todos. Muita força no pedal em 2011.

Confira as fotos

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Feliz Natal e um 2011 repleto de aventuras. E conte sempre com o noispedala

Salve salve você que acessa o noispedala. Agradecemos por passar esse ano junto com a nossa galera e preparem-se e neste momento de festas, desejamos a você um Feliz Natal. Muita saúde, paz e alegria. E que em 2011, possamos permanecer muito mais unidos e claro, com muitas aventuras. Podem contar conosco.
Forte abraço e boas pedaladas galera!

Feliz Natal e um 2011 repleto de aventuras
Feliz Natal e um 2011 repleto de aventuras

10 lições dos esportes de aventura

Praticar um esporte de aventura sozinho ou em equipe, encarando longas distâncias e diversos obstáculos, aumenta o condicionamento, tonifica os músculos e deixa aquela sensação gostosa de superação de limites.
Essas modalidades cheias de adrenalina, no entanto, podem acrescentar ou desenvolver outras habilidades extremamente úteis na vida de quem se propõe a enfrentá-las. Do desejo de partir para a aventura à realização dela, tudo pode trazer um ensinamento passível de ser usado em outras esferas da vida. Confira as habilidades que você pode desenvolver praticando esportes de aventura.

10 lições dos esportes de aventura
10 lições dos esportes de aventura

Ambição
“Estabeleça objetivos pessoais, sonhe alto e assuma um compromisso com seus sonhos”, diz Raphael Bonatto, empresário e ultramaratonista de Curitiba. Seu último sonho foi correr 27 maratonas, uma em cada capital brasileira, em 27 dias consecutivos. Tarefa que exigiu mais do que preparo físico. “A parte mais difícil foi montar a logística para realizar as provas”.
Mas ele chegou lá: no dia 21 de novembro, com a Maratona de Curitiba, concluída em 3h19m, Raphael realizou mais um projeto. O próximo? “Atravessar Portugal, correndo de norte a sul, em sete dias, passando por cidades importantes da época do descobrimento do Brasil”, adianta. A lição: você não precisa querer ir à Lua, mas deve ter metas que estimulem seguir sempre em frente.
Planejamento
Você tem um sonho? É bom também saber como realizá-lo. “Para participar de uma corrida de aventura é preciso se preparar pelo menos dois meses antes. É importante conciliar a vida profissional e familiar com os treinos e a organização de toda a logística”, diz Danilo Vivan, jornalista e praticante de corridas de aventura.
“Organize seu tempo de forma inteligente e valorize cada minuto do seu dia. No final você ganha foco e disciplina”, atesta Raphael Bonatto, que também ministra palestras motivacionais, usando suas experiências no esporte como base desse trabalho.
Jogo de cintura
Como em uma prova de aventura, a vida é cheia de imprevistos. Diante de uma dificuldade, é preciso manter a calma e buscar alternativas. “A gente aprende a desenvolver um plano B, C e até D”, brinca Bonatto. De uma maneira ou de outra, você acaba superando os problemas!
Espírito de equipe
Corridas de aventura podem ser feitas em equipes – e a figura do líder é importante. “Mas sozinho ele não chega a lugar algum. As tarefas devem ser divididas pelo grupo e as decisões tomadas coletivamente. Descentralizar é a grande lição”, explica o professor de educação física Leonardo Barbosa, organizador da Haka Race, prova de aventura que envolve modalidades como trekking, mountain bike, técnicas verticais, canoagem e orientação.

Aprender a trabalhar em equipe é uma habilidade desenvolvida nos esportes de aventura

Confiança (em si e nos outros)
Embora os integrantes de uma equipe tenham objetivos semelhantes (chegar, concluir bem a prova), individualmente as pessoas reagem de modos diferentes a determinadas situações. “É legal identificar quais os pontos fortes e fracos de cada um e usar isso em favor do sucesso do grupo”, diz Danilo Vivan. “Uma corrida de aventura é um excelente exercício de convivência e tolerância”, completa Leonardo. Ou seja: respeite as características das outras pessoas, confie em suas habilidades e extraia o melhor que cada uma tem a oferecer.
Entusiasmo
A alegria é contagiante e serve como combustível. “Em um esporte de aventura não é só o resultado que importa: você aprende a tirar prazer de tudo o que faz”, revela o ciclista Odir Züge Júnior, praticante de provas Audax, modalidade ciclística de longas distâncias (200, 300, 400 e até 1200 quilômetros). “Vibre com aquilo que está realizando. Transmita entusiasmo e satisfação. Isso faz você ir mais longe”, completa Raphael Bonatto.
Decisão
Muitas vezes a decisão a ser tomada não é a mais convencional. Às vezes é preciso assumir uma posição e bancar os riscos. “Era a primeira corrida do meu parceiro. Estávamos pedalando e faltavam dois quilômetros para a chegada. De repente, um animal cruzou nossa frente, meu amigo capotou e até se machucou um pouco. Fora que a bike entortou. Pensei: ‘acabou’. Mas ele levantou, deu um jeito na bicicleta e disse que iríamos terminar de qualquer jeito. Felizmente, tudo acabou bem”, conta Danilo Vivan.
No caso do ciclista Odir Züge, a história teve outro desfecho. Ele participava do Audax 600 (600 quilômetros pedalando) e havia se preparado muito para a prova. Devido a um problema mecânico da bicicleta, ele rodou 70 quilômetros trepidando – o que causou fortes dores nos punhos e nas mãos. “Tive de abandonar. A gente aprende a respeitar os limites do corpo e, se for preciso, parar. O fracasso momentâneo faz parte do sucesso futuro”, diz.
Humildade
Procure tirar lições dos erros e dos acertos. “Esteja aberto ao aprendizado, busque sempre mais, atualize seus conhecimentos”, sugere o ultramaratonista Raphael Bonatto. Do planejamento à realização, há inúmeras formas de ampliar os horizontes. “Nas provas de longas distâncias de bicicleta, por exemplo, a gente carrega tudo o que vai precisar – até o número de remendos de pneu você tem que calcular. E nada como a experiência e a troca de informações para ensinar”, diz o ciclista Odir Züge.
Positividade
Seja positivo e acredite em seu potencial. Dificuldades e frustrações acontecem na vida, claro. O importante é não se deixar abater. “De manhã, levante-se para superar obstáculos e vencer. Na vida ou no esporte, elimine o ‘se…’ do seu vocabulário. Tem gente que vive dizendo ‘se eu tivesse mais dinheiro, realizaria tal coisa’, ‘se não tivesse tanto calor teria corrido melhor…’ Acredite em você, faça o seu melhor e pare de lamentar. Persista, não existe vitória sem barreiras”, afirma Raphael Bonatto. “A linha de chegada está ali e você pode atingi-la”, reforça Leonardo Barbosa.
Entusiasmo
Na hora da dificuldade, é normal achar que o sofrimento nunca vai ter fim. Mas tudo na vida passa. É legal competir, brigar por boas colocações, buscar a superação, mas é fundamental também se divertir durante o percurso. “Com o esporte de aventura você sente prazer não só com o resultado, mas principalmente com o caminho até chegar lá”, diz Odir Züge. “A gente incorpora uma visão mais positiva da vida e tem a percepção de que é capaz de superar os desafios da vida, sejam eles quais forem”, finaliza Danilo Vivan.
Por Yara Achôa, iG São Paulo

TV Noispedala: Cobertura Pedal Solidário de Natal 2010

Salve salve você que acessa o Noispedala. Este último domingo foi muito especial para todos nós. Passamos três horas juntos e com imagens de Renato Amaral e com edição do Magela, tudo isso foi resumido em 10 minutos emocionantes.
Não deixe de conferir e emocionar-se com essa cobertura mais que especial.