Diário de Bordo: Cenourinha, Arraial dos Afonsos e Sertãozinho

Ainda bem que estávamos próximos ao cemitério
Ainda bem que estávamos próximos ao cemitério

Fala galera do Noispedala. Com o Magela viajando e o Bruno tendo que ausentar no meio da trilha, sobrou pra mim o Diário de Bordo. Aqui é o Euler, o caixeiro viajante, vamos lá então.
Combinamos as 07h00min no Posto Caiçaras para a partida. Atrasamos um pouco porque o Marquinho ligou falando que ia atrasar e o Kuririn Furão Voador não apareceu, mais não foi tanto assim. Às 07h20min arrancamos para mais uma trilha. Contamos a turma eram 11 animados bikers.
Subimos a Marabá, descemos entre a Coopatos e a Agroceres sentido cenourinha. Subimos tranqüilo sentido Posto Cometa. No terceiro mata-burro o comentário era um só, como o Joel Junior (irmão do Luis farol de carreta) conseguiu pular o tal mata-burro mesmo sendo rôia como ele é? Chegamos ao Posto alguns completaram as garrafinhas de água e fomos sentido Arraial dos Afonsos.
Viramos na primeira entrada ao lado da Valoriza. Tudo tranqüilo até chegarmos ao beco antes do cemitério do Arraial dos Afonsos, quando o Luis (farol de  carreta) viu uma rampinha de nada e inventou de pular (tirando onda). Ele levou um capote feio e acabou machucando, quebrou os óculos, capacete e rasgou o manguito e a luva, fora as escoriações para todo lado. Descemos até o Arraial dos Afonsos onde  o  Luis reclamou de dores e mais uma vez foi rebocado pela sua esposa (já ta virando rotina).
Decidimos separar a turma perdemos dois companheiros o Luis e o  Bruno (ELITE) que ficou na companhia do acidentado. Seguimos em frente demos uma volta boa de estradão. O Marquinho era só reclamação (cadê as trilhas?) passamos na fazenda do Sr Lúcio, lembramos do suco de manga da outra trilha que foi com o Magela. Passamos outra vez pelo Arraial agora sentido Sertãozinho. O Fabiano Spaço só falava que queria chupar manga. Conseguimos achar um pé de manga, acho que ele chupou mais de 10 mangas (forte o rapaz).
A atração do pé de manga foi nosso amigo Marco Túlio (Gagame) que sem mais nem menos soltou umas das tradicionais frases “GUIDADO! GA VAI O PAU. GAI DE BAIXO” e o pior, ele não conseguiu pegar nenhuma manga. Mas como ele não estava sozinho, chupou umazinha. Tadinho, com ajuda de um companheiro.
Pegamos umas trilhas legais, aí veio o Marquinho reclamar que estava empurrando a bike (mais gosta de reclamar). Chegamos ao Sertãozinho quando o pneu do Felipe furou. Trocamos a câmara e seguimos chegando ao morro da secretária. O Gagame soltou mais uma. Chegou pra mim e disse: “escreve que estou andando na frente só para os meus amigos verem que estou arrebentando no pedal”. Já estava chegando ao fim da trilha não poderia fazer o que ele pediu era injusto com os outros, afinal o Gagame só andou em último. Passamos no Posto Cometa para a tradicional coquinha e chegamos ao final de mais uma trilha.
Chegando em casa liguei para o Luis para saber notícias, graças a Deus foi só um susto, foi ao hospital tirou radiografia do braço e não deu nada.
Valeu galera e até a próxima trilha.
Clique aqui e veja as fotos desta aventura. Não são muitas fotos, pois o nosso fotógrafo acidentado teve que nos abandonar no meio da trilha.

Você é um ciclista se…

ciclista-louco-imagem-engracada1. Sua namorada(o) fala: ” Se você comprar outra bicicleta eu vou te deixar.” e você pensa: “Eu acho que vou sentir saudades dela!”
2. Você tem mais garrafinhas de água do que copos na sua casa.
3. Você tem mais bermudas e camisas para pedalar do que roupas para trabalhar.
4. O melhor par de sapatos que você tem… tem taquinhos nas solas.
5. Você está andando na rua e faz sinal que vai virar à esquerda.
6. Você vai a loja próxima a sua casa de bike.
7. Quando alguém fala de distância, você pensa imediatamente quanto tempo levaria para pedalar a mesma.
8. Você aponta e mostra os buracos no asfalto, mas você está dirigindo seu carro sozinho (a).
9. Enquanto dirige seu carro, você grita para os passageiros “carro atrás!”, quando um carro se aproxima.
10. Sua bike custa mais do que seu carro.
11. Você cumpre uma kilometragem maior na sua bike do que no seu carro.
12. Sua mão tem um bronzeado estranho, que coincidentemente, parece com o formato das suas luvas para pedalar.
13. Noticiário de tempo pode ser dividido em duas categorias: bom dia para pedalar e dia ruim para pedalar.
14. Você descobre que vai ser pai e a primeira coisa que você pensa é como irá programar seus treinos para evitar o divórcio e continuar sendo pai.
15. Você gasta duas vezes mais comprando roupas para pedalar do que com roupas para trabalhar.
16. Você apresenta sintomas de abstinências se ficar fora da bike por mais de um dia.
17. Você fala com sua namorada (o) com a cara mais séria que está muito quente para cortar a grama e sai para pedalar por horas.
18. Você sonha em ganhar na loteria e a primeira coisa que pensa são quantas e quais bicicletas irá comprar.
19. Você fica mal humorado (a) dentro de carros em dias quentes. Você fica mal humorado (a) dentro de carros em dias frios, chuvosos, com névoa.
20. Ah… inventa uma… era só para fechar a listagem com um número redondo. 😀
Extraído do Trilhas e Aventuras.

Diário de bordo: Pedal noturno Cenourinha e Dólar

Bom dia, boa tarde e boa noite a todos os visitantes. Aqui quem vos fala é Bruno Fernandes, responsável mais uma vez pelo Diário de Bordo, pois o irresponsável que havia assumido o compromisso de redigir essa semana faltou.

Recorde quebrado. 35 bikers no pedal noturno.
Recorde quebrado. 35 bikers no pedal noturno.

Comecemos pelos telefonemas e telegramas recebidos justificando ausências. O Magela telefonou dizendo que por motivo de viagem não poderia participar, e desejou a todos uma ótima trilha. Por telegrama moderno (MSN) o Hebinho informou que não poderia ser o redator do diário de bordo devido a afazeres profissionais e políticos. O Gleidsson que seria um dos guias também por motivo de viagem, justificou a ausência e informou que semana que vem está firme. O Lelé por motivos educacionais, morais e cívicos não pôde matar aula de novo. E finalmente o Franguinho que justificou sua ausência com base nas quedas consecutivas que ocasionou um leve amassado em seu rabo.
Então damos início efeito ao diário de bordo que infelizmente não será tão bacana como a pedalada noturna, pois ninguém caiu, ninguém errou caminho e não aconteceu nenhum fato extraordinário.
Quando cheguei à Power Bike, já percebi que o recorde de bikers seria quebrado. Fiquei muito satisfeito em ver que havia muitos companheiros novos. As calçadas estavam tomadas de bicicletas e ainda havia gente para chegar.
Eram 19h03min quando saímos pela Rua Major Jerônimo, sentido balão da Wolks guiados pelo Euler Caixeiro Viajante e pelo Herlley da Power Bike. A quantidade de bikes em fila indiana me surpreendeu. Subimos a Major Gote, pegamos a Marabá e logo no posto do primeiro balão, onde paramos e contamos a galera. 35 bikers. Com o recorde quebrado, descemos pelas ruas do Enduro do Milho 2009, chegando até o local onde estava o último PC do mesmo enduro. Foi quando demos o início da subida do Cenourinha, onde fomos ver quem pedala de verdade. Muita gente não agüentou e acabou empurrando um pouco. Mas afinal tinha gente que tava fazendo a primeira trilha. Força galera! Não desanima não.
No mesmo momento que o Kuririn tava no final do morro, ele descia e subia novamente, registrando a galera. Cada pedalada era um flash. Mais uma vez houve a tradicional disputa de quem tem a lanterna mais forte. Houve algumas discordâncias, mas quem  ganhou foi o Luis do São Lucas, vencendo na final o Coelho 38 Bala. Quando chegamos ao Posto Cometa, paramos para algumas pessoas abasteceram suas garrafinhas e fizemos a foto oficial. Neste momento sete bikers, voltaram acusando que tinham compromisso. Tudo bem, a gente perdoa.
Minutos depois saímos em direção ao estradão e a galera aproveitou a ausência do Cacique Magela e entrou na contramão na rodovia, evitando fazer o trevo. Certeza que terá advertência. Seguimos pelo estradão, todo mundo unido e o papo rolava forte. Viramos sentido Dólar e na descida, a bicicleta do Bocão da Lana Mayrink parecia um touro. Gineteava para todos os lados e o Bocão ficava firme em cima da bike. Por incrível que pareça ninguém caiu na descida do dólar.
Não vou falar do Marquinho da funerária, pois o cara deve ta cansado dessas brincadeiras. Mas fica o registro desse novo companheiro. Chegamos à BR e advinha quem tava lá novamente? A Gata Seca. Veja ela nas fotos quem ta com vontade de conhecê-la.
Entramos pela pista da estrada agrícola sonhando com uma pizza. Chegamos à Star Lanches do nosso amigo Vaninho e tomamos conta de sua garagem com bikes. Impressionante a quantidade. Ficou bonito. Vejam só:
Tá parecendo o depósito de bikes furtadas
Tá parecendo o depósito de bikes furtadas

Estavam lá nos esperando à família do Luis do São Lucas e o Hebinho, que ficou lá reclamando por não ter conseguido participar do pedal.
E quando estávamos saboreando a deliciosa pizza do Vaninho, eis que a chuva muito pedida por todos nós, dá a graça de irmos molhando até chegarmos em casa ensopados.
Gostaria muito de citar o nome de todo mundo que pedalou hoje e contribuiu para a quebra do recorde, mas é impossível. Então você que pedalou e leu até aqui, deixe seu comentário sobre o que achou do pedal. Você que não pedalou, deixe seu comentário também e venha pedalar com a galera do noispedala.
Clique aqui e veja as fotos do pedal noturno da subida do Cenourinha e descia do Dólar.

Roteiros Planilhados da Estrada Real são lançados

Estrada Real
Estrada Real

O Programa Roteiros Planilhados da Estrada Real (ER) oferece ao turista a possibilidade de percorrer a rota turística da ER de acordo com sua vontade e disponibilidade. Os mais de 1,6 mil quilômetros do roteiro podem ser conhecidos de bicicleta, a pé, a cavalo ou de carro. O desejo do viajante dá o tom do passeio.
As planilhas de navegação foram construídas com metodologia própria, desenvolvida pelo Instituto Estrada Real (IER), tendo como base padrões internacionais de cicloturismo. A inovação está em não restringir o passeio às bicicletas.
Exatamente pela liberdade que oferece ao turista, a planilha fornece subsídios para que o turista investigue e pesquise as informações necessárias para planejar sua própria viagem. As hospedagens, os meios de alimentação, os atrativos e produtos turísticos a serem visitados e consumidos podem ser procurados e agendados pelo próprio viajante, de acordo com sua necessidade.
Algúem além de mim tem vontade de fazer uma cicloviagem pela Estrada Real? 26 ciclistas do Mountainbike BH fizeram essa viagem. Veja o blog deles clicando aqui.
Clique aqui para acessar os roteiros planilhados da Estrada Real.
Mapa Estrada Real - Caminho dos Diamantes
Mapa Estrada Real

Diário de Bordo: Trilha Alagoas voltando pela Ponte Bigode

Gata seca durante sua apresentação em cima da mesa
Gata seca durante sua apresentação em cima da mesa

Por Bruno Fernandes
Quando cheguei na praça, logo após trocar uma câmara de ar, o Marquinho chega empurrando a bike com o pneu da frente para cima, reclamando de seu notubes. Enchemos o pneu dele e tivemos que esperar o Fabiano Spaço e o Geovane Êta chegarem.
Já eram 7h20min quando saímos em direção a Alagoas, guiados pelo Euler Caixeiro Viajante, com 12 companheiros. Bruno, Luís, Robinho, Fabiano Spaço, Vaninho Star, Lazim, Euler Caixeiro Viajante, Kuririn, Geovane Êta, Marquinho, Grandão e a Gata Seca.
Descendo a Avenida Brasil, o Kuririn, o Fabiano Spaço e o Grandão resolvem encher o pneu no Posto Shell e o Grandão já fica por lá, pois teve problemas na sua raiação.
Pegamos o estradão, entramos em uma trilha, logo depois na mata. Na mata que estava bem bacana de passar. Os marimbondos não perdoaram o Fabianho Spaço. O Geovane Êta nos brindou com uma bela queda.
Logo após sairmos da mata, ao passar o primeiro mata-burro, fizemos nossa boa ação do dia. Uma caminhoneta carregada havia caído no mata-burro, e a galera do noispedala se prontificou a empurrar.
Seguimos até chegar ao corregozinho antes de Alagoas onde ouve uma competição de quem passasse montado, pena que não houve vencedor. E a cada mata-burro era um show do Lazim, que não descia em nenhum. O cara tem que dar aula disso pra galera do NPD.
Chegamos a Alagoas, onde já tinha nego reclamando que estava cansado. Tomamos umas coquinhas, batemos um papo esperto com a Gata Seca que subiu na mesa e tudo mais e enchemos as garrafinhas e saímos para completar a missão.
Se a trilha que a galera que fez com o Magela são para poucos, essa foi para raros. Pedalamos 10km a mais de subidas, passando inclusive pelo morro do Cruzeiro.
Quando chegamos à estrada do aterro sanitário, ninguém da galera quis voltar e fomos sentido à olaria da trilha do boi. Nesse momento, ao chegar à ponte do bigode, o Luís que já havia sentido cãibras, não suportou. Ligou para sua esposa que teve que vir rebocá-lo.
O restante da galera não afinou. Subimos os morros que faltavam e chegamos ao Bar do Roberto lá no Alvorada onde fomos tomar umas coquinhas e umas águas com gás e limão. Foi quando o Kuririn, que sofreu muito na trilha, mas completou bravamente, pois já havia um tempo que não pedalava, sentou sozinho em uma mesa, tipicamente escolhendo outra turma e deu aquela cochilada. Se não acordássemos o cara, ele estaria lá dormindo até agora.
Em uma das diversas conversas agradáveis, tivemos uma supresa que em 2010 deveremos ter um enduro dos moldes dos antigos. Aqueles que a galera da antiga orgulha em dizer que ficavam o dia quase todo pedalando 45 Km. Vamos aguardar.
É isso aí galera! Quinta à noite, noispedala novamente. Poste nos comentários quem mais caiu, que não estou lembrando.
Confira as fotos da Trilha das Alagoas voltando pela ponte do bigode.

Diário de Bordo: Noispedala a noite na Trilha do Boi

Já que o Diário de Bordo é redigido em primeira pessoa, sempre no principio, haverá o nome de quem está escrevendo. O de hoje está sendo redigido por mim, Bruno Fernandes.

Quem cai no noispedala 3 vezes escolhe a música. Então Franguinho, qual música você escolhe?
Quem cai no noispedala 3 vezes escolhe a música. Então Franguinho, qual música você escolhe?

Às 18h56min, quando cheguei ao ponto de encontro do noispedala a noite desta semana. A Star Bike. O Zé Gonçalves estava socorrendo alguns bikers ainda, inclusive o Durex que queria ir com a camisa daquele time que era atrás da Padaria Elis Marina, que recuso a dizer o nome aqui. Coloquei minha bike para dentro somente para encher o pneu e o Gleidsson já veio bravo pensando que eu iria atrasar todo mundo. Calma meu treinador.
Já eram 19h08min quando já estávamos cansados de esperar a Gata Seca que nos deu o bolo mais uma vez. Então saímos em direção ao bairro Alvorada. O Sol nos trazia uma falsa impressão que eram 4 da tarde pelo menos.  Subimos a Ataualpa Maciel, até que alguns companheiros foram encher os pneus no posto e quase se perderam.
No momento de entrarmos na terra, encontramos com mais quatro companheiros, inclusive o Lelé com sua meia rosa, fechando assim a turma. Eram 25 bikers animados para fazermos a Trilha do Boi. Tudo muito bom até chegarmos à Olaria, que foi quando os principais fatos começaram a acontecer. No início do tradicional morrinho da Olaria, o Flavim 5 segundos após falar que quem colocasse o pé no chão pagaria uma coquinha, meteu o pezão no chão e não pagou nada. O Cristiano da Padaria, marinheiro de primeira viagem perdeu o equilíbrio da bike ao passar em um buraco e foi aquele tombo. E o Franguinho (guarde bem esse apelido, você vai ouvir falar nele mais umas vezes), 5 metros antes de terminar a subida, caiu tão bonito que ficou lá deitado no chão.
Para manter a tradição, logo após a subida da olaria, o Hebinho foi desviar de um poço d’água, escorregou e caiu dentro do poço. Firma o pelo parceiro. Depois disso, o show do Franguinho continuou. Ele se distraiu com um sapo e não conseguiu evitar mais um tombo. Menos de 1 km depois, o Juninho, o popular baruiada veio gritando daquele jeito, o Franguinho assustou e caiu novamente.
E o , só andando na manha, enquanto isso, o Gleidsson parecia uma máquina multifuncional. Servia de guia, voltava pra ver se tava tudo ok com a galera, corria na frente e tirava fotos, ia ao final da galera e mais fotos. Enquanto isso, o Zé da Star bike só na maciota.
Antes de chegarmos nos 30 paus, o Breno, outro marinheiro de primeira viagem sofre com cãibras e o Juninho Baruiada vai fazer sua atividade extra de guincho. Rebocou-o em dois morros. Mas não afina não Breno. Vai treinando que semana que vem tem mais.
Eu fico muito satisfeito quando companheiros me confidenciam que custam a esperar chegar à quinta para pedalarmos a noite e também quando os que estão viajando como o Luís e o Magela ficam com inveja da galera que foi.
É isso aí companheiros! Semana que vem noispedala a noite de novo. Vamos passar lá na Star Lanches. Sugiro que leve 7 reais parar lancharmos lá no nosso amigo Vaninho Star.
Não deixe de comentar galera. Principalmente se eu me esqueci de narrar algum fato aqui no Diário de Bordo.
Clique aqui e confira as fotos do noispedala a noite do dia 19/11/2009 na Trilha do Boi.

Subida? Como se preparar para subir morros sem sofrer

Chegue ao topo sem sofrer
Chegue ao topo sem sofrer

Você pode nunca subir como um profissional, mas com uma certa técnica você pode se superar. Todos nós sabemos como ciclismo pode ser exigente, especialmente quando se trata de corrida. Não só com a variedade de estratégias empregadas pelos adversários, mas também temos muitos fatores ambientais com impacto sobre nossa capacidade de executar. Entre o último é a inclinação do terreno.
Desempenho em colinas é um fator primordial no sucesso em uma prova de ciclismo. Se você não for disputar uma prova no Uruguai onde tudo é plano ou passear em um parque urbano, sempre terá um morro pela frente para transpor. Este é o ponto fraco de qualquer novato, em particular a sua capacidade de subir bem e recuperar o fôlego de forma eficaz. Considerando isso, fugir de morrinhos sempre não irá lhe ajudar em nada a melhorar a seus mecanismos fisiológicos. O melhor é colocar uns como alvo e avançar sobre eles para melhorar.
Como funciona e o que fazer para subir morros sem sofrer
Para começar, você precisa identificar os tipos de morros você enfrentar regularmente durante seus passeios e, se for o caso, ao longo das provas que você deseja entrar. Há os que exigem apenas um curto tiro para fazer você emergir no pico. Estes dependem de energia não-oxidativa (anaeróbica) e a recrutam para o serviço fibras musculares tipo IIA e IIX. Forças podem ser produzidas rapidamente criando uma grande potência e velocidade, mas com a acumulação de metabólicos, que afeta o desempenho muscular, a fadiga da as caras e a velocidade cai rapidamente. Como alternativa, existem os menos íngreme, mas mais longos de subir que resultam em uma resposta ligeiramente diferente. Com um esforço de intensidade menor do que o de subir um pico, inicialmente haverá uma maior demanda do sistema energético oxidativo (aeróbico). Com as fibras musculares sendo recrutadas de uma forma hierárquica (tipo I> tipo AI> tipo IIX), a carência de oxigênio irá aumentar à medida que continua a subir, com uma acumulação de metabólicos mais gradual. Na maior parte dos casos, provavelmente você vai encontrar dois tipos de subidas e precisa ter a força para um esforço súbito, bem como a resistência para a subida prolongada. Seja o Rei das subidas: Por isso, é importante identificar as deficiências específicas antes de colocar morros no seu treino. Obviamente evitando morros você não ira melhorar a sua capacidade de escalar os mesmos. Onde: Dentro do seu passeio ou treino você precisa encontrar uma rota circular que incorpore uma boa seleção de morros intercalados com seções planas para a recuperação. Escolha um circuito distante da sua casa, a fim de que a viagem antes de começar funcione como um aquecimento.
O treino
Uma vez lá, de uma volta no circuito para avaliar tanto a inclinação quanto o comprimento das colinas. Essa avaliação lhe dirá o tipo de esforço e a seleção de marchas que precisa. Perceba que tipo de esforço você esta fazendo e que marcha consegue sustentar na subida. Tendo verificado o curso, começar a trabalhar em torno de seu caminho. Logo antes de cada subida, coloque a marcha anotada, ganhe um pouco de velocidade e ataque o morro. Force o máximo que puder, tente chegar ao topo, só mude de marcha se realmente precisar. Use a seção plana para recuperar antes do próximo esforço. Se o próximo morro é do tipo longo calvário, mantenha-se sentado, escolha uma marcha e de tente manter um conjunto andando até o topo. [b]O que NÃO fazer[/b] Não contraia o seu tronco ou ombros, mas sim tente manter suas mãos relaxadas e mantenha uma boa postura sobre a bike. Isso irá permitir que, em primeiro lugar, os pulmões e diafragma fiquem mais abertos auxiliando a ventilação, e, por outro, irá reduzir a tensão muscular que, de outra forma, aumenta a necessidade de oxigênio e calorias despendidas.
O quanto treinar
Certifique-se de ter ampla recuperação entre morros. Dependendo do tamanho do circuito tente de fazer o máximo que puder em 45 minutos. Marque quanto tempo leva para fazer cada subida, mesmo que mentalmente, depois de algumas vezes fazendo o circuito, verá que voce estar bem mais rápido para matar aquela subidinha que te matava. Seja o Rei da subida: Lembre-se de usar a volta para casa para desacelerar o corpo. Por último, não pegue pesado demais. É importante dar dois dias de folga ou dias de pedais tranqüilos entre treinos duros de sobe morro. Ao prestar atenção ao seu corpo você será capaz de identificar sua recuperação – se a sua freqüência cardíaca não subir facilmente, ou você se sentir, sobretudo cansado, tire um ou dois dias de folga. Não force nada enquanto você não se sentir bem para treinos fortes. Respeite seus limites.
Extraído do excelente site Onde pedalar.

Qual o maior impacto ambiental gerado no biking?

Leve seu lixo
Leve seu lixo

O biking é realizado, na maioria das vezes em trilhas e estradas preexistentes. As bikes não emitem poluentes pela queima de combustível e, ainda,  a poluição sonora das bikes é nula. Então, qual seria a “mancha” a um esporte considerado limpo do ponto de vista ambiental? O lixo nas trilhas é mancha que o esporte pode deixar para trás. Não se trata de uma situação habitual, mas existem diversos bikers que sujam os locais por onde passam.
O Lixo em trilhas é mais comum em competições do que durante passeios, mas o impacto durante passeios é maior. Como pude presenciar durante a cobertura da Final da Copa Cemil de Enduro Mountain bike 2009, após a prova existe a preocupação por parte dos organizadores em recolher  as marcações e o que seja possível para deixar as trilhas limpas. Durante os passeios isso não é possível, ao menos que alguém se habilite a vir em seguida recolhendo o rastro dos sujões. Você se habilita? Isso não é necessário.
Me lembro que ainda na pré-escola (faz tanto tempo que até o nome já mudou, agora se chama introdutório) a professora já dizia, e em casa era o que eu escutava: lixo é no lixo. Não tem nenhum próximo? Guarde com você até poder depositar no local correto.
Em enduros de regularidade, alguns competidores se desfazem da planilha atirando-a no meio do caminho. Apesar do papel ser biodegradável, a tinta não é. Os que têm esse hábito sujam a trilha e, durante alguns meses, quem fizer a mesma trilha deixará de apreciar a natureza para notar aquele papel no chão. Em razão disso, em algumas provas pelo Brasil a organização está tendo que  exigir que todos entreguem suas planilhas no final da provas e os atletas que são vistos jogando lixo durante o percurso são penalizados com perda de pontos.  Isso também não é necessário.
É necessário que todos se conscientizem e, ao invés de sujar, retribuam à natureza todo o prazer de uma bela trilha. De alguma forma, faça sua parte, faça a diferença. Ou simplesmente, não faça sujeira.
Tempo (aproximado) de decomposição de materiais
A tabela de tempo de decomposição de materiais fará você pensar na sua responsabilidade individual com relação ao lixo. O tempo de decomposição pode variar de acordo com as condições do solo ou ambiente em que os materiais foram descartados:
Tempo de Decomposição dos Materiais
Fonte: www.ambientebrasil.com.br – adaptado

Material

Tempo de degradação

Embalagens de gel (longa vida) Até 100 anos
Embalagens de Isotônico (Plástico) Até 450 anos
Chicletes 5 anos
Nylon 30 anos
Embalagens PET Mais de 100 anos
Pneus e câmaras de ar Indeterminado
Sacos e sacolas plásticas Mais de 100 anos
Isopor Tempo indeterminado
Papel e Papelão Cerca de 6 meses
Vidros Indeterminado
Aço Mais de 100 anos
Alumínio 200 a 500 anos

Por Renato Amaral
Biólogo – CRBio 44323/04-D

Diário de bordo: Trilha Caminho de Santiago de Minas

Seria mera coincidência?
Seria mera coincidência?

Domingo as 07h45min, quando fui pegar minha bike deparei com o pneu furado, com isso cheguei atrasado ao ponto de encontro (cervejaria contorno), as 08h10min, lá estavam o Luizinho (Super Mário Bros), Euler e o Djanilton (viajante da crossinha) e ainda tivemos que esperar o Thiago Bicalho (BS confecções), que chegou por volta das 08h30min.
Subimos a Av. Marabá ouvindo o Djanilton falar que estávamos muito devagar (na NTV ele parecia mais humilde), passamos o trevo do Cometa entramos à esquerda e logo começamos a decida, o nosso amigo Djanilton quase caiu escorregando no cascalho.
Tomamos água no corregozinho do bambuzal, tiramos fotos no cemitério e chegamos ao Arraial dos Afonsos. Tomamos cokinha no boteco e seguimos em direção a Santiago. Nosso amigo Djanilton começou a empurrar a bike nas subidas e ficar para trás (voltou a ficar humilde). Optamos por não irmos até Santiago, pois o sol tava bravo e o Márcio Araújo (Djanilton), estava sentindo as subidas com sua crossinha sem marchas.
Na volta passamos pela chácara do Seu Lúcio (Lumi Gás) e fomos premiados com um suco de manga geladíssimo e ali ficamos por uns 30 minutos ouvindo o Djanilton contar suas histórias e o moleque ainda ganhou do Lucas (bocão) uma camiseta com os dizeres da bandeira de Minas Gerais.
Fim do descanso. Saímos sentido Patos e o nosso super herói Mário Bros como é de costume sumiu na frente. As 12h10min chegamos ao trevo do Cometa onde nos dividimos e eu levei o cadáver do Djanilton para casa do meu amigo Lucas (Tele.com) onde ele se ressuscitou comendo churrasco.
Quinta-feira noispedala de novo às 18h50min.
Clique Aqui e confira as fotos da trilha Caminho das Alagoas
Por Magela

Diário de Bordo: Trilha da Lagoa Formosa pelo Aragão

Vítimas dos mata-burros
Vítimas dos mata-burros

Quando cheguei à Praça Bandeirantes, o ponto de encontro da trilha de hoje já eram 07h26min. O assunto era só um: O Garoto que está cruzando o Brasil em uma bicicleta crossinha. Aquele da matéria anterior, que saiu de Natal no Rio Grande do Norte e pretende (e vai chegar) a Porto Alegre no Rio Grande do Sul. O Luís (da lanterna-farol de carro) estava com seu filho de moto e também estava à procura do moleque.
Ah, cadê o Kuririn Voador que seria o guia da trilha? Pelo visto a asa dele continua quebrada. Mesmo sem saber muito bem o caminho, mantivemos o destino.
Depois de esperar o Doutor e a Doutora por uns 15 minutos além da tolerância, saímos à caça do Djanailton, que por nossa surpresa, assim que chegamos ao estacionamento da rodoviária, lá estava ele, montado em sua crossinha, com uma mochila (sua casa móvel) de 10 kg nas costas.
Ficamos parados por uns 15 minutos conversando com ele, ouvindo algumas de suas histórias, tiramos algumas fotos e passamos a bola para o Luís e seu filho, que o levou até a Power Bike, onde deram um trato na magrela dele, além de ganhar dois pneus novos.
Já eram mais de 8 da manhã quando seguimos o trecho, entramos na tradicional Molas Americanas. Contamos a turma, eram 13 bikers.  Descemos atrás do Motel Veraneio, descemos o morro e a primeira surpresa; a ponte estava coberta de barro. Tivemos que passar no cantinho, segurando as bikes.
Seguimos pedalando e, sempre que havia alguma dúvida, tinha alguém para ajudar. Até que o mata-burro fez a sua primeira vítima: o Fabiano (spaço), que está virando um dos personagens principais do NPD. Na dúvida de pular ou não o mata-burro, percebe que sua suspensão estava travada e desiste. Ao desistir, ele trombou feio na porteira, batendo a cabeça. Graças ao capacete, nada aconteceu. Apenas ficou abalado, pois ele não esticou em nenhum momento, preferindo ficar batendo um bom papo com o pessoal mais devagar.
Passamos por duas serras com paisagens bem bonitas, estradões, estradinhas e umas trilhinhas bacanas, até avistarmos Lagoa Formosa. Quando avistamos, havia apenas mais um morro excelente para descer, onde o Gleidson bateu o recorde de velocidade da turma hoje. 65 Km/h.
Chegamos à Lagoa Formosa pela Avenida do Laticínios Formosa, onde o Vaninho foi a uma borracharia trocar a câmara de ar, conseguindo arrebentar três câmaras de ar. Fomos até um barzinho em frente ao Banco do Brasil, tomamos uma coquinha gelada. Já eram 11h da manhã. Depois demos uma volta na lagoa e chegamos ao posto da entrada onde enchemos as garrafinhas.
Guiados pelo Grandão, encontramos um “atalho” e saímos da cidade. Neste momento cinco bikers resolveram esticar e os demais oito continuaram pedalando na manha. Até que em um morro bravo, a galera se dividiu. Flávio do Galo, Fabiano (spaço) e o Grandão erraram o caminho e foram salvos pelo caminhão de leite que passou e avisou que estavam errados.
Neste momento o mata-burro faz sua segunda vítima. O Valner (Doutor) ao passar empurrando, se desequilibra e sua bike cai entre os ferros. A sorte dele foi que conseguiu apoiar na cerca. Mesmo assim, sua roda parecia o S do Senna. O multifuncional Gleidson tinha uma chave de raios e depois de ajustes e pancadas, a roda do Doutor deu condições para que terminássemos a trilha.
Depois dos ocorridos, terminamos tranquilamente o passeio. Já eram 14h quando chegamos a Patos de Minas.
É isso aí galera, tentei chegar próximo à qualidade de narrativa do nosso Cacique Magela. E amanhã noispedala de novo!
Clique aqui e veja as fotos da Trilha da Lagoa Formosa passando pelo Aragão
Por Bruno Fernandes