Diários de bordo

Diário de bordo: Pedal noturno Trilha do boi 18/02/10

Quem escreveu o diário de bordo foi o Djanilton, o cicloturista que está fixando moradia em Patos de Minas. Vale a pena conferir o relato dele. Infelizmente não temos fotos deste pedal noturno.
Hoje é dia de mais um pedal noturno com a galera do Noispedala.
A noite vem chegando e é hora da galera se reunir para mais um pedal. O tempo tá super nublado com chuva constante e o pedal pelo visto será cancelado.
Eu me mantenho otimista e alguns teimam em dizer que não iremos a lugar nenhum.
Por volta das 18h25 e ainda não tinha nenhum ciclista no ponto de encontro, apenas eu e a ADK. -”Será que sou o único que acredita que a chuva vai parar?”, penso comigo mesmo.
Às 18h24, o Zé recebe uma ligação de alguém e no outro lado da linha o sujeito não parece muito animado quanto ao tempo, pois a chuva ainda tá caindo de leve.
Zé fala pelo telefone com o outro cara na linha que sair na chuva é ir procurar problema e que se continuar assim não vai ir pedalar.
18h30 e nada de ninguém, pelo visto realmente não irá haver pedal hoje.
18h36, Zé recebe mais uma ligação, pelo tom da conversa, que não foi nada animadora, realmente não iremos pedalar hoje. -”Debaixo de chuva é complicado sair e do jeito que está não vai ter nado hoje”, explica Zé por telefone ao receber um terceiro telefonema.
Eu já estou ficando até desanimado por causa do cancelamento do pedal de hoje, quase uma hora de espera e não irá acontecer nada mesmo?
A chuva agora está mais leve, bem fraca, mas o pessoal tá esperando ela parar por completa, em contra-partida, a Trilha do Boi por onde íamos nessa noite, deve está completamente encharcada e com muita lama, dando mais um motivo para o cancelamento.
O tempo deu uma melhorada por volta das 18h46, o que deve ter animado muita gente, mas não o suficiente para fazer o pessoal sair de casa.
Às 18h53 aparece um ciclista, era o Gagame e dois minutos depois o Flávio Bocão.
Mais alguns instantes e logo aparece o Luiz Farol de carreta com o seu filho, o Yaguinho e pra fechar o time o Marquinhos da funerária. Tem um outro sujeito. Mas eu não consigo lembrar o nome dele.
Com esses oito atletas o pelotão está formado e não deixando o tradicional pedal de quinta-feira ser esquecido, começamos a traçar nossa rota e a escolhida é realmente a Trilha do Boi.
Logo no início da pedalada, o filho do Luiz tenta fazer uma gracinha com a bicicleta e acaba indo ao chão, conduzido pela guia. Sorte que ele não se machucou.
Quando entramos na estrada de terra somos surpreendidos por um fio de alta-tensão que está tocando uns galhos de uma árvore, gerando leve estalos e algumas faíscas. O Marquinhos e o Luiz até que tentam comunicar a Cemig, mas a tentativa é do vão, pois não temos o endereço do lugar e fica algo parecido com um trote.
Continuando, como a chuva já havia parado a um bom tempo, a trilha tava ótima, poucos buracos, nem sinal de lama ou poças d’água, muito bom para pedalar. Eu já não estava mais com minha bike aro 20, o Ângelo me emprestou uma aro 26 com câmbios e suspensão que ele tem, onde foi usado apenas o tamanho das rodas, pois depois de quase estragar quatro vezes os câmbios da magrela desisto e coloco ele do uma macha (coroa grande combinada com a terceira catraca), que é usada do início ao fim do pedal.
A noite vem vindo, uma temperatura super agradável e bom até demais. Quando estávamos todos de boa, subindo o primeiro morro, o filho do Luiz inventa sei lá de onde que está cansado, o pai coruja faz uma espécie de reboque para o filho, que se repete por todo o trecho, até o Bocão que não tinha nada a ver com o peixe deu uma força ao Luiz, rebocando vez e outra o pequeno e folgado ciclista. Ah tem mais sobre esse fato, o garotinho nem pedalava quando estava sendo rebocado, segundo ele era pra descansar, que folga enh?
Continuamos com a pedalada e por volta do sétimo quilômetro fazemos o retorno, por uma trilha que por ter mato alto dos dois lados, tinha vez que andavamos em fila indiana.
Problemas a parte, seguimos passeio. Gagame o nosso guia, tava todo animado para ir pela trilha de uma tal cenoura, o Luiz mais experiente com a chuva e com a lama resolveu nem arriscar seguir o palpite do “guia”.
Eu já nem sabia mais onde estava, meu “gps” nem funcionava mais e eu estava mais desorientado do que bêbado em labirinto de espelhos. Só sei que descemos uns três quilômetros ou mais, sei lá, de morro. Agora eu estava lá na frente, seguindo o Yago e o Gagame. Ouvi um suposto boato que o Marquinhos caiu da bike, mais ainda tem que confirmar com ele e com quem tava na turma de traz.
Depois do momento morro abaixo, chegamos em um milharal, o nosso amigo Bocão resolveu fazer uma parada para pegar emprestado uns milhos, quando demos por sua falta nem o farol da bike dele viamos mais.
Eu e outro sujeito voltamos para ter o que tinha acontecido; nisso ele já estava voltando, com umas cinco espigas de milho em mãos. Se ele fosse levar aquilo tudo, até que ia está tudo bem, mas socot pra mim, o único que tinha uma pequena mochila, que ainda tinha espaço, que foi ocupado pelo milho “emprestado”.
O filho do Luiz parecia até o guia, todo o buraco que via avisava a todos. Mas não pedalava quase nada.
Depois de pouco mais de duas horas e meia por dentro de trilha e após uns 13km ainda não confirmados, chegamos novamente ao asfalto. O Luiz filho agora recuperou-se do cansaço e de um suposto nariz sangrando e começou a subir e descer guias e calçadas (para muitos conhecidos por passeio).
E assim vai terminando mais um pedal noturno, a galera vai se separando e indo cada um para suas casas. Até a próxima aventura e foi isso por essa noite. Ah, antes que reclamem ou pergunte, não teve fotos, nenhuma sequer, ninguém levou câmera daí o motivo simples e principal.

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5 Comments

  1. e ai pessoal do noispedala blz! parabens pelo diario de bordo ficou muito bacana. hebinho vc tem razao nem sempre da para pedalar com criança em ksa as vezes complica, mas vc sempre ta tendo problema vc nunca aparece to com saudades de vc no pedal kkkkkk. abraços a todos.

  2. olha só galera até o vei Fabricio,estar indo no noispedala em… ha ele é meu primo e se continuar pedalando vai dar trabalho para a moçada, logico se puxar eu em rsrsrs…. No proximo vou com a galera valeu…

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