Edição especial: Dia do Esportista

Nesse dia especial, iremos brindar essa data com uma matéria especial. Vamos contar a história de uma mulher de fibra que mudou sua vida pelo esporte e hoje é muito mais feliz e equilibrada.Se inspire e comece hoje a fazer parte desse time.

A prática do esporte é mais antiga na história humana do que se imagina. Consiste em aspectos como percepção de espaço e movimento físico do corpo humano.  E em todo Brasil, hoje, no dia 19 de Fevereiro é comemorado o dia do esportista, definido aquele que se dedica ao esporte e o usufrui.

Ela poderia continuar atuando na área de tecnologia de informação, como fez por 33 anos, mas mudou seu estilo de vida quando resolveu realizar um projeto que veio para ampliar a visão de que todos podem praticar o ciclismo. Cláudia Franco, idealizadora da Escola de Bicicletas Ciclofemini, em São Paulo, é uma das mulheres que fazem diferença na sociedade e na história do esporte.

Claudiafranco

As mulheres batalham diariamente para a conquista de se espaço desde os primórdios, mas no esporte em si, além de presenciarmos um crescimento latente da presença feminina, ainda são um grupo muito pequeno. “ Muitas mulheres nos procuram para aprender a pedalar, mas lamentavelmente muito poucas, quase nenhuma, tem aspiração para usar a bicicleta como prática esportiva. A grande maioria vê a bicicleta como lazer e algumas como perigo a sua integridade física”. Em base de sua experiência com a Escola de Bicicletas, Cláudia mostra como é a receptividade das mulheres em relação ao ciclismo.

O universo do ciclismo é apaixonante, e todos que conhecem melhor esse mundo sabem o motivo dessa afirmação. Seja no ciclismo de estrada, em montanha ou urbano, o prazer de superar um desafio é fascinante. Para essa empresária esportiva, o simples estar na bicicleta, o giro, o faz transcender. Além de ser contagiante, essa prática é capaz de mudar o estilo de vida de forma saudável, favorecendo um bem estar físico e mental, e na vida dessa cicloturista não poderia ser diferente: ”Meu estilo de vida mudou, meus valores, minha forma de interagir com as pessoas. Tornei-me uma pessoa mais feliz, equilibrada e sensata.

Muitas mulheres acham que pedalar é difícil, e praticar esse esporte mais ainda, mas não existe limite para elas e nem para ninguém no ciclismo. Basta que no ser humano haja força de vontade, empenho, foco e determinação. Um exemplo de superação é a história de Claúdia, pois ela só aprendeu a colocar a bicicleta  em movimento somente aos 49 anos, e após um ano de prática e treinamento ela estava participando do Brasil Ride, uma das competições mais difíceis de mountain bike.
E foi por causa dessa experiência pessoal de aprender a pedalar depois de adulta, que ela teve a ideia de criar um projeto que apoiasse no reconhecimento e valorização da determinação dos atletas. “ Entendo mais profundamente as dificuldades, os anseios e medos de pedalar. Depois que comecei a pedalar eu resgatei a minha autoestima. Realizei-me emocionalmente e foi aí que surgiu a ideia da escola, como o intuito de proporcionar o mesmo sentimento e satisfação a pessoas que não sabem pedalar, independente de serem crianças ou adultos.”

Infelizmente a imprudência no trânsito é um ponto negativo para uma prática regular e segura dos pedais, mas existem fórmulas simples de mudarmos essa situação. Esta faltando no trânsito mais educação  e conscientização da cidadania. “A fórmula é muito simples, porém cada um enxerga a situação somente sob a sua ótica e não sob a ótica do coletivo”. Pedalar não tem hora, e os ciclistas não devem aguardar pela situação ideal para sair para a rua : “Quanto mais ciclistas forem para as ruas, mais o governo terá que investir em regras e infraestrutura . Assim a população irá se acostumar com a presença frequente de ciclistas na zona urbana e irão se conscientizar e o sentimento de convivência irão crescer.” A visão de Claúdia Franco é simples e objetiva: “Meia dúzia de ciclistas nas vias publicas é um cenário, agora 200 ciclistas na via pública  o cenário já é bem diferente. “, se cada ciclista pensar a sim, a situação mudará e iremos poder pedalar com tranquilidade e respeito.

Claúdia afirma “nunca é tarde para começar, nunca é tarde para realizar um sonho. Não existe regra, não existe idade, altura, peso, nada! Existe apenas a vontade genuína de aprender algo novo, de experimentar. Não terceirize o impedimento. Quem quer aprender de fato, não importa a distância, não importa horário, etc. Para quem não quer aprender, tudo isso pode ser uma justificativa, um impeditivo. Mas para quem quer de verdade nada é impedimento. Realizar um sonho sentir-se capaz não tem preço. Somente você pode mudar o curso de sua vida, ninguém mais. A vida é difícil para todo mundo, mas ela pode se tornar mais prazerosa e flexível à medida que você se abrir para novas experiências, à medida que você não estabelece limites para a sua capacidade”.

A vontade de aprender abre caminhos na vida das pessoas, e isso facilita uma mudança de vida sempre para melhor. Seja caminhar, correr, nadar, ou até mesmo pedalar, tenham uma atitude inteligente e favorável em relação a si mesmo, pratiquem exercícios físicos.  Seja um esportista e não deixe medir esforços para continuar se exercitando. Enfim transforme a sua vida pelo esporte, pois lhe oferece prazer, qualidade física, e muita saúde.

Por Giovanna Soares

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Comentários

Um comentário para Edição especial: Dia do Esportista

  1. Sandra disse:

    Iniciei o curso na Ciclofemini, estou amando ,tenho 49 anos nunca tinha conseguido pedalar e com 2 aulas consegui pedalar sozinha, foi maravilhoso, uma sensação incrível, indescritível. Estou adorando fazer as aulas .Ai como sinto-me feliz!!! obrigada DEUS por existirem pessoas assim que sentem prazer em transmitir o que sabem.Obrigada Claudia e Marcelo.Sucesso para a Ciclofemini

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