Treinamento mental com pôquer

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Fundamental para que o atleta encontre seu nível de concentração pessoal, é cada vez mais importante fazer um trabalho de treinamento mental. Cada pessoa possui um poder de concentração diferente do outro e por esta razão, não há um modelo único indicado, nem para o ciclismo nem para nenhum esporte.

Está sendo observado, no entanto, uma grande concentração de esportistas das mais variadas modalidades migrando para o pôquer. Pilotos de Fórmula 1, tenistas (Rafael Nadal disputa torneios e é patrocinado por um site de pôquer), jogadores de basquete, vôlei e futebol, não faltam exemplos, dentro e fora do Brasil.

Foco e concentração

O treinamento mental é um tipo de intervenção psicológica que faz parte da Psicologia do Esporte e é voltado especificamente para que se consiga uma otimização do rendimento. Tem a intenção de aliar o aspecto educacional e a melhoria técnica na modalidade escolhida pelo atleta.

Poucos esportes trabalham tão bem os aspectos mentais quanto o pôquer. A capacidade de conseguir sair de situações adversas, além de não demonstrar suas emoções para que o adversário não perceba se seu jogo está bom ou não, são características fundamentais em um bom praticante do esporte mental.

Estas características podem ser aplicadas diretamente em outras modalidades e até mesmo no mundo corporativo, que a cada dia tenta absorver – utilizando-se de estudos acadêmicos – e utilizar estes ensinamentos.  Depois de perder a injusta fama de jogo de azar, o esporte se desenvolveu muito, além de ter se popularizado, com a facilidade de acesso que a internet proporcionou aos curiosos e aos já praticantes.

Esportistas que já aderiram

ciclista

O ciclista espanhol Óscar Pereiro, vencedor da volta da França em 2006, é um dos entusiastas do preparo mental através do pôquer. Apesar de ter abandonado o ciclismo em 2010, para viver o sonho de se tornar jogador profissional de futebol, na Espanha, por um time de 5ª divisão, ele não abandonou o pôquer.

Brasileiros também já estão não apenas jogando, como até mesmo participando de grandes torneios internacionais. Exemplo disto é o piloto de Stock Car, Thiago Camilo. Ele se dedica a prática com muito afinco, em breve poderemos acompanhar sua aposentadoria dos circuitos e vê-lo somente nas mesas com feltro verde.

Não apenas Camilo se empolgou. A campeã olímpica de atletismo, Maurren Maggi afirma que pretende se tornar uma jogadora profissional de pôquer assim que terminar sua carreira. Ela – que encontra dificuldades de conseguir patrocínios, no momento – também já se aventura em torneios, ainda de forma amadora.

No vídeo abaixo, diversos atletas brasileiros – quase todos vencedores de medalhas olímpicas – relatam suas experiências com o esporte, ao revelar técnicas que aprenderam com o novo entretenimento, como a concentração e a tentativa de esconder emoções, comuns na prática do esporte mental. Também resaltaram a necessidade de analisar os próximos movimentos, tanto os seus próprios quanto os dos adversários:

Competições reais e virtuais

O Brasil possui alguns campeões mundiais de pôquer e o mais conhecido deles, o paulista André Akkari realizou, no final de 2013, um torneio apenas com atletas brasileiros, de diversas modalidades. Maurren Maggi, Rubens Barrichello, Thiago Camilo, Fernando Scherer, além de algumas celebridades televisivas participaram do evento, que foi transmitido por um canal esportivo fechado.

Há um artigo interessante no site onde o professor Helio Souza aconselha os apaixonados por esportes a treinarem suas emoções, antes mesmo de o fazerem com o físico. Para que encontrem motivação e confiança. O pôquer é uma excelente maneira de tentar alcançar estes objetivos. Com certeza, é uma das mais divertidas e emocionantes.

*Publieditorial

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